segunda-feira, 12 de fevereiro de 2024

Carnaval: origem e natureza

Autor: Diácono Nicodemos R. dos Santos 


  Modernamente, costuma-se afirmar que o carnaval é alegria do povo, que expressa a cultura popular e que é festa folclórica. A explicação é vaga. Diz-se que é boa ocasião para atrair turista estrangeiro a fim de carrear divisas para os cofres do país.
  CARNAVALE - Vocábulo italiano que significa "adeus à carne", é festa de muita alegria, folia e orgia que precede a quarta-feira de cinzas. A comemoração do carnaval é de origem pagã. Desde os tempos imemoriais do Egito antigo, no outono, realiza-se a festa do boi Apis - animal sagrado. 
  Escolhia o boi mais belo e todo branco, o qual era pintado com várias cores, hieróglifos e sinais cabalísticos. O boi era conduzido pelas ruas e levado até o Rio Nilo, onde era afogado. Em procissão, sacerdotes, magistrados, homens, mulheres e crianças fantasiados grostescamente, iam atrás dele dançando e cantando em promiscuidade até o seu afogamento. Com as conquistas da Grécia e de Roma, a festa foi transportada para outros países, sob outras formas e denominações. Na Grécia, tomou o nome de Dionisíaco, em honra ao deus do vinho - Dionísio. Em Roma, bacanal em homenagem ao deus do vinho - Baco. Nessas comemorações, a aristocracia misturava-se com o populacho, os tribunais e estabelecimentos oficiais se fechavam, e se abriam todos os lugares de divertimento, onde a devassidão, a orgia e o prazer sensuais eram inomináveis. Com o advento do Cristianismo, as festas pagãs se arrefeceram, mas na Idade Média, sob a tolerância da Igreja dominante, recruscedera entre os povos de educação latina sob a única denominação de carnaval. No Brasil, com o caldeamento cultural afro-brasileiro e com os rituais diferentes, o carnaval empolga multidões e é motivo de atração turística. Como em todos os tempos e lugares no Brasil, a festa é portadora de nefastas consequências ao indivíduo, à familia e à sociedade. O carnaval é festa religiosa, revivescência do paganismo antigo, dedicado a MOMO - deus da zombaria, do sarcasmo, da pândega e que está ligado a quaresma - período de abstinência e jejum, que termina com a semana chamada santa. O cristão deve se conduzir pelas determinações bíblicas. Momo é satanás dissimulado. Jesus em sua quaresma de jejum e oração repeliu o falso deus. "Então disse-lhe Jesus: Vai -te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás". (Mat. 4:10)
  Veja o que diz o Salmo 115: 1-8: "Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao teu nome dá glória, por amor da tua benignidade e da tua verdade. Por que dirão as nações: Onde está o seu Deus? Porém o nosso Deus está nos céus; fez tudo o que lhe aprouve. Os ídolos deles são prata e ouro, obra das mãos dos homens. Têm boca, mas não falam; olhos têm, mas não veem. Têm ouvidos, mas não ouvem; narizes têm, mas não cheiram. Têm mãos, mas não apalpam; pés têm, mas não andam; nem som algum sai da sua garganta. A eles se tornem semelhantes os que os fazem, assim como todos os que neles confiam". Ele afirma que quem adora um deus morto se torna espiritualmente igual a ele. Momo é deus morto, cuja falsa duração é de três dias, cultuado pelos foliões, e que conforme a mitologia foi expulso de Olimpo, para ser na terra o rei dos loucos. Pelo exposto, carnaval é festa religiosa que se contrapõe ao cristianismo verdadeiro. A lenda mitológica conta que júpiter se impressionou com a formosura da princesa Europa e tomou forma de belo boi branco como a neve e misturou-se com o rebanho. Europa, atraída pela mansidão do animal e por seu elegante porte, enfeitou-o com flores e subiu no seu dorso. Imediatamente, em carreira veloz, júpiter se dirigiu para o mar e levou a linda princesa para praias desconhecidas. Satanás é assim. Como o anjo de luz com todo o poder de mentira, de mistificação, ilude incautas criaturas por meios atraentes como as festas carnavalescas, e as leva para as praias ignotas da perdição. "E não é de admirar, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz". (2Co 11:14)
  "A esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder e sinais e prodígios de mentira, e com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para se salvarem". (2Ts 2: 9-10)
  O carnaval é revivescência das religiões pagãs e de maneira alguma deveria estar justaposta ao período da quaresma que começa com a quarta-feira de cinzas. Lamentável é que criaturas que se dizem cristãs festejam o carnaval, ressurgimento do paganismo de priscas eras e responsável pelos danos e efeitos morais para homens, mulheres, jovens de ambos os sexos, também crianças e uma das causas da desorganização da família e de graves problemas sociais. A festa carnavalesca é culto imerecido ao falso deus Momo que constitui ofensa à pessoa do Deus vivo e verdadeiro. O único meio de se libertar de tal atração é a confiança em Jesus, o filho de Deus, que veio ao mundo destruir as obras do diabo. "Quem comete o pecado é do diabo, porque o diabo peca desde o princípio. Para isto o Filho de Deus se manifestou: Para desfazer as obras do diabo". (1Jo 3:8)

Texto extraído do antigo jornal "O SERVO" (janeiro / fevereiro de 2002) que pertencia à Associação de Uniões de Homens Evangélicos Congregacionais do Brasil. Foi escrito pelo Diácono Nicodemos R. dos Santos.
  

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