sexta-feira, 31 de janeiro de 2025

O pré-tribulacionismo livra a igreja de passar por aflições e perseguições?

 Autor: Ricardo dos Santos 



  Muitos questionam a nossa visão escatológica pré-tribulacionista, dispensacionalista e pré-milenista pelo fato de crermos que a igreja não passará pela Grande Tribulação, ou seja, a igreja será arrebatada antes para encontrar-se com o Senhor Jesus nos ares. Eles (os pós-tribulacionistas, os meso-tribulacionistas e os amilenistas) negam o pré-tribulacionismo pois alegam que a igreja precisa sofrer a perseguição do governo do anti-cristo. 

  Uma de suas alegações contra o pré-tribulacionismo é a seguinte: "Se o povo de Deus tem sofrido tribulações e perseguições desde os tempos de Israel no Antigo Testamento até os tempos da igreja no Novo Testamento em suas diferentes eras e diferentes lugares, por que a igreja da atualidade não passaria pelo sistema do homem da iniquidade dos últimos dias? Seriam os cristãos de hoje melhores e mais especiais do que os crentes dos primeiros séculos que eram brutalmente perseguidos e mortos de diversas maneiras? Seria muito fácil se fosse assim..." Esse é um dos argumentos dos críticos do pré-tribulacionismo. 

  Vamos então à resposta pré-tribulacionista para tal questionamento. O pré-tribulacionismo não nega que a igreja possa passar por grandes dificuldades e perseguições nos últimos dias. O fato da igreja não passar pelos últimos sete anos da história da humanidade (período da Grande Tribulação, governo do anti-cristo) não nos isenta de passarmos por momentos difíceis, momentos de aflições, momentos de perseguições. A qualquer momento pode ser levantado algum governo anti-cristianismo e proclamar uma grande perseguição contra a fé cristã. Aliás, durante toda a história da igreja, inclusive na atualidade, a igreja tem passado por esse tipo de perseguição. Basta ver o que acontece nos países muçulmanos e nos países comunistas por exemplo. Isso acontece em plenos tempos modernos, onde fala-se tanto em liberdade religiosa, liberdade de expressão, democracia. A religião cristã é a religião mais perseguida de todos os tempos. Porém, tudo isso não se trata da Grande Tribulação a qual o Senhor Jesus fala em Mateus 24. A Grande Tribulação profetizada por Jesus será esse período de sete anos que vai haver uma grande aflição como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem tampouco haverá. Esse período é que realmente a igreja estará livre, conforme diz em Apocalipse 3:10: "Como guardaste a palavra da minha paciência, também eu te guardarei da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo, para tentar os que habitam na terra"

  Se você quer se livrar da Grande Tribulação que vai vir sobre a face da terra, creia hoje mesmo no Senhor Jesus Cristo como Senhor e Salvador de sua vida. O Senhor Jesus está de braços abertos para te receber. Venha o mais rápido possível, pois amanhã poderá ser tarde demais.

Ricardo dos Santos 

quarta-feira, 29 de janeiro de 2025

Não passará esta geração: o que Jesus quis dizer com isso?

 Autor: Roger Gonçalves 



Mateus 24:34: “Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que todas essas coisas aconteçam”.

  Jesus errou quando afirmou que os sinais do tempo do fim se cumpririam em sua era?

Problema: Jesus falou de sinais e maravilhas no que diz respeito à sua segunda vinda. Mas ele disse que “esta geração” não passaria, sem que tudo isso acontecesse. Isso quis dizer que esses eventos aconteceriam durante a vida dos que o ouviam?

Solução: Esses eventos (i.e., a Grande Tribulação, o sinal da volta de Cristo e o fim dos tempos) não ocorreram nos dias de seus ouvintes. Portanto, é racional entendermos que o seu cumprimento se dará ainda no futuro. Essa questão requer um exame mais cuidadoso do significado de “geração”, quanto a sentidos diferentes relativamente aos contemporâneos de Jesus.

  Primeiro, “geração” em grego (genea) pode significar “raça”. Nessa situação específica, a afirmação de Jesus poderia significar que a raça judia não passaria até que todas as coisas se cumprissem. Por haver muitas promessas a Israel, inclusive a da herança eterna da terra da Palestina (Gn 12; 14-15; 17) e do reino Davídico (2 Sm 7), Jesus poderia estar se referindo à preservação da nação de Israel por Deus, de forma a cumprir com as promessas feitas a Israel.

  De fato, Paulo fala de um futuro da nação de Israel, quando eles serão restabelecidos nas promessas do pacto de Deus com eles (Rm 11:11-26).

  A resposta de Jesus à última pergunta de seus discípulos levava em conta que haveria um futuro reino para Israel, quando eles perguntaram: “Senhor, restaurarás tu neste tempo o reino a Israel?” Em vez de repreendê-los por falta de compreensão, Jesus respondeu: “Não vos pertence saber os tempos ou as estações que o Pai estabeleceu pelo seu próprio poder” (At 1:6-7).

  Segundo, “geração” poderia referir-se também a uma geração em seu sentido usual, de pessoas vivendo no tempo indicado. Nesse caso, a palavra se referiria às pessoas que estarão vivas quando essas coisas acontecerem no futuro. Em outras palavras, a geração que estiver viva quando essas coisas começarem a acontecer (o abominável da desolação [v. 15], a grande tribulação tal como nunca houve antes [v. 21], o sinal do Filho do Homem no céu [v. 30] etc.) permanecerá viva até quando esses juízos se completarem. Portanto, já que comumente se crê que, no fim dos tempos, a tribulação terá a duração de sete anos (Dn 9:27; cf. Ap 11:2), Jesus estaria dizendo que “esta geração” que estiver vivendo a tribulação ainda estará viva no seu final.

  Sob qualquer hipótese, não há razão alguma para se considerar que Jesus tivesse feito a afirmação, obviamente falsa, de que o mundo terminaria dentro do período de vida dos seus contemporâneos.

Roger Gonçalves é teólogo, apologeta e membro da Primeira Igreja Batista de Paciência. Esse estudo foi extraído do seu blog "Esquadrão anti-preterista", onde ele combate as heresias do preterismo que diz que o retorno de Jesus foi no ano 70 d.C..




Tempos atuais

 Autor: Roger Gonçalves 



II Timóteo 3:1 - "Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos."

  Segundo a tradição bíblica, o termo original grego usado aqui destaca a ideia de algo que é não somente difícil, mas perigoso e furioso ao mesmo tempo. Essa palavra foi utilizada para descrever situações extremamente desafiadoras e perigosas que poderiam confrontar os crentes da época. Dessa forma, ao se referir a algo 'difícil de fazer' ou 'difícil de suportar', o conceito vai além da mera dificuldade e adentra o território do perigo iminente, da fúria incontrolável, colocando em destaque a magnitude e seriedade das provações que poderiam surgir na jornada de fé dos crentes.

Roger Gonçalves é teólogo, apologeta e membro da Primeira Igreja Batista de Paciência.



sábado, 25 de janeiro de 2025

Procurando uma igreja para congregar

 Texto da Igreja Bíblica Congregacional Marengo 


  Estou procurando uma igreja para congregar, então resolvi pedir conselho ao Apóstolo Paulo, para saber qual eu devo escolher.

_Alô!  É o Apostolo Paulo?

_ Sim é ele!

_ A paz do Senhor Jesus!

_ Amém, irmão!

_ Desculpe o incômodo, mas estou precisando da sua ajuda: é que eu ando decepcionado com a igreja a qual pertenço e estou procurando outra para congregar. Estou pensando em congregar em Corinto, o que o senhor me diz? 

_Olha, a Igreja de Corinto é boa, mas tem grupinhos (1Co 1.12), tem inveja, contendas (1Co 3.3), brigas que vão parar nos tribunais de justiça (1Co 6.1-11), tem até alguns fornicadores (1Co 5.1). 

_ E a Igreja de Éfeso?

_ É uma Igreja alicerçada na Palavra (At 20.27), mas, ultimamente, tem muita gente sem amor por lá (Ap 2.4). 

_ E Tessalônica?

_ É boa também, mas tem alguns desordenados que não gostam de trabalhar (2Ts 3.11). 

_ E se eu for para Filipos? 

_Filipos até que é uma igreja boa, mas a irmã Evódia e a irmã Síntique se desentenderam e estão sem conversar, mas cantam todo culto no coral do círculo de oração (Fp 4.2). 

_ Então, acho que vou mudar para Colosso. 

_Olha, em Colossos tem um grupo que está até cultuando a anjos (Cl 2.18). 

_Que coisa! E se eu for para para a igreja dos Gálatas? 

_Bem, lá tem alguns crentes que querem se devorar entre si (Gl 5.15). 

_Não sabia que era tão difícil achar uma igreja perfeita.

  Entrei em contato com o Apóstolo João para saber se a igreja de Tiatira seria ideal, mas ele me disse que os irmãos lá tem tolerado uma mulher que se diz profetisa e que tem apoiado a prostituição e a idolatria (Ap 2.20).

  Pensei, então, na possibilidade de ir para Laodiceia, mas João me disse que seus membros são orgulhosos, materialistas e mornos espiritualmente (Ap 3.16). 

  Perguntei sobre Pérgamo, e João me disse que lá tem alguns que seguem as doutrinas dos nicolaítas e de Balaão (Ap 2.14-15). 

_Sabe, irmão Paulo, já pensei em ir para a Igreja Central em Jerusalem, mas ouvi dizer que tem muita gente preconceituosa lá  (Gl 2.12,13), além de murmuradores  (At 6.1) e alguns mentem ao ministério  buscando destaque na comunidade (At 5.1-11). E agora, o que faço? 

_Você precisa entender que há joio no meio do trigo em todo lugar, muitos crentes são genuínos, mas estão em processo de aperfeiçoamento. Alguns mais maduros e outros ainda imaturos. Um dia haverá uma igreja perfeita (Hb 12.23), mas nem eu nem você poderemos entrar lá nesse corpo corruptível. Portanto, meu conselho  é que você coloque-se à disposição de Deus para se tornar um membro saudável na edificação do Corpo de Cristo para a salvação de muitos e para a glória de Deus (Ef 4.1-16). Quando for à igreja, não vá atrás de um culto que te agrade, mas ofereça o teu melhor. Se você fizer isso, o seu culto será perfeito, mesmo em uma igreja imperfeita.

Igreja Bíblica Congregacional Marengo 

segunda-feira, 6 de janeiro de 2025

Abraão e o encontro com Melquisedeque

 Autor: Pr. Aldenir dos Santos 




Gênesis 14 começa com relato de uma guerra, algo comum nos dias de Abrão. Anrafel, rei de Sinar; Arioque, rei de Elasar; Quedorlaomer, rei de Elão; e Tidal, rei de Goim, formaram uma confederação, para guerrear contra uma coalizão rebelde formada por Bera, rei de Sodoma; Birsa, rei de Gomorra; Sinabe, rei de Admá; Semeber, rei de Zeboim; e o rei de Bala ou Zoar. As duas confederações se enfrentaram no vale de Sidim, uma rica região cujo os reis não queriam mais pagar tributos e taxas. Por isso se rebelaram em busca da independência.

  Na lista dos reinos do norte Anrafel é uma figura misteriosa, aparece em primeiro lugar, indicando uma liderança superior; seu reino, Sinear, é a famosa Babilônia. Na bíblia, o primeiro imperador de Sinear foi Ninrode. Outra teoria diz que Anrafel seria Hamurábi, rei da Babilônia, famoso pela obra jurídica conhecida como Código de Hamurábi.
  A confederação do Norte liderada por Quedorlaomer avançava deixando um rastro de destruição, enquanto os rebeldes se organizavam a fim de se defenderem. Quedorlaomer infligiu dura derrota aos rebeldes, que foram humilhados, apanhados em suas próprias armadilhas. O vale tinha poços de extração de betume. Quando os soldados da região de Sodoma e Gomorra fugiram, muitos caíam nesses poços. A derrota foi tão grande que os soldados sequer sabiam onde estavam, enquanto isso os sobreviventes para os montes.
  Os vencedores saquearam a região de Sodoma e Gomorra, levaram o povo cativo, entre elas Ló. Essa guerra teria acabado neste ponto e passaria despercebida se Ló não estivesse entre os cativos. Quando a vitória parecia definitiva, um soldado, que conhecia Abrão, sabendo da sua força e de seu amor pelo sobrinho, foi até os carvalhos do Manre e avisou Abrão que até aqui nada tinha haver com esta guerra. Ao tomar conhecimento do sequestro de Ló, organizou um exército composto de 318 homens, aliados aos amorreus Aner, Escol e Manre, saíram na caça dos confederados do Norte, que tentavam voltar a Mesopotâmia.
  Com sábia estratégia Abrão os atacou durante a noite em várias frentes. Despreoarados, os reis do norte foram derrotados e expulsos de Canaã, perderam seus bens e todo despojo da guerra. Abrão derrotou o império do norte da Mesopotâmia, resgatou Ló e libertou os reinos do Jordão.
  Mas a história ainda não acabou, e a parte mais interessante ainda estava por vir. Ao retornar feliz e vitorioso da batalha, Abrão recebe Bera, rei de Sodoma que foi ao seu encontro no Vale de Savé.
  Nesse ponto, surge o personagem mais misterioso das Escrituras: Melquisedeque, rei de Salém, futura Jerusalém. Seu nome significa Rei da Justiça. A epístola aos Hebreus diz que: "Melquisedeque primeiramente se interpreta rei de justiça, rei de paz" - sem pai, sem mãe, sem genealogia, sem princípio nem fim de dias, entretanto foi feito semelhante a Cristo, o Filho de Deus permanece sacerdote eternamente. Ele surge de repente e sai de cena muito rapidamente.
  É claro que como ser humano, Melquisedeque deveria ter pais e uma vida terrena. Uma antiga tradição judaica diz que este misterioso sacerdote era Sem filho de Noé. Malki Tsédec é um título real, e não um nome próprio. Malki ou Mélech no hebraico significa rei. Tsédec quer dizer "Casa de Justiça". Entretanto, há um grupo de comentaristas que chamam atenção para o fato de que Melquisedeque ofereceu a Abrão pão e vinho, elementos que mais tarde seriam símbolos da Páscoa e representantes do corpo e do sangue de Cristo. Melquisedeque se dirige a Deus como "o Possuidor dos céus e da terra", da mesma forma que Jesus se dirigiu ao Pai como "Senhor dos céus e da terra". Seu nome significa "Rei de Justiça"; atribuir esse título a um homem seria uma blasfêmia, "porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus". Melquisedeque é "Rei de Paz", pecadores desconhecem o caminho da paz enquanto Cristo é o Príncipe da Paz. Melquisedeque é apresentado como rei e sacerdote, uma característica clara e distinta do Messias. "Semelhante" ao Filho de Deus nos leva a uma pergunta: "Por que ele ainda não era de fato o Filho de Deus?" A resposta é óbvia: ele ainda não havia sido gerado pelo Espírito Santo. Por tudo isso este grupo afirma que Melquisedeque é Cristo.
  O mistério persiste, mas é bom lembrar que fora a casa carta aos Hebreus, nenhuma outro autor do Novo Testamento cita Melquisedeque, e quando Hebreus o faz, jamais o trata como uma visão do Messias pré-encarnado.
  O rei e sacerdote Melquisedeque lembra Abrão e ao ganancioso e imaturo Ló que a vitória é benção do Senhor, resultado da aliança de Deus com Abrão. Ele sim é o verdadeiro governante, o rei soberano do universo, a ele tudo pertence de fato. A resposta de Abrão foi um testemunho de fé em Deus adorado por ele e representado por Melquisedeque. O dízimo foi a prova de que Deus merece toda honra e toda glória.


Texto do pastor Aldenir dos Santos, pastor da Igreja Batista Bíblica em Cidade de Deus, Manaus - AM. Texto extraído do jornal O Varonil (Órgão Oficial da Confederação das Uniões dos Homens Evangélicos Congregacionais - março, abril e maio de 2021).




sábado, 4 de janeiro de 2025

Nosotros hermanos: história da Igreja Evangélica Congregacional da Argentina

 Autor: Pr. Antonio Mario Schãr

Texto original em espanhol traduzido por Ricardo dos Santos


  Entre os anos 1920 e 1922, um grupo numeroso de famílias cristãs de origem russo alemão [Alemanes del Volga] não conformes com a igreja que os assistia, começam a reunir-se no salão escolar [Schulhause] de Aldea San Antonio sob a liderança do professor Jorge Gaier.
  Este grupo de famílias eram de origem reformada e profundamente pietistas; conhecidos como os piedosos, os irmãos consagrados a Deus.
  O primeiro nome desta nascente igreja seria Congregaçión Evangélica Libre San Antonio, pelo fato de que não queriam aderir-se a nenhum sínodo ou denominação existente.
  Em 4 de março de 1923 formulam seu primeiro estatuto que levaria o nome de Sociedad Evangélica Alemana religiosa. De forma unânime elegem ao professor Jorge Geier como pregador e pastor evangélico.
  Nomeia-se a primeira comissão integrada por: Jorge Felipe Sittner, Lorenzo Huck, Felipe Schlotthauer, Felipe Kindsvater, Jacobo Sittner [filho], Juan Schefer e Jorge P Heidenreich.
  Em junho de 1923 se começa com a construção do primeiro templo chamado Casa de Oração. Desde o princípio os cultos se realizavam no idioma alemão.
  As decisões se tomavam em assembleias auto convocadas. Em sua busca espiritual sempre queriam assemelhar-se à igreja de Atos dos Apóstolos.
  Entre os anos 1920 e 1923 já estavam em marcha as igrejas de: San Antonio, Almada, Irazusta, Urdinarrain, Villa Mantero e Costa San Antonio (todas em Entre Rios, Argentina).
  Ao receber notícias que seus parentes e amigos nos Estados Unidos haviam se unido à Igreja Congregacional, solicitaram por escrito o apoio missionário da mencionada igreja o qual se concretizou no ano 1924 com a chegada do primeiro pastor John Hölzer [Juan Helzer] procedente da Conferência de Ilinois.
  O pastor Juan Helzer chega a Urdinarrain em 1⁰ de março de 1924. Em poucos meses organiza as igrejas sob as normas congregacionais.
  Instruindo, examinando e ordenando ao professor Jorge Gaier como o primeiro pastor da Igreja Congregacional em Argentina.
  As igrejas já estabelecidas se uniram à Igreja Congregacional dos Estados Unidos porque buscavam uma igreja que reunia suas convicções cristãs trazidas da Rússia e na qual podiam praticar livremente sua fé e sua forma de viver a vida cristã.
  Em 4 de maio de 1924, o pastor Juan Helzer se reúne pela primeira vez com a igreja de Aldea San Antonio, explicando sua missão e propósito. A igreja ficaria com o nome "Congregación Evangélica Libre Congregacional", com um total de 216 membros.
  Em 18 de maio de 1924, o pastor Juan Helzer organiza a igreja de Almada com um total de 74 membros. A igreja adota o nome "Congregación Evangélica Libre de Paz". 
  A igreja de Irazusta se organiza em 25 de maio de 1924 sob a direção do pastor Juan Helzer, com o nome de "Congregación Evangélica Libre Sion", com um total de 91 membros.
  Em 29 de maio de 1924 a igreja de Costa San Antonio decide também, em forma unânime, levar o nome "Congregación Evangélica Libre Emmanuel", com um total de 35 membros.
  Em 1⁰ de junho do mesmo ano, também a igreja de Mantero se reúne com o pastor Juan Helzer e decide levar o seguinte nome: "Congregación Evangélica Libre Salem", com um total de 57 membros.
  Em 13 de junho se reúne a igreja de Urdinarrain na casa de Osvaldo Weigandt. O pastor Juan Helzer explica sua missão e se define o nome da igreja: "Congregación Evangélica Libre San Juan, com um listado de 82 membros.
  Em 22 de junho de 1924 se realiza uma assembleia em Aldea San Antonio, donde se reformam os estatutos adequando às normas congregacionais.
  Em 29 de junho se recorda como um dia muito especial na história da igreja de Aldea San Antonio. Os motivos são os seguintes:
1- Celebra-se a primeira assembleia extraordinária sob a condução do pastor Juan Helzer.
2- Às 10 da manhã se inaugura o primeiro templo.
3- Às 14 horas se reúne o concílio integrado por 12 irmãos que representam as seis igrejas, os quais examinam o pastor Jorge Gaier e em forma unânime decidem sua ordenação.
4- Às 19 se realiza a ordenação ao ministério pastoral do pastor Jorge Gaier.
5- Formaliza-se a união à Igreja Evangélica Congregacional em Argentina.
  A Igreja Congregacional dos Estados Unidos enviou várias famílias pastorais como missionários.
  Todos eles depois de cumprir suas funções pastorais regressaram para os Estados Unidos.
  O primeiro seminário (Instituto Teológico) foi fundado na cidade de Concordia no ano de 1939 pelo pastor Otto Tiede, com o nome de "Seminário para pregadores".
  Neste seminário se capacitavam os pastores argentinos assim como os pastores brasileiros até o ano de 1973.
  A igreja se estendeu desde Entre Rios até as províncias de Misiones, Chaco, Formosa, Córdoba, Santa Fe, Buenos Aires, Corrientes.
  A maioria das congregações começaram em casas de família e em escolas.
  Hoje, a igreja tem ao redor de 150 templos e pontos de pregação.
  No ano de 1942 a Igreja Evangélica Congregacional também se extende ao país irmão Brasil (Rio Grande do Sul).
  Em 1948 o seminário de Concordia envia os primeiros pastores ao Brasil para dar continuidade à obra ali iniciada. Até o ano de 1973 todos os pastores do Brasil se preparavam na Argentina.
  A obra no Paraguai começa na década de 1970, e nasce como uma obra missionária da Igreja Evangélica Congregacional do Brasil.
  A igreja no Uruguai tem seu começo no ano de 1992 e se origina na cidade de Fray Bentos. Na atualidade se extende também à de Mercedes.
  No ano 1980 se cria o Departamento Nacional Misionero, hoje EAMIC (Equipo Apostólico Misionero de la Iglesia Congregacional). Este departamento impulsou a abertura de vários campos missionários; recentemente se abriram os campos de Viedma, Mina Clavero, Córdoba, Salta Capital e por último está em curso em nosso país irmão Bolívia. Inicialmente o cargo de superintendente foi ocupado pelos pastores missionários enviados dos Estados Unidos: Otto Tide, Frederick Schneider, Herbert Schaal, Harold Goldmann. Logo o cargo foi ocupado por pastores argentinos: Federico Asmus, Emilio Schmeck, Eduardo Scheffer, Teodoro Stricker, Gustavo Menke, Reynaldo Horstt, Erhard Serfas, Emílio Wagner, Alberto Hildt e Marcelo Becla.
  As conferências dos irmãos marcaram a vida espiritual de uma época dentro das igrejas congregacionais na Argentina. Entre Rios, Misiones e Chaco foram as províncias que ainda abrigam até o dia de hoje nessas conferências fraternais.
  Os irmãos anciãos (presbíteros) sempre foram os colaboradores dos pastores, tanto a nível local como a nível provincial, ocuparam um rol importante visitando as congregações e pregando a Palavra de Deus.
  O trabalho com as mulheres sempre esteve presente na igreja: Reuniões de Damas, retiros, encontros e jornadas de capacitação têm lugar em cada congregação.
  As campanhas evangelísticas têm seu começo na congregação de Leandro N. Além (Misiones) em agosto do ano 1956, estendendo-se a todas as igrejas do país, trazendo grandes avivamentos espirituais. A música e o canto têm sido característicos das igrejas congregacionais, duplas, trios, quartetos, conjuntos de cordas, bandas de música entre outros tantos enriqueciam os cultos, as conferências, as campanhas evangelísticas e os tradicionais encontros juvenis. Com o passar do tempo a igreja vem incorporando novas formas e estilos quanto a louvor e adoração.
  O culto na casa sempre foi o centro da vida espiritual das famílias de nossos pioneiros. Reuniam-se para escutar a pregação que seria lida ou pregada pelo chefe do lugar. Os hinários, os livros de orações e os livros de pregações trazidos de Volga (Rússia) e acima de tudo a bíblia foram fontes de nutrição espiritual durante décadas.
  Desde o começo até o dia de hoje, o trabalho com os meninos sempre teve um lugar preponderante nas igrejas congregacionais. Reuniões juvenis, acampamentos,  congressos de jovens se realizam em forma normal em cada uma das províncias (Estado) onde a igreja está presente. Com o passar do tempo a igreja vem investindo na educação: jardins de infância, escolas e colégios.
  Também os meios de comunicação como os rádios estão presentes e se utilizam para compartilhar o evangelho.

Texto do pastor Antonio Mario Schãr, pastor congregacional na Argentina. Texto extraído do jornal O Varonil (Órgão Oficial da Confederação das Uniões dos Homens Evangélicos Congregacionais - março, abril e maio de 2021).

quinta-feira, 2 de janeiro de 2025

Por que Jesus nasceu de uma virgem?

 Autor: Ricardo dos Santos 



  A doutrina do nascimento virginal do Senhor Jesus tem sido atacada por incrédulos que debocham da fé cristã. Dentre esses incrédulos estão: ateus, teólogos liberais, Testemunhas de Jeová e outras linhas de seitas arianas etc.. Porém, o nascimento virginal do Nosso Senhor Jesus é real e é de suma importância para a nossa salvação. Pela fé devemos crer nessa doutrina.

  Mas, por que o nascimento de Jesus teve que ser diferente de qualquer outro ser humano da face da terra?

  Vamos voltar à Gênesis, no contexto da queda (Gênesis 3). Vejamos o que Deus diz à serpente: "Então o Senhor Deus disse à serpente: Porquanto fizeste isto, maldita serás mais que toda a fera e mais que todos os animais do campo; sobre o teu ventre andarás e pó comerás todos os dias da tua vida. E porei inimizade entre ti e a mulher e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça e tu lhe férias o calcanhar" (Gênesis 3:14-15). Ou seja, a promessa diz que Cristo viria da semente da mulher. 

  Porém, esse fato ainda não é a resposta completa da questão.

  Continuando o raciocínio, depois da queda de Adão e Eva e a entrada do pecado no mundo, todo ser humano já nasce com o chamado pecado original e que portanto, já nasce contaminado e condenado pelo pecado de Adão. Por isso, somente Cristo, o Filho de Deus, concebido por obra do Espírito Santo, sem trazer em si o pecado original, pôde cumprir a lei e trazer a justificação que carecíamos.

  O último ponto que precisamos observar é a questão de Jesus ser 100% homem e ao mesmo tempo ser 100% Deus. O nascimento virginal de Jesus satisfaz as seguintes exigências: 1- a única maneira de Ele nascer como homem era nascer de uma mulher; 2- a única maneira de Ele ser uma pessoa impecável era ser concebido pelo Espírito Santo; 3- a única maneira de Ele ser deidade, era ter Deus como seu Pai.

  Diante disso, que possamos ter em mente essa verdade que transforma, que salva e que liberta. Se você não é cristão, creia hoje mesmo no Senhor Jesus. Não existe outro caminho além de Jesus que possa te levar a Deus. 

Ricardo dos Santos 

quarta-feira, 1 de janeiro de 2025

Memorial Clarence Larkin

 Autor desconhecido 



  Pastor batista, professor de Bíblia e escritor norte-americano, Clarence Larkin nasceu a 28 de outubro de 1850, em Chester, no condado de Delaware, Pensilvânia. Converteu-se a Cristo aos 19 anos e sentiu-se então chamado para o ministério do Evangelho, mas as portas da oportunidade de estudo e ministério não se abriram imediatamente. Conseguiu então um emprego em um banco.

  Aos 21 anos, deixou o banco e foi para a faculdade, formando-se engenheiro mecânico. Continuou como desenhista profissional por um tempo, depois tornou-se professor de cegos.

  Este último esforço cultivou as suas faculdades descritivas – algo que Deus mais tarde usaria nele para produzir uma obra monumental sobre teologia dispensacionalista. Mais tarde, problemas de saúde obrigaram-no a abandonar a carreira docente. Depois de um descanso prolongado, tornou-se um fabricante. Mas não estava feliz. Sentiu que Deus o queria no ministério do Evangelho. Quando se converteu, tornou-se membro da Igreja Episcopal, mas em 1882, aos 32 anos, tornou-se batista e foi ordenado ministro batista dois anos depois. Passou diretamente dos negócios para o ministério.

  A sua primeira carga foi em Kennett Square, Pensilvânia; o seu segundo pastorado foi em Fox Chase, na Pensilvânia, onde permaneceu durante 20 anos. Não era um pré-milenista na altura da sua ordenação, mas sim o seu estudo das Escrituras, com a ajuda de alguns livros que lhe caiu nas mãos, levou-o a adotar a posição pré-milenista. Começou a fazer grandes gráficos de parede, que intitulou de “Verdade Profética”, para uso no púlpito. Isto levou a que fosse convidado para lecionar, no âmbito do seu trabalho pastoral, em dois institutos bíblicos.

  Durante este tempo, publicou vários gráficos proféticos, que foram amplamente divulgados. Quando a Primeira Guerra Mundial eclodiu, em 1914, foi chamado para discursos sobre A Guerra e a Profecia. Então Deus colocou no seu coração a necessidade de preparar uma obra sobre a Verdade Dispensacional (ou o Plano e Propósito de Deus nas Eras), contendo uma série de gráficos com matéria descritiva. Passou três anos da sua vida a projetar e desenhar os gráficos e a preparar os textos. A recepção favorável que teve desde que foi publicado pela primeira vez em 1918 parece indicar que o mundo esperava um livro deste tipo.

  Por ter tido grande e ampla circulação neste e noutros países, a primeira edição esgotou-se logo. Seguiu-se uma segunda edição e, depois, percebendo que o livro tinha um valor permanente, Larkin reviu-o e ampliou-o, imprimindo-o na sua forma atual.

  Larkin seguiu esta obra-prima com outros livros: Dividir Corretamente a Palavra, O Livro de Daniel, Mundo Espiritual, Segunda Vinda de Cristo e Um Baú de Remédios para Praticantes Cristãos, um manual sobre evangelização.

  Larkin, um homem bondoso e bondoso, deplorava a tendência dos escritores para dizerem coisas pouco caridosas uns sobre os outros, pelo que procurou sinceramente evitar a crítica e satisfazer-se simplesmente apresentando o seu entendimento das Escrituras. Embora não pretendesse publicar as suas próprias obras, o Senhor conduziu nesse sentido. Durante os últimos cinco anos da sua vida, a procura pelos livros de Larkin fez com que abandonasse o pastorado e se dedicasse integralmente à escrita. Foi estar com o Senhor no dia 24 de janeiro de 1924.

Texto extraído do Facebook de Michel James Martins Lima, um cristão bíblico fundamentalista que tem feito um excelente trabalho no Facebook.

O shabat de Israel, o domingo da igreja e a literalidade do Gênesis

 Autor: Dave Hunt 



  O descanso no sábado recordou a Israel que Deus criou o universo em seis dias literais de 24 horas e descansou no sétimo. Esta comemoração da velha criação foi dada a Israel, a quem Deus prometeu um lugar especial nesta terra no reino milenar de Cristo. Os que são da igreja (sejam judeus ou gentios), que são novas criaturas em Cristo (2 Coríntios 5:17; Gálatas 6:15) e que aguardam a destruição do antigo e a criação de “novos céus e uma nova terra” (2 Pedro 3:13; Apocalipse 21:1), não celebram a velha criação. Em vez disso, seguindo o exemplo da igreja primitiva (Atos 20:7; 1 Coríntios 16:2), reúnem-se para adorar no primeiro dia de uma nova semana, o dia da ressurreição do nosso Senhor como “o primogénito dentre os mortos” (Colossenses 1:18), ansiosos pela sua própria ressurreição para estarem para sempre com Ele e como Ele. A afirmação de Cristo de que “destes dois mandamentos [que não incluem a guarda do sábado] dependem toda a lei e os profetas” diz-nos muito.


Dave Hunt foi apologeta, autor e palestrante reconhecido internacionalmente. 

Guerra espiritual e o espírito territorial

 Autor: Dave Hunt


Pergunta: E a "guerra espiritual" ensinando que "amarrando" em nome do Senhor o "espírito territorial" que controla uma cidade, os cristãos podem tomar conta daquela cidade para Deus?

Resposta: Tal ideia não tem base bíblica, seja por preceito ou exemplo. Sim, o "príncipe" do reino da Pérsia impediu que o anjo Gabriel por três semanas viesse a Daniel (Daniel 10:12-13). Daniel, no entanto, estava procurando uma visão profética - não para "amarrar" o "espírito territorial" sobre a Pérsia. Nem o Gabriel o instruiu para travar tal guerra. A missão de Gabriel era informar Daniel sobre eventos dos últimos dias afetando Israel (v.14) - informações que o "príncipe da Pérsia" tentou impedir. Não há nenhuma pista de que "amarrando" este "demônio" teria libertado a Pérsia da influência satânica ou que a vitória de Gabriel sobre este demônio (com a ajuda de Miguel arcanjo) teve algum efeito sobre o clima espiritual na Pérsia ou ajudou na salvação dos persas. Paulo nunca tentou "amarrar espíritos territoriais" ao trazer o evangelho ao mundo dos seus dias, então por que deveríamos nós? E embora os apóstolos "viraram o mundo de cabeça para baixo", não há nenhuma pista de que uma única cidade alguma vez foi "tomada para Deus", como Wimber, Paulk, Hayford, Frangipane, Lea e tantos outros são promissores. Em Corinto, por exemplo, onde Paulo passou dezoito meses, Deus lhe deu proteção e benção especiais porque Ele tinha "muita gente nesta cidade" (Atos 18:9-10). O problema não era tomar Corinto, mas chamar uma companhia de crentes para fora disso. O sucesso de Paulo também não mudou o destino de Corinto ou de qualquer outra cidade ou nação.

Dave Hunt foi apologeta, autor e palestrante reconhecido internacionalmente.