Autor: Ricardo dos Santos
Estudo baseado no livro "A Mulher Montada na Besta" de Dave Hunt
Nesse estudo, iremos desmascarar essa grande mentira, essa grande falácia da Igreja Católica Apostólica Romana que diz que o apóstolo Pedro foi o primeiro papa e que foi seguido por uma linha ininterrupta de sucessão apostólica, onde, segundo a afirmação, os papas são sucessores do apóstolo Pedro.
Essa falsa doutrina é muito fácil de refutar. Mas, antes de começarmos a refutação, vamos assistir ao vídeo do canal Brasil Paralelo que fala justamente a respeito disso. O vídeo tem apenas 13 minutos e 33 segundos e o seu título é: "O PRIMEIRO PAPA: A HISTÓRIA DE SÃO PEDRO".
Agora sim vamos à refutação. Para isso, utilizaremos a genial obra escrita pelo renomado apologeta Dave Hunt. O livro se chama "A Mulher Montada na Besta". Nesse livro, ele fala sobre a Igreja Católica Romana e os últimos dias. Ele é todo baseado na visão do apóstolo João em Apocalipse 17. O livro possui dois volumes. Estaremos utilizando aqui em nosso estudo apenas o primeiro volume. Trata-se do capítulo 7 do livro, onde exploraremos três subtítulos: "Impecabilidade versus infalibilidade"; "O dogma desconhecido"; "Do Calvário ao régio pontífice" (páginas 95 a 99).
Obs.: Para destacar, utilizaremos o trecho do livro em itálico.
"Impecabilidade" versus "Infalibilidade"
A fé cega exigida pelos pronunciamentos do papa e do clero parecem fazer sentido, pois a Igreja Romana é a maior e mais antiga. Certamente esses bilhões de seguidores não poderiam ter sido enganados por mais de 1500 anos! Assim a fé é mantida pela suposta segurança de que a Igreja Católica Romana é a única igreja verdadeira, a única que pode ser rastreada até os apóstolos originais, e cuja autoridade papal vem diretamente de Cristo (através de Pedro), numa longa e ininterrupta linha de sucessão apostólica.
Como prova, a Igreja fornece uma lista completa de seus papas com a ascendência desde Pedro. Poucos católicos sabem que os papas lutavam entre si, excomungando-se mutuamente e, por vezes, até matavam uns aos outros. É difícil achar algum papa que, depois do século V, tenha exibido as virtudes cristãs básicas. Suas vidas, conforme registrado na Catholic Encyclopedia, são comparáveis às novelas de TV em matéria de luxúria, loucura, ostentação e assassinatos. Contudo, todos esses mestres do crime, envenenadores, adúlteros e genocidas são considerados infalíveis quando falam ex catedra - ou seja, fazem pronunciamentos dogmáticos sobre fé e moral a toda a Igreja.
Os apologistas católicos argumentam que existe uma diferença entre impecabilidade de caráter e conduta, que os papas certamente não tinham, e infalibilidade em matéria de fé e moral, o que todo católico deve crer que eles possuem. É tolice acreditar que um homem que nega a fé e tem comportamento imoral em sua vida, é infalível quando fala sobre fé e moral!
Os católicos que conhecem os fatos prontamente admitem que muitos papas foram terríveis. Mas argumentam que isso prova simplesmente que eles eram humanos e permite que, se somos conscientes do que aconteceu, discordemos deles. Para os católicos faz sentido que, apesar da inegável maldade do seu clero, a Igreja Católica Romana seja a única esperança da humanidade. Afinal de contas, ela foi fundada pelo próprio Cristo, que fez de Pedro o primeiro papa. Isto está, supostamente, comprovado nas Escrituras: "Tu es Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja" (Mateus 16:18).
O dogma desconhecido
Ao contrário do que se ensina aos católicos, o ofício papal não começou com o apóstolo Pedro. Ele teve origem centenas de anos antes do bispo de Roma tentar controlar o resto da igreja e muitos séculos antes que essa primazia fosse aceita por todos. Em 449, a carta de Leão o Grande a Flaviano não foi aceita até que o Concílio de Calcedônia a aprovasse. "O próprio papa Leão [I] reconheceu que esse tratado não podia tornar-se uma regra de fé, até ter sido confirmado pelos bispos".
Houve oito concílios da Igreja antes que o Cisma de 1054 a dividisse em Católica Romana e Oriental Ortodoxa, quando o bispo de Roma e o patriarca de Constantinopla se excomungaram mutuamente. Nenhum desses oito concílios foi convocado pelo papa, mas sim pelo Imperador, que também deu sua aprovação aos decretos. Quanto à autoridade papal, um historiador católico nos lembra:
"O papa Pelágio (556 - 560) fala sobre hereges separando-se das Sés Apostólicas, ou seja, Roma, Jerusalém, Alexandria (mais Constantinopla). Em todos os escritos antigos sobre hierarquia não existe menção de um papel especial do bispo de Roma, nem ainda o título de 'papa'... Das cerca de 80 heresias dos primeiros seis séculos, nenhuma se refere à autoridade do bispo de Roma e nenhuma teve início com ele... Nenhuma ataca a [suprema] autoridade do pontífice romano, já que ninguém ouviu falar disso."
O Sínodo Oriental de 680, convocado pelo papa Ágato, foi o primeiro corpo eclesiástico que asseverou a primazia de Roma sobre o resto da Igreja, mas esse não foi um concílio reunindo toda a Igreja, portanto suas decisões não foram aceitas em larga escala. Como frisa o historiador católico Peter de Rosa:
"... nenhum dos primeiros Pais da igreja via na bíblia qualquer referência à jurisdição papal sobre a Igreja. Pelo contrário, eles estavam certos de que os bispos, principalmente os metropolitas, tinham o pleno direito de governar e administrar seu próprio território, sem sofrer interferência de ninguém. A Igreja Oriental nunca aceitou a supremacia papal; a tentativa de Roma de impor-se foi o que levou ao Cisma.
...procura-se em vão no primeiro milênio por uma única doutrina ou legislação imposta apenas por Roma ao resto da Igreja. As únicas leis gerais procederam de concílios como o de Nicéia. De qualquer modo, como poderia o bispo de Roma ter exercido jurisdição mundial naquele tempo se ainda não havia a Cúria [Romana]; quando nenhum bispo permitia interferência de quem quer que fosse, quando Roma não emitiu dispensação alguma, não exigia tributo nem imposto; quando todos os bispos, não apenas o de Roma, tinham o poder de ligar e desligar; quando nenhum bispo ou igreja ou indivíduo era censurado por Roma?
Além disso, durante séculos, o bispo de Roma foi escolhido pelos cidadãos locais - clero e laicato. Se ele tivesse jurisdição sobre a Igreja Universal, o resto do mundo não iria desejar dizer algo sobre a sua nomeação? Enquanto ele acreditava ter supremacia [universal], o restante da Igreja exigia participar de sua eleição. Isso só teve início na Idade Média."
Do Calvário ao Régio Pontífice
É necessário que se faça uma engenhosa modificação para que da distorção de uma simples declaração: "sobre esta pedra edificarei a minha igreja ", surgisse o ofício petrino, a sucessão apostólica, a infalibilidade papal, e toda a pompa, cerimônia e poder que rodeiam o papa hoje. Como um escritor católico sarcasticamente declara: "Exige-se [uma grande] habilidade para se tomar uma declaração feita por um pobre carpinteiro a um pescador, igualmente pobre, e aplicá-la a um régio pontífice, que em breve passaria a ser chamado de 'o Dono do Mundo'."
Contudo, este é o único fundamento "bíblico" sobre o qual toda a estrutura da Igreja Católica Romana está baseada. Incluindo a infalibilidade papal, a sucessão apostólica e uma intrincada hierarquia de padres, bispos, arcebispos e cardeais; o Magistério dos Bispos, o único que pode interpretar a Bíblia; a exigência de que, por suposta infalibilidade, o papa deve falar ex catedra a toda a Igreja em matéria de fé e moral, etc. Que nenhum destes conceitos é remotamente sugerido, muito menos estabelecido, quer seja em Mateus 16:18 ou em qualquer outro lugar na Escritura, é deixado de lado pelos apologistas católicos, os quais logo se voltam para a "tradição" para apoiar tais crenças. Fazendo isso, entram num labirinto de engano e verdadeira fraude.
Foram necessários muitos séculos para se desenvolver engenhosos argumentos para que, finalmente, se chegasse à teoria de que o mesmo Cristo, que "não tinha onde reclinar a cabeça" (Mateus 8:20), viveu em pobreza e foi crucificado nu, deveria ser representado por um régio pontífice que possui palácios com mais de 1100 salas cada um, é servido dia e noite por um batalhão de criados e usa as melhores roupas de seda bordadas com fios de ouro! Que Cristo delegou a Pedro tal pompa e luxo, o que nenhum dos dois conheceu, é tanto ridículo quanto blasfemo.
As glórias e poderes desfrutados pelos papas não são, nem remotamente, mencionados nos relatos existentes sobre a vida de pureza e pobreza de Pedro. O apóstolo-pescador declarou: "Não tenho prata nem ouro" (Atos 3:6). Os luxos do papa e suas pomposas declarações de autoridade sobre reis e reinos não eram conhecidos na Igreja até séculos mais tarde, quando papas ambiciosos começaram a estender gradualmente e solidificar seu domínio sobre os governantes. Os líderes supremos do catolicismo começaram a usar títulos como: "supremo governante do mundo", "rei dos reis". Outros afirmaram ser "Deus na terra", ou até mesmo "o redentor", que "pendurados na cruz como o fez Cristo", asseveraram que "Jesus colocou os papas no mesmo nível de Deus". Pedro certamente teria denunciado tais fraudes pretensiosas como blasfêmia.
Roma era a capital do Império Romano antes de Constantino mudar o seu palácio para o Oriente, por isso continuou sendo considerada como capital da porção Ocidental do império. Com o imperador Constantino instalado na cidade de Constantinopla (hoje Istambul), o papa desenvolveu um poder quase absoluto, não apenas como cabeça da Igreja, mas também como imperador do Ocidente. Mais tarde, com a queda do Império Romano, o papado foi quem continuou governando as ruínas fragmentadas. Thomas Hobbes disse: O papado nada mais é do que o fantasma do finado Império Romano, sentado sobre o seu túmulo com a coroa na cabeça".
W.H.C. Frend, professor emérito de história eclesiástica em seu clássico "The Rise of Christianity" [A Ascensão do Cristianismo] frisa que, pelos meados do século V a Igreja "tinha se tornado o mais poderoso elemento nas vidas dos povos do império. A virgem e os santos haviam substituído os deuses (pagãos) e padroeiros das cidades". O papa Leão I (440-461) gabava-se que São Pedro e São Paulo haviam "substituído Rômulo e Remo como os padroeiros e protetores da cidade [Roma]. Frend escreve que a Roma cristã era a "legítima sucessora da Roma pagã... Cristo havia triunfado [e] Roma estava pronta para estender sua influência até aos próprios céus".
Na página 104 desse mesmo livro, o autor Dave Hunt assim escreve:
Além do mais, não há registro algum de que Pedro tenha sido bispo em Roma, portanto nenhum bispo de Roma poderia ser o seu sucessor. Irineu, bispo de Lyon (178-200), forneceu uma lista dos primeiros 12 bispos da capital do império. Lino foi o primeiro. O nome do "chefe dos apóstolos" não aparece. Eusébio de Cesaréia, o pai da História da Igreja, nunca o mencionou como bispo de Roma. Ele diz simplesmente que Pedro esteve naquela cidade"no fim de seus dias" e lá foi crucificado. Paulo, ao escrever sua epístola aos Romanos, saúda muitas pessoas pelo nome, mas não menciona Pedro. Essa seria uma estranha omissão se o líder dos apóstolos estivesse vivendo em Roma e, especialmente, se fosse seu bispo!
É de extrema importância o caro leitor do meu blog ler e estudar os dois volumes dessa genial obra de Dave Hunt "A Mulher Montada na Besta". Isso trará um bom esclarecimento sobre o que acontece no mundo, além de passar um grande conhecimento escatológico.
Volume 1 e 2
Conclusão
Poderíamos escrever muito mais coisas a respeito desse assunto aqui no estudo. Porém, só isso já basta para refutar o vídeo do canal Brasil Paralelo.
Só com esse texto e os documentos que foram citados, podemos concluir que o apóstolo Pedro está muito longe de ter sido o primeiro papa da Igreja Católica Apostólica Romana. Isso é apenas mais uma das invencionices de Roma.
Observação: Estamos vivendo tempos em que todo cuidado é pouco. Brasil Paralelo é um canal do YouTube onde se trata de assuntos muito importantes, do tipo: questões políticas, questões sobre movimentos revolucionários, religião, família, questões sociais, história, filmes e diversos outros assuntos do cotidiano. É um canal que trás excelentes informações. Por causa disso, muitos evangélicos fazem assinatura canal. Porém, aqui é que está o perigo onde nós cristãos evangélicos devemos ficar em alerta: é um canal católico. A Igreja Católica não mede esforços para conquistar adeptos para a "Santa Madre Igreja". Assim eles vão alcançando lares e famílias para o catolicismo romano. Devemos ficar atentos a toda investida de Satanás nesses últimos dias. Por isso o apóstolo Paulo nos exorta: "Examinai tudo. Retende o bem" (1Tessalonicenses 5:21).
Ricardo dos Santos
Por isso devemos examinar todas as coisas e reter o que é bom. Vivemos tempos em que todo discernimento é pouco. Lembre-se que o diabo está ao nosso derredor como um leão que ruge querendo nos devorar. Precisamos mais do que nunca nos alimentarmos da Palavra de Deus.
ResponderExcluir