Santidade

Devemos ser santos na terra, se quisermos ser santos no céu. Foi Deus que disse e Ele não voltará atrás: “A santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hebreus 12:14). Observou William Jenkyn: “O calendário do papa só declara santos às pessoas mortas, mas as Escrituras requerem a santidade da parte dos vivos”. John Owen afirmou: “Não se deixe iludir. O Senhor Jesus Cristo só conduz ao céu àqueles a quem Ele santifica na terra. O Cabeça vivo não admite membros mortos”. J.C. Ryle

sexta-feira, 12 de abril de 2024

Breve biografia de J. C. Ryle

 Texto da Igreja Bíblica Congregacional Marengo 


  De John Charles Ryle:

  "É bom entender que servir a Cristo nunca foi e nunca será, uma garantia contra todos os males dos quais a nossa carne é herdeira. Se você é crente, deve considerar a possibilidade de ter a sua quota de doenças e de dor, de tristezas e de lágrimas, de perdas e de cruzes, de mortes e de privações, de despedidas e de separações, de ignomínia e de desapontamentos, enquanto você estiver nesse corpo. Cristo nunca prometeu que você iria para o céu sem passar por essas coisas. Ele prometeu que todo aquele que vem a Ele terá todas as coisas que conduzem à vida e à piedade; entretanto, Ele nunca prometeu que os faria prósperos ou ricos, ou saudáveis, e que a morte e as tristezas nunca chegariam à sua família".

  "Tenho o privilégio de ser um dos embaixadores de Cristo. Em Seu nome, posso oferecer vida eterna a todo homem, mulher ou criança, que deseja obtê-la. Em Seu nome, posso oferecer perdão, paz, graça, glória a qualquer filho ou filha de Adão que lê estas linhas. Contudo, não ouso oferecer prosperidade a essa pessoa como sendo parte e uma porção do evangelho. Não ouso oferecer vida longa, um salário mais alto e libertação da dor. Não ouso prometer ao homem que toma sua cruz e segue a Cristo que ele nunca encontrará uma tempestade em seu caminho".

  "Bem sei que os homens não se agradam dessas condições. Eles preferem ter a Cristo e boa saúde, Cristo e muito dinheiro, Cristo e nenhuma morte na família, Cristo e nenhuma preocupação desgastante, Cristo e uma eterna manhã sem nuvens. Porém, eles não gostam de Cristo e a cruz, Cristo e tribulação, Cristo e conflitos, Cristo e ventos uivantes, Cristo e tempestade".

  Ao destacar esta palavra do Pr. John Charles Ryle, o faço pedindo que compare com o que normalmente muitos que se apresentam como pastores e mestres estão falando. Você consegue perceber que o número de falsos mestres é muito grande? Vamos atender bem a recomendação bíblica: “Ninguém vos engane com palavras vãs” (Efésios 5:16).

  Quem foi John Charles Ryle (1816-1900)?

  Nascido na Inglaterra, numa família que lhe permitiu ter uma excelente educação. Destacou-se como atleta e alcançou alto nível em História e Filosofia Greco-Romana tanto antiga quanto moderna. Ele não aceitou atuar na área do ensino e tudo indicava que seguiria uma carreira política, no entanto foi despertado espiritualmente com o texto de Efésios 2 (se puder separe uns minutos para meditar neste texto), vindo a tornar-se ministro cristão.

  Ryle estabeleceu igrejas fortes e bem alimentadas da palavra de Deus, mantendo sempre a pregação fiel do Evangelho, destacando-se pela defesa vigorosa da verdade com graciosidade e entusiasmo. Dedicou-se também a escrever material para que o povo pudesse compreender as doutrinas cristãs evangélicas. Seus livros: “Comentários aos Evangelhos” e “Santidade” são extraordinários e até hoje ainda nos falam e de maneira insuperável.

O texto de JOHN CHARLES RYLE foi extraído do livro "SANTIDADE SEM A QUAL NINGUÉM VERÁ O SENHOR", uma publicação da Editora Fiel (http://www.editorafiel.com.br). Este livro é um CLÁSSICO! Insuperável neste tema.

terça-feira, 2 de abril de 2024

A graça no cristianismo versus as obras infrutíferas das religiões

Autor: Rev. Miguel Núnes 


  Há muitos anos, na Inglaterra, foi feito um congresso de religiões comparadas com a ideia de reunir vários especialistas em diferentes religiões e compará-las. Em um dado momento, esses eruditos se perguntaram se o Cristianismo tinha algo particular que não pudesse ser encontrado em nenhuma outra religião. Alguns mencionaram a encarnação, mas outros comentaram que outras religiões têm sua própria versão de deuses que aparecem em formas humanas. Outros mencionaram a ressurreição, porém alguns objetaram porque há outras religiões que têm sua própria versão de pessoas que ressuscitaram. E enquanto estavam envolvidos nessa discussão, entrou no salão C.S. Lewis, um dos grandes pensadores e defensores da fé cristã do século XX, e ele pergunta qual era o tema da discussão. Explicam para ele o que vinham analisando. E, sem pensar duas vezes, C.S. Lewis diz: "Ah! Isso é fácil; é o conceito da graça". E, depois de discutir por um momento, os especialistas tiveram que concluir que certamente em nenhuma outra religião Deus oferece Seu amor e Sua salvação completamente de graça; de forma incondicional. Somente no Cristianismo há essa condição.

  Pensemos, a título de comparação, em algumas religiões:

  O budismo tem um sistema de oito passos para libertar o homem de seus desejos egoístas nesta vida, porque não há outra vida depois desta. O budismo é uma religião ateia. Obras humanas para libertar o homem de seu egoísmo. Diga-se de passagem, Buda abandonou sua esposa e filho para se dedicar à vida contemplativa. Essa foi uma decisão egoísta.

  O hinduísmo tem a lei do Karma que fala de como o ser humano reencarna repetidamente por mil ou talvez milhões de anos para purificar seu karma até chegar supostamente a unir-se com Brama, a divindade suprema, é a única verdadeira realidade. Obras de purificação do Karma, esforço humano.

  O judaísmo também permanece crendo nas obras da Lei para a salvação. Obras ou esforços humanos.

  No islã, Alá determina a sorte das pessoas no fim dos tempos, mas ninguém pode conhecer a vontade de Alá. Ao final, Alá determinará se você entra ou não na sua presença. Há um código a cumprir e Alá avaliará suas obras para a salvação ou para a condenação. Outra vez, o esforço humano.

  Somente no Cristianismo você encontra a ideia de salvação oferecida ao homem pela graça, baseada no amor incondicional de Deus.

  Agora, lembre-se de que a única razão pela qual o Cristianismo pode oferecer o amor de Deus de forma incondicional é porque houve uma pessoa que pagou a dívida pendente. De maneira que a graça de Deus pode ser definida como as riquezas de Deus dadas a nós através de Cristo; através do sacrifício que Cristo fez. E isso nos fala Paulo em Efésios 2.

Texto retirado do livro "Ensinamentos que transformaram o mundo", cujo autor é o doutor Miguel Núnes, pastor titular da Igreja Batista Internacional em Santo Domingo, República Dominicana.