Santidade

Devemos ser santos na terra, se quisermos ser santos no céu. Foi Deus que disse e Ele não voltará atrás: “A santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hebreus 12:14). Observou William Jenkyn: “O calendário do papa só declara santos às pessoas mortas, mas as Escrituras requerem a santidade da parte dos vivos”. John Owen afirmou: “Não se deixe iludir. O Senhor Jesus Cristo só conduz ao céu àqueles a quem Ele santifica na terra. O Cabeça vivo não admite membros mortos”. J.C. Ryle

sábado, 22 de março de 2025

Por que não sou predestinacionista?

 Autor: Pr. Neucir Valentim 


  A Predestinação...

Elimina o julgamento do ser humano - como o ser humano pode ser culpado ou absolvido de algo que lhe foi determinado e que não dependeu da sua vontade? (Hebreus 9:27; Mateus 24:45,46; 25:21). Como alguém pode ser culpado antes de sua existência? Conheço a Depravação Humana, é um fato, mas não concordo segundo a predestinação, com a ideia de um Deus bom, trazer à existência homens, mulheres e crianças destinadas à perdição eterna. Mesmo antes de existirem, terem culpa ou pecado, serem punidos ao fogo eterno sem opção! Mesmo sem a possibilidade de pedirem para existir! Isso não se coaduna com o Deus da Bíblia. Veja mais abaixo.

Maldade de Deus - A predestinação seria um ato de maldade de Deus, por ter sacrificado o Seu Filho em vão e, podendo salvar a todos, preferiu destinar trilhões e trilhões ao fogo do inferno (Lucas 19:10; Atos 16:10; Romanos 10:13; Judas 23). Pois ao escolher alguns para a vida, trouxe à existência trilhões para morte, que não pediram para nascer.

Não considera o amor de Deus - evidenciado em cristo Jesus a todos os homens (João 3:16).

A Mensagem da Salvação Universal é um grande blefe - se somente alguns poderão usufruir da salvação mediante a predestinação, logo a mensagem do Evangelho é uma propaganda enganosa (II Pedro 3:9; João 3:16; I João 2:2 etc.).

Dispensa a graça de Deus - a graça de Deus não tem sentido na predestinação, porque a pessoa está condenada ou salva. Se ela aconteceu, foi apenas no "decreto" que o elegeu, sem que tenha tomado dele conhecimento (Romanos 3:24; 5:20; 6:24).

Contraria o espírito das escrituras - essa doutrina invalida o Evangelho, destrói o amor ao bem, acaba com a ética, sacraliza qualquer tipo de comportamento e coloca em Deus todas as culpas, responsabilizando-O pelo flagelo humano (Marcos 16:16; João 3:16; Efésios 2:5-6).

Confunde desejo e realidade - por que o Criador iria desejar que somente alguns fossem salvos? A vontade de Deus é que todos sejam salvos e, por isso, coloca à disposição a Sua graça. Na realidade, somente os que aceitam os meios de salvação oferecidos, podem recebê-la (Atos 13:43; Romanos 5:20).

Desmente a doutrina da queda - se Deus é justo, amoroso e imparcial, por que faria acepção como alguns predestinacionistas afirmam? Então a queda não existiu de direito, foi apenas um fato ilustrativo. Se a predestinação se deu após a queda, conforme outros afirmam, aí a queda não tem importância alguma na história da salvação (Gênesis 3; Romanos 5:12; 8:3; I João 3:5), ou como alguns ensejam, para consubstanciar a sua errônea doutrina, a "queda é um mito literário."

Deus faz acepção de pessoas - se Deus é justo, por que destinaria pessoas à condenação eterna antes mesmo de nascerem, sem lhes dar oportunidade alguma? (Deuteronômio 10:17; Jó 34:19; Atos 10:34).

O ser humano não é autônomo - é inegável que o ser humano é dotado de intelecto, vontade e razão. Se Deus o criou assim, por que então não lhe permite usar o intelecto para conhecê-Lo, a razão para compreendê-Lo e a vontade para escolhê-Lo? A doutrina da predestinação, qualquer que seja o seu matiz, priva o ser humano de escolher, o que descaracteriza totalmente a sua humanidade (I Coríntios 9:1; II Coríntios 3:17; Gálatas 5:13; Tiago 1:25).

  Sei que muitos vão usar o argumento de que "Quem sou eu para estar questionando o Criador?". Não estou questionando o Criador, a Ele sempre me curvo, mas sim uma teologia desenvolvida por Agostinho, que a rigor criou outras teologias deploráveis ao entendimento protestante hoje, e que foi sistematizada por Calvino, no Século XVI!

  Para sua reflexão! 

  Os que invocam a predestinação, usurpam do termo soberania de Deus para impor-lhe um caráter arbitrário, mesquinho e restritivo. Ele de fato é soberano, todavia, a sua soberania não o faz atentar contra o seu próprio caráter, e negar os seus próprios atributos, entre eles o da justiça.

  Imagine você como seria confuso, diante do Trono Branco (Apocalipse 20:11), para trilhões de seres que vieram à existência pelo decreto divino, entender a sua condenação por antecipação, sem que, aos mesmos, tenha sido oferecido a chance de conseguir, ao menos crer. Isto não coaduna com a essência das Escrituras, com a misericórdia de Deus, com o significado universal da cruz e com a razão. Para os predestinacionistas, falta-lhes uma  percepção óbvia da divindade. Deus conhece a história por antecipação. Esse talvez seja o grande equívoco, confundir o saber por antecedência com o predestinar, o que é substancialmente diferente.

  Talvez fosse bom acrescentar aqui que sendo Deus o Criador do universo moral, o Senhor o criou com a "possibilidade" do mal moral. Não pode existir tal coisa chamada bem moral, a menos que haja o mal moral. Sem a escolha voluntária do que é justo e certo, não pode existir a virtude; a liberdade para escolher-se o bem necessariamente implica a liberdade para escolher o mal com todas as terríveis conseqüências decorrentes da escolha. Não pode haver a possibilidade do amor real, sem a existência da rejeição e do ódio.

  Portanto, se Deus criou os anjos e os seres humanos com o propósito de amá-los e manter comunhão com eles, tais criaturas deveriam ter a prerrogativa de reagir a ele em amor, por sua própria decisão. No entanto, a menos que haja a possibilidade de a pessoa rejeitar o amor, não pode haver a possibilidade de afirmar o amor. Sem essa liberdade de escolha, não existe moralidade, nem amor, apenas reação automatizada, mecânica. Que essa percepção sirva de resposta às perguntas que se levantam com tanta freqüência: Por que permitiu Deus a existência de uma pessoa como Satanás? Por que permitiu Deus que Satanás se aproximasse de Eva por meio de seu agente, a ser-pente? Por que Deus não fez Adão e Eva completamente bons, de tal modo que jamais caíssem em tentação? A resposta a todas as perguntas é: sem a possibilidade do mal, não haveria a possibilidade do bem.

  Há outra distinção importante no que concerne ao ser humano, que não se pode deixar de lado. Gênesis 1.27 declara que Deus fez o homem à sua imagem. Significa, então, que em sua estrutura moral e mental, Adão seria parecido com Deus dentro dos limites em que o finito possa assemelhar-se ao infinito. E certo que Deus é bom, e nele não há mal algum, nem engano. Deus é bom por causa de alguma força externa que o condicionou, de modo que ele não poderia ser outra coisa senão perfeito? Ou ele é bom porque ele escolheu a bondade e rejeitou o mal?

  Poder-se-ia levantar uma questão muito apropriada quanto a que se fora de Deus seria possível criar-se um padrão de medida moral, pelo qual sua bondade seria avaliada e determinada. É certo que a vontade de Deus é totalmente livre e não é determinada por outra autoridade ou poder externos. Então, não aconteceria que o homem, criado à imagem e semelhança de Deus, também tenha sido dotado de uma capacidade análoga de escolha pessoal, em virtude da qual o ser humano é responsabilizado por ter colocado a si próprio acima de Deus, como o fez toda a raça humana (com exceção de Jesus).

  Concluímos, pois, que o ser humano é total e finalmente responsável pelo seu próprio pecado, pelo qual Deus não tem responsabilidade alguma, em grau nenhum. Quando o Senhor lança uma convocação a toda a raça humana para que haja arrependimento e retorno a ele, em fé e total submissão (Atos 17.30,31: "... ordena agora a todos  homens, e em todo o lugar, que se arrependam; porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do homem que destinou; e disso deu certeza a todos..."), esse apelo deve ser considerado um convite sincero, uma oferta de perdão e vida nova a todos os homens, em todos os lugares. Se recusarem essa oportunidade, serão responsáveis e totalmente culpáveis pela recusa.

  Esse princípio da graça soberana envolve a rejeição total do esforço humano no sentido de merecer a salvação, ou ganhar o favor de Deus. "Graça" significa que é Deus quem faz todas as coisas, sem a ajuda do homem. A salvação deve advir como dádiva, um presente imerecido, pois o ser humano perdeu todo e qualquer direito e mérito para justificar-se. "Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie" (Efésios 2.8,9). "Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e renovação do Espírito Santo" (Tito 3.5). O texto diz que nada oferecido a Deus à guisa de caráter bom, serviço nobre ou obras de justiça contribui de alguma forma para a nossa salvação. Os que verdadeiramente se salvam recebem Jesus Cristo (João 1.12) como Senhor e Salvador (Romanos 10.9,10). Tendo o poder do Espírito que em nós habita (Colossenses 3.1-4), produziremos obras de justiça e bondade que manifestem a vida de Cristo dentro de nós ["Porque, assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem obras é morta" (Tiago 2.26)].

  No entanto, a obra de santificação desenvolvida na vida do crente nascido de novo é basicamente a operação graciosa do próprio Deus (Romanos 8.10-11,14). Essa vida transformada produzirá continuamente o fruto de nove gomos (Gálatas 5.22,23), se na verdade houve entrega pela fé, e não mera contrafação ou auto-engano, e se o verdadeiro filho de Deus apresentar seu corpo continuamente como sacrifício vivo a Deus, que o redimiu (Romanos 12.1). Portanto, o crente não mais se conforma com esse mundo, mas vai-se transformando pela renovação da mente, mediante a operação do Espírito de Cristo que nele habita (v. 2).

  No entanto, permanece a verdade que o homem nenhuma contribuição pode fazer em prol de sua salvação, se é que vai salvar-se, é claro. Até mesmo a fé salvadora é dom de Deus (Efésios 2.9). Tudo o que o ser humano perdido pode fazer é considerar as palavras de Cristo e aceitar a oferta de sua graça. E nem sequer a reação positiva se assemelha a uma obra meritória; é apenas um ato de mendigo que estende a mão vazia e suja para aceitar uma ajuda de seu benfeitor. E ato que nada tem a ver com méritos; não atribui ao pedinte merecimento algum, pois continua igual ao que oculta a mão no colo, em vez de estendê-la. A salvação é outorgada por piedade e graça. "Tendo Deus, por mera boa vontade, desde toda a eternidade, eleito alguns para a vida eterna, celebrou com estes uma aliança da graça, para livrá-los do estado de pecado e miséria, e conduzi-los a um estado de salvação mediante um Redentor" (Confissão de Westminster, tirado de João 17.6; Efésios 1.4; Tito 1.2; 3.7; dificilmente essa declaração poderia ser melhorada como formulação clássica da doutrina da graça.

  De acordo com esses versículos, Deus escolheu seus redimidos desde a eternidade, "antes da fundação do mundo" (Efésios 1.4). Ele não precisou esperar para ver; aquele que sabe todas as coisas desde o início até o fim conhece qual seria a reação de cada pessoa ao chamado de Cristo. Portanto, esses verdadeiros crentes, que constituem o templo espiritual de Cristo, o corpo místico do Senhor, sua esposa amada, são considerados dádiva de amor do Pai ao Filho (João 17.6: "Manifestei o teu nome aos homens que do mundo me deste; eram teus, e tu mos deste, e eles guardaram a tua palavra").

  Em que base escolheu Deus os seus eleitos? Não foi de acordo com os méritos que tivessem (Efésios 2.8,9), quer pelo caráter, quer pelas boas obras, tampouco pela fé (como obra meritória), mas "Como também nos elegeu nele" (Ef 1.4). Essas palavras parecem deixar implícito que Deus, o Pai, só escolhe as pessoas que estão no Filho, Jesus Cristo. No entanto, há um mistério a respeito da reação dos pecadores ao chamado do Salvador. É óbvio que não podemos estar em Cristo a menos que estejamos unidos a ele pela fé.

  Mas quem determina a nossa fé? Por que duas pessoas na mesma reunião evangélica ouvem a mesma mensagem do mesmo pregador, mas uma delas reage positivamente ao convite e vai à frente a fim de receber a Cristo, enquanto a outra permanece teimosamente em seu lugar, agarrada aos seus pecados e egoísmo? Disse Jesus em João 6.37: "Todo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora", ou seja, nada existe no princípio da eleição ou predestinação que impeça um pecador arrependido de vir a Cristo e receber sua salvação.

  Em João 6.44, no entanto, Jesus disse também: "Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou o não trouxer...". Os que vêm a Cristo fazem-no como resultado de uma obra graciosa de Deus em seus corações; é Deus, o Pai, que os atrai ao Filho, como Salvador e Senhor. Assim, devemos dar a Deus todo o crédito e toda a glória pelo impulso em nosso coração para reagir positivamente ao chamado de Cristo, quando o Evangelho nos é apresentado.

  De outra maneira, poderíamos dizer a nós mesmos: "Bem, de certa forma, eu mereci a graça de Deus, porque eu obedeci quando ele me chamou; fui diferente do pecador impenitente que estava sentado perto de mim, e não quis ir à frente quando o apelo foi feito". Não há lugar para mérito pessoal que diz respeito à nossa eleição. É apenas uma questão "da mera boa vontade de Deus", o qual recebe toda a glória quando um pecador se salva. Todo aquele que rejeita o Senhor deve receber toda a culpa por preferir permanecer condenado e perdido, mas toda pessoa que se salva deve dar a Deus toda a glória e louvor pela sua salvação, e sua nova vida em Cristo.

  Resumindo, então: Deus escolhe desde a eternidade todos os que hão de salvar-se; e a única base de sua decisão é sua boa vontade, assim como a única razão da salvação e justificação é o mérito da morte expiatória de Cristo. No entanto, Deus jamais escolhe os que não vão crer e nem querem aceitar Cristo; Deus só levará a Cristo para a salvação os que crêem nele.

  O que faz um pecador abrir seu coração à verdade de Deus e tornar-se disposto a crer, na verdade não está esclarecido nas Escrituras. Tudo de que podemos ter certeza é que Deus "é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se" (2 Pe 3.9) e não faz a escolha no lugar das pessoas.

  Cada uma assume total responsabilidade por sua própria escolha; como ser humano criado à imagem de Deus (portanto, o homem recebeu responsabilidade moral), em quem o Espírito de Deus operou (pois só ele pode evocar fé verdadeira e salvífica), a pessoa precisa decidir por si mesma entre a vida e a morte, a bênção e a maldição: "escolhe pois a vida, para que vivas, tu e a tua descendência" (Dt 30.19).

Pastor Neucir Valentim, pastor congregacional.

terça-feira, 18 de março de 2025

"Um pouco de ciência nos afasta de Deus. Muita nos aproxima."

 Autor desconhecido 



  Era o ano de 1892, e um senhor de 70 anos de idade viajava de trem, na França. O velho lia um livro de capa preta e, sentado ao lado, um jovem percebeu que se tratava da Bíblia e, sem muita cerimônia perguntou: 

O senhor ainda acredita neste livro cheio de fábulas e crendices? 

Sim, mas não é um livro de crendices. É a Palavra de Deus. Estou errado? 

Mas é claro que está! Creio que o senhor deveria estudar a História Universal. Veria que a Revolução Francesa, ocorrida há mais de 100 anos, mostrou a miopia das religiões. Somente pessoas sem cultura acreditam que Deus tenha criado o mundo em seis dias. O senhor deveria conhecer um pouco mais sobre o que os cientistas pensam e dizem sobre tudo isso. 

- É mesmo? E o que pensam e dizem os cientistas sobre a Bíblia? 

- Bem - respondeu o UNIVERSITÁRIO - como vou descer na próxima estação, deixe o seu cartão que lhe enviarei alguns livros e um material que tenho pelo correio. 

  O velho então abriu o bolso interno do paletó e entregou o seu cartão ao jovem e SÁBIO UNIVERSITÁRIO. 

  Quando o jovem leu o que estava escrito, saiu cabisbaixo e sentindo-se a pior pessoa do mundo. 

  No cartão estava escrito: Professor Doutor Louis Pasteur, cientista membro da Academia de Medicina, da Academia Francesa e da Academia de Ciências. Diretor Geral do Instituto de Pesquisas Científicas da Universidade Nacional da França. E um pouco mais abaixo a frase, escrita em letras góticas e em negrito:

"Um pouco de ciência nos afasta de Deus. Muita, nos aproxima".

  Louis Pasteur (1822-1895) foi um cientista, químico e bacteriologista francês que revolucionou os métodos de combate às infecções. Entre outros trabalhos, estudou a fermentação do vinho e da cerveja, descobriu o processo de “pasteurização” do leite e criou a vacina contra a hidrofobia,“raiva”, isolou o micróbio de uma doença bovina - o carbúnculo, descobriu os agentes da pebrina, doença do bicho-da-seda que causava grandes prejuízos na lavoura, identificou a bactéria estafilococo como causadora da osteomielite e dos furúnculos, e a estreptococo causadora da infecção pleural. Louis Pasteur produziu diversas vacinas que salvaram milhões de vidas.

Autor desconhecido 

A verdadeira história de "São Patrício"

 Autor: Caleb Joseph Hickam 

Traduzido por Buck Williams 



  O verdadeiro "São Patrício" não era católico, mas um batista crente na Bíblia. Seus pais eram cristãos na Grã-Bretanha, mas ele próprio não era convertido até quando, com cerca de 16 anos (por volta do ano 376 d.C.), foi sequestrado por invasores irlandeses e levado para a Irlanda como escravo. 

  Durante seu tempo como escravo, ele meditou sobre os ensinamentos de seus pais desde a infância e, finalmente, colocou sua fé em Cristo tornando-se um cristão nascido de novo. Depois de alguns anos, ele conseguiu escapar de seu cativeiro e voltar para sua casa na Grã-Bretanha. 

  Contudo, logo após seu retorno para casa, o Senhor o levou a um grande fardo pelas almas de seus antigos captores, de modo que ele retornou à Irlanda como missionário. Ele liderou milhares de almas na condução de sua fé a Cristo, ordenou cerca de 450 bispos (pastores) sem qualquer aprovação de Roma, e era bem conhecido por cavar poços para batistérios fora dos prédios da igreja que construiu. Esses poços eram profundos e claramente destinados à imersão total de adultos. Em seus poucos escritos sobreviventes, ele nunca reconhece qualquer conexão com Roma ou o papa. Ele cita extensivamente a versão latina antiga (pré-Jerônimo) da Bíblia, nunca aludiu ao batismo infantil e se referia a seus seguidores como “CRENTES BATIZADOS”.

Caleb Joseph Hickam é um cristão batista fundamentalista nos EUA.

Um pouquinho da natureza do pecado

 Autor: Gian Borges


  Adão foi criado perfeito com opção de acertar ou errar o alvo. Isso é chamado livre-arbítrio pela Biblía. Eva foi tentada posteriormente. A palavra inclinação do mal aparece pela primeira vez em Gênesis 6:5 (Yatzer Hara no hebraico).

  O termo inclinação do mal é a perda do equilíbrio do livre-arbítrio em acertar ou errar. O homem depois da queda passou a ser desestruturado de dentro pra fora, mais inclinado para o mal do que fazer o bem. Os nomes carne e espírito significam: (carne) inclinação para o mal versus espírito (homem novo espiritual). A obra da morte e o sangue de Cristo veio trazer a restauração desse equilíbrio sobre a inclinação do mal. Sem sangue não havia como remir o homem do pecado e da sua natureza carnal. A lei não podia dar vida para o homem ter domínio sobre a inclinação da carne como é hoje o crente, novo homem criado na cruz do Nosso Senhor. No Antigo Testamento era fé mais obras, força da carne. Por isso os constantes sacrifícios pelo pecado, porque não aperfeiçoava o homem de Deus. Temas como: "o justo viverá pela fé"...."os que andam em espírito não cumprireis as concupiscências da carne". Andar em espírito pela fé é não fazer as vontades da inclinação do mal.

  Romanos 8:7-10:

7- "Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser.

8- Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus.

9- Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele.

10- E, se Cristo está em vós, o corpo, na verdade, está morto por causa do pecado, mas o espírito vive por causa da justiça."

Gian Borges 



sábado, 8 de março de 2025

O verdadeiro sentido da nossa eleição

 Autor: Buck Williams 



  "Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça."  Isaías 59.2 

  Não se vê em toda a Bíblia ímpios (pessoas cujo estado é de trevas e separação de Deus) sendo eleitos para qualquer coisa. Vemos sim, pessoas já salvas sendo eleitas por presciência (a capacidade do Criador de antever o futuro) para darem seus frutos.

  "Eleitos SEGUNDO A PRESCIÊNCIA de Deus Pai, em santificação do Espírito, PARA A OBEDIÊNCIA E ASPERSÃO do sangue de Jesus Cristo: Graça e paz vos sejam multiplicadas." I Pedro 1.2

  "Mas vós sois a GERAÇÃO ELEITA, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, PARA QUE VOS ANUNCIEIS as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz;" I Pedro 2.9

  "Como também NOS ELEGEU nele antes da fundação do mundo, PARA QUE FÔSSEMOS SANTOS E IRREPREENSÍVEIS diante dele em amor;"  Efésios 1.4

  Como podem ver, a eleição é sempre concernente aos frutos do crente, nunca à salvação em si.

  "Mas devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados do Senhor, por vos ter Deus elegido desde o princípio para a salvação, EM SANTIFICAÇÃO DO ESPÍRITO, E FÉ NA VERDADE."  2 Tessalonicenses 2.13

  A passagem acima é a única na qual o calvinista pode se apoiar com alguma segurança, pois, de fato, vemos a expressão "elegido para a salvação". E agora? Temos uma contradição bíblica aqui (uma vez que todas as passagens anteriores mostram nitidamente ser uma eleição de obras, e não de salvação)? Se você for calvinista, a resposta infelizmente é "sim" e terá de dormir crendo que a Bíblia é contraditória. Contudo, caso note que a palavra "salvação" no texto não está sozinha, e sim atrelada à "santificação" e "fé"; concluirá que Paulo está dizendo que o crente foi eleito PARA UMA SALVAÇÃO QUE PRODUZA FRUTO. E, embora possa parecer uma redundância falar acerca de "uma salvação que produza fruto", a questão é que Paulo aqui não quis ser redundante, e sim enfatizar do que se trata nossa eleição. Seria como se eu dissesse que "o presidente foi eleito para um governo honesto, ou seja, não sendo redundante de declarar que o presidente foi eleito para um governo, e sim querendo chamar a atenção à necessidade de que o governo tenha de ser honesto.

  Só não entende quem não quer.

Buck Williams é um cristão bíblico fundamentalista que possui um canal no YouTube chamado Investigação Bíblica. É um canal fundamentalista, apologético e luta em defesa da bíblia do Texto Tradicional (King James 1611 e Almeida Corrigida e Fiel da SBTB) contra as heresias das versões modernas. Esse canal é uma forte ferramenta de combate ao sistema global do anti-cristo e a Nova Ordem Mundial.



quinta-feira, 6 de março de 2025

Quanto tempo você tem dado para Deus?

 Autor: Pr. Antônio Ramos 



  De todos os compromissos semanais que assumimos, quantos deles dizem respeito prioritariamente à nossa espiritualidade?

  Todos nós sabemos que um dia tem 24 horas. Se dividirmos essas 24 horas por 3, teremos três períodos iguais, de 8 horas cada um. Especialistas em gestão do tempo e saúde afirmam que devemos separar um destes períodos somente para dormir. Daí sobram dois. Destes dois, um a gente usa para trabalhar (inclusive a CLT, no Brasil, regulamenta isso) e o outro, para fazer qualquer outra coisa. O que você tem feito nessas 8 horas que lhe pertencem? 

  Voltemos às contas! 

  Se cada dia tem 24 horas, então uma semana tem 168, e um mês, 720 horas. Você é um bom gestor do tempo? Vejamos!

  Você já fez as contas para saber quantas horas gasta indo à igreja, a cada semana? 

  Considerando que um culto/reunião dura no máximo 2 horas, e que na maioria das igrejas só há umas três reuniões por semana, isso dá o máximo 6 horas por semana, que, se multiplicadas por 4 semanas, totalizarão 24 horas num mês. Ou seja, dos 30 dias de um mês, você só utiliza o equivalente a 1 dia com as programações da igreja, e assim mesmo, divide isso em 12 partes iguais de 2 horas cada uma. Molezinha, né?

  De 30 dias, um pra Deus e 29 pra você. 29 para fazer o que quiser. Isso quer dizer que você só tem dado 3% do seu tempo para as programações de sua igreja. Meu Deus! Por que será que mesmo sendo tão pouco, ainda há muitos crentes que frequentemente deixam de ir à igreja, e fazem isso por qualquer motivo? 

  Pense nisso!

Pastor Antônio Ramos, pastor congregacional.

terça-feira, 4 de março de 2025

Carnaval: alertas necessários

 Autor: Rev. Hernandes Dias Lopes 


  O carnaval não é apenas a maior festa popular brasileira, mas é também uma festa de cunho religioso. Certamente não é a expressão da religião cristã. O sincretismo religioso, a invocação de espíritos, a zombaria com o nome de Cristo mui frequentemente estão presentes nas passarelas, nas avenidas, nos blocos carnavalescos que expõem seus temas e enredos ano após ano.
  
  Quais são os alertas que precisamos observar?
  
  Em primeiro lugar, o carnaval é a festa dos excessos. Excesso de nudez, excesso de embriaguez, excesso de sensualidade, excesso de vulgaridade. As máscaras escondem identidades ao mesmo tempo que revelam desejos enrustidos. Na passarela tudo vale, nada é censurado. São quatro dias de festa sem pausa, de samba sem trégua, de diversão sem limites. Nesses quatro dias as pessoas bebem sem moderação, entregam o corpo aos ditames da carne sem moderação e se lambuzam dos prazeres efêmeros sem moderação. Ao fim, o que resta é o cansaço físico, o entorpecimento etílico, a testa coberta de cinza não para revelar verdadeiro arrependimento, mas para planejar a próxima versão carnavalesca.

  Em segundo lugar, o carnaval é a festa da gastança de verbas públicas. Numa nação em que as pessoas não conseguem comprar alimento básico para a mesa, os governantes abrem os cofres, sem moderação, para promover a festa do esquecimento dos problemas, do desvio da atenção, da diversão sem reflexão. Voltamos à Roma Antiga, onde os césares distraiam o povo com pão e circo. Os recursos públicos deveriam ser investidos para melhorar a qualidade de vida do povo e não para oferecer ao povo uma diversão sem limites, para anestesiar a consciência, ainda que por um breve tempo.

  Em terceiro lugar, o carnaval é a festa do insulto aos valores cristãos. Os tambores ruflam para invocar os mortos e servir a espíritos de ancestrais. Os blocos desfilam para trazer, não raro, temas que afrontam a fé cristã e fazem troça da Palavra de Deus. Já vimos com tristeza a pessoa de Cristo sendo escarnecida e o nome de Cristo ser zombado nas passarelas, para o delírio de uma multidão embriagada pelo prazer carnal. Certamente, aqueles que promovem e aqueles que apoiam essas práticas, podem se divertir por um momento, mas a fatura vai chegar, pois a Palavra de Deus diz: "De Deus não se zomba, pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará". Nem sempre Deus acerta a conta no ato da transgressão. A não ser que haja arrependimento, as consequências do pecado virão inexoravelmente.

  Que fiquemos atentos a esses alertas enquanto é tempo.

Rev. Hernandes Dias Lopes é pastor presbiteriano, doutor em Ministério, teólogo, professor, conferencista e escritor.