Santidade

Devemos ser santos na terra, se quisermos ser santos no céu. Foi Deus que disse e Ele não voltará atrás: “A santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hebreus 12:14). Observou William Jenkyn: “O calendário do papa só declara santos às pessoas mortas, mas as Escrituras requerem a santidade da parte dos vivos”. John Owen afirmou: “Não se deixe iludir. O Senhor Jesus Cristo só conduz ao céu àqueles a quem Ele santifica na terra. O Cabeça vivo não admite membros mortos”. J.C. Ryle

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024

Fundamento Histórico do Congregacionalismo

 Autor: Rev. Vanderli Lima Carreiro 


  O sistema congregacionalista de governo eclesiástico teve o seu ressurgimento na Inglaterra, no século XVI, quando Isabel (1558 - 1603), filha de Henrique VIII, governava o Reino Unido. A princípio o congregacionalismo era um movimento reacionário à união da igreja com o Estado, especialmente ao "Ato de Supremacia", que indicava o rei como o chefe da Igreja. A estrita observância que se exigia a todos os súditos, dos ritos e costumes da Igreja Anglicana, ainda contaminada pelo ritualismo e pelas práticas da Igreja Romana, fez com que se fortalecesse o grupo de puritanos, dentro dela própria, e começassem a surgir os primeiros dissidentes separatistas, que adotavam a doutrina calvinista e propugnavam pela formação de comunidades eclesiásticas independentes e autônomas, nos anos de 1567 e 1568.

Rainha Isabel I


  O Rev. Porto Filho ressalta que, "já em 1561 foi publicada ali (em Londres) uma 'Exortação à reforma da Igreja', sustentando alguns princípios depois chamados congregacionalistas, e o Pr. Richard Fytz, considerado o mais antigo Pastor de uma Igreja desse tipo, editou um manifesto sobre 'As verdadeiras Marcas da Igreja de Cristo'". Este último fato também se deu em Londres, em 1570.

  Em 1580 Robert Browne, um clérigo anglicano, adotou as ideias congregacionalistas, e ao lado de Robert Harrison fundou, em Norwich, uma congregação independente, adotando o sistema congregacionalista. Foi forçado, porém, por causa da perseguição, a refugiar-se na Holanda. Robert Browne escreveu ali alguns tratados, principalmente um sob o título de Reformação sem esperar por Ninguém, no qual expunha suas doutrinas sobre a independência congregacional. Foi o primeiro teólogo do movimento e cedo as comunidades independentes passaram a receber o apelido de brownistas.

  Browne regressou para a Escócia, foi feito prisioneiro e, libertado um pouco depois e, provavelmente sob a pressão dos opositores "renunciou às ideias que divulgara e se reintegrou na Igreja Anglicana em 1591, ali falecendo como cura de uma pequena paróquia, em 1633".

Rev. Robert Browne
 
 Brownistas sendo enforcados 

  Os Congregacionalistas são, portanto, os descendentes da primeira Igreja independente na Inglaterra. Nos primeiros dias da Reforma, a Igreja "oficial" não via com bons olhos aqueles que se insurgiam contra a sua autoridade. Mas havia cristãos que se distanciaram das reformas que a Igreja "estabelecida" permitia. Henry Barrowe, John Greenwood e John Perry, todos graduados em Cambridge, não silenciaram diante das ameaças da Igreja estatizada e da corte, e foram detidos na Prisão de Fleet, onde agora se encontra o Congregational Memorial Hall, em Londres. Um tempo depois foram enforcados em Tyburn, em abril e maio de 1593.

Congregational Memorial Hall


  Os líderes do movimento congregacionalista, entre 1580 e o final do século, foram: Robert Browne, Henry Borrowe, John Green, Henry Ainsworth e Francis Johnson. Henry Ainsworth e Francis Johnson foram pastores da comunidade congregacionalista em Londres. Entretanto, ali não puderam permanecer e com grande número de crentes tiverem que procurar refúgio na Holanda, em 1602. Ali os dois líderes se desentenderam e a comunidade cindiu-se em dois grupos. O grupo que ficou sob a liderança de Johnson, com tendências presbiterianas mais radicais, depois da morte do seu líder, se extinguiu em 1610. O grupo sob liderança de Ainsworth, praticando um sistema mais suave de presbiterianismo, também se dissolveu depois que o seu líder faleceu em 1618.

  As congregações independentes mais influentes e historicamente as mais importantes, foram a de Gainsborough e a de Scrooby. Ambas nasceram em Gainsborough, em 1602. Porém parte da congregação começou a se reunir na Manor-House, casa senhorial de Scrooby. Deste modo surgiu uma nova comunidade independente, a pouca distância da primeira, e plenamente identificada com ela.

  Entretanto, logo as duas congregações tiveram que exilar-se na Holanda, devido às ameaças que sofriam de desterro ou prisão, da parte do reino, depois de ocupar o trono na Inglaterra o rei Tiago, em 1603. "Primeiro foi o grupo de Gainsborough, liderado por John Smyth, em 1606; depois o de Scrooby em 1608, com Richard Clifton no pastorado, William Brewester como seu assistente e John Robinson como mestre". Encontravam-se, pois, em Amaterdan, três congregações de exilados ingleses: a de Ainsworth, a de John Smyth e a de John Robinson, substituindo Richard Clifton, que se transferiu para a de Ainsworth.

  John Smyth logo entrou em desavença com Ainsworth, por causa do presbiterianismo. Em 1609, Smyth convenceu-se que o batismo infantil, então praticado por todos, era anti-bíblico e, "batizando a si mesmo e depois a seus companheiros iniciou com o seu grupo, na Holanda, a linhagem histórica dos batistas". Em sequência o Rev. Porto Filho esclarece que "naquele tempo a prática do batismo era o de afusão; a prática da imersão surgiu mais tarde, por volta de 1640, na Inglaterra, para onde o grupo voltou com Helwys, após a exclusão de Smyth, que havia passado para a comunidade dos menonitas, em 1611.

.                                        John Smyth, considerado um dos precursores do movimento batista 


  John Robinson não se envolveu no conflito entre Smyth e Ainsworth. Ele e a sua congregação sob a sua liderança estabeleceram-se em Leyden, cidade do sul da Holanda, em 1609. A congregação contava então com cem pessoas. Pouco tempo depois já se compunha de trezentas. Uma parte dessa congregação resolveu voltar para Londres, liderada por Henry Jacob, organizando a Igreja de Southwark, em 1616. Os que ficaram na Holanda resolveram que uma parte da congregação emigraria para o Novo Mundo, no começo de 1620. Robinson e outros fiéis se reuniram a eles mais tarde depois.

  Um grupo de emigrantes anglicanos chegou à América do Norte em 1628, no comando de John Endicott. Em 1629, outro grupo de anglicanos desembarcou na baía de Massachussets, liderados por John Wintrop, composto de trezentos homens, cem mulheres e crianças. Três ministros anglicanos acompanharam a expedição, com o alvo de estabelecer uma colônia de puritanos na América.

  Os de Endicott uniram-se a eles e em Agosto de 1629 foi organizada a Igreja de Salém, que tomou o nome de Congregacional, sendo imitada pelas que se seguiram. O Rev. Porto Filho ressalta que "o congregacionalismo foi adotado, ali, não por convicção nem por conversão doutrinária, mas por expediente político e administrativo". Não obstante, os independentes são reconhecidos como os fundadores dos Estados Unidos.

 Chegada dos puritanos na América 


  Oliver Cromwell, um militar e líder político inglês, era um independente. Após sua conversão religiosa, em 1630, tornou-se um puritano-independente, assumindo uma posição tolerante com os separatistas do seu tempo, durante o período em que liderou o exército britânico. Entre os congregacionais seus contemporâneos é citado John Owen, um dos grandes teólogos que a Inglaterra produziu.

Oliver Cromwell 


  Em 1662, com a publicação do "Ato de Uniformidade", os pastores das Igrejas da Inglaterra foram obrigados a concordar com os "39 Artigos da Religião" e a adotarem nos cultos o "Livro de Oração". Cerca de dois mil ministros recusaram fazê-lo e foram expulsos das suas residências. Muitos eram presbiterianos, mas outros haviam se tornado ministros das Igrejas Congregacionais, que ali existiam em bom número.

  Mais tarde, quando Deus abençoou o Seu povo com o reavivamento, nos dias de George Whitfield e dos Weslleys (John e Charles), especialmente, depois de uma inicial hesitação, as igrejas independentes estavam prontas a receber e a espalhar as bençãos.

  Na última década do século XVIII, abriu-se a era do movimento missionário moderno. Os Congregacionalistas da London Missionary Society (Sociedade Missionária de Londres) fundada três anos depois da Baptist Society (Sociedade Batista) de Carey, proporcionou uma variedade surpreendente de pioneiros. Estavam incluídos Van-der-kemp entre os Kaffirs (povo do extremo sul da África do Sul), Robert Morrison e Griffiths para a China, e John Williams para os Mares do Sul. Esses foram os respeitáveis sucessores do missionário congregacional pioneiro, John Eliot de Nazeing, que se uniu aos Pais peregrinos na América em 1631. Ele tem sido considerado o "Pai das Missões Modernas" e foi o primeiro a traduzir as Escrituras para um povo pagão com o propósito missionário.

  O começo do século XIX foi marcado pelo período da explosão populacional que acompanhou a Revolução Industrial. Movidos pela paixão pelas almas, os congregacionalistas daqueles dias produziram evangelistas e pregadores determinados a buscar "toda criatura" e trazê-las para o Evangelho. Este zelo intenso resultou na plantação de várias Igrejas nas cidades e vilas industriais. Eles foram os missionários urbanos pioneiros em incontáveis lugares nos países do Reino Unido.

  Não é possível estabelecer uma ligação direta de Robert Reid Kalley com o congregacionalismo na Inglaterra. Ele não era membro de nenhuma Igreja congregacionalista, e sim da Igreja Presbiteriana Livre da Escócia; nem veio para o Brasil enviado por uma agência missionária congregacional, embora a Missão que procurara para ser enviado à China fosse Congregacional - a Sociedade Missionária de Londres - que operava naquele país, onde o Dr. Kalley pretendia trabalhar, e só não foi devido ao agravamento da saúde de Margareth, sua primeira esposa, que não se adaptaria ao clima oriental. Por isso o Dr. Kalley rumou para a Ilha da Madeira, território insular português, cujo clima era favorável à recuperação do estado de saúde da Sra. Margareth. Tendo voltado para a Escócia, sua esposa veio a falecer. Numa viagem que fez ao Oriente, passando pelo Líbano, conheceu Sarah Poulton Wilson, com quem mais tarde se casou. Sarah era membro dedicada e atuante da Igreja Cogregacional de Torquay, na Inglaterra. Certamente Sarah exerceu influência sobre o esposo, com o seu conhecimento dos princípios e do governo congregacionalista. Isso também justifica a preferência de Kalley pelo sistema.

  O Rev. Porto Filho testemunha que

  "... o Dr Kalley era de origem presbiteriana. Particularmente era avesso a organizações legalistas e centralizadas. Seu espírito pastoral - e ele se caracterizava exatamente por seu ministério pastoral junto ao rebanho - o aproximava extraordinariamente de John Robinson, o celebrado pastor de Scrooby, Igreja-mater do congregacionalismo, em sua concepção do 'povo de Deus', da Igreja, e na aversão a contendas e discussões entre cristãos. Assim, ao criar a primeira Igreja Evangélica do Brasil, Kalley se distanciou da sua tradição presbiteriana, rígida em matéria de ordem eclesiástica e introduziu instituição do tipo congregacionalista. Com isso ficou expressada a independência da Igreja local de qualquer assembleia superior, e a corresponsabilidade de todos os fiéis no governo eclesiástico".

  Quanto ao sistema de governo adotado pelas Igrejas organizadas pelo Dr. Kalley, o Rev. Porto Filho explica:

  "Ainda que ele haja estabelecido presbíteros e, depois, diáconos, em sua comunidade eclesiástica, esse grupo de oficiais não recebe autoridade governativa da Igreja, senão o ministério de orientar e assessorar a Igreja que os elegeu, exatamente como esse corpo de varões e diáconos foi criado por Ainsworth na Holanda e mais tarde estabelecido nas comunidades congregacionalistas".

 Robert Kalley e sua esposa Sarah Kalley 


  A questão da identificação do congregacionalismo Kalleyano com as igrejas independentes ou congregacionalistas inglesas é contestada pelo Dr. Douglas Nassif Cardoso. Em sua obra Práticas Pastorais ele considera que pela influência de Francisco Antônio de Souza, e posteriormente pela do Rev. Manoel da Silveira Porto Filho, as Igrejas congregacionais brasileiras sofreram um desvio histórico, ou receberam uma "outra herança" por terem sido ligados "ao congregacionalismo americano e inglês". Concordamos que nunca existiu uma influência direta. Mas não pode negar que o fundamento teológico é o mesmo, como mais adiante se poderá notar.

  Há também os que declaram que o Dr Kalley era avesso ao denominacionalismo. Mas se pode afirmar o contrário, com base na palavra do Rev. Porto Filho:

  "(O Dr. Kalley) não era anti-denominacionalista, senão avesso a toda amarga e personalista controvérsia. Sabia, como escocês, das lutas terríveis das facções em sua terra e na Inglaterra. Mesmo na Madeira, vira como era pequena a propaganda e penetração da Igreja Escocesa ali estabelecida no sentido de evangelizar o povo. Seus trabalhos na Ilha, feitos sem conexão com a Igreja, em caráter particular, com a dedicada colaboração dos neo-convertidos, baseados em testemunho pessoal, tinham influência missionária mais pronunciada e estavam ganhando os nativos. Talvez isso e o fato de ter sido ordenado pela Sociedade Missionária de Londres e não por uma Igreja estabelecida, tornam-no descomprometido com qualquer denominação".

  Além dessa declaração incontestável do Rev. Porto Filho, pode-se acrescentar uma informação incluída em artigo publicado em O Cristão, de autoria da bibliotecária Esther Marques Monteiro. Veja-se o teor da informação: "Em 1878, o Dr. Kalley sugeriu, em carta, o seguinte: 'Será conveniente formar uma Associação de Igrejas que aceitem os 28 Artigos da Breve Exposição'".

  Por que as Igrejas organizadas pelo missionário Kalley não foram logo nomeadas "congregacionais "? O Rev. Porto Filho esclarece que:

  "no último quartel de 1800, a influência do liberalismo teológico ganhou terreno, tanto nos Estados Unidos como na Inglaterra, entre Igrejas e seminários. O Congregacionalismo não ficou imune a essa influência. A oposição do doutor ao nome decorria do receio de suas Igrejas poderem ser confundidas com as correspondentes Igrejas americanas e inglesas e com as correntes de pensamento e costumes que nelas predominavam".

  Justificada está a razão pela qual as Igrejas criadas pelo Dr. Kalley não ostentavam o nome"congregacional". Eram identificadas como Igreja Evangélica Fluminense, Igreja Evangélica Pernambucana, Igreja Evangélica de Passa Três e Igreja Evangélica de Niterói. Também a denominação não recebeu o nome congregacional na primeira Convenção, em 1913. Chamou-se "Convenção das Igrejas Evangélicas Indenominacionais". Somente em 1916, o nome "congregacional" foi empregado: Aliança das Igrejas Evangélicas Congregacionais Brasileiras e Portuguesas. Desde então a denominação recebeu outros nomes, até 1969, quando lhe foi dado o designativo de União das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil (UIECB), nome que prevalece até hoje.

Igreja Evangélica Fluminense 


Texto retirado do livro "Fundamentos e Princípios do Congregacionalismo" de autoria do Rev. Vanderli Lima Carreiro, pastor congregacional e mestre em Teologia, com especialização em Educação Religiosa.


terça-feira, 20 de fevereiro de 2024

Por que sou fundamentalista?

 



 Esse vídeo é da Igreja Presbiteriana Fundamentalista do Ipsep. Ele explica perfeitamente porquê nós cristãos protestantes devemos ser fundamentalistas. Devemos sim viver e defender a Palavra de Deus em sua literalidade. Devemos ser diferentes e separados desse mundo, pois para isso o Senhor nos escolheu e nos chamou.
  Esse vídeo é de grande importância para os nossos dias, pois vivemos dias em que muitos líderes evangélicos têm se entregado ao ecumenismo religioso, fazendo assim associação com as trevas, quando na verdade a bíblia nos exorta a não fazermos nenhuma associação com as trevas.
  Por favor, assistam ao vídeo!

Vídeo retirado do blog da Igreja Presbiteriana Fundamentalista do Ipsep.

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2024

Carnaval: origem e natureza

Autor: Diácono Nicodemos R. dos Santos 


  Modernamente, costuma-se afirmar que o carnaval é alegria do povo, que expressa a cultura popular e que é festa folclórica. A explicação é vaga. Diz-se que é boa ocasião para atrair turista estrangeiro a fim de carrear divisas para os cofres do país.
  CARNAVALE - Vocábulo italiano que significa "adeus à carne", é festa de muita alegria, folia e orgia que precede a quarta-feira de cinzas. A comemoração do carnaval é de origem pagã. Desde os tempos imemoriais do Egito antigo, no outono, realiza-se a festa do boi Apis - animal sagrado. 
  Escolhia o boi mais belo e todo branco, o qual era pintado com várias cores, hieróglifos e sinais cabalísticos. O boi era conduzido pelas ruas e levado até o Rio Nilo, onde era afogado. Em procissão, sacerdotes, magistrados, homens, mulheres e crianças fantasiados grostescamente, iam atrás dele dançando e cantando em promiscuidade até o seu afogamento. Com as conquistas da Grécia e de Roma, a festa foi transportada para outros países, sob outras formas e denominações. Na Grécia, tomou o nome de Dionisíaco, em honra ao deus do vinho - Dionísio. Em Roma, bacanal em homenagem ao deus do vinho - Baco. Nessas comemorações, a aristocracia misturava-se com o populacho, os tribunais e estabelecimentos oficiais se fechavam, e se abriam todos os lugares de divertimento, onde a devassidão, a orgia e o prazer sensuais eram inomináveis. Com o advento do Cristianismo, as festas pagãs se arrefeceram, mas na Idade Média, sob a tolerância da Igreja dominante, recruscedera entre os povos de educação latina sob a única denominação de carnaval. No Brasil, com o caldeamento cultural afro-brasileiro e com os rituais diferentes, o carnaval empolga multidões e é motivo de atração turística. Como em todos os tempos e lugares no Brasil, a festa é portadora de nefastas consequências ao indivíduo, à familia e à sociedade. O carnaval é festa religiosa, revivescência do paganismo antigo, dedicado a MOMO - deus da zombaria, do sarcasmo, da pândega e que está ligado a quaresma - período de abstinência e jejum, que termina com a semana chamada santa. O cristão deve se conduzir pelas determinações bíblicas. Momo é satanás dissimulado. Jesus em sua quaresma de jejum e oração repeliu o falso deus. "Então disse-lhe Jesus: Vai -te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás". (Mat. 4:10)
  Veja o que diz o Salmo 115: 1-8: "Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao teu nome dá glória, por amor da tua benignidade e da tua verdade. Por que dirão as nações: Onde está o seu Deus? Porém o nosso Deus está nos céus; fez tudo o que lhe aprouve. Os ídolos deles são prata e ouro, obra das mãos dos homens. Têm boca, mas não falam; olhos têm, mas não veem. Têm ouvidos, mas não ouvem; narizes têm, mas não cheiram. Têm mãos, mas não apalpam; pés têm, mas não andam; nem som algum sai da sua garganta. A eles se tornem semelhantes os que os fazem, assim como todos os que neles confiam". Ele afirma que quem adora um deus morto se torna espiritualmente igual a ele. Momo é deus morto, cuja falsa duração é de três dias, cultuado pelos foliões, e que conforme a mitologia foi expulso de Olimpo, para ser na terra o rei dos loucos. Pelo exposto, carnaval é festa religiosa que se contrapõe ao cristianismo verdadeiro. A lenda mitológica conta que júpiter se impressionou com a formosura da princesa Europa e tomou forma de belo boi branco como a neve e misturou-se com o rebanho. Europa, atraída pela mansidão do animal e por seu elegante porte, enfeitou-o com flores e subiu no seu dorso. Imediatamente, em carreira veloz, júpiter se dirigiu para o mar e levou a linda princesa para praias desconhecidas. Satanás é assim. Como o anjo de luz com todo o poder de mentira, de mistificação, ilude incautas criaturas por meios atraentes como as festas carnavalescas, e as leva para as praias ignotas da perdição. "E não é de admirar, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz". (2Co 11:14)
  "A esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder e sinais e prodígios de mentira, e com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para se salvarem". (2Ts 2: 9-10)
  O carnaval é revivescência das religiões pagãs e de maneira alguma deveria estar justaposta ao período da quaresma que começa com a quarta-feira de cinzas. Lamentável é que criaturas que se dizem cristãs festejam o carnaval, ressurgimento do paganismo de priscas eras e responsável pelos danos e efeitos morais para homens, mulheres, jovens de ambos os sexos, também crianças e uma das causas da desorganização da família e de graves problemas sociais. A festa carnavalesca é culto imerecido ao falso deus Momo que constitui ofensa à pessoa do Deus vivo e verdadeiro. O único meio de se libertar de tal atração é a confiança em Jesus, o filho de Deus, que veio ao mundo destruir as obras do diabo. "Quem comete o pecado é do diabo, porque o diabo peca desde o princípio. Para isto o Filho de Deus se manifestou: Para desfazer as obras do diabo". (1Jo 3:8)

Texto extraído do antigo jornal "O SERVO" (janeiro / fevereiro de 2002) que pertencia à Associação de Uniões de Homens Evangélicos Congregacionais do Brasil. Foi escrito pelo Diácono Nicodemos R. dos Santos.
  

quarta-feira, 31 de janeiro de 2024

A ciência é apenas mais uma religião na confusão da Torre de Babel

 Autor: Ricardo dos Santos 


  Existe uma diferença muito grande do verdadeiro cristianismo bíblico para qualquer outra das diversas religiões espalhadas pelo mundo afora. Podemos citar por exemplo a Índia, onde há cerca de 330 milhões de deuses. É muita idolatria para uma nação só! E como consequência desse pecado contra Deus, podemos ver a miséria que toma conta dessa nação.

  No Brasil, a situação não é lá muito diferente, até porque temos o catolicismo romano como a maior religião do país. Dentre outras religiões muito presentes no território brasileiro, podemos encontrar as religiões de matriz africana e um forte crescimento das religiões orientais (hinduísmo, budismo, islamismo...). O espiritismo kardecista também tem a sua representatividade.

  E o que temos a dizer das igrejas evangélicas? O fato de uma determinada igreja colocar uma placa com o nome de evangélica, não significa necessariamente que aquela igreja prega o verdadeiro e puro evangelho. Hoje temos visto muitas igrejas trocando o simples louvor bíblico pelo show gospel. Muitas igrejas estão trocando a mensagem da cruz, a qual deve ser o centro do culto cristão, por outras mensagens completamente estranhas ao cristianismo histórico. Muitos já não falam mais em salvação, muitos já não falam mais em sãs doutrinas, muitos já não falam mais em pecado, muitos já não falam mais em céu e inferno. Quando estudamos a história das igrejas primitivas dos primeiros séculos, da Reforma Protestante do século XVI, dos puritanos do século XVII, dos grandes avivamentos do século XVIII e da expansão missionária do século XIX e XX, vemos que havia grandes transformações positivas nas sociedades onde o evangelho ia sendo pregado. Hoje, ao contrário, temos presenciado tanta divisão no meio evangélico, que muitas pessoas têm tido dificuldade de discernir a verdadeira da falsa igreja. É um tal de uma igreja querer encher mais do que a outra, é uma igreja abrindo congregação próximo de outra igreja já existente no local, é igreja fazendo púlpito de palanque político, é teologia da prosperidade... Essas coisas têm trazido confusão no meio evangélico e consequentemente tem trazido prejuízos ao Reino. Mas, glórias a Deus porque existem igrejas remanescentes que não se contaminaram com os modismos e preservam o evangelho pregado pelo Senhor Jesus Cristo e pelos apóstolos.

  Falamos bastante a respeito do mundo religioso. E quanto à ciência? O que a ciência tem haver com tudo isso? Muita coisa, pois a ciência também está completamente envolvida nessa confusa Torre de Babel. Se alguém disser que ciência é uma religião, muitos vão achar estranho. Então, vamos analisar. A palavra religião vem do termo latim religare, ou seja, a tentativa do homem se religar a alguma divindade, a algum ser superior, ou então, a tentativa de chegar a algum nível espiritual mais elevado. De alguma forma, todas as religiões, através de esforços humanos e de boas obras, buscam chegar a um certo paraíso. Daí está a diferença do cristianismo bíblico para outras religiões, pois nós cristãos cremos que a salvação é pela graça mediante a fé, ou seja, não é pelos nossos méritos e sim os méritos de Cristo. Por isso que o cristianismo não deve ser considerado uma religião, aliás, o cristianismo está na contramão das religiões. Então, levando tudo isso em consideração, podemos concluir que a ciência não passa de mais uma religião.  A ciência, através de muito esforço humano, através de descobertas e através da tecnologia, tem levado o homem a pensar que um dia chegará ao paraíso, a um mundo melhor.Temos vivido dias em que muitos têm abandonado a fé no Criador e na sua Santa Palavra, para acreditarem cegamente no que a ciência fala. É óbvio que a ciência tem a sua devida importância, porém não ao ponto que chegamos onde nem sequer pode-se questionar a ciência. Muitos têm tratado a ciência como um deus do mundo moderno. Por exemplo, se alguém fizer uma faculdade em alguma área da ciência, negando o Big Bang e a evolução, provavelmente essa pessoa sofrerá algum tipo de pressão e repúdio por parte dos colegas estudantes e também por parte dos professores. Se alguém disser que essa historinha de que houve uma era de dinossauros não passa de uma grande mentira, essa pessoa sofrerá forte perseguição no sistema educacional.

  Para concluir, podemos dizer que o cristianismo bíblico é onde realmente há a resposta para os anseios da humanidade. Nós seres humanos somos uma raça caída por causa do pecado. Pelos nossos esforços, ninguém pode chegar a Deus, ninguém pode chegar ao céu pelos nossos méritos, pois a bíblia diz que todos pecaram e carecem da glória de Deus. Desde que Adão e Eva pecaram no princípio da história, o pecado passou de geração a geração e chegou até nós. Então, Deus, por sua graça e misericórdia, enviou seu único Filho para morrer na cruz pelos nossos pecados. Ele pagou o nosso preço, Ele resgatou algo que seria impossível para nós. Então, ao contrário de toda essa babilônia religiosa, o cristianismo é Deus em busca do homem. 

  Convido você a crer hoje mesmo no Criador e no seu Filho Jesus Cristo, pois qualquer outro caminho fora de Jesus é inferno.

Ricardo dos Santos 

sábado, 27 de janeiro de 2024

Onze coisas sobre os congregacionais que você precisa saber

Autor: Rev. Idauro Campos Júnior 


1 - O modelo de governo é bíblico (isto é, baseia-se em determinados textos do Novo Testamento : Atos 6 e 1 Coríntios 5, por exemplo);

2 - Grande parte dos puritanos eram congregacionais;

3 - A primeira comunidade cristã foi organizada em 1616, em Southwark (Londres, Inglaterra);

4 - Dos cento e dois passageiros do Mayflower, que desembarcaram em 1620  no continente americano, mais de trinta eram congregacionais;

5 - A Colônia de Massachusetts foi fundada por congregacionais;

6 - A Universidade de Harvard tem esse nome em homenagem ao Rev. John Harvard, pastor da igreja Congregacional de Massachusetts;

7 - A Universidade de Yale foi fundada por treze pastores congregacionais que  saíram de Harvard;

8 - O congregacionalismo foi um modelo de governo inovador (democrático) em uma época marcada pelo episcopado e pelas monarquias;

9 - Foi a primeira democracia eclesiástica no Brasil;

10 - Grandes teólogos pertenceram a igrejas Congregacionais, tais como: John Owen, Jonathan Edwards, C.H. Dodd e outros;

11 - Na Inglaterra há a Biblioteca dos Independentes, com um acervo de mais de 40 mil títulos sobre o congregacionalismo.

Idauro Campos Júnior é pastor da Igreja Congregacional de Niterói (RJ), bacharel em Teologia (Centro Universitário Bennett), pós-graduado em História do Cristianismo (FAECAD) e mestre em História Social (Universidade Salgado de Oliveira), com especializações em Teologia Contemporânea e Ciências da Religião.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2024

Como você deve reagir à agenda gay?

Autor: Rev. John F. MackArthur 


  Os defensores do homossexualismo têm sido notavelmente eficazes em promover suas interpretações distorcidas de passagens da Bíblia. Quando você pergunta a um homossexual o que a Bíblia diz a respeito da homossexualidade — e muitos deles o sabem — percebe que eles absorveram uma interpretação que não é somente distorcida, mas também completamente irracional.    Os argumentos a favor dos homossexuais extraídos da Bíblia são nuvens de fumaça — à medida que nos aproximamos deles, vemos com clareza o que está por trás.
  Deus condena a homossexualidade, e isto é muito evidente. Ele se opõe à homossexualidade em todas as épocas:

Na época dos patriarcas (Gn 19.1-28);

Na época da Lei de Moisés (Lv 18.22; 20.13);

Na época dos Profetas (Ez 16.46-50);

Na época do Novo Testamento (Rm 1.18-27; 1 Co 6.9-10; Jd 7-8).

  Por que Deus condena a homossexualidade? Porque ela transtorna o plano fundamental de Deus para as relações humanas — um plano que retrata o relacionamento entre um homem e uma mulher (Gn 2.18-25; Mt 19.4-6; Ef 5.22-33).

  Então, por que as interpretações homossexuais das Escrituras têm sido tão bem-sucedidas em persuadir inúmeras pessoas? A resposta é simples: as pessoas se deixam convencer. Visto que a Bíblia é tão clara a respeito deste assunto, os pecadores têm resistido à razão e aceitado o erro, a fim de acalmarem a consciência que os acusa (Rm 2.14-16). Conforme disse Jesus: “os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más” (Jo 3.19).

  Se você é um crente, não deve comprometer o que a Bíblia diz a respeito da homossexualidade, jamais. Não importa o quanto você deseja ser compassivo para os homossexuais, o seu primeiro amor é ao Senhor e à exaltação da justiça dEle. Os homossexuais se mantêm em rebeldia desafiante contra a vontade de seu Criador, que, desde o princípio, “os fez homem e mulher” (Mt 19.4).

  Não se deixe intimidar pelos defensores do homossexualismo e por sua argumentação fútil — os argumentos deles não têm conteúdo. Os homossexuais e os que defendem esse pecado estão comprometidos fundamentalmente em transtornar a soberania de Cristo neste mundo. Mas a rebelião deles é inútil, visto que o Espírito Santo afirma: “Não sabeis que os injustos não hão de herdar o reino de Deus? Não erreis: nem os fornicadores, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus” (1 Co 6.9-10; cf. Gl 5.19-21).

  Então, qual a resposta de Deus à agenda homossexual? O julgamento certo e final. Afirmar qualquer outra coisa, além disso, é adulterar a verdade de Deus e enganar aqueles que estão em perigo.

  Quando você interage com homossexuais e seus simpatizantes, tem de afirmar a condenação bíblica. Você não está procurando lançar condenação sobre os homossexuais, está tentando trazer convicção, de modo que eles se convertam do pecado e recebam a esperança da salvação para todos nós pecadores. E isso acontece por meio da fé no Senhor Jesus Cristo. Os homossexuais precisam de salvação. Não precisam de cura — o homossexualismo não é uma doença. Eles não carecem de terapia — o homossexualismo não é uma condição psicológica. Os homossexuais precisam de perdão, porque a homossexualidade é um pecado. 1Coríntios 6 é bem claro a respeito das consequências eternas que sobrevirão àqueles que praticam a homossexualidade, mas existem boas novas. Não importa o tipo de pecado, quer seja homossexualidade, quer seja outra prática, Deus oferece perdão, salvação e esperança da vida eterna àqueles que se arrependem e aceitam o evangelho. 

  Depois de identificar os homossexuais como pessoas que não “herdarão o reino de Deus”, Paulo disse: “E é o que alguns têm sido; mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor Jesus, e pelo Espírito do nosso Deus” (1Co 6.11).

  O plano de Deus para muitos homossexuais é a salvação. Nos dias de Paulo, havia ex-homossexuais na igreja de Corinto, assim como, em nossos dias, existem muitos ex-homossexuais em minha igreja e em igrejas fiéis ao redor do mundo. Eles ainda lutam contra a tentação homossexual? Com certeza. Que crente não luta contra os pecados de sua vida anterior? Até o grande apóstolo Paulo reconheceu essa luta (Rm 7.14-25). No entanto, ex-homossexuais assentam-se nos bancos de igrejas bíblicas em todo o mundo e louvam o Senhor, ao lado de ex-fornicadores, ex-idólatras, ex-adúlteros, ex-ladrões, ex-avarentos, ex-beberrões, ex-injuriadores e ex-defraudadores. Lembrem-se: alguns de vocês eram assim.

  Qual deve ser a nossa resposta à agenda homossexual? Oferecer-lhe uma resposta bíblica — confrontá-la com a verdade das Escrituras, que condena a homossexualidade e promete castigo eterno para todos os que a praticam. 

  Qual deve ser a nossa resposta ao homossexual? Oferecer-lhe uma resposta bíblica — confrontá-lo com a verdade das Escrituras, que o condena como pecador e lhe mostra a esperança da salvação, por meio do arrependimento e da fé em Jesus Cristo.          Permaneçam fiéis ao Senhor quando reagirem à homossexualidade, honrando a Palavra de Deus e deixando com Ele os resultados.

Texto de John F. MackArthur, ministro da Grace Community Church, além de escritor cristão fundamentalista norte-americano. Conhecido por seu programa de rádio intitulado "Graça para você".

sábado, 13 de janeiro de 2024

O modismo da igreja preta

Autora: Clarice Becker 

  A inovação chegou nas igrejas. Igrejas novas ou antigas estão reformando suas estruturas, e agora apostam tudo em um novo “estilo religioso”. Ambientes pretos com iluminações peculiares impressionam os fiéis. E o que mais causa estranheza é a adesão de uma cor (preta) nada comum para um ambiente religioso.
  Muitos de nós já nos deparamos com inúmeras “igrejas” com, assim denominadas, uma “nova aparência”; suas estruturas completamente pintadas de preto, púlpitos substituídos por palcos que contam com luz estroboscópica, canhões de led, cortina de fumaça, e/ou até mesmo os púlpitos tradicionais (de madeiras) substituídos por galões de óleo reciclados. Estas estão adotando, também, estilos musicais que antes não eram tidos como composições religiosas. É assustador até onde a modernidade têm influenciado o mundo religioso. Isso mesmo, assustador!
  A igreja não é um entretenimento. Não é para entreter. Ela é suposta a pregar um novo nascimento que lhe fará uma nova criatura em Cristo. Mas o mundo está à procura de entretenimento, algumas festas sociais ou algum tipo de sensação.”
  Concluindo uso aqui as palavras do pregador e avivalista Charles Spurgeon:
“O fato é que muitos gostariam de unir igreja e palco, baralho e oração, danças e ordenanças. Se nos encontramos incapazes de frear essa enxurrada, podemos, ao menos, prevenir os homens quanto à sua existência e suplicar que fujam dela. Quando a antiga fé desaparece e o entusiasmo pelo evangelho é extinto, não é surpresa que as pessoas busquem outras coisas que lhes tragam satisfação. Na falta de pão, se alimentam com cinzas; rejeitando o caminho do Senhor, seguem avidamente pelo caminho da tolice.”
“Que fareis, pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação” (I Coríntios 14:26)
  Nunca o mundo esteve tão religioso, e as igrejas tão mundanas. Não se faz mais distinção entre shows e cultos de “adoração”. Em algumas reuniões, os jovens utilizam gritos característicos das torcidas de futebol, como “Ê-ô, ê-ô, Jesus Cristo é o Senhor!” ou “Eu já falei, vou repetir, é Jesus Cristo que comanda isso aqui!”, além de dançarem ao som de ritmos pra lá de vibrantes.
  Há igrejas cujo púlpito é uma prancha de surf, frequentadas por jovens que, nos “cultos”, vestem bermudas, calçam chinelos de dedo, além de exibirem tatuagens e piercing. Para arrecadar fundos extras, algumas denominações realizam festas similares às juninas, permitindo que seus membros dancem quadrilha no “arraiá evangélico”. E há até igrejas que promovem uma espécie de Halloween – dia das bruxas -, alterando o nome para Elohin!
   O que é o evangelho do entretenimento?
O evangelho do entretenimento tem transformado os cultos de Deus em meros ajuntamentos para pular, gritar, dançar, assobiar, fazer “trenzinho”, cantar, cantar e cantar. Trata-se de um evangelho “sem limites”, que pode ser comparado ao “fermento” de Herodes (Marcos 8:15) – os herodianos eram liberalistas, modernistas, secularistas, irreverentes e contextualizadores.
Nos “cultos-shows” não há espaço para a exposição da Palavra de Deus. Em muitas dessas reuniões de “adoração extravagante” – expressão muito em voga na atualidade -, a pregação, quando ocorre, é uma rápida palestra motivacional, voltada para o bem-estar dos espectadores, e não uma exposição da sã doutrina. Tudo é feito a fim de agradar e entreter a “galera”.
  Fico imaginando como Paulo reagiria, em seu tempo, se os crentes fossem aos cultos em busca de entretenimento. Ele, que sempre combateu a desordem, deu as seguintes instruções sobre a Ceia do Senhor: “…se algum tiver fome, coma em casa, para que não vos ajunteis para juízo... (I Coríntios 11:34). E, quanto aos dons espirituais, enfatizou: “…faça-se tudo decentemente e com ordem” (I Coríntios 14:40).
  Muitos músicos, em nossos dias, orientados pelos propagadores desse falso evangelho – essencialmente comercial e também voltado para as preferências humanas -, imitam os intérpretes mundanos, secularizando cada vez mais a liturgia do culto. Mas Deus não mudou; a Sua Palavra é a verdade. E nela está escrito: “Guarda o teu pé, quando entrares na Casa de Deus…” (Eclesiastes 5:1).

Texto de Clarice Becker. Clarice Becker é membro da Igreja Presbiteriana.