Santidade

Devemos ser santos na terra, se quisermos ser santos no céu. Foi Deus que disse e Ele não voltará atrás: “A santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hebreus 12:14). Observou William Jenkyn: “O calendário do papa só declara santos às pessoas mortas, mas as Escrituras requerem a santidade da parte dos vivos”. John Owen afirmou: “Não se deixe iludir. O Senhor Jesus Cristo só conduz ao céu àqueles a quem Ele santifica na terra. O Cabeça vivo não admite membros mortos”. J.C. Ryle

sábado, 27 de julho de 2024

O que é discipulado?

 Autor: Keith Phillips 


  Durante a Idade de Ouro da Grécia, o jovem Platão podia ser visto caminhando pelas ruas de Atenas em busca de seu mestre: o maltrapilho, descalço e brilhante Sócrates. Aqui, provavelmente, estava o início de um discipulado. Sócrates não escreveu livros. Seus alunos escutavam atentamente cada palavra que ele dizia e observavam tudo o que ele fazia, preparando-se para ensinar a outros. Aparentemente, o sistema funcionou. Mais tarde, Platão fundou a Academia, onde Filosofia e Ciência continuaram a ser ensinadas por 900 anos.
  Jesus usou relacionamento semelhante com os homens que ele treinou para difundir o Reino de Deus. Seus discípulos estiveram com ele dia e noite por três anos. Escutavam seus sermões e memorizavam seus ensinamentos. Viram-no viver a vida que ele ensinava. Então, após sua ascensão, confiaram as palavras de Cristo a outros e encorajaram-nos a adotar o seu estilo de vida e a obedecer ao seu ensino. Discípulo é o aluno que aprende as palavras, os atos e o estilo de vida de seu mestre com a finalidade de ensinar outros.
  O discipulado cristão é um relacionamento de mestre e aluno baseado no modelo de Cristo e seus discípulos, no qual o mestre reproduz tão bem no aluno a plenitude da vida que tem em Cristo que o aluno é capaz de treinar outros para que ensinem outros.
  Um estudo cuidadoso do ensino e da vida de Cristo revela que o discipulado possui dois componentes essenciais: a morte de si mesmo e a multiplicação. São essas as ideias básicas de todo o ministério de Jesus. Ele morreu para que pudesse reproduzir nova vida. E ele requer que cada um de seus discípulos siga o seu exemplo.

Texto extraído do livro de Keith Phillips "A formação de um discípulo". Keith Phillips é presidente da World Impact, organização dedicada a missões urbanas nas periferias dos EUA. 

quinta-feira, 11 de julho de 2024

O papel de Jesus na salvação: vida, morte e ressurreição

Autor: Rev. Miguel Núnes 



  Tanto a vida, como a morte e a ressurreição de Jesus contribuem para a salvação dos perdidos. Jesus veio para viver uma vida que nenhum de nós poderia viver; para morrer uma morte que nenhum ser humano poderia morrer e para ressuscitar dentre os mortos para vencer finalmente o pecado e a consequência do pecado, que é a morte. Portanto, a salvação do homem requer a) a vida, b) a morte e c) a ressurreição de Cristo.

A vida de Jesus

  Adão, como representante da raça humana, pecou e, por consequência, violou a lei de Deus. A partir desse momento, o homem adquiriu uma dívida moral com Deus e nenhum dos descendentes de Adão pôde cumprir a lei de Deus até que Cristo veio para cumprir as demandas da lei. Jesus, em Sua passagem pela terra, deixou claro que Ele não havia vindo para abolir a lei, mas para cumpri-la (Mt 5:17). Quando João Batista pensa que ele não deveria batizar Jesus, e sim o contrário, Jesus responde: "Deixa por agora, porque assim nos convém cumprir toda a justiça". Jesus foi apresentado ao templo no oitavo dia, em cumprimento à lei e, em cada ocasião, cumpriu totalmente a lei de Moisés. Dessa forma, acumulou os méritos necessários que puderam ser carregados ou imputados em nossa conta. Como Jesus cumpriu todos os preceitos da lei, ao fim de Seus dias, nem Pilatos nem o sinédrio encontraram faltas nele; tiveram que buscar falsos testemunhos para acusá-lo (Mt 26:20). Nem mesmo do ponto de vista político Pilatos encontrou faltas nele (Lc 23:4); tampouco Herodes foi capaz de encontrar. Ninguém cumpriu a lei: somente Jesus conseguiu fazê-lo. A lei de Deus, que Adão não conseguiu cumprir e que nenhum de seus descendentes tampouco conseguiu, Jesus a cumpriu do princípio ao fim.

 Sua vida, não apenas Sua morte e ressurreição, é importante para a salvação em nosso favor.

A morte de Jesus

  Jesus mesmo definiu a missão de Sua primeira vinda: Ele veio para "dar a sua vida em resgate de muitos" (Mc 10:45). Cada um dos descendentes de Adão nasceu condenado pelo pecado (Sl 51:5). Porém, o pecado não pode ser perdoado sem que alguém pague por ele, do contrário a justiça de Deus não teria sido satisfeita, e nosso Deus é um juiz justo. De forma que Deus Pai, ou condenava toda a humanidade ao inferno, ou enviava Seu Filho para cumprir a lei, e tendo cumprido a lei, foi morrer na cruz, no lugar do pecador, tal como o fez: "Levando ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados" (1Pe 2:24).

  O apóstolo Paulo o diz de uma forma ainda mais clara na epístola aos Romanos: "Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores. Logo muito mais agora, tendo sido justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira. Porque se nós, sendo inimigos fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, tendo sido já reconciliados, seremos salvos pela sua vida" (Rm 5: 8-10).

  Sem ter cumprido completamente a lei de Deus, Jesus jamais teria se qualificado para oferecer-se em sacrifício pelos pecados dos seres humanos. Ninguém fez nenhuma das duas coisas: nem cumprir a lei à perfeição, nem morrer pelos pecados da humanidade. Porém, no dia em que Jesus morreu, Ele mesmo soube que havia terminado a obra que Deus Pai lhe havia designado e, por isso, pôde dizer ao morrer: "Está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito" (Jo 19:30). Com uma única palavra Jesus disse que todo o trabalho de redenção havia sido concluído ali, na cruz. Não havia mais o que cumprir; nada mais o que fazer. Nenhuma obra feita pelo homem poderia ter melhorado a obra de redenção de Jesus, porque quando a terminou era perfeita, e na perfeição não aceita melhorias. É praticamente uma blasfêmia pensar que as obras do ser humano, manchadas pelo pecado, possam contribuir, um mínimo que seja, para sua salvação.

  Outras religiões baseiam suas crenças nos ensinamentos do seu fundador; o Cristianismo se distingue de todas as demais pela importância que atribui à morte de seu fundador. Sem a cruz de Cristo, não temos uma fé cristã, mas simplesmente um sistema de valores morais.

A morte de Cristo foi vicária ou substitutiva

  Vicária significa substituição. Em outras palavras, eu deveria ter sido cravado na cruz, mas Jesus tomou meu lugar, como nos lembra Paulo em 2 Coríntios 5:21, onde diz que aquele que não conheceu pecado foi feito pecado por nós.  A mesma ênfase é dada no Antigo Testamento, como vemos em Isaías 53:5-6.

Sua morte não somente foi vicária, mas foi também propiciatório

  Propiciação é um termo que vem do mundo secular. Implicava em oferecer uma oferenda a um deus pagão para acalmar sua ira. Então, a morte de Cristo foi propiciatória no sentido de que, certamente, Deus estava irado com o pecado do homem (Sl 7:11) e Cristo veio para aplacar a ira de Deus; nesse sentido, foi propiciatória (Rm 3:25; Hb 2:17; 1Jo 2:2; 1Jo 4:10).

A ressurreição de Cristo

  Muitos já disseram que a ressurreição do Filho ao terceiro dia foi o amém do Pai ao sacrifício perfeito de Seu Filho. Certamente é isso que representa. Se esse sacrifício não tivesse cumprido as demandas da lei, Deus Pai jamais o teria aceito como bom e válido. A morte de Cristo em nosso favor foi vital, mas não o suficiente para nossa salvação, como bem explica o apóstolo Paulo aos Coríntios: "Ora, se se prega que Cristo ressuscitou dentre os mortos, como dizem alguns dentre vós que não há ressurreição de mortos? E, se não há ressurreição de mortos, também Cristo não ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou , logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé. E assim somos também considerados como falsas testemunhas de Deus, pois testificamos de Deus, que ressuscitou a Cristo, ao qual, porém, não ressuscitou, se, na verdade, os mortos não ressuscitam. Porque, se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados. E também os que dormiram em Cristo estão perdidos. Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens" (1Co 15:12-19).

  Essa única passagem nos mostra a importância da ressurreição de Cristo para a salvação do ser humano. Sem sua ressurreição, nós ainda estaríamos submersos em delitos e pecados porque a ressurreição de Cristo proclama Sua vitória sobre o pecado e a morte. Assim como ele morreu em nosso lugar, Sua ressurreição promete e assegura nossa vitória sobre o pecado e sobre a morte.

  A igreja primitiva nasceu e cresceu com a pregação da morte e da ressurreição de Jesus

 A igreja cristã hoje espera Jesus pela segunda vez justamente porque ressuscitou e prometeu voltar para os seus. Muitos tentaram negar a ressurreição de Jesus porque um homem morto, como Maomé, Buda, Joseph Smith e todos os demais mestres religiosos do passado, não pode fazer promessas de sua tumba; Cristo as fez antes e depois de Sua morte. Sua ressurreição deu veracidade às promessas anteriores, assim como àquelas que fez sair depois de sair do sepulcro.

Texto retirado do livro "Ensinamentos que transformaram o mundo", cujo autor é o doutor Miguel Núnes, pastor titular da Igreja Batista Internacional em Santo Domingo, República Dominicana


quarta-feira, 3 de julho de 2024

Uma das maiores mentiras de Satanás.

Autor: Ricardo dos Santos 


  Uma das maiores mentiras planejadas por Satanás é dizer que o universo tem bilhões de anos, que a terra surgiu de uma grande explosão e que tudo o que foi formado veio da obra do acaso. Muitos têm sido aprisionados com teorias destruidoras como essas. Talvez você esteja pensando: "Quanta bobagem desses criacionistas literais da bíblia! Qual seria o problema de acreditar na evolução e nos bilhões de anos que a ciência sugere? Por que Satanás iria se preocupar em criar tais teorias?"

  Diante dessas indagações que talvez você esteja pensando, a resposta é muito simples. Com toda essa teoria maligna e destruidora, Satanás quer tirar da mente humana toda a história da Criação, do Gênesis, do Jardim do Éden, da origem do pecado, da salvação em Cristo Jesus e do fim dos tempos em que o Senhor Jesus retornará para restaurar todas as coisas. O diabo quer tirar isso do coração do homem. Ele não quer que você conheça a verdade, pois a verdade é Jesus Cristo, conforme escrito em João 14:6.

Ricardo dos Santos 

segunda-feira, 1 de julho de 2024

O show da Madonna no Rio de Janeiro, a tragédia do Rio Grande do Sul e o dilúvio de Gênesis

 Autor: Ricardo dos Santos 




  Sabemos muito bem, pela Palavra de Deus, que o mundo não terminará em águas como houve no dilúvio nos tempos de Noé, quando Deus decidiu exterminar a terra, salvando tão somente a família de Noé e alguns animais numa arca. A arca foi o símbolo da salvação da mesma forma que Cristo é a salvação para nós hoje. Ou seja, a arca de Noé foi um tipo de Cristo durante a grande tribulação daqueles dias. No entanto, apesar de o mundo não acabar em águas, isso não impede de haver catástrofes como essa que está acontecendo no Rio Grande do Sul e também em diversos outros lugares. Em Lucas 21:25-26 está escrito: "E haverá sinais no sol e na lua e nas estrelas; e na terra angústia das nações, em perplexidade bramando o mar e as ondas. Homens desmaiando de terror, na expectação das coisas que sobrevirão ao mundo; porquanto os poderes do céu serão abalados".
  No caso do que está acontecendo no Rio Grande do Sul, é algo assustador e, conforme relatos de muitos que têm presenciado de perto a tragédia, é algo extremamente espiritual. Muitos têm sentido um clima espiritual diferente no Rio Grande do Sul. O que de fato nos chama atenção são os eventos acontecendo na mesma época, nos mesmos dias, apesar de lugares diferentes. Trata-se do show da Madonna ocorrido na cidade do Rio de Janeiro no dia 4 de maio de 2024. As enchentes no Rio Grande do Sul começaram no dia 27 de abril, sendo que no dia primeiro de maio o cenário piorou dramaticamente. E assim a tragédia foi ocorrendo até o dia cinco de maio. Só a partir do dia 6 de maio é que a chuva começou a dar uma trégua, depois de haver destruído tudo e de mobilizar a nação e até mesmo outros países para ajudarem o povo gaúcho. 
  Segundo o próprio G1, o show da Madonna ocorrido no dia 4 de maio foi o maior de sua carreira. Pois é! Enquanto a Madonna estava tendo o maior show de sua carreira, o Rio Grande do Sul estava tendo a maior tragédia de sua história.
  Ao analisarmos esse show da Madonna juntamente com essa geração depravada que temos vivenciado esses últimos dias, podemos perceber que não estamos muito distantes do que estava acontecendo na geração em que aconteceu o dilúvio universal. Gênesis capítulo 6 faz um relato sobre a corrupção geral do gênero humano. Não vamos entrar em detalhes no que diz respeito à identidade dos filhos de Deus citado no texto, os quais tudo indica, de acordo com uma boa exegese, de que se trata de anjos caídos que tiveram relações com as filhas dos homens e como resultado foram surgindo seres completamente fora do padrão daquilo que Deus havia criado. Mas, vamos nos atentar com relação ao aumento da maldade. Vejamos o que diz no versículo 5: "E viu o SENHOR que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra e que toda imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente". Vejamos também do versículo 11 ao 13: "A terra, porém, estava corrompida diante da face de Deus; e encheu-se a terra de violência. E viu Deus a terra, e eis que estava corrompida; porque toda a carne havia corrompido o seu caminho sobre a terra. Então disse Deus a Noé: O fim de toda a carne é vindo perante a minha face; porque a terra está cheia de violência; e eis que os desfarei com a terra".
  Podemos perceber claramente que com o aumento da maldade, da corrupção e da violência sobre a terra, Deus então decidiu dar um fim através do dilúvio.
  Voltamos, então, ao assunto do depravado show da Madonna no Rio de Janeiro. Não é novidade para ninguém que os shows da Madonna são repletos de mistérios satânicos, culto aos demônios, apologia ao sexo explícito e ao homossexualismo, além de muita zombaria para com os símbolos cristãos. Enfim, uma depravação total. Sendo assim, não foi diferente o evento que ocorreu no dia 4 de maio. Tudo isso nos faz refletir sobre a total decadência com que se encontra a nossa sociedade hoje. E a má notícia é que isso não vai parar por aí. Aliás, é daí pra pior, pois o mundo está cada vez mais abrindo as portas para a chegada do homem da iniquidade, o anti-cristo, aquele que dominará o mundo durante o período de sete anos da Grande Tribulação. O mundo então tem preparado o caminho para esse ser cruel e maligno, por isso muitas leis precisam ser mudadas e qualquer ideia cristã e fundamentalista precisa ser eliminada. Assim o quadro estará perfeito para que o anti-cristo tome posse. Tudo isso será permitido pelo próprio Deus para que as profecias venham se cumprir e logo logo o anti-cristo juntamente com todos os seus seguidores serão derrotados na guerra final, onde Cristo virá pela segunda vez juntamente com os santos anjos mais a igreja arrebatada.
  Qual a conclusão disso tudo? A conclusão que podemos tirar é que o tempo do arrebatamento da igreja está mais próximo do que nunca. É tempo de nos prepararmos pois o nosso noivo Jesus está voltando para buscar a sua noiva, ou seja, a igreja fiel.

Ricardo dos Santos