quinta-feira, 25 de setembro de 2025

Monoteísmo: A fé original dos povos

Autor: Ricardo dos Santos 


 Hoje em dia, devido ao avanço da ciência, da tecnologia, e das ideias humanistas, muitos têm questionado a respeito da existência de Deus, principalmente quando os jovens entram para a faculdade, onde ideias ateístas, evolucionistas e marxistas são predominantes. A doutrinação é tanta que os jovens saem das universidades achando que estão cheios de provas de suas teorias. E assim a sociedade vai cada vez mais se afastando de seu Criador e de seus princípios. Cada vez mais movimentos anti-cristãos têm crescido principalmente nessa faixa etária: defensores da liberação do aborto, movimento LGBT, revolução sexual, defensores da liberação das drogas, controle de natalidade, teoria da evolução e do Big Bang, negação da bíblia e do criacionismo, destruição do patriarcalismo... Qual tem sido o resultado disso? O ser humano tem melhorado? Os problemas estão acabando? É óbvio que não! Ao contrário, o mundo está cada vez pior, cada vez mais difícil de se viver, o ódio aumenta cada vez mais.

  Tudo as pessoas hoje exigem provas, porém um fato curioso da bíblia é que ela não se preocupa em provar a existência de Deus. Isso porque, para os antigos, era uma verdade primária, isto é, uma verdade que existe naturalmente na mente do homem, independentemente de quaisquer ensinos religiosos. É ainda uma verdade inata, que surge, muitas vezes, quando a pessoa contempla as obras da natureza, as quais a levam a concluir, racional e logicamente, que existe um Ser supremo, que foi o seu Autor ou Criador.

A definição de Deus 

  Quem é Deus? Qual a definição de Deus? 

  A Assembleia de Westminster (Londres, Inglaterra) que ocorreu entre 1643 a 1649, era composta por 126 teólogos dos mais eruditos e mais 30 homens que se distinguiam pelo seu elevado saber e pela sua grande ilustração. Certo dia, eles procuravam uma definição para Deus. Houve muita discussão, mas os teólogos não chegavam a uma conclusão. Um dos presentes sugeriu que fosse realizada uma reunião de oração, na qual deviam pedir o auxílio divino. Um dos mais jovens, iniciando a sua oração, disse: "Ó Deus, que és Espírito infinito, eterno e imutável em seu ser, sabedoria, poder, santidade, justiça, bondade e verdade..." Ao terminá-la, todos concordaram em aceitar essa parte inicial da oração como verdadeira inspiração de Deus e aprovaram essa frase como a própria definição de Deus.

Provas da existência de Deus 

  Para provar a existência de Deus, os teólogos apresentam os quatro argumentos seguintes:

a) Cosmológico, ou de causa e efeito, que apenas serve para provar a existência de alguma Causa no universo, infinitamente grande. Todas as coisas, diz, em resumo, esse argumento, tiveram o seu começo e são produto duma Causa. O universo, que não é eterno, começou a existir. Logo, deve haver uma Causa superior a sua criação.

  O argumento, porém, não prova ser essa Causa pessoal, inteligente e eterna.

b) Teleológico, ou do desígnio que se manifesta no mundo.

  Diz ele: A ordem e a colocação perfeita das coisas existentes no universo exigem a existência de uma Inteligência e de um Desígnio como a causa dessa ordem e colocação. O argumento, entretanto, não prova se essa Inteligência é pessoal, criadora, una, eterna, necessária e livre.

c) Antropológico, ou da natureza mental e moral do homem. Prova a existência de um Autor, de um Legislador e de um Fim. Leva-nos esse argumento à crença em um Ser pessoal, que governa com justiça o mundo e que é objeto de suprema afeição do homem e o fim pelo qual a vontade pode despertar as mais elevadas atividades humanas e assegurar o seu mais elevado progresso. Esse argumento não prova, porém, quem é o criador do universo material, a infinidade e a misericórdia divinas.

d) Ontológico, ou das ideias abstratas e necessárias. Esse argumento nos leva a crer na existência de Deus, como consequência das ideias abstratas e necessárias existentes na mente humana.

  Podemos, então, dizer que o argumento cosmológico prova a existência de uma Causa infinitamente grande; o teleológico que essa Causa tem vontade e é inteligente; o antropológico que ela é pessoal e justa e o ontológico, que é infinita e perfeita, razão porque podemos chamá-la DEUS.

Provas de que o monoteísmo existe antes do politeísmo 

  Assim diz o escritor John Raymond Hand em seu livro "Por que acredito na história do Gênesis?", nas páginas 31, 32 e 33:

  "Os cientistas evolucionários também proclamam uma teoria da evolução da religião. Diz-se que a religião começou com o medo do homem primitivo. Desenvolveu-se supostamente através da adoração dos objetos inanimados e animados, da mágica, dos sacrifícios e da adoração de uma hoste de divindades invisíveis. Gradualmente o número de deuses foi decrescendo, resultando no monoteísmo.

  Os registros, entretanto, não apoiam tais declarações. Os arqueólogos estão mais prontos a concordar que a mais antiga religião era monoteísta. O Dr. Stephen M. Langdon, professor de assiriologia na Universidade de Oxford, resumiu o assunto no seguinte: 'O monoteísmo no Velho Testamento, e o monoteísmo islâmico, não foram o resultado de uma evolução direta do politeísmo. Supor que o politeísmo necessariamente se relaciona com as culturas inferiores é um falso conceito da história da religião. Na verdade, o politeísmo era característica das grandes culturas da antiguidade, mas partiu do monoteísmo, e foi apenas uma interpretação teológica do monoteísmo primitivo. A história da religião sumeriana, que foi a mais poderosa influência religiosa e cultural do mundo, pode ser traçada através das inscrições pictográficas, que remontam aos mais antigos conceitos religiosos do homem. As evidências apontam, sem possibilidade de erro, para o monoteísmo original. As inscrições e fragmentos literários dos mais antigos povos semitas também indicam um monoteísmo primitivo, pelo que a origem totêmica das religiões hebraica e semítica está completamente desprovada.'

  A história da medicina, talvez a mais antiga das ciências, conta exatamente a mesma história. Houve, sem dúvida, através dos séculos, os feiticeiros com sua mágica, as "curiosas", os cirurgiões-barbeiros e os aplicadores de sanguessugas. Na verdade, pode-se ainda encontrar qualquer deles, em diversos lugares do mundo, exercendo a sua prática. Mas isso não significa que representam uma linha de desenvolvimento na história da medicina.

  O mais antigo registro que trata desse assunto está, atualmente, no Museu da Universidade da Pennsylvania, EUA. É uma antiga tabuinha de barro sumeriana, desenterrada cerca de cinquenta anos atrás, mas somente há pouco decifrada. A transcrição foi feita pelo Dr. Samuel Noah Kramer, do mesmo museu, um decifrador cuneiforme mundialmente conhecido, e pelo Dr. Martin Levey do Departamento de Química da Universidade do Estado da Pennsylvania. O Dr. Kramer chama essa tabuinha de 'o mais velho manual médico conhecido pela ciência'.

  A tabuinha provou ser um registro das receitas de um anônimo médico sumeriano, contendo seus unguentos, líquidos filtrados e remédios internos. Seus minerais favoritos eram o cloreto de sódio (sal) e o azotato de potássio (salitre do Chile). A maior parte de seus remédios era feito de plantas tais como a cássia, a murta, a asafétida, o tomilho e árvores tais como o salgueiro, a pereira, a figueira e a tamareira. Os ingredientes botânicos eram preparados das sementes, raízes, galhos, casca e resina, e eram preservados em estado sólido, ou em pós, tal como hoje em dia. O que é notável nesse registro, segundo as palavras do Dr. Kramer, é o seguinte: 'Nenhum deus ou demônio é mencionado em todo o texto. É um fato admirável e inesperado, que esse documento feito de barro, a mais antiga página dos documentos históricos (3100 a.C.) já descobertos, esteja completamente isento do misticismo e dos elementos irracionais, que dominaram a medicina da Babilônia dos tempos posteriores'."

  O pastor e teólogo Valdemar Damião, autor do livro "História das Religiões", assim escreve em seu livro, na página 19 e 20:

  "A Escola histórico-cultural de Viena, fundada e dirigida por Wilhelm Schmidt, no século XIX, estabeleceu como postulado principal de seus estudos e pesquisas a primeira forma de religião que surgiu na história da humanidade e os eventuais resíduos encontráveis, através de suas influências e desdobramentos posteriores nas culturas que seguiam, e destaca nas suas conclusões que a ideia oferecida, da história das religiões, era a de uma involução progressiva, que a partir da revelação bíblica se revelam como manifestações cada vez mais poluídas por elementos que ofuscam a pureza original.

  'Portanto [escreve Schimidt, ao final do seu Manual], se depois, com o crescente brilho e com a crescente riqueza da civilização material, também a religião começou a manifestar-se através de formas cada vez mais ricas e pomposas, na ilimitada multiplicidade das suas figuras da deidade e dos demônios, na riqueza dos seus templos, santuários, florestas sagradas, na abundância dos seus sacerdotes e servidores, dos sacrifícios e das cerimônias, nada disso consegue esconder de nós, que por trás dessa riqueza e bela aparência, o que está acontecendo é o desaparecimento da verdadeira religião e o enfraquecimento da sua força espiritual.'

  Estes fatos tiveram uma repercussão muito danosa no campo moral e social e levaram, devido aos excessos da corrupção, também, à divinização de elementos imorais e anti-sociais.

  Isto especialmente porque a figura do Ser supremo foi sendo substituída por milhares e milhares de deuses e espíritos novos, que passaram a receber do homem o culto e a adoração devida ao único e verdadeiro Deus, que se revelou ao homem de maneira maravilhosa, na pessoa bendita de seu Filho Jesus Cristo, O Verbo Encarnado, imputando ao homem a culpa por seus atos, como diz o apóstolo Paulo em sua carta aos Romanos, capítulo primeiro, versículo 19, 20 e 21: '... porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manisfestou. Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são por isso indesculpáveis; porquanto, tendo conhecimento de Deus não o glorificaram como Deus nem lhe deram graças, antes se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato.'"

  Na página 23 e 24 do mesmo livro, ele diz:

  "No princípio da sua existência, os seres humanos criam em um Deus que era a Causa Primeira de todas as coisas e o Senhor da terra e do céu. Ele não era representado por imagens e não tinha templos nem sacerdotes a seu serviço. Era elevado demais para um culto humano inadequado. Aos poucos, foi se distanciando da consciência do povo. Tornou-se tão remoto que eles decidiram que não mais o queriam. Acabaram dizendo que Ele desaparecera. Na teoria popularizada pelo teólogo Wilhelm Schmidt, em sua obra "A origem da Ideia de Deus", publicado pela primeira vez em 1912, ele sugeria que houve um monoteísmo primitivo antes de homens e mulheres começarem a adorar vários deuses. Originalmente, reconheciam apenas uma Divindade Suprema, que criara o mundo e governava de longe os assuntos humanos.

  Foi a partir do afastamento do homem deste Deus, do princípio de todas as coisas, que surgiram as várias correntes religiosas politeístas, idólatras e pagãs. Os antropólogos sugerem que esse Deus tornou-se tão distante e excelso que na verdade foi substituído por espíritos menores e deuses mais acessíveis. Deus foi substituído pelos deuses mais atraentes dos panteões pagãos."

  Na página 26:

  "Como defensores do uso de cada um dos três verbos latinos para definição do termo "religião", destacamos inicialmente a definição dada por Cícero, estadista, orador e escritor romano, que viveu entre os anos de 106 e 43 a.C. Representante da latinidade clássica, Cícero teve através dos séculos uma influência enorme sobre o pensamento filosófico em suas diversas áreas de atuação, inclusive no campo da religião, considerando ele no campo da metafísica a existência de uma divindade racional, cujos princípios foram incorporados no universo sob a forma de leis naturais. Estas leis transcendem às leis e tradições dos homens, e os homens são considerados responsáveis diante delas. Estas leis naturais são, igualmente, os padrões segundo os quais os homens devem estabelecer as suas leis."

A origem dos chineses e o monoteísmo 

  Por incrível que pareça, a história da China tem muito a nos falar a respeito do monoteísmo.

  Se a China, que é um povo que se gaba de ter mais de 4000 anos de civilização ininterrupta, bem como uma escrita que os acompanha desde o mesmo período, surgiu na mesma época em que a cronologia bíblica indica ter havido a separação das línguas responsável pelas divisões étnicas, seria demais pensar na possibilidade das origens chinesas apresentarem paralelos com os onze primeiros capítulos de Gênesis?

  Aparentemente é algo bem estranho considerar que um povo tão envolto em paganismo e misticismo possa ter algo da Palavra de Deus em sua história. Este não é um tipo de raciocínio muito comum, porém é bom começarmos a nos acostumar, pois é o que o pastor chinês C.H. Kang, a médica patologista Betel Har Nelson e o especialista em Patologia Clínico-laboratorial Richard Broad Merry descobriram ao longo de 40 anos de estudos.

  Kang que já havia escrito um livro em 1950 sobre o tema, logo atraiu a atenção da doutora Nelson que, completamente deslumbrada perante a contundência da obra, tratou de criar uma parceria com Kang visando ampliar as pesquisas iniciadas pelo pastor, reorganizando e traduzindo o seu livro para o inglês.

  Os chineses originais, diferentes da maioria esmagadora dos seus contemporâneos, eram crentes no mesmo Deus de Noé, rigorosamente monoteístas e radicalmente contrários ao politeísmo bem como qualquer prática espiritualista. Inclusive teriam ido parar no oriente justamente como forma de se isolarem da multidão de povos pagãos que habilitavam na Mesopotâmia e aos redores.

Conclusão 

  De fato só há um Deus verdadeiro, os outros deuses são meras invencionices e religiosidades humanas. O único caminho pelo qual podemos chegar a Deus é por meio do Senhor Jesus Cristo. Você que está lendo esse texto, creia hoje mesmo em Cristo como Senhor e Salvador de sua vida. Não deixe para amanhã, pois poderá ser tarde demais.

Fontes usadas para pesquisa:

- Livro: Por que acredito na história do Gênesis? (autor: John Raymond Hand)

-Livro: Breve Exposição das Doutrinas Fundamentais do Cristianismo (autor: Pr. Ismael da Silva Junior)

-Livro: História das religiões (autor: Pr. Valdemir Damião)

-You Tube: canal Investigação Bíblica (autor: Buck Williams)

Ricardo dos Santos 

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