terça-feira, 2 de abril de 2024

A graça no cristianismo versus as obras infrutíferas das religiões

Autor: Rev. Miguel Núnes 


  Há muitos anos, na Inglaterra, foi feito um congresso de religiões comparadas com a ideia de reunir vários especialistas em diferentes religiões e compará-las. Em um dado momento, esses eruditos se perguntaram se o Cristianismo tinha algo particular que não pudesse ser encontrado em nenhuma outra religião. Alguns mencionaram a encarnação, mas outros comentaram que outras religiões têm sua própria versão de deuses que aparecem em formas humanas. Outros mencionaram a ressurreição, porém alguns objetaram porque há outras religiões que têm sua própria versão de pessoas que ressuscitaram. E enquanto estavam envolvidos nessa discussão, entrou no salão C.S. Lewis, um dos grandes pensadores e defensores da fé cristã do século XX, e ele pergunta qual era o tema da discussão. Explicam para ele o que vinham analisando. E, sem pensar duas vezes, C.S. Lewis diz: "Ah! Isso é fácil; é o conceito da graça". E, depois de discutir por um momento, os especialistas tiveram que concluir que certamente em nenhuma outra religião Deus oferece Seu amor e Sua salvação completamente de graça; de forma incondicional. Somente no Cristianismo há essa condição.

  Pensemos, a título de comparação, em algumas religiões:

  O budismo tem um sistema de oito passos para libertar o homem de seus desejos egoístas nesta vida, porque não há outra vida depois desta. O budismo é uma religião ateia. Obras humanas para libertar o homem de seu egoísmo. Diga-se de passagem, Buda abandonou sua esposa e filho para se dedicar à vida contemplativa. Essa foi uma decisão egoísta.

  O hinduísmo tem a lei do Karma que fala de como o ser humano reencarna repetidamente por mil ou talvez milhões de anos para purificar seu karma até chegar supostamente a unir-se com Brama, a divindade suprema, é a única verdadeira realidade. Obras de purificação do Karma, esforço humano.

  O judaísmo também permanece crendo nas obras da Lei para a salvação. Obras ou esforços humanos.

  No islã, Alá determina a sorte das pessoas no fim dos tempos, mas ninguém pode conhecer a vontade de Alá. Ao final, Alá determinará se você entra ou não na sua presença. Há um código a cumprir e Alá avaliará suas obras para a salvação ou para a condenação. Outra vez, o esforço humano.

  Somente no Cristianismo você encontra a ideia de salvação oferecida ao homem pela graça, baseada no amor incondicional de Deus.

  Agora, lembre-se de que a única razão pela qual o Cristianismo pode oferecer o amor de Deus de forma incondicional é porque houve uma pessoa que pagou a dívida pendente. De maneira que a graça de Deus pode ser definida como as riquezas de Deus dadas a nós através de Cristo; através do sacrifício que Cristo fez. E isso nos fala Paulo em Efésios 2.

Texto retirado do livro "Ensinamentos que transformaram o mundo", cujo autor é o doutor Miguel Núnes, pastor titular da Igreja Batista Internacional em Santo Domingo, República Dominicana. 



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