Autor: Ricardo dos Santos
No dia 28 de março, postamos aqui no blog um artigo a respeito da notícia sobre o encontro do papa Leão XIV com a nova arcebispa da Igreja Anglicana de Cantuária chamada Sarah Mullally que ocorrerá entre os dias 25 e 28 de abril do corrente ano. A notícia foi lançada pelo site católico Vatican News no dia 27 de março. No artigo, aproveitamos para falar a respeito do ecumenismo dos últimos dias, falamos da heresia do "pastorado" feminino e falamos a respeito de Sarah Mullally, a qual está completamente comprometida com as agendas progressistas. Triste e lamentavelmente muitos protestantes estão entrando nessa onda do ecumenismo. Essa grande apostasia resultará na manifestação do homem da iniquidade, o anti-cristo.
No dia 3 de abril, o site católico Vatican News lança uma nova matéria. Dessa vez trata-se do telefonema entre Leão XIV e o presidente do Estado de Israel Isaac Herzog. Assunto: reabrir todos os canais de diálogo.
A matéria diz que a conversa telefônica foi por ocasião das festividades pascais. A Sala de Imprensa da Santa Sé informa o seguinte: "durante a conversa, foi reiterada a necessidade de reabrir todos os possíveis canais de diálogo diplomático, para pôr fim ao grave conflito em curso, em vista de uma paz justa e duradoura em todo o oriente médio." Um outro assunto tratado nessa conversa foi a respeito da proteção à população civil e o respeito ao direito internacional e humanitário.
Só nessa jogada nós já temos: 1- encontro com a arcebispa anglicana (representando a união católico e protestante); 2- diálogo com o presidente do Estado de Israel (representando a união católico e judeu). Possivelmente, numa outra postagem, falaremos também sobre o diálogo do papa com os muçulmanos. Porém, por hoje ficaremos apenas com esses dois grupos: protestantes e judeus.
É óbvio que nesse diálogo da "paz", Israel não poderia ficar de fora, até porque, Israel é o palco principal nas profecias dos últimos dias. Os preparativos para a falsa paz estão bem diante de nossos olhos, só não vê quem não quer. O apóstolo Paulo já alertava a respeito disso em sua carta aos Tessalonicenses: "Pois que, quando disserem: Há paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida, e de modo nenhum escaparão." Analisando bem o versículo, ele começa dizendo: "... quando disserem...". Ou seja, todos os meios informativos irão anunciar que o mundo está em "paz"; todos os políticos, os religiosos, os grandes empresários anunciarão a "paz". Porém é uma paz falsa, uma paz que não é duradoura, apenas uma aparência. Daí o versículo continua: "... Há paz e segurança...". Isso tem tudo a ver com o nosso artigo aqui. Isso tem tudo a ver com o assunto da conversa entre o papa e o presidente de Israel. Se voltarmos ao terceiro parágrafo do artigo, o que temos escrito lá? Relembremos: "A Sala de Imprensa da Santa Sé informa o seguinte: 'durante a conversa, foi reiterada a necessidade de reabrir todos os possíveis canais de diálogo diplomático, para pôr fim ao grave conflito em curso, em vista de uma paz justa e duradoura (o versículo diz "Há paz") em todo o oriente médio.' Um outro assunto tratado nessa conversa foi a respeito da proteção (ou segurança) à população civil (o versículo diz "e segurança") e o respeito ao direito internacional e humanitário." Então, o versículo termina dizendo: "... então, lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida, e de modo nenhum escaparão." Pois é! Diante disso podemos ver o quanto a bíblia é de fato a Palavra de Deus, ela é perfeita, ela é fiel e não nos deixa sermos enganados.
O sistema papal e a figura do anti-cristo
Para esse título, utilizaremos o texto do saudoso apologeta Dave Hunt, em seu livro "A Mulher Montada na Besta", volume 1, páginas 49 a 51. Utilizaremos dois títulos: "O Primeiro e o Futuro Anticristo" e "A Paganização do Cristianismo".
[Observação: o texto de Dave Hunt colocaremos em itálico].
O Primeiro e o Futuro Anticristo
O prefixo "anti" vem do grego e tem dois significados: 1) oposição a; 2) no lugar de ou em substituição a. O Anticristo trará consigo ambos os sentidos. Sem dúvida ele se oporá a Jesus, da maneira mais diabólica e astuta possível: fazendo-se passar por Cristo, pervertendo assim o "cristianismo" desde o seu âmago. O Anticristo irá, realmente, "assentar-se no santuário de Deus..." (2 Tessalonicenses 2:4).
Quando o Anticristo tentar se passar por Cristo e for adorado pelo mundo todo (Apocalipse 13:8), seus seguidores serão obviamente chamados de "cristãos". Assim sendo, o "cristianismo" é que subverterá o mundo, não o verdadeiro cristianismo, mas uma imitação criada pelo Anticristo. Lembremos que a grande apostasia precede a sua revelação (2 Tessalonicenses 2:3). Parte dessa apostasia é o movimento ecumênico, o qual está arranjando tudo para que ocorra uma união de todas as religiões e tem influenciado até os evangélicos. O "cristianismo" do Anticristo deve ser criado para englobar todas as religiões, e ao qual todas as religiões abraçarão - o que, aliás, já está acontecendo agora, com uma rapidez espantosa. Documentamos esse assunto em outros livros, como Global Peace and the Rise of Antichrist [Paz Global e o Surgimento do Anticristo].
O equivalente latino para "anti" é "vicarius", de onde vem a palavra "vigário". Assim, "vigário de Cristo" literalmente significa Anticristo. Embora os papas da Igreja Católica se intitulem "vigários de Cristo" há séculos, eles não foram os primeiros a fazer isso, mas herdaram esse título de Constantino. Seu imitador futuro, o governador do Império Romano restaurado, será o Anticristo.
Como já observamos antes, no antigo Império Romano o imperador era adorado como um deus. Pela posição que ocupava ele assumia a condição de líder do sacerdócio pagão e da religião pagã patrocinada pelo império. Foram feitas imagens dos césares, diante das quais os cidadãos eram obrigados a se ajoelhar. Os que se recusavam a aceitar o imperador como deus eram mortos. Também será assim quando o Império Romano for restaurado, sob o governo do Anticristo. O fato é claramente apresentado na extensa visão de Cristo, dada ao apóstolo João: "[a outra besta] faz com que a terra e os seus habitantes adorem a primeira besta... dizendo aos que habitam sobre a terra que façam uma imagem à besta... como ainda fizesse morrer quantos não adorassem a imagem da besta" (Apocalipse 13:12-15).
A Paganização do Cristianismo
Quando o Imperador Constantino supostamente tornou-se cristão, no ano 313 (algo que, na verdade, foi uma astuta manobra política), deu liberdade aos cristãos e deu status oficial ao cristianismo conjuntamente com o paganismo. Uma vez que a Igreja agora se tornara uma instituição religiosa absorvida pelo Império, Constantino, como imperador, precisava ser reconhecido como seu líder "de facto". E como tal, ele convocou o primeiro concílio ecumênico, o de Nicéia, em 325, estabeleceu os assuntos a serem tratados, fez o discurso de abertura e o presidiu, não estando interessado na verdade do Evangelho, mas sim na unificação do seu império. Carlos Magno fez algo semelhante no Concílio de Chalon, 500 anos mais tarde. Constantino foi o primeiro ecumenista e introduziu o erro numa Igreja cristã já cansada de tanta perseguição.
Ao mesmo tempo em que dirigia a Igreja cristã, continuava encabeçando o sacerdócio pagão, celebrando cerimônias pagãs e endossando a edificação de templos pagãos, mesmo depois de começar a construir as primeiras igrejas cristãs. Como chefe do sacerdócio pagão, ele era o Pontifex Maximus (sumo pontífice) e precisava de um título semelhante como cabeça da Igreja Cristã. Os cristãos o honraram com o título de "bispo dos bispos", enquanto Constantino preferiu dar a si mesmo o título de Vicarius Christi (vigário de Cristo). Ele queria dizer que era um "outro Cristo", agindo no lugar de Cristo. Quando traduzido para o grego, podemos ver que Vicarius Christi significa literalmente Anticristo. Constantino era o protótipo do Anticristo profetizado na Escritura, o qual ainda está por vir.
Na Idade Média os bispos de Roma começaram a afirmar que eram os novos representantes de Cristo na terra. Exigindo que a Igreja do mundo inteiro ficasse sujeita ao seu governo, proibiram qualquer bispo de ser chamado "papa" (papai) e tomaram para si mesmos os três títulos de Constantino: Pontifex Maximus, vigário de Cristo e bispo dos bispos, títulos que usam até hoje.
Como os papas afirmam ter absoluto poder sobre os reinos, o povo e suas propriedades foram taxados, desse modo uma grande corrupção penetrou na Igreja Católica Romana. Os reformadores e seus credos foram unânimes em identificar cada papa com o Anticristo. Contudo, a Escritura não dá sustentação a essa afirmação. O Anticristo é único, sem predecessores nem sucessores. Ele será o novo "Constantino", o governante de um Império Romano revivido.
O cavaleiro do cavalo branco
No misterioso capítulo 6 de Apocalipse nós temos a abertura dos seis primeiros selos. Assim começa nos dois primeiros versículos: "E, havendo o Cordeiro aberto um dos selos, olhei, e ouvi um dos quatro animais, que dizia como em voz de trovão: Vem e vê. E olhei, e eis um cavalo branco; e o que estava assentado sobre ele tinha um arco; e foi-lhe dada uma coroa, e saiu vitorioso, e para vencer." Muitos confundem esse texto, achando que esse cavaleiro do cavalo branco simboliza o próprio Cristo. Por isso que nós cristãos devemos estudar a bíblia para não sermos enganados. Vale lembrar que Satanás, na sua ânsia de enganar o mundo, faz de tudo para imitar Deus.
No versículo 2 nos deparamos com três figuras: o cavalo branco, o arco e a coroa.
·Cavalo branco — simboliza a falsa paz;
·Arco — representa que ele vencerá muitas batalhas apenas com o poder da oratória;
·Coroa — no grego é stephanus (aquele que tem uma coroa para vencer; é diferente da coroa de rei do capítulo 19 do Apocalipse).
Durante todo esse conflito que estamos acompanhando no Oriente Médio e que corre o risco de estourar uma terceira guerra mundial, o papa Leão XIV não tem medido esforços para promover a "paz". Para isso, ele tem usado o poder da oratória, o poder do diálogo.
Um fato muito interessante e muito curioso que foi noticiado pelo mesmo site, Vatican News, e também pelo O Globo, foi o presente que Leão XIV ganhou de um polonês: um cavalo branco árabe. Assim diz a notícia do O Globo:
Papa Leão XIV ganha cavalo árabe puro-sangue de polonês e fica 'encantado'
Presente, inspirado por foto do pontífice a cavalo no Peru, simboliza gratidão e incentivo às ações concretas de amor pregadas pelo papa
"Quando vi as fotos do Papa a cavalo, quis presenteá-lo com um belo cavalo árabe", contou Michalski ao Vatican News, afirmando ter escolhido um animal de pelagem clara para combinar com a cor da batina. (Obs.: Vejamos como isso é interessante! Ele tinha de presentear o papa justamente com um cavalo e, como se não bastasse isso, tinha que ser justamente de cor branca. Isso é de fato interessante para a nossa conversa aqui) Segundo ele, o gesto é uma forma de gratidão e resposta ao apelo do pontífice para fortalecer o amor por meio de ações concretas.
Robert Francis Prevost costumava montar a cavalo no Peru, onde foi missionário por cerca de 20 anos, antes de ser eleito Papa.
Por O Globo com agências internacionais - Vaticano
15/10/2025
Certamente o mundo tem clamado por paz, segurança e justiça. Porém, a verdadeira paz só podemos encontrar em Cristo Jesus. Não é o papa, não é o Trump, não é a religião nem governo nenhum que vai trazer paz.
Qual é o real interesse do papa com Israel? Será que é tão somente diálogo?
Em 2014, durante uma visita do Papa Francisco ao Oriente Médio, houve muitos protestos por parte de judeus ultraortodoxos. Isso porque os judeus ultraortodoxos afirmavam que o governo israelense estava fazendo um acordo secreto com o Papa Francisco para ceder o controle do túmulo do Rei Davi ao Vaticano. Muitos afirmam que isso é apenas um boato, uma fakenews. Será que realmente é uma fakenews?
Em fevereiro de 2015 o site cristão guiame.com.br trouxe a seguinte matéria: "Rabinos criticam a tentativa do Vaticano de controlar o local do túmulo do Rei Davi, no monte Sião". Eis o link da matéria:
https://www.google.com/amp/s/guiame.com.br/amp/gospel/mundo-cristao/rabinos-criticam-tentativa-do-vaticano-de-controlar-o-local-do-tumulo-do-rei-davi-no-monte-siao.html
No texto, é passada uma informação de que um jornal italiano noticiou que o governo israelense havia de fato chegado a um acordo para que o Vaticano assumisse o controle do Cenáculo, enquanto o túmulo do Rei Davi permaneceria sendo propriedade do Estado judeu. As autoridades judaicas religiosas observaram que o acordo seria "inaceitável, porque o local seria transformado em uma igreja, tornando-se impossível para os judeus adorarem nas instalações".
De vez em quando aparecem católicos nas redes sociais afirmando que Jerusalém deve ser controlada pela Igreja Católica.
Não podemos jamais nos esquecer das Cruzadas que foram realizadas para tomar Jerusalém para o domínio da Igreja Católica.
Enfim, será que realmente a Igreja Católica não tem mais nenhum interesse na Terra Santa? Será que essa questão das Cruzadas ficaram realmente no esquecimento? Será que esse diálogo do Papa Leão XIV com o presidente de Israel é tão somente para buscar a paz no Oriente Médio? Será? Vamos ficar atentos aos eventos que ocorrerão daqui pra frente.
Conclusão
Podemos ver claramente o quanto o palco está sendo preparado para a manifestação do anti-cristo. Todo esse diálogo, todo esse falatório de paz, de segurança e de justiça, todos os acordos, tudo isso está preparando o palco para o homem da iniquidade. É tempo de vigilância! Quem ainda está dormindo, está mais do que na hora de acordar! O fim está muito próximo.
Ricardo dos Santos