Santidade

Devemos ser santos na terra, se quisermos ser santos no céu. Foi Deus que disse e Ele não voltará atrás: “A santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hebreus 12:14). Observou William Jenkyn: “O calendário do papa só declara santos às pessoas mortas, mas as Escrituras requerem a santidade da parte dos vivos”. John Owen afirmou: “Não se deixe iludir. O Senhor Jesus Cristo só conduz ao céu àqueles a quem Ele santifica na terra. O Cabeça vivo não admite membros mortos”. J.C. Ryle

sábado, 18 de abril de 2026

Diálogo entre o papa Leão XIV e o presidente de Israel: Os preparativos para a falsa paz

 Autor: Ricardo dos Santos 


  No dia 28 de março, postamos aqui no blog um artigo a respeito da notícia sobre o encontro do papa Leão XIV com a nova arcebispa da Igreja Anglicana de Cantuária chamada Sarah Mullally que ocorrerá entre os dias 25 e 28 de abril do corrente ano. A notícia foi lançada pelo site católico Vatican News no dia 27 de março. No artigo, aproveitamos para falar a respeito do ecumenismo dos últimos dias, falamos da heresia do "pastorado" feminino e falamos a respeito de Sarah Mullally, a qual está completamente comprometida com as agendas progressistas. Triste e lamentavelmente muitos protestantes estão entrando nessa onda do ecumenismo. Essa grande apostasia resultará na manifestação do homem da iniquidade, o anti-cristo.
  No dia 3 de abril, o site católico Vatican News lança uma nova matéria. Dessa vez trata-se do telefonema entre Leão XIV e o presidente do Estado de Israel Isaac Herzog. Assunto: reabrir todos os canais de diálogo.
  A matéria diz que a conversa telefônica foi por ocasião das festividades pascais. A Sala de Imprensa da Santa Sé informa o seguinte: "durante a conversa, foi reiterada a necessidade de reabrir todos os possíveis canais de diálogo diplomático, para pôr fim ao grave conflito em curso, em vista de uma paz justa e duradoura em todo o oriente médio." Um outro assunto tratado nessa conversa foi a respeito da proteção à população civil e o respeito ao direito internacional e humanitário.
  Só nessa jogada nós já temos: 1- encontro com a arcebispa anglicana (representando a união católico e protestante); 2- diálogo com o presidente do Estado de Israel (representando a união católico e judeu). Possivelmente, numa outra postagem, falaremos também sobre o diálogo do papa com os muçulmanos. Porém, por hoje ficaremos apenas com esses dois grupos: protestantes e judeus.
  É óbvio que nesse diálogo da "paz", Israel não poderia ficar de fora, até porque, Israel é o palco principal nas profecias dos últimos dias. Os preparativos para a falsa paz estão bem diante de nossos olhos, só não vê quem não quer. O apóstolo Paulo já alertava a respeito disso em sua carta aos Tessalonicenses: "Pois que, quando disserem: Há paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida, e de modo nenhum escaparão." Analisando bem o versículo, ele começa dizendo: "... quando disserem...". Ou seja, todos os meios informativos irão anunciar que o mundo está em "paz"; todos os políticos, os religiosos, os grandes empresários anunciarão a "paz". Porém é uma paz falsa, uma paz que não é duradoura, apenas uma aparência. Daí o versículo continua: "... Há paz e segurança...". Isso tem tudo a ver com o nosso artigo aqui. Isso tem tudo a ver com o assunto da conversa entre o papa e o presidente de Israel. Se voltarmos ao terceiro parágrafo do artigo, o que temos escrito lá? Relembremos: "A Sala de Imprensa da Santa Sé informa o seguinte: 'durante a conversa, foi reiterada a necessidade de reabrir todos os possíveis canais de diálogo diplomático, para pôr fim ao grave conflito em curso, em vista de uma paz justa e duradoura (o versículo diz "Há paz") em todo o oriente médio.' Um outro assunto tratado nessa conversa foi a respeito da proteção (ou segurança) à população civil (o versículo diz "e segurança") e o respeito ao direito internacional e humanitário." Então, o versículo termina dizendo: "... então, lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida, e de modo nenhum escaparão." Pois é! Diante disso podemos ver o quanto a bíblia é de fato a Palavra de Deus, ela é perfeita, ela é fiel e não nos deixa sermos enganados. 

O sistema papal e a figura do anti-cristo 

  Para esse título, utilizaremos o texto do saudoso apologeta Dave Hunt, em seu livro "A Mulher Montada na Besta", volume 1, páginas 49 a 51. Utilizaremos dois títulos: "O Primeiro e o Futuro Anticristo" e "A Paganização do Cristianismo".

[Observação: o texto de Dave Hunt colocaremos em itálico].

O Primeiro e o Futuro Anticristo 

  O prefixo "anti" vem do grego e tem dois significados: 1) oposição a; 2) no lugar de ou em substituição a. O Anticristo trará consigo ambos os sentidos. Sem dúvida ele se oporá a Jesus, da maneira mais diabólica e astuta possível: fazendo-se passar por Cristo, pervertendo assim o "cristianismo" desde o seu âmago. O Anticristo irá, realmente, "assentar-se no santuário de Deus..." (2 Tessalonicenses 2:4).
  Quando o Anticristo tentar se passar por Cristo e for adorado pelo mundo todo (Apocalipse 13:8), seus seguidores serão obviamente chamados de "cristãos". Assim sendo, o "cristianismo" é que subverterá o mundo, não o verdadeiro cristianismo, mas uma imitação criada pelo Anticristo. Lembremos que a grande apostasia precede a sua revelação (2 Tessalonicenses 2:3). Parte dessa apostasia é o movimento ecumênico, o qual está arranjando tudo para que ocorra uma união de todas as religiões e tem influenciado até os evangélicos. O "cristianismo" do Anticristo deve ser criado para englobar todas as religiões, e ao qual todas as religiões abraçarão - o que, aliás, já está acontecendo agora, com uma rapidez espantosa. Documentamos esse assunto em outros livros, como Global Peace and the Rise of Antichrist [Paz Global e o Surgimento do Anticristo].
  O equivalente latino para "anti" é "vicarius", de onde vem a palavra "vigário". Assim, "vigário de Cristo" literalmente significa Anticristo. Embora os papas da Igreja Católica se intitulem "vigários de Cristo" há séculos, eles não foram os primeiros a fazer isso, mas herdaram esse título de Constantino. Seu imitador futuro, o governador do Império Romano restaurado, será o Anticristo.
  Como já observamos antes, no antigo Império Romano o imperador era adorado como um deus. Pela posição que ocupava ele assumia a condição de líder do sacerdócio pagão e da religião pagã patrocinada pelo império. Foram feitas imagens dos césares, diante das quais os cidadãos eram obrigados a se ajoelhar. Os que se recusavam a aceitar o imperador como deus eram mortos. Também será assim quando o Império Romano for restaurado, sob o governo do Anticristo. O fato é claramente apresentado na extensa visão de Cristo, dada ao apóstolo João: "[a outra besta] faz com que a terra e os seus habitantes adorem a primeira besta... dizendo aos que habitam sobre a terra que façam uma imagem à besta... como ainda fizesse morrer quantos não adorassem a imagem da besta" (Apocalipse 13:12-15).

A Paganização do Cristianismo 

  Quando o Imperador Constantino supostamente tornou-se cristão, no ano 313 (algo que, na verdade, foi uma astuta manobra política), deu liberdade aos cristãos e deu status oficial ao cristianismo conjuntamente com o paganismo. Uma vez que a Igreja agora se tornara uma instituição religiosa absorvida pelo Império, Constantino, como imperador, precisava ser reconhecido como seu líder "de facto". E como tal, ele convocou o primeiro concílio ecumênico, o de Nicéia, em 325, estabeleceu os assuntos a serem tratados, fez o discurso de abertura e o presidiu, não estando interessado na verdade do Evangelho, mas sim na unificação do seu império. Carlos Magno fez algo semelhante no Concílio de Chalon, 500 anos mais tarde. Constantino foi o primeiro ecumenista e introduziu o erro numa Igreja cristã já cansada de tanta perseguição.
  Ao mesmo tempo em que dirigia a Igreja cristã, continuava encabeçando o sacerdócio pagão, celebrando cerimônias pagãs e endossando a edificação de templos pagãos, mesmo depois de começar a construir as primeiras igrejas cristãs. Como chefe do sacerdócio pagão, ele era o Pontifex Maximus (sumo pontífice) e precisava de um título semelhante como cabeça da Igreja Cristã. Os cristãos o honraram com o título de "bispo dos bispos", enquanto Constantino preferiu dar a si mesmo o título de Vicarius Christi (vigário de Cristo). Ele queria dizer que era um "outro Cristo", agindo no lugar de Cristo. Quando traduzido para o grego, podemos ver que Vicarius Christi significa literalmente Anticristo. Constantino era o protótipo do Anticristo profetizado na Escritura, o qual ainda está por vir.
  Na Idade Média os bispos de Roma começaram a afirmar que eram os novos representantes de Cristo na terra. Exigindo que a Igreja do mundo inteiro ficasse sujeita ao seu governo, proibiram qualquer bispo de ser chamado "papa" (papai) e tomaram para si mesmos os três títulos de Constantino: Pontifex Maximus, vigário de Cristo e bispo dos bispos, títulos que usam até hoje.
  Como os papas afirmam ter absoluto poder sobre os reinos, o povo e suas propriedades foram taxados, desse modo uma grande corrupção penetrou na Igreja Católica Romana. Os reformadores e seus credos foram unânimes em identificar cada papa com o Anticristo. Contudo, a Escritura não dá sustentação a essa afirmação. O Anticristo é único, sem predecessores nem sucessores. Ele será o novo "Constantino", o governante de um Império Romano revivido.

O cavaleiro do cavalo branco 

  No misterioso capítulo 6 de Apocalipse nós temos a abertura dos seis primeiros selos. Assim começa nos dois primeiros versículos: "E, havendo o Cordeiro aberto um dos selos, olhei, e ouvi um dos quatro animais, que dizia como em voz de trovão: Vem e vê. E olhei, e eis um cavalo branco; e o que estava assentado sobre ele tinha um arco; e foi-lhe dada uma coroa, e saiu vitorioso, e para vencer." Muitos confundem esse texto, achando que esse cavaleiro do cavalo branco simboliza o próprio Cristo. Por isso que nós cristãos devemos estudar a bíblia para não sermos enganados. Vale lembrar que Satanás, na sua ânsia de enganar o mundo, faz de tudo para imitar Deus.
  No versículo 2 nos deparamos com três figuras: o cavalo branco, o arco e a coroa.
·Cavalo branco — simboliza a falsa paz;
·Arco — representa que ele vencerá muitas batalhas apenas com o poder da oratória;
·Coroa — no grego é stephanus (aquele que tem uma coroa para vencer; é diferente da coroa de rei do capítulo 19 do Apocalipse).
  Durante todo esse conflito que estamos acompanhando no Oriente Médio e que corre o risco de estourar uma terceira guerra mundial, o papa Leão XIV não tem medido esforços para promover a "paz". Para isso, ele tem usado o poder da oratória, o poder do diálogo.
  Um fato muito interessante e muito curioso que foi noticiado pelo mesmo site, Vatican News, e também pelo O Globo, foi o presente que Leão XIV ganhou de um polonês: um cavalo branco árabe. Assim diz a notícia do O Globo: 

Papa Leão XIV ganha cavalo árabe puro-sangue de polonês e fica 'encantado'

Presente, inspirado por foto do pontífice a cavalo no Peru, simboliza gratidão e incentivo às ações concretas de amor pregadas pelo papa 

"Quando vi as fotos do Papa a cavalo, quis presenteá-lo com um belo cavalo árabe", contou Michalski ao Vatican News, afirmando ter escolhido um animal de pelagem clara para combinar com a cor da batina. (Obs.: Vejamos como isso é interessante! Ele tinha de presentear o papa justamente com um cavalo e, como se não bastasse isso, tinha que ser justamente de cor branca. Isso é de fato interessante para a nossa conversa aqui) Segundo ele, o gesto é uma forma de gratidão e resposta ao apelo do pontífice para fortalecer o amor por meio de ações concretas.
Robert Francis Prevost costumava montar a cavalo no Peru, onde foi missionário por cerca de 20 anos, antes de ser eleito Papa.

Por O Globo com agências internacionais - Vaticano 
15/10/2025


  Certamente o mundo tem clamado por paz, segurança e justiça. Porém, a verdadeira paz só podemos encontrar em Cristo Jesus. Não é o papa, não é o Trump, não é a religião nem governo nenhum que vai trazer paz.

Qual é o real interesse do papa com Israel? Será que é tão somente diálogo?

  Em 2014, durante uma visita do Papa Francisco ao Oriente Médio, houve muitos protestos por parte de judeus ultraortodoxos. Isso porque os judeus ultraortodoxos afirmavam que o governo israelense estava fazendo um acordo secreto com o Papa Francisco para ceder o controle do túmulo do Rei Davi ao Vaticano. Muitos afirmam que isso é apenas um boato, uma fakenews. Será que realmente é uma fakenews?
  Em fevereiro de 2015 o site cristão guiame.com.br trouxe a seguinte matéria: "Rabinos criticam a tentativa do Vaticano de controlar o local do túmulo do Rei Davi, no monte Sião". Eis o link da matéria:
https://www.google.com/amp/s/guiame.com.br/amp/gospel/mundo-cristao/rabinos-criticam-tentativa-do-vaticano-de-controlar-o-local-do-tumulo-do-rei-davi-no-monte-siao.html

  No texto, é passada uma informação de que um jornal italiano noticiou que o governo israelense havia de fato chegado a um acordo para que o Vaticano assumisse o controle do Cenáculo, enquanto o túmulo do Rei Davi permaneceria sendo propriedade do Estado judeu. As autoridades judaicas religiosas observaram que o acordo seria "inaceitável, porque o local seria transformado em uma igreja, tornando-se impossível para os judeus adorarem nas instalações".
  De vez em quando aparecem católicos nas redes sociais afirmando que Jerusalém deve ser controlada pela Igreja Católica.
  Não podemos jamais nos esquecer das Cruzadas que foram realizadas para tomar Jerusalém para o domínio da Igreja Católica.
  Enfim, será que realmente a Igreja Católica não tem mais nenhum interesse na Terra Santa? Será que essa questão das Cruzadas ficaram realmente no esquecimento? Será que esse diálogo do Papa Leão XIV com o presidente de Israel é tão somente para buscar a paz no Oriente Médio? Será? Vamos ficar atentos aos eventos que ocorrerão daqui pra frente.

Conclusão 

  Podemos ver claramente o quanto o palco está sendo preparado para a manifestação do anti-cristo. Todo esse diálogo, todo esse falatório de paz, de segurança e de justiça, todos os acordos, tudo isso está preparando o palco para o homem da iniquidade. É tempo de vigilância! Quem ainda está dormindo, está mais do que na hora de acordar! O fim está muito próximo.

Ricardo dos Santos 

sábado, 28 de março de 2026

O encontro do papa Leão XIV com a nova arcebispa de Cantuária: A religião ecumênica dos últimos dias

 Autor: Ricardo dos Santos 


  Com bastante entusiasmo, o site católico Vatican News lança, na sexta-feira 27 de março, a matéria a respeito do encontro do papa Leão XIV com a nova arcebispa anglicana de Cantuária que se chama Sarah Mullally. O encontro será realizado em abril. Assim diz o título da matéria:

Leão XIV se encontrará com a nova arcebispa de Cantuária em abril 
Sarah Mullally será recebida pelo papa durante sua viagem a Roma, agendada para 25 a 28 de abril. O anúncio da visita ocorre dois dias após a posse oficial da mais alta autoridade espiritual anglicana.

  Aqui está o link da matéria para ler o texto na íntegra:
https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2026-03/arcebispa-cantuaria-sarah-mullally-encontrara-leao-xiv.html

  Nós, cristãos bíblicos e estudiosos da Palavra, devemos estar inteiramente ligados no cenário ao qual o mundo se encontra. Muitos crentes no Senhor Jesus infelizmente ainda estão dormindo com relação às profecias dos últimos dias. Ficam restritos a assuntos relacionados à fé cristã, à doutrina, ao criacionismo, à apologética, à história da igreja e outros assuntos teológicos que também são de extrema importância, mas esquecem da parte das profecias dos últimos dias, os eventos finais, a geopolítica mundial sendo preparada para o governo da iniquidade (o anti-cristo). Muitos sequer acreditam que vai haver o arrebatamento da igreja antes da Grande Tribulação, negam a questão da Nova Ordem Mundial (NOM) e o período de sete anos do governo do anti-cristo, negam o caos terrível que está para vir sobre a face da terra. Assim dizem eles: "Isso é mera teoria da conspiração." Nós que estamos alicerçados na Palavra de Deus e que estamos atentos a tudo isso, temos como a nossa maior esperança a volta de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo e o nosso encontro com Ele nos ares.
  Por outro lado, temos os crentes que estão preocupados com relação às profecias dos últimos dias e aos acontecimentos pelo mundo afora, porém ignoram um dos sinais mais importantes dos últimos tempos: a grande apostasia e o aumento acelerado de religiões, seitas e heresias. Eles se atentam para a questão do aumento da violência, aumento das guerras, aumento da corrupção, aumento da maldade, aumento de catástrofes, destruição da família, destruição de princípios e valores, ideologias progressistas etc.. De fato, todas essas coisas citadas têm realmente aumentado e vai aumentar muito mais de agora em diante. Porém, não se atentam para esse assunto de extrema importância que é a questão do aumento das seitas e heresias. Isso é mais uma prova de que estamos no fim dos tempos, pois a bíblia diz: "Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina, mas tendo coceira nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências" (II Timóteo 4:3). Muitos, de maneira sincera porém na ignorância, têm chamado católicos de irmãos, adventistas de irmãos, testemunhas de jeová de irmãos... Estão completamente desatentos quanto a essa questão. Igrejas que até há tão pouco tempo atrás eram rigorosamente bíblicas e pelejavam em defesa da verdadeira fé original, já estão abrindo espaço para bandas ou corais adventistas cantarem em suas igrejas. Isso é um perigo! 
  Sendo assim, voltando ao nosso assunto da matéria, muitos dos que estão desapercebidos quanto à realidade do que está acontecendo e das coisas que estão por vir ao mundo, leem artigos como esse do site Vatican News e ficam entusiasmados com a associação entre duas religiões que há muito tempo são separadas, desde os movimentos da Reforma Protestante do século 16. Essas duas religiões históricas que estamos falando são: Igreja Católica Apostólica Romana e Igreja Anglicana (religião oficial da Inglaterra). Eles comemoram dizendo: "Vejam só! Que bom! As igrejas estão se unindo, as diferenças estão ficando de lado! Precisamos realmente construir pontes! Precisamos realmente unir toda a cristandade e juntos lutar contra a fome, contra as injustiças, contra as guerras, contra a miséria no mundo e lutar pela paz mundial! Precisamos manter o diálogo inter-religioso!" O discurso aparenta ser muito bonito, mas onde é que fica a Palavra de Deus nisso? Onde é que na Bíblia vemos Jesus preocupado com diálogo ecumênico com os religiosos de sua época? Onde vemos Paulo ou outro apóstolo se preocupando em unificar religiões? Muito pelo contrário, eles pregavam a mensagem do arrependimento, eles pregavam a verdade do evangelho. Jesus batia de frente com as heresias dos religiosos de sua época. O apóstolo Paulo batia de frente com a idolatria dos gentios em sua época. Foram perseguidos, apedrejados, abandonados, crucificados e mortos, porém não negaram a verdade do evangelho.
  Um cristão verdadeiramente bíblico sabe que não há motivo algum para comemorar isso, pois ele compreende muito bem os tempos que estamos vivenciando e como esse ecumenismo religioso abrirá caminho para o homem da iniquidade. 
  Vamos, então, analisar detalhadamente cada heresia desse texto do site Vatican News. Só nesse texto podemos perceber o terrível declínio da Igreja Anglicana da Inglaterra. Vamos lá!

Arcebispa 

  Já de início encontramos a primeira heresia absurda do texto: "arcebispa". Biblicamente, pode uma mulher exercer a função de pastora ou de bispa?
  Vamos fazer uma breve análise bíblica e histórica.

I. Fundamentação Bíblica: 1 Timóteo 2 e 3

Proibição Apostólica

  Em 1 Timóteo 2.12, Paulo afirma: "Não permito, porém, que a mulher ensine, nem use de autoridade sobre o marido; mas que esteja em silêncio." A proibição é direta e reforçada com base na ordem da criação (v.13) e na narrativa da queda (v.14).

Qualificações Pastorais

  1 Timóteo 3.1–7 descreve as qualificações do bispo. Termos como "marido de uma só mulher" e "que governe bem a sua casa" evidenciam o gênero masculino como pré-requisito ao episcopado.

II. Ordem na Criação e Complementariedade

  Em 1 Coríntios 11.3, Paulo ensina que "Cristo é a cabeça de todo o homem, e o homem a cabeça da mulher". Trata-se de uma distinção funcional, e não de valor. A liderança masculina na igreja reflete a ordem estabelecida por Deus.

III. Testemunho Histórico da Igreja

Igreja Primitiva

  Não há registro de mulheres exercendo o ofício de presbíteras ou bispas nos três primeiros séculos.

Pais da Igreja

Tertuliano: "Não é permitido à mulher falar na igreja, nem ensinar, nem batizar, nem tomar parte em nenhuma função masculina."

Crisóstomo: "A mulher deve manter-se em sujeição... A liderança foi confiada ao homem."

Agostinho: "A mulher está sob o governo do homem, por ordem da criação."

Reforma Protestante

  Reformadores como Lutero e Calvino mantiveram a liderança masculina como princípio inegociável. Calvino sobre 1 Tm 2.12: "O ofício de ensinar publicamente é incompatível com o caráter feminino."

IV. Contra-argumentos e Respostas

"E Débora?" Foi exceção num período de crise masculina.

"Febe, Priscila, etc.?" Serviram, mas não exerceram ofícios pastorais.

"Gálatas 3.28?" Refere-se à igualdade em Cristo para salvação, não a funções eclesiásticas.

V. O Feminismo e o Pastorado Feminino

  Kathleen Bliss foi uma das precursoras do chamado movimento feminista cristão ao lançar, em meados do século XX, a obra "O Trabalho e o Status da Mulher na Igreja". Esse livro é amplamente considerado o marco inicial do feminismo moderno dentro do contexto eclesiástico, ao questionar o papel historicamente atribuído às mulheres nas igrejas, limitado, em grande parte, às atividades auxiliares como o ensino na escola dominical e a atuação em obras missionárias.
  A discussão ganhou maior notoriedade em 1961, quando o Conselho Mundial de Igrejas, fortemente influenciado por essas ideias, publicou o panfleto "Quanto à Ordenação de Mulheres". O documento conclamava as igrejas-membro a reexaminarem suas tradições à luz de uma nova perspectiva, incentivando a ordenação feminina ao ministério pastoral. Muitas denominações acataram essa proposta, dando início à prática do pastorado feminino ordenado.
  No entanto, é importante destacar que, ao longo de quase dois milênios de história da igreja, esse entendimento jamais foi adotado pelas comunidades cristãs fiéis às Escrituras. Somente a partir da década de 1960 algumas igrejas passaram a reinterpretar os escritos do apóstolo Paulo — e outros textos bíblicos — sob o viés da chamada hermenêutica pós-moderna, um método crítico fortemente influenciado por pressupostos culturais contemporâneos.
  Nos contextos em que vemos mulheres assumindo, ou sendo investidas, com o título de pastoras, é comum perceber a presença de um espírito de rebeldia, exaltação pessoal e uma clara disposição de ir além do que está revelado nas Escrituras. A cruz de Cristo e o verdadeiro Evangelho são, assim, negligenciados — substituídos pela busca por reconhecimento, influência e visibilidade. Em vez da humildade exigida pelo ministério cristão, opta-se pelos holofotes de uma glória passageira.

  Com todos esses argumentos bíblicos e históricos, podemos ver que tanto a Igreja Anglicana da Inglaterra como qualquer outra igreja de qualquer denominação que aceita pastorado feminino, está em desobediência à Palavra de Deus.
  Voltando, então, à pergunta: Biblicamente, pode uma mulher exercer a função de pastora ou de bispa? A resposta é óbvia: Não.

Breve histórico de Sarah Mullally 


  Quando vemos o breve histórico de Sarah Mullally, percebemos que o nível da Igreja Anglicana da Inglaterra está cada vez mais baixo, sua moralidade está cada vez pior. Como se não bastasse aceitar pastorado feminino, para piorar, ainda elegem uma mulher que já defendeu causas consideradas liberais na instituição, incluindo a permissão de bençãos para "casais" do mesmo sexo. Então, podemos perceber que o buraco é bem mais embaixo.
  Sarah Mullally é a primeira mulher a liderar a instituição Anglicana na Inglaterra. Assumiu ao cargo na quarta-feira, 25 de março do corrente ano. A nomeação ocorreu em outubro de 2025 e gerou críticas de anglicanos conservadores, principalmente em países da África, que se opõem a bispas.
  Antes de assumir Cantuária, ela era bispa em Londres desde 2018. Além disso, ela é também ex-enfermeira.
  Em seu primeiro discurso na Catedral da Cantuária, a ex-enfermeira de 63 anos condenou os escândalos de abuso sexual e as questões de segurança que têm atormentado a igreja, além do antissemitismo após um ataque a uma sinagoga em Manchester, que matou dois homens.
  Uma de suas frases foi a seguinte: "Em cada etapa dessa jornada, ao longo da minha carreira de enfermagem e do ministério cristão, aprendi a ouvir atentamente - às pessoas e à suave inspiração de Deus - para buscar unir as pessoas e encontrar esperança e cura." (Em destaque temos "unir as pessoas". Ou seja, essa falsa união, essa aparência de paz, essa falsa mensagem de paz e amor, é tudo o que o governo mundial do anti-cristo planeja. O sistema quer unir as pessoas para aceitarem o futuro governo do iníquo).
  Ela é reconhecida como uma administradora competente que trabalhou para modernizar a administração de sua diocese em Londres, ao mesmo tempo em que desempenhou um papel de liderança na resposta da igreja à pandemia de COVID-19. (Vejam só! Ela trabalhou para "modernizar a administração de sua diocese em Londres", ou seja, o sistema precisa de tudo bem modernizado para a implantação do governo mundial, igrejas modernas, cultos modernos, novos modelos de administração, "louvores" modernos, pastores e lideranças modernos. Ela também desempenhou um papel de "liderança na resposta da igreja à pandemia de COVID-19". Qualquer um que analisa bem as coisas que estão acontecendo no mundo percebe que a pandemia não foi nada menos que um ensaio para o que está por vir no período da Grande Tribulação).
  Para encerrarmos essa parte do histórico da arcebispa, há informações de que ela liderará esforços para lidar com o declínio no número de frequentadores da Igreja, incluindo alcançar os mais jovens, e enfrentar os desafios financeiros. (Destacando essa informação importantíssima para nós: "ela liderará esforços para lidar com o declínio no número de frequentadores da Igreja..." Quem disse que no sistema da besta, o sistema religioso vai estar vazio? Quem disse que as igrejas não vão estar cheias? O cristianismo apóstata vai estar a todo vapor, a religião vai atuar fortemente. Aquela igreja rica de Laodicéia, a qual Cristo está do lado de fora batendo a porta, vai estar fortemente atuante nesse período. Sendo assim, a nova arcebispa de Cantuária já está trabalhando em prol disso. Ela não está preocupada com a mensagem da cruz, ela não está preocupada com a pregação do evangelho, ela não está preocupada com uma igreja cheia de almas sendo salvas ao ouvirem o evangelho, o que ela quer é simplesmente uma religião cheia, um templo cheio de religiosos que estarão em conjunto com a religião da besta. Continuando: "incluindo alcançar os mais jovens..." Os velhos têm mentalidade antiga, já ultrapassada. O negócio dela é jovem, pois o jovem tem novas ideias, novas mentalidades, o jovem gosta de modernidades. Isso é tudo o que o sistema da besta precisa).

[Observação: As informações do histórico de Sarah Mullally estão baseadas no site da CNN Brasil. Os escritos destacados em negrito são observações minhas].

O encontro de Sarah Mullally com o papa Leão XIV 

  A matéria diz que o encontro entre a arcebispa Sarah Mullally e o papa Leão XIV será durante sua viagem a Roma, marcada de 25 a 28 de abril. Ela não vai viajar a Roma para evangelizar os romanos. Ela não vai viajar a Roma para passear com a família. Ela não vai viajar a Roma para fazer um estudo, uma pesquisa sobre esse lugar histórico. Ela não vai a Roma para fazer um turismo. Não! Ela vai a Roma se encontrar com o papa, o líder máximo da Igreja Católica Apostólica Romana.
  Na última quinta-feira, 26 de março, houve o encontro e a oração conjunta com o cardeal Kurt Koch, prefeito do Dicastério para a Promoção da Unidade dos Cristãos, na Capela de Nossa Senhora do Martírio, para comemorar o 60⁰ aniversário da Declaração Conjunta de 24 de março de 1966, a primeira declaração ecumênica formal entre as Igrejas Anglicana e Católica Romana, assinada pelo papa Paulo VI e pelo arcebispo Michael Ramsey.
  Logo a Inglaterra que no passado foi a nação de grandes avivamentos e que gerou gigantes na fé, homens como: John Wicliff, John e Charles Wesley, Charles Spurgeon, George Whitfield, J. C. Ryle, Martin-Lloyd Jones, A. W. Pink! Inclusive, alguns desses nomes aí citados foram anglicanos. Logo a Inglaterra que gerou os puritanos, donde saíram os congregacionais, os presbiterianos, os batistas e mais tarde os metodistas! Logo a Inglaterra que gerou a maior nação protestante do mundo, os Estados Unidos da América! Logo a Inglaterra que gerou a Bíblia King James 1611 e que foi a fonte para diversas outras traduções! Logo a Inglaterra que levou missionários para a expansão do evangelho em diversos lugares do mundo! Hoje vemos a Inglaterra cada vez mais islamizada, cada vez mais progressista, cada vez mais ecumênica, cada vez mais anti-cristã. Triste realidade da atual Inglaterra! Cenário de destruição!
  Podemos dizer sem dúvida que a Inglaterra está preparando o cenário para o fim dos tempos, para a entrega ao homem da iniquidade.

Conclusão 

  É necessário estarmos atentos às profecias da Palavra de Deus. Devemos fugir dos falsos ensinamentos, dos falsos mestres, dos falsos profetas. Aquele que está dormindo, é tempo de acordar para a realidade. O fim está muito próximo. Em breve acontecerá o arrebatamento da igreja e o mundo será entregue ao homem da iniquidade. 
  Devemos fugir desse ecumenismo propagado pelas falsas igrejas. Que possamos permanecer fiéis ao Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo e à sua Santa Palavra.

Ricardo dos Santos 

quinta-feira, 19 de março de 2026

Pilatos e a responsabilidade do homem

 Autor: Ricardo dos Santos 

Estudo baseado no livro "A cruz de Cristo" de autoria de John Stott 


  John Stott em seu livro "A cruz de Cristo" escreve a respeito de um assunto central da fé cristã, algo que se tornou o símbolo universal para nós cristãos: a cruz. É um excelente e profundo livro escrito por esse escritor e pregador conhecido mundialmente.
  O capítulo 2 desse livro tem como o seguinte tema: "Por que Cristo morreu?" Ele cita as principais figuras envolvidas na crucificação do Senhor Jesus: Os soldados romanos e Pilatos; O povo judaico e seus sacerdotes; Judas Iscariotes, o traidor. É baseado justamente nesse capítulo que estamos fazendo esse estudo.
  Sabe-se que Pilatos foi nomeado procurador (isto é, governador romano) da província fronteiriça da Judeia pelo imperador Tibério e serviu durante dez anos, de cerca de 26 a 36 A.D. Ele adquiriu a fama de hábil administrador, tendo um senso de justiça tipicamente romano. Os judeus, porém, o odiavam porque ele os desprezava. Eles não se esqueciam de seu ato de provocação do início do seu governo quando exibiu os estandartes romanos na própria cidade de Jerusalém. Josefo descreve outra de suas loucuras, a saber, que desapropriou dinheiro do templo a fim de construir um aqueduto. Muitos acham que foi no motim que se seguiu que ele misturou sangue de certos galileus com os seus sacrifícios (Lucas 13:1). Estas são apenas algumas amostras do seu temperamento esquentado, de sua violência e crueldade. De acordo com Filão, o rei Agripa I , numa carta ao imperador Calígula, descreveu Pilatos como: "Um homem de disposição inflexível, e muito cruel como também obstinado." Seu objetivo principal era manter a lei e a ordem, conservar os judeus perturbadores firmemente sob controle, e, se necessário para esses fins, ser implacável na supressão de qualquer tumulto ou ameaça de motim.
  Daí, nas páginas 51 e 52 ele fala a respeito do reconhecimento de Pilatos da inocência de Jesus. Jesus estava sendo acusado pelos líderes judaicos de estar pervertendo a nação, de estar vedando pagar tributo a César e de estar afirmando ser ele o Cristo Rei (Lucas 23:2). Ao investigar o caso, Pilatos teve a convicção da inocência de Cristo, ficou impressionado com a nobre conduta, com o domínio próprio e a inocência política do prisioneiro. Mas, mesmo assim a multidão gritava: "Crucifica-o! Crucifica-o!" Pilatos fez três tentativas de persuadir o povo sobre a inocência de Jesus, porém foi em vão. A própria mulher de Pilatos o enviou uma mensagem dizendo: "Não entres na questão desse justo, porque num sonho muito sofri por causa dele" (Mateus 27:19).
  John Stott, então, fala a respeito de suas engenhosas tentativas de evitar ter de tomar um partido. Ele queria evitar sentenciar a Jesus (visto acreditar ser ele inocente) e ao mesmo tempo evitar exonerá-lo (visto acreditarem os dirigentes judaicos ser ele culpado).
  Vamos, então, analisar a respeito das quatro artimanhas de Herodes para tentar soltar a Jesus e ao mesmo tempo pacificar os judeus, isto é, ser justo e injusto simultaneamente. O que tudo isso tem a ver conosco? Qual lição podemos tomar para a nossa vida diante das responsabilidades? Vamos analisar.

[Observação: As palavras de John Stott escritas no livro colocaremos em itálico.]

  "Primeira, ao ouvir que Jesus era da Galileia, e, portanto, estar sob a jurisdição de Herodes, enviou-o ao rei para julgamento, esperando transferir a ele a responsabilidade da decisão. Herodes, porém, devolveu Jesus sem sentença (Lucas 23:5-12)."

  Muita das vezes, queremos lançar nossas responsabilidades aos nossos líderes. Isso acontece tanto no seio da igreja quanto no meio secular. Na igreja, muita das vezes queremos jogar as responsabilidades nas costas do pastor, ou dos presbíteros, ou dos diáconos, ou do professor da Escola Bíblica Dominical, ou do líder de um determinado departamento. Não deve ser assim. O chamado que Deus tem para nós, nós é que devemos cumprir, nós é que devemos fazer; o talento que Deus nos deu em determinada área, nós é que devemos pôr em prática.
  Está escrito em Efésios 2:10: "Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas."
  Em Colossenses 3:23: "E tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor, e não aos homens."
  Tiago 4:17: "Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado."

  "Segunda, ele tentou meias medidas: 'Castigá-lo-ei, pois, e soltá-lo-ei' (Lucas 23:16,22). Ele esperava que a multidão se satisfizesse com algo menos que a penalidade máxima, e que o desejo de sangue do povo fosse saciado ao verem as costas de Jesus laceradas. Foi uma ação mesquinha. Pois se Jesus era inocente, devia ter sido imediatamente solto, não primeiramente açoitado."

  Não podemos querer agradar os dois lados nem ficar em cima do muro. O próprio Senhor Jesus nos diz em Mateus 6:24: "Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom."

  "Terceira, ele tentou fazer a coisa certa (soltar a Jesus) com o motivo errado (pela escolha da multidão). Lembrando-se do costume que o Procurador tinha de dar anistia de Páscoa a um prisioneiro, ele esperava que o povo escolhesse a Jesus para esse favor. Então ele podia soltá-lo como um ato de demência em vez de um ato de justiça. Era uma ideia astuta, mas inerentemente vergonhosa, e o povo a frustrou exigindo que o perdão fosse dado a um notório criminoso e assassino, Barrabás."

  Essa situação é muito parecida com a primeira, com a diferença de que aqui ele estava tentando manipular a massa para cumprir seu propósito. Não devemos manipular ninguém nem querer transferir nossas responsabilidades para aqueles que estão subordinados a nós.

  "Quarta, ele tentou protestar sua inocência. Tomando água, lavou as mãos na presença do povo, dizendo: 'Estou inocente do sangue deste justo' (Mateus 27:24). E então, antes que suas mãos se secassem, entregou-o para ser crucificado. Como pôde ele incorrer nessa grande culpa imediatamente depois de ter proclamado a inocência de Jesus?"

  Um ato covarde de Pilatos. Não podemos lavar as nossas mãos diante de uma situação ou problema que está diante de nós. Não devemos fugir dos problemas que precisamos resolver. Muito menos ficar calados diante de uma situação em que um inocente está sendo condenado.

Conclusão 

  Para concluir, podemos continuar usando das palavras de John Stott nesse conceituado livro. Em um determinado parágrafo, ele escreve:
  "É fácil condenar a Pilatos e passar por alto nosso próprio comportamento igualmente tortuoso. Ansiosos por evitar a dor de uma entrega completa a Cristo, nós também procuramos subterfúgios. Deixamos a decisão para alguém mais, ou optamos por um compromisso morno, ou procuramos honrar a Jesus pelo motivo errado (como mestre em vez fe Senhor), ou até mesmo fazemos uma afirmação pública de lealdade a ele, mas ao mesmo tempo o negamos em nossos corações."

Livro: A cruz de Cristo 

John Stott: Teólogo, pregador e escritor 


                                                       Ricardo dos Santos 

  

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

A ideologia de gênero existe e deve ser combatida severamente

 Autor: Ricardo dos Santos 


  Existe uma falácia no meio esquerdista que essa questão de ideologia de gênero é uma fakenews criada pela direita. Assim eles afirmam: "Isso é fake"; "Não existe nenhuma ideologia de gênero, isso é invenção desses conservadores"; "Isso é boato". Seria isso mesmo uma fakenews? Seria uma mera invenção por parte da direita apenas para usar como campanha política? Vamos então aos fatos.

Ideologia de gênero: como eles definem?

  No site www.significados.com.br, Juliana Theodora (Mestra em Ciências da Comunicação) assim escreve a respeito do tema:
  "A 'ideologia de gênero' é uma expressão usada pelos críticos da ideia se que os gêneros são, na realidade, construções sociais.
  A chamada 'ideologia de gênero' representaria o conceito que sustenta a identidade de gênero. Consiste na ideia de que os seres humanos nascem iguais, sendo a definição de masculino e feminino um produto histórico-cultural, desenvolvido pela sociedade (Vejam só que absurdo!).
  Isso significa que a percepção de uma pessoa sobre seu gênero não é uma escolha, é um entendimento sobre a sua identidade e sobre como ela se reconhece enquanto indivíduo, independente do seu sexo biológico.
  Segundo o conceito de identidade de gênero, o fato de determinada pessoa ter nascido com o órgão sexual masculino, não faz com que ele se identifique obrigatoriamente como um homem.
  A Organização das Nações Unidas (ONU) declarou que a identidade de gênero é a maneira como um indivíduo se reconhece, como ele percebe sua própria identidade."

  Meu Deus! Quer mais destruição da família do que isso? Qualquer um que entende o mínimo que seja da Palavra de Deus e do mundo espiritual, compreende perfeitamente que isso é um projeto satânico para destruir o conceito bíblico de família e, consequentemente, destruir a igreja. Satanás não mede esforços para atingir a igreja. O pior de tudo é que existem pessoas usadas pelo diabo, adeptas da satânica Teologia Liberal, que estão infiltradas no meio da igreja abrindo espaço para essas ideologias malignas e contrárias à Palavra de Deus, além de trazer confusão na mente das pessoas.
  O termo que é usado (se é ideologia ou identidade de gênero) pouco importa, pois a ideia destruidora é a mesma.

O "Kit Gay"

  Eles afirmam que o Kit Gay nunca existiu. Mas, vamos aos fatos.
  No dia 16/10/2018 o site Gazeta do Povo lançou a seguinte matéria: "Kit Gay": o que é mito e o que é verdade. A matéria é baseada nos vídeos em que o então candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) falava a respeito do livro "Aparelho Sexual e Cia.", editado no Brasil pela editora Companhia das Letras. Apesar do livro não fazer parte da cartilha "Escola Sem Homofobia" (produzida em 2010), há farta documentação e registros públicos de que o material de fato existiu, de que o MEC supervisionava e discutia a elaboração do material e de que ele seria recomendado para o Ensino Fundamental (crianças a partir de 11 anos).
  O "Kit Gay" é como ficaram conhecidos a cartilha "Escola Sem Homofobia" e materiais anexos desenvolvidos pela Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Travestis e Transexuais (ABGLT), a Pathfinder Brasil, a ECOS - Comunicação em Sexualidade e a Reprolatina Soluções Inovadoras em Saúde Sexual e Reprodutiva. A cartilha orientava professores em atividades de combate à homofobia a ser desenvolvidas pelos alunos e trazia indicações de filmes e vídeos.
  O projeto só não foi executado por oposição de parlamentares, que levaram o governo da então presidente Dilma Roussef (PT) a vetar o material.
  Ainda em novembro de 2010, no seminário "Escola Sem Homofobia", ocorrido na Comissão de Legislação Participativa, o então secretário do MEC André Lázaro chegou a contar que os responsáveis do MEC pela campanha discutiram, entre outras coisas, o conteúdo dos vídeos indicados pelo material.
  "Vale a pena contar a seguinte história: uma dificuldade que tivemos diz respeito a um dos materiais didáticos, um filme, que trazia um beijo na boca [...] Um beijo lésbico na boca. Ficamos três meses discutindo até onde entrava a língua. (Risos.)", contou Lázaro em tom jocoso.
(Para ver o texto na íntegra, acessar o site gazetadopovo.com.br e procurar o artigo "Kit Gay": o que é mito e o que é verdade. O artigo é de 16/10/2018).

  Podemos ver então que está tudo documentado, não tem como afirmar que é fakenews. Inclusive, no final do artigo, está bem exposto as 123 páginas da cartilha "Escola Sem Homofobia" para quem quiser ler.
  Isso é um projeto maligno para a sodomização de nossas crianças. A que ponto o mundo está chegando. A escola que deveria ser lugar de aprendizado e preparação para o futuro de nossas crianças e adolescentes, na verdade tem se tornado um palco de ideologias destruidoras.

Crianças em passeata LGBT 

  Como se já não bastasse a nossa luta contra a liberação do aborto (o que sabemos muito bem que isso é uma nova roupagem satânica para antigos sacrifícios de crianças), como se já não bastasse a nossa luta contra o "casamento" gay, como se já não bastasse a nossa luta contra o comunismo, agora somos obrigados a assistir crianças sendo usadas para um plano maligno de agenda LGBT. Haja aberração! A moda agora é "Bloco das crianças trans" nas paradas gay. Isso é um crime!
  O que mais nos chama atenção nisso é que crianças não vão sozinhas para esses eventos, isto é, são acompanhadas por adultos. Crianças ainda não tem discernimento para definir o que é uma família tradicional, o que é homossexualismo etc. É justamente nisso que está o absurdo, pois a criança é um ser indefeso. O que os pais devem fazer com as crianças é ensinar o que é certo e o que é errado, educar, ensinar os caminhos do Senhor etc., não levar para um evento cheio de promiscuidade, com cenas de sexo, homem beijando outro homem e mulher beijando outra mulher além dos deboches e blasfêmias para com a pessoa do Senhor Jesus Cristo e com a fé cristã.
  O ministro do STF Gilmar Mendes se manifestou a favor da participação de crianças e adolescentes em eventos LGBTQIAPN+, como as paradas gays, durante um julgamento que trata do tema. A discussão, que ocorreu em agosto de 2025, foi adiada após pedido de vista do ministro. Em seu voto, Gilmar Mendes argumentou que a proibição genérica da presença de menores de idade em eventos LGBTQIAPN+ é inconstitucional e reforça o preconceito contra essa população. Ele defendeu que os pais têm o direito de decidir se seus filhos participam ou não desses eventos.
  O ministro Alexandre de Moraes também havia se manifestado contra a lei do Amazonas (uma lei do estado do Amazonas que proíbe a presença de menores de idade em paradas gays), reforçando a tese de que a proibição é inconstitucional.



O Queermuseu 

  Em setembro de 2017, o banco Santander lançou a exposição Queermuseu em Porto Alegre. As obras promoviam blasfêmia contra símbolos religiosos e também apologia à zoofilia e pedifilia.
  A mostra reunia 270 trabalhos de 85 artistas que abordavam a temática LGBT, questões de gênero e de diversidade sexual.
  Houve muitas manifestações contra essa exposição ridícula e diabólica, principalmente por parte de religiosos, mas também por alguns políticos. As manifestações foram lideradas principalmente pelo Movimento Brasil Livre (MBL), que pediu o encerramento da exposição e pregou ainda um boicote ao banco Santander. O então prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Jr. (PSDB) também se manifestou contra a mostra dizendo que elas exibiam imagens de zoofilia e pedifilia.
  Diante de tanta pressão, o Santander Cultural pediu desculpas a todos os que se sentiram ofendidos por alguma obra que fazia parte da mostra.
  Eis algumas imagens da mostra:





  Muitas outras imagens piores do que essas foram colocadas. Não convém colocarmos aqui.

Conclusão 

  Podemos assim concluir que essa ideologia nefasta realmente existe e deve ser combatida por nós cristãos. São nossas crianças que estão em jogo. Jesus ama as crianças e diz que delas é o reino dos céus. Por isso Satanás quer destruir as nossas crianças, pois destruindo as crianças, ele destrói a família e consequentemente atinge também a igreja do Senhor Jesus Cristo.
  Fiquemos atentos, pois Satanás não dorme. Quanto mais se aproxima o fim dos tempos, mais ataques do maligno veremos. Mas, o Senhor Jesus promete estar sempre conosco até a consumação dos séculos. Que Deus tenha misericórdia de nossas crianças! Que Deus tenha misericórdia de nossas famílias!

Ricardo dos Santos 


quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Batistas russos: A resistência ao regime comunista

 Autor: Ricardo dos Santos 


  Não é novidade nenhuma para nós cristãos que durante esses 6000 anos de história da humanidade, ou seja, desde Adão e Eva, Deus sempre preservou um povo para si para que viesse a ser resistência nesse mundo que é hostil a Sua Palavra e que jaz no maligno. Desde que entrou o pecado no mundo temos essa separação entre os que amam a Deus e Sua Santa Palavra e os que amam o mundo e vivem na iniquidade. Vemos isso claramente entre Caim e Abel, vemos na história de Noé, na história de Abraão, na história do povo de Israel e, de igual forma, no atual tempo da igreja. No período dos sete anos da Grande Tribulação, após o arrebatamento da igreja, também não será diferente, pois Deus novamente irá levantar um povo que será resistência contra o governo da iniquidade.
  Em II Tessalonicenses 2:7 está escrito: "E agora vós sabeis o que o detém, para que a seu próprio tempo seja manifestado. Porque já o mistério da injustiça opera; somente há um que agora o retém até que do meio seja tirado; e então será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo Espírito da sua boca, e aniquilará pelo esplendor da sua vinda." Vemos claramente nesses versículos que o que impede a manifestação do homem da iniquidade é a presença da igreja na terra.
  No mundo atual, o regime comunista tem sido um dos regimes mais cruéis e satânicos. Os países que adotam tal ideologia têm como consequência a miséria, o governo ditatorial, falta de liberdade de expressão, perseguição religiosa, ódio à fé cristã e à Palavra de Deus... O comunismo, ao lado do islamismo, tem perseguido fortemente a fé cristã.
  Na Antiga URSS, a hostilidade contra a religião vinha desde os dias dos bolchevistas. Os bolchevistas eram os membros da facção majoritária do Partido Social-Democrata Russo, liderados por Vladimir Lênin, que defendiam uma revolução violenta para tomar o poder e implementar o comunismo na Rússia. O termo "bolchevique" significa "maioria" e originou-se após uma divisão no partido em 1903. Eles são historicamente conhecidos por liderar a Revolução Russa de 1917 e, posteriormente estabelecerem o governo comunista na Rússia, que mais tarde se tornou a União Soviética.
  Esta linha normativa, militantemente ateísta, tinha afetado todas as igrejas da União. Nos primeiros anos de revolução, isto é, em 1917 e nos anos que se seguiram, foi a Igreja Ortodoxa, a seita oficial, que sofreu o impacto da agressão materialista, enquanto os batistas e crentes de outras denominações gozavam de relativa liberdade - e da qual se aproveitaram amplamente. Mas não demorou muito, e Stalin começou a segurar as rédeas do poder cada vez com maior firmeza, e afinal todas as igrejas passaram a sentir o sopro frio dos ventos contrários.
  Durante a época de terror da década de 30, milhares de cristãos e outras pessoas sofreram ou foram mortos em consequência dos "expurgos" de Stalin. A Segunda Grande Guerra, porém, veio operar uma mudança brusca nesta situação. O país passou a sofrer perdas cada vez mais pesadas, e o governo sentiu-se carente do apoio popular. Apelava-se ao patriotismo russo, e as igrejas se tornaram meios de contato direto com o povo para encorajamento da causa pátria. Em entrevistas particulares havidas entre Stalin e os líderes religiosos, algumas concessões foram feitas de ambas as partes e disto resultou um relaxamento da tensão, que, por sua vez, ocasionou um avivamento espiritual, que provavelmente surpreendeu as autoridades.
  Contudo, esta nova atitude não durou muito. Passada a crise mais urgente, ressurgiram os antigos métodos de repressão da fé. Então veio a era de Kruschev. Apesar de sua imagem pública ser de "liberalizante", na realidade, ele desencadeou uma terrível campanha anti-religiosa, que, iniciada em 1959, continuou até a sua queda do poder em 1964. É do conhecimento geral que metade das igrejas ortodoxas do país foram fechadas. Desta vez, também os batistas sofreram com esta nova onda de perseguição.
  Um dos aspectos desta nova fase foi o estabelecimento de algumas regulamentações que, embora apresentadas ao povo pela liderança batista, eram reconhecidamente resultado de pressões estatais. Esta infeliz situação provocou uma reação violenta por parte de alguns crentes batistas de todo o país. Um grupo representativo foi organizado com a finalidade de promover um congresso para se acertarem as coisas, mas isto não vingou, e, em 1965, a fissão que se prenunciava entre as fileiras batistas se efetivou.
  Este grupo reformador que se separou em 1965 tinham condições dadas como tecnicamente ilegais. Era chamado de Concílio das Igrejas Cristãs Evangélicas Batistas. Seus líderes eram por uma lealdade ilimitada a Cristo, por uma contínua renovação espiritual e pela intensificação do esforço evangelístico. Também clamava por justiça para com os crentes de seu país, apelando à Constituição soviética e aos decretos de Lenine. Portanto, poderiam ser enquadrados dentro do contexto do movimento soviético pelos direitos humanos, para o qual, aliás, já contribuíram grandemente. Na verdade, pode-se dizer que eles abriram caminho para boa parte do que se seguiu: as atividades pró-direitos humanos na URSS, as quais ocupavam as manchetes mundiais. Os batistas foram os primeiros a, de modo altamente organizado, firmarem documentos não oficiais, e listas, e a imprimirem jornais relatando tudo sobre sua vida e problemas. Eles se constituíram no primeiro grupo denominacional a confeccionar listas com os nomes de membros seus que se encontravam aprisionados, listas estas que continham informações incrivelmente detalhadas, incluindo endereços de centenas de campos de trabalho forçado.
  Nesse contexto, temos a história heróica de um jovem soldado batista da Antiga URSS, o qual sofreu morte brutal no dia 16 de julho de 1972. Seu nome era Ivan Moiseyev.

Ivan: O Soldado Cristão que Enfrentou o Terror Policial Soviético 


  Ivan Vasilievich era filho de Vasiliy Trofimovich e Joanna Constantinova. Tinha um irmão mais novo chamado Semyon além se outros irmãos. Era uma família cristã batista que temia ao Senhor. Porém, Semyon era o menino rebelde da família. Certo dia chegara em casa ostentando o lenço vermelho, emblema dos Jovens Pioneiros (uma agremiação do Partido Comunista que congregava crianças de 9 a 14 anos e lhes oferecia atividades tais como camping, esportes, música e cultura). Nem a desaprovação geral da família o convenceu a retirar o lenço. Mais tarde foi para a Komsomol (Liga Juvenil Comunista, que reúne jovens de 15 a 28, prossegue na mesma linha dos Jovens Pioneiros, mas com intensificação do doutrinamento; seus membros devem ser ateus. Ele é a porta de entrada para a filiação plena do Partido Comunista). Todas as "maravilhosas" vantagens do Komsomol haviam-no reduzido a uma obediência irrestrita ao partido.
  Ao completar 18 anos, Ivan sentiu o chamado de Deus para se ingressar no Exército. Mesmo seu irmão Semyon o alertando de que a vida no Exército Vermelho não era brincadeira e que lá era proibido esse negócio de falar de Deus e orar, mesmo assim Ivan tinha confiança no Senhor e estava certo de que Deus não o abandonaria. Seu próprio pai o encorajava a fazer a vontade de Deus e toda a família orava por ele. Havia em Ivan uma segurança que não parecia normal em um jovem de 18 anos. Certa vez ele disse: "Deus me ordenou que fale dele onde quer que eu vá, e nunca me cale. Isto confirma o que os pastores dizem, quando ensinam que devemos sempre testemunhar do amor de Deus sem temer as consequências.
  Pela manhã, cedo, Ivan orava todos os dias. Num dia de inverno, orava junto ao fogão da cozinha, próximo à cama dos irmãos menores que ali dormiam para aproveitar o calor. Gostava de orar naquele canto, ouvindo a respiração regular dos outros, que a variação de volume em sua voz não perturbava.
  Assim que começou no quartel, Ivan sentiu extremamente necessário procurar um lugar para orar. O grande número de soldados, o barulho dos alojamentos, a impossibilidade de ficar a sós, começavam a incomodá-lo. Até que um dia ele conseguiu encontrar um lugar para fazer suas orações em um determinado gabinete.

Como começou a perseguição e qual foi o seu fim

  Tudo começou quando certo dia o sargento Strelkov dirigiu o olhar para o ponto do bando em formação onde um lugar vago denotava a ausência de um soldado. Um movimento na periferia do campo de treinamento chamou sua atenção. O retardatário chegava numa corrida desesperada. Ficou a observá-lo impassivelmente. Era Moiseyev (Moiseyev era o último sobrenome de Ivan). Daí então se dirige para Moiseyev: "Explique a razão de seu atraso, Camarada Soldado Moiseyev." Ao que o soldado respondeu: "Sinto muito, sargento. Estava orando."
  O sargento pertencia a uma terceira geração de ateus. Seu avô fora um dos primeiros bolchevistas; aspirante da marinha e tripulante do couraçado Aurora. Lutara nas ruas de Leningrado por ocasião da revolução. Seu pai fora oficial durante a grande guerra patriótica, e participara do cerco daquela cidade, vindo a falecer nos últimos dias dele, em consequência de ferimentos e da carência de alimentação. Seu cartão de filiação ao Partido Comunista fora encontrado em seu bolso. Presentemente, Strelkov trazia-o junto ao seu na carteira.
  Foi a partir do momento em que Ivan disse que estava orando que o inferno se levantou ferozmente contra a vida desse jovem crente. Começaram, então, os interrogatórios, as perseguições e as piores torturas possíveis que um ser humano pode passar.

- Foi levado ao gabinete do Polit-ruk Capitão Boris Zalivako (Polit-ruk: sigla que designa Politicheskoye-Rukovodstavo - Comitê de diretiva política). Zalivako debateu com Ivan defendendo a tese do comunismo científico de que Deus não existe. Porém Ivan, como sempre formado na Palavra de Deus, defendeu a bíblia e o criacionismo.
  O Polit-ruk deu a Ivan a tarefa de lavar o salão de conferências do alojamento e todos os seus corredores, de joelhos, com um balde e um esfregão. Isso durante toda a noite. O jovem parecia bem disposto, cantando e rindo enquanto trabalhava, apesar das inúmeras interrupções que sofria por parte dos oficiais que o chamavam a seus gabinetes para passar-lhe repreensões.

- Sendo enviado para Kertch, Ivan se alegrara achando que os interrogatórios cessariam. Continuou fiel ao Senhor, orando e admitindo abertamente que orava, que era batista e que assistia a cultos evangélicos quando tinha oportunidade. Porém, maus sabia Ivan que Zalivako enviara um relatório completo para o Polit-ruk de Kertch, certificando-o da existência de um crente no pelotão. Não demorou então para que começassem novas perseguições. O Polit-ruk de Kertch era o Capitão Yarmak. Ivan foi enviado para ficar preso numa cela onde ficaria sem direito à alimentação e sujeito a interrogatórios por parte dos oficiais. Eram feitos diversos questionamentos do tipo: 
  "Estava doente? Será que já resolvera mudar de atitude? Suas ideias eram imperialistas, remanescentes do czarismo e do capitalismo. Tais conceitos não seriam tolerados no Exército Vermelho. Não pensasse ele que estava sofrendo pela sua fé. Estava, isto sim, sendo castigado por tentar evadir às suas obrigações militares. Até quando iria fugir às suas responsabilidades para com seus camaradas e para com o Estado? Supondo-se que Deus existisse mesmo, será que ele criaria um espaço pequeno demais para si mesmo? Por que ele, Ivan, deixava de alimentar-se? Estava suscitando dúvidas quanto ao seu equilíbrio mental. Será que não compreendia que uma rejeição dos princípios marxistas implicava na rejeição do ideal soviética? Deus é um mito criado pelos homens para explicar fomes, doenças e outras condições para as quais eles não encontram explicação. Agora, não havia mais necessidade de Deus. Ele era um empecilho ao progresso do cidadão socialista livre. As pessoas que divulgavam tais ideias se declaravam inimigas do Estado."
  Essa provação durou cinco dias.

- Chegou a vez do Major Gidenko. E mais uma vez Moiseyev testemunhou da Palavra de Deus e de seu amor. Dessa vez, a provação foi ainda mais cruel: ficar de pé na rua à noite, após o toque de silêncio, e isso numa temperatura de inverno a 25⁰C abaixo de zero. E outro detalhe: deveria de cumprir a tarefa usando uma farda de verão. Já imaginou que situação hein? Mesmo assim Moiseyev manteve-se firme no seu propósito de testemunhar da Palavra de Deus. Enfrentou mais esse terrível desafio. Mas, o Senhor era com Ivan, o qual mais uma vez deu livramento diante dessa provação.

- Esses são alguns exemplos do que Ivan passou no Exército Vermelho por não se encurvar aos princípios do ateísmo científico sobre os quais se baseavam o Estado Soviético e o poderio militar do exército. Muitos e muitos outros interrogatórios muitas e muitas outras provações e perseguições Ivan foi exposto. Tudo isso foi relatado no livro "Ivan: O Soldado Cristão que Enfrentou o Terror Policial Soviético".
  Por fim, Ivan foi assassinado em julho de 1972.

  Vale apena todo cristão ler esse livro que conta a história desse jovem herói batista que não se encurvou diante das pressões do terror do comunismo. A exemplo de Daniel, de Sadraque, de Mesaque e de Abede-Nego, seguiu firme em seus propósitos de servir ao Senhor mesmo diante de toda tempestade.

Ivan na idade de 18 anos, quando entrou para o Exército Vermelho.

Livro: "Ivan: O Soldado Cristão que Enfrentou o Terror Policial Soviético". Autor(a): Myrna Grant. Tradução: Myrian Talitha Lins. Editora Betânia.

Ivan de farda. 


Ivan quando era criança.


Conclusão 

  Esse texto nos trás a reflexão do que é ser cristão em um país dominado pelo comunismo. Infelizmente, aqui no mundo ocidental, inclusive aqui no Brasil, muitos crentes estão dormindo para a realidade do que é o comunismo. Muitos acham que esse tipo de perseguição acontece só lá na China, na Coréia do Norte e na Antiga URSS, mas aqui não aconteceria isso caso o Brasil virasse comunista. É lamentável como tem crente dormindo quanto a esses fatos.
  Há um forte interesse por parte do sistema mundial cujo príncipe é o próprio Satanás, de que haja perseguições contra a fé cristã. Isso em pleno século 21, quando enchem a boca para falar de democracia, de liberdade de expressão, de pluralidade de ideias, de liberdade religiosa. Em nome dessa suposta democracia, querem impor uma verdadeira ditadura mundial, onde quem reinará vai ser o anti-cristo, o homem da iniquidade. Daí podemos entender o porquê da mídia tradicional se calar em relação à perseguição contra o cristianismo em países principalmente comunistas e muçulmanos. Eles precisam que o cristianismo fiel seja varrido do mapa. Eles precisam varrer do mapa a verdadeira fé original para que possam impor os propósitos do sistema maligno.
  Enfim, vivemos tempos realmente sombrios, onde a tendência é só piorar. Que possamos seguir o exemplo de Ivan Moiseyev e desses heróis batistas que mantiveram sua fé firme e inabalável diante de todo aquele sistema comunista.
  Esse é um tipo de texto que não deve ficar apenas aqui no meu blog. Passe adiante. Quem tiver o seu blog, copie e coloque no seu blog. Quem tiver canal no YouTube, faça vídeo a respeito desse texto. Compartilhe em todas as suas redes sociais (Facebook, Instagram, Whatsapp...). Leve esse assunto para a sua igreja, para seus amigos, para os seus familiares, para as escolas e faculdades. As pessoas precisam ser alertas sobre a verdadeira face do comunismo.

Ricardo dos Santos 






quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Apóstolo Pedro o primeiro papa da Igreja Católica? Respondendo ao vídeo do canal Brasil Paralelo

 Autor: Ricardo dos Santos 

Estudo baseado no livro "A Mulher Montada na Besta" de Dave Hunt 


  Nesse estudo, iremos desmascarar essa grande mentira, essa grande falácia da Igreja Católica Apostólica Romana que diz que o apóstolo Pedro foi o primeiro papa e que foi seguido por uma linha ininterrupta de sucessão apostólica, onde, segundo a afirmação, os papas são sucessores do apóstolo Pedro.
  Essa falsa doutrina é muito fácil de refutar. Mas, antes de começarmos a refutação, vamos assistir ao vídeo do canal Brasil Paralelo que fala justamente a respeito disso. O vídeo tem apenas 13 minutos e 33 segundos e o seu título é: "O PRIMEIRO PAPA: A HISTÓRIA DE SÃO PEDRO".


  Agora sim vamos à refutação. Para isso, utilizaremos a genial obra escrita pelo renomado apologeta Dave Hunt. O livro se chama "A Mulher Montada na Besta". Nesse livro, ele fala sobre a Igreja Católica Romana e os últimos dias. Ele é todo baseado na visão do apóstolo João em Apocalipse 17. O livro possui dois volumes. Estaremos utilizando aqui em nosso estudo apenas o primeiro volume. Trata-se do capítulo 7 do livro, onde exploraremos três subtítulos: "Impecabilidade versus infalibilidade"; "O dogma desconhecido"; "Do Calvário ao régio pontífice" (páginas 95 a 99).

Obs.: Para destacar, utilizaremos o trecho do livro em itálico.

"Impecabilidade" versus "Infalibilidade"

  A fé cega exigida pelos pronunciamentos do papa e do clero parecem fazer sentido, pois a Igreja Romana é a maior e mais antiga. Certamente esses bilhões de seguidores não poderiam ter sido enganados por mais de 1500 anos! Assim a fé é mantida pela suposta segurança de que a Igreja Católica Romana é a única igreja verdadeira, a única que pode ser rastreada até os apóstolos originais, e cuja autoridade papal vem diretamente de Cristo (através de Pedro), numa longa e ininterrupta linha de sucessão apostólica.
  Como prova, a Igreja fornece uma lista completa de seus papas com a ascendência desde Pedro. Poucos católicos sabem que os papas lutavam entre si, excomungando-se mutuamente e, por vezes, até matavam uns aos outros. É difícil achar algum papa que, depois do século V, tenha exibido as virtudes cristãs básicas. Suas vidas, conforme registrado na Catholic Encyclopedia, são comparáveis às novelas de TV em matéria de luxúria, loucura, ostentação e assassinatos. Contudo, todos esses mestres do crime, envenenadores, adúlteros e genocidas são considerados infalíveis quando falam ex catedra - ou seja, fazem pronunciamentos dogmáticos sobre fé e moral a toda a Igreja.
  Os apologistas católicos argumentam que existe uma diferença entre impecabilidade de caráter e conduta, que os papas certamente não tinham, e infalibilidade em matéria de fé e moral, o que todo católico deve crer que eles possuem. É tolice acreditar que um homem que nega a fé e tem comportamento imoral em sua vida, é infalível quando fala sobre fé e moral!
  Os católicos que conhecem os fatos prontamente admitem que muitos papas foram terríveis. Mas argumentam que isso prova simplesmente que eles eram humanos e permite que, se somos conscientes do que aconteceu, discordemos deles. Para os católicos faz sentido que, apesar da inegável maldade do seu clero, a Igreja Católica Romana seja a única esperança da humanidade. Afinal de contas, ela foi fundada pelo próprio Cristo, que fez de Pedro o primeiro papa. Isto está, supostamente, comprovado nas Escrituras: "Tu es Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja" (Mateus 16:18).

O dogma desconhecido 

  Ao contrário do que se ensina aos católicos, o ofício papal não começou com o apóstolo Pedro. Ele teve origem centenas de anos antes do bispo de Roma tentar controlar o resto da igreja e muitos séculos antes que essa primazia fosse aceita por todos. Em 449, a carta de Leão o Grande a Flaviano não foi aceita até que o Concílio de Calcedônia a aprovasse. "O próprio papa Leão [I] reconheceu que esse tratado não podia tornar-se uma regra de fé, até ter sido confirmado pelos bispos".
  Houve oito concílios da Igreja antes que o Cisma de 1054 a dividisse em Católica Romana e Oriental Ortodoxa, quando o bispo de Roma e o patriarca de Constantinopla se excomungaram mutuamente. Nenhum desses oito concílios foi convocado pelo papa, mas sim pelo Imperador, que também deu sua aprovação aos decretos. Quanto à autoridade papal, um historiador católico nos lembra:

  "O papa Pelágio (556 - 560) fala sobre hereges separando-se das Sés Apostólicas, ou seja, Roma, Jerusalém, Alexandria (mais Constantinopla). Em todos os escritos antigos sobre hierarquia não existe menção de um papel especial do bispo de Roma, nem ainda o título de 'papa'... Das cerca de 80 heresias dos primeiros seis séculos, nenhuma se refere à autoridade do bispo de Roma e nenhuma teve início com ele... Nenhuma ataca a [suprema] autoridade do pontífice romano, já que ninguém ouviu falar disso."

  O Sínodo Oriental de 680, convocado pelo papa Ágato, foi o primeiro corpo eclesiástico que asseverou a primazia de Roma sobre o resto da Igreja, mas esse não foi um concílio reunindo toda a Igreja, portanto suas decisões não foram aceitas em larga escala. Como frisa o historiador católico Peter de Rosa:

  "... nenhum dos primeiros Pais da igreja via na bíblia qualquer referência à jurisdição papal sobre a Igreja. Pelo contrário, eles estavam certos de que os bispos, principalmente os metropolitas, tinham o pleno direito de governar e administrar seu próprio território, sem sofrer interferência de ninguém. A Igreja Oriental nunca aceitou a supremacia papal; a tentativa de Roma de impor-se foi o que levou ao Cisma.
  ...procura-se em vão no primeiro milênio por uma única doutrina ou legislação imposta apenas por Roma ao resto da Igreja. As únicas leis gerais procederam de concílios como o de Nicéia. De qualquer modo, como poderia o bispo de Roma ter exercido jurisdição mundial naquele tempo se ainda não havia a Cúria [Romana]; quando nenhum bispo permitia interferência de quem quer que fosse, quando Roma não emitiu dispensação alguma, não exigia tributo nem imposto; quando todos os bispos, não apenas o de Roma, tinham o poder de ligar e desligar; quando nenhum bispo ou igreja ou indivíduo era censurado por Roma?
  Além disso, durante séculos, o bispo de Roma foi escolhido pelos cidadãos locais - clero e laicato. Se ele tivesse jurisdição sobre a Igreja Universal, o resto do mundo não iria desejar dizer algo sobre a sua nomeação? Enquanto ele acreditava ter supremacia [universal], o restante da Igreja exigia participar de sua eleição. Isso só teve início na Idade Média."

Do Calvário ao Régio Pontífice 

  É necessário que se faça uma engenhosa modificação para que da distorção de uma simples declaração: "sobre esta pedra edificarei a minha igreja ", surgisse o ofício petrino, a sucessão apostólica, a infalibilidade papal, e toda a pompa, cerimônia e poder que rodeiam o papa hoje. Como um escritor católico sarcasticamente declara: "Exige-se [uma grande] habilidade para se tomar uma declaração feita por um pobre carpinteiro a um pescador, igualmente pobre, e aplicá-la a um régio pontífice, que em breve passaria a ser chamado de 'o Dono do Mundo'."
  Contudo, este é o único fundamento "bíblico" sobre o qual toda a estrutura da Igreja Católica Romana está baseada. Incluindo a infalibilidade papal, a sucessão apostólica e uma intrincada  hierarquia de padres, bispos, arcebispos e cardeais; o Magistério dos Bispos, o único que pode interpretar a Bíblia; a exigência de que, por suposta infalibilidade, o papa deve falar ex catedra a toda a Igreja em matéria de fé e moral, etc. Que nenhum destes conceitos é remotamente sugerido, muito menos estabelecido, quer seja em Mateus 16:18 ou em qualquer outro lugar na Escritura, é deixado de lado pelos apologistas católicos, os quais logo se voltam para a "tradição" para apoiar tais crenças. Fazendo isso, entram num labirinto de engano e verdadeira fraude.
  Foram necessários muitos séculos para se desenvolver engenhosos argumentos para que, finalmente, se chegasse à teoria de que o mesmo Cristo, que "não tinha onde reclinar a cabeça" (Mateus 8:20), viveu em pobreza e foi crucificado nu, deveria ser representado por um régio pontífice que possui palácios com mais de 1100 salas cada um, é servido dia e noite por um batalhão de criados e usa as melhores roupas de seda bordadas com fios de ouro! Que Cristo delegou a Pedro tal pompa e luxo, o que nenhum dos dois conheceu, é tanto ridículo quanto blasfemo.
  As glórias e poderes desfrutados pelos papas não são, nem remotamente, mencionados nos relatos existentes sobre a vida de pureza e pobreza de Pedro. O apóstolo-pescador declarou: "Não tenho prata nem ouro" (Atos 3:6). Os luxos do papa e suas pomposas declarações de autoridade sobre reis e reinos não eram conhecidos na Igreja até séculos mais tarde, quando papas ambiciosos começaram a estender gradualmente e solidificar seu domínio sobre os governantes. Os líderes supremos do catolicismo começaram a usar títulos como: "supremo governante do mundo", "rei dos reis". Outros afirmaram ser "Deus na terra", ou até mesmo "o redentor", que "pendurados na cruz como o fez Cristo", asseveraram que "Jesus colocou os papas no mesmo nível de Deus". Pedro certamente teria denunciado tais fraudes pretensiosas como blasfêmia.
  Roma era a capital do Império Romano antes de Constantino mudar o seu palácio para o Oriente, por isso continuou sendo considerada como capital da porção Ocidental do império. Com o imperador Constantino instalado na cidade de Constantinopla (hoje Istambul), o papa desenvolveu um poder quase absoluto, não apenas como cabeça da Igreja, mas também como imperador do Ocidente. Mais tarde, com a queda do Império Romano, o papado foi quem continuou governando as ruínas fragmentadas. Thomas Hobbes disse: O papado nada mais é do que o fantasma do finado Império Romano, sentado sobre o seu túmulo com a coroa na cabeça".
  W.H.C. Frend, professor emérito de história eclesiástica em seu clássico "The Rise of Christianity" [A Ascensão do Cristianismo] frisa que, pelos meados do século V a Igreja "tinha se tornado o mais poderoso elemento nas vidas dos povos do império. A virgem e os santos haviam substituído os deuses (pagãos) e padroeiros das cidades". O papa Leão I (440-461) gabava-se que São Pedro e São Paulo haviam "substituído Rômulo e Remo como os padroeiros e protetores da cidade [Roma]. Frend escreve que a Roma cristã era a "legítima sucessora da Roma pagã... Cristo havia triunfado [e] Roma estava pronta para estender sua influência até aos próprios céus".

  Na página 104 desse mesmo livro, o autor Dave Hunt assim escreve:

  Além do mais, não há registro algum de que Pedro tenha sido bispo em Roma, portanto nenhum bispo de Roma poderia ser o seu sucessor. Irineu, bispo de Lyon (178-200), forneceu uma lista dos primeiros 12 bispos da capital do império. Lino foi o primeiro. O nome do "chefe dos apóstolos" não aparece. Eusébio de Cesaréia, o pai da História da Igreja, nunca o mencionou como bispo de Roma. Ele diz simplesmente que Pedro esteve naquela cidade"no fim de seus dias" e lá foi crucificado. Paulo, ao escrever sua epístola aos Romanos, saúda muitas pessoas pelo nome, mas não menciona Pedro. Essa seria uma estranha omissão se o líder dos apóstolos estivesse vivendo em Roma e, especialmente, se fosse seu bispo!

  É de extrema importância o caro leitor do meu blog ler e estudar os dois volumes dessa genial obra de Dave Hunt "A Mulher Montada na Besta". Isso trará um bom esclarecimento sobre o que acontece no mundo, além de passar um grande conhecimento escatológico.


Volume 1 e 2

Dave Hunt 

Conclusão 

  Poderíamos escrever muito mais coisas a respeito desse assunto aqui no estudo. Porém, só isso já basta para refutar o vídeo do canal Brasil Paralelo.
  Só com esse texto e os documentos que foram citados, podemos concluir que o apóstolo Pedro está muito longe de ter sido o primeiro papa da Igreja Católica Apostólica Romana. Isso é apenas mais uma das invencionices de Roma.

Observação: Estamos vivendo tempos em que todo cuidado é pouco. Brasil Paralelo é um canal do YouTube onde se trata de assuntos muito importantes, do tipo: questões políticas, questões sobre movimentos revolucionários, religião, família, questões sociais, história, filmes e diversos outros assuntos do cotidiano. É um canal que trás excelentes informações. Por causa disso, muitos evangélicos fazem assinatura  canal. Porém, aqui é que está o perigo onde nós cristãos evangélicos devemos ficar em alerta: é um canal católico. A Igreja Católica não mede esforços para conquistar adeptos para a "Santa Madre Igreja". Assim eles vão alcançando lares e famílias para o catolicismo romano. Devemos ficar atentos a toda investida de Satanás nesses últimos dias. Por isso o apóstolo Paulo nos exorta: "Examinai tudo. Retende o bem" (1Tessalonicenses 5:21).

Ricardo dos Santos