Santidade

Devemos ser santos na terra, se quisermos ser santos no céu. Foi Deus que disse e Ele não voltará atrás: “A santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hebreus 12:14). Observou William Jenkyn: “O calendário do papa só declara santos às pessoas mortas, mas as Escrituras requerem a santidade da parte dos vivos”. John Owen afirmou: “Não se deixe iludir. O Senhor Jesus Cristo só conduz ao céu àqueles a quem Ele santifica na terra. O Cabeça vivo não admite membros mortos”. J.C. Ryle

sábado, 17 de agosto de 2024

O teste fundamental da vida cristã a nível pessoal

 Autor: Pr. Clávio Jacinto 



Quanto tempo faz que você não ouve uma pregação acerca do juízo final e o inferno ?

Quanto tempo faz que você não ouve uma pregação sobre o arrependimento?

Quanto tempo faz que você não ouve uma pregação sobre o negar-se a si mesmo e tomar a sua cruz?

Quanto tempo faz que você não ouve uma pregação sobre o  sacerdócio universal de todos os Santos?

Quanto tempo faz que você não ouve uma advertência sobre os problemas das versões modernas da bíblia?

Quanto tempo faz que você não ouve uma advertência sobre os perigos envolvendo o relativismo, o imperativo diabólico que infesta todos os setores da sociedade atual?

Quanto tempo faz que você não ouve um sermão sobre a segunda vinda de Cristo com uma convicção profunda acerca das bençãos e dos perigos que envolvem essa verdade fundamental?

Quanto tempo faz que você não ouve uma pregação defendendo os absolutos inegociáveis do Evangelho?

Quanto tempo faz que você não ouve uma mensagem acerca do reino de Deus e seus valores e implicações aos redimidos?

Quanto tempo faz que você não ouve uma pregação sobre a divindade de Cristo?

Quanto tempo faz que você não ouve uma mensagem acerca dos perigos envolvendo o controle total que está sendo implantado por meios sutis através da tecnologia em nossos dias?

Quanto tempo faz que você não ouve um sermão em defesa da família tradicional?

Quanto tempo faz que você não ouve um sermão fervoroso acerca da importância da oração?

Quanto tempo faz que você não ouve um sermão fervoroso acerca de temor e reverência a Deus?

Quanto tempo faz que você não ouve uma mensagem acerca do jejum e consagração pessoal?

As respostas são pessoais e fundamentais, elas apenas podem  revelar o quanto você está distante ou próximo de um púlpito que é caracterizado por fidelidade doutrinária ou associado a apostasia e ao antropocentrismo.

As respostas podem ser um alerta, sua vida está em perigo ou simplesmente você está no mesmo processo de declínio , o destino final da apostasia.

Procure uma igreja que pregue essas coisas, não importa o quão distante fique de sua casa.

Pr. Clávio. J. Jacinto. E-mail para contato:

claviojj@gmail.com

quarta-feira, 14 de agosto de 2024

Testemunho de um ex-evolucionista que se tornou criacionista

Autor: John Raymond Hand 


"No princípio criou Deus os céus e a terra" (Gn 1:1).
"No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez. Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens" (João 1:1-4).

  O meu interesse na hipótese da evolução data de um período muito precoce da minha vida. Nasci numa família de professores e, com uma única exceção, todos eles eram religiosos liberais. Vi a luz do dia, pela primeira vez, exatamente doze anos antes do inquérito do Dr. Davi Swing, por causa da alegação de heresia. Foi esse inquérito que chamou a atenção do público para o que era denominado "darwinismo". As igrejas em geral condenavam o Dr. Swing pela sua defesa do assunto; os intelectuais o defendiam. Toda a nossa família entrou no campo de batalha com avidez. Mas havia pouca discussão entre nós, pois, com exceção de minha avó paterna, todos defendiam e aplaudiam o o doutor por causa de sua coragem.
  Para mim o resultado foi que nem me ocorreu por em dúvida os pronunciamentos dos discípulos de Darwin. Lia com voracidade tudo o que podia obter sobre o assunto. Quando atingi a idade universitária, já aceitara a evolução como fato incontestável. Toda a minha educação foi adquirida em escolas seculares, as quais completaram o que o lar começara. Eu era um evolucionista convicto, pronto para, dentro do assunto, enfrentar qualquer adversário.
  Cerca de meio século atrás, entretanto, como jovem professor de física, comecei a fazer perguntas. Encontrei algumas discrepâncias na teoria e percebi a urgente necessidade de reavaliar minhas premissas. Ao reexaminar meus passos, ao longo do caminho evolucionista, descobri, para surpresa minha, que eu havia contornado muitos obstáculos gigantescos. Tinha simplesmente ignorado muitos avisos de "Caminho Interditado" e, consequentemente, tinha atravessado a pé muitos atoleiros desonestos. Finalmente, vi-me obrigado a rejeitar a coisa toda, a fim de procurar outra solução para a equação; uma solução que, felizmente, posso dizer que encontrei.
  Tudo isso aconteceu muito antes de me tornar cristão verdadeiro. Tudo o que eu sabia sobre a Bíblia, naquele tempo, é que era um grande livro preto na prateleira de cima do guarda-roupa. Fui impelido à teoria da criação mesmo antes de saber que existia uma história da criação na Bíblia.
  De acordo com a hipótese evolucionista, a vida se originou da matéria inerte por meio de um processo natural, e as formas mais simples de vida primária evoluíram, resultando em todas as formas de vida que existem sobre a terra. A Ameba tem sido frequentemente citada como exemplo de um primitivo tipo de vida protista do qual evoluíram as formas mais elevadas e, mais recentemente, a Euglana foi honrada com essa posição de ancestral primitivo.
  Quanto aos detalhes desta suposta progressão da vida primária às formas atuais, há tantas opiniões como há evolucionistas que têm escrito sobre o assunto!
  Ao contrário do que se pensa, Charles Darwin não foi o pai do conceito da evolução. Encontramos sugestões da ideia nos monumentos da Babilônia e do Egito. Quatro séculos antes do nascimento de Cristo, Aristóteles, o filósofo grego, ensinou uma bem delineada teoria da evolução baseada em suas próprias observações, mas influenciada pelas conclusões de seus predecessores.
  Jean Baptiste Lamarck é considerado o pai da teoria evolucionista da ciência moderna. Ele defendia a ideia de que a evolução resultava dos efeitos ambientais sobre os organismos e do uso e desuso das estruturas. Faltavam evidências para tal teoria e ela foi rejeitada pelos cientistas da época.
  Erasmo Darwin, o avô de Charles Darwin, foi um famoso evolucionista cujas obras sobre o assunto foram traduzidas para diversas línguas. Algumas de suas ideias eram parecidas com aquelas que, mais tarde, tornariam famoso o seu neto, mas Charles Darwin era melhor "promotor" destas ideias que o avô.
  Charles Darwin propôs a teoria de "seleção natural", a qual Herbert Spencer chamou de "sobrevivência dos mais aptos". De acordo com essa teoria, as criaturas melhor equipadas para o meio ambiente no qual estavam vivendo resistiam melhor e se reproduziam mais do que as criaturas que não se adaptavam tão bem a esse ambiente particular. Ele postulou que, conforme surgiam as variações naturais, algumas das novas formas ficavam ainda melhor adaptadas ao ambiente e se transformavam nos tipos predominantes. Pela continuação desse tipo de processo, todas as formas de vida encontradas na terra deveriam ter evoluído. Mas, anos mais tarde, o próprio Darwin começou a duvidar da capacidade de tal processo produzir a evolução, e cada vez mais se apegou à teoria de Lamarck dos efeitos ambientais.
  Outros ilustres defensores da teoria da evolução também discordavam sobre vários conceitos básicos, e foi essa confusão que inicialmente me levou a examinar a matéria de modo crítico. Procurava a razão para essa falta de concordância. Ninguém espera unanimidade absoluta (nem mesmo entre os homens da ciência), mas quando há discordância em importantes questões básicas, é necessário que se faça uma investigação.
  Foi na minha busca duma solução para esse problema que descobri os "obstáculos" já mencionados.

Texto extraído do livro "Por que acredito na história do Gênesis", cujo autor é John Raymond Hand. Livro publicado pela Imprensa Batista Regular.

domingo, 11 de agosto de 2024

Calvinista ou arminiano?

Autor: Ricardo dos Santos 



  Se alguém me pergunta se sou calvinista ou arminiano, eu prefiro simplesmente responder que sou bíblico, um cristão fundamentalista. Creio e defendo as doutrinas reformadas, porém não idolatro a homens. Digo isso porque eu acho lamentável ver alguns irmãos reformados tratarem as palavras e os escritos de Calvino como se fossem as palavras do próprio Deus. Concordo plenamente que Deus levantou homens do tipo Lutero, Calvino, Zwinglio, John Huss, John Wycliffe e outros para libertarem a igreja do despotismo da Igreja Católica Romana. Porém, todos esses homens citados tiverem seus erros, suas fraquezas, suas limitações, suas cosmovisões e suas conveniências da época.
  Para um melhor entendimento a respeito do que estou falando, citarei como exemplo a questão escatológica. Muitos dos irmãos calvinistas insistem em continuar defendendo a escatologia amilenista, ou seja, eles negam que o milênio seja literalmente na terra. Eles negam que vai haver uma era lireral de mil anos, onde o Senhor Jesus vai reinar com um governo de paz e justiça. Mas, por que eles negam isso? É porque o reformador João Calvino acreditava nessa teoria amilenista. Em outras palavras, podemos dizer que preferem seguir as palavras de Calvino do que a Palavra de Deus. A Palavra de Deus é bem clara no que diz respeito ao que vai acontecer nos últimos tempos: arrebatamento da igreja, período de sete anos da Grande Tribulação sob o reinado do homem da iniquidade, os 144000 selados de Israel que irão pregar o evangelho do reino na Grande Tribulação, a perseguição contra os crentes que não aceitarão a marca da besta, a profanação do templo de Jerusalém, os remanescentes de Israel reconhecerão que Jesus é o verdadeiro messias que rejeitaram, a batalha do Armagedom onde as nações se voltarão contra Israel, a volta do Senhor Jesus junto com o exército de anjos mais a igreja arrebatada, a vitória de Jesus sobre o anti-cristo e seu exército, o julgamento das nações e a inauguração do milênio. 
  Creio que a bíblia seja bem clara quanto a essas questões, creio que seja bem literal. Mas, os amilenistas insistem que as passagens que falam sobre o milênio são figurativas e que simbolizam a eternidade nos céus. A eternidade nos céus será após o milênio.
  Muitas outras coisas importantes nas escrituras que muitos dos nossos irmãos reformados negam que sejam literais. Tudo isso para agradar a bolha calvinista.
  Quanto ao lado arminiano, também não tem sido muito diferente. Muitas das vezes negam determinadas doutrinas bíblicas importantes por acharem que aquela doutrina seja supostamente calvinista. Um bom exemplo para isso temos a doutrina da perseverança dos santos. Muitos dos nossos irmãos arminianos acham um absurdo quando ouvem falar que a salvação é segura em Cristo Jesus e que ela não se perde. Mas, na verdade, o próprio Jacó Armínio não negou tal doutrina.
  No meio metodista, tem-se dois grandes homens de Deus que foram precursores desse movimento no século XVIII. São eles: John Wesley e George Whitfield. John Wesley era arminiano, já George Whitfield era calvinista. O metodismo no Brasil seguiu o rumo de John Wesley, ou seja, doutrina arminiana. Mas, se alguém vai a um culto de uma Igreja Metodista hoje, perceberá que seu culto é completamente diferente tanto do legado que John Wesley deixou quanto de Whitfield. A Igreja Metodista hoje é bastante influenciada pelo movimento neo-pentecostal. Uma outra coisa anti-bíblica que a Igreja Metodista aceita hoje é a questão da pastora.
  Enfim, esses homens deixaram sim um grande legado, mas, como já disse, eram seres humanos sujeitos a falhas. Sendo assim, prefiro ser um bereano, um fundamentalista bíblico. Se Lutero, Calvino, Armínio, Wesley ou Whitfield disseram algo que não condiz com a santa e inerrante Palavra de Deus, eu tenho a liberdade de escolher o que a bíblia diz. Esses mesmos homens citados um dia gritaram: "Sola Scriptura"!!! Assim devemos nós também gritar: "Sola Scriptura"!!!

Ricardo dos Santos 


sábado, 27 de julho de 2024

O que é discipulado?

 Autor: Keith Phillips 


  Durante a Idade de Ouro da Grécia, o jovem Platão podia ser visto caminhando pelas ruas de Atenas em busca de seu mestre: o maltrapilho, descalço e brilhante Sócrates. Aqui, provavelmente, estava o início de um discipulado. Sócrates não escreveu livros. Seus alunos escutavam atentamente cada palavra que ele dizia e observavam tudo o que ele fazia, preparando-se para ensinar a outros. Aparentemente, o sistema funcionou. Mais tarde, Platão fundou a Academia, onde Filosofia e Ciência continuaram a ser ensinadas por 900 anos.
  Jesus usou relacionamento semelhante com os homens que ele treinou para difundir o Reino de Deus. Seus discípulos estiveram com ele dia e noite por três anos. Escutavam seus sermões e memorizavam seus ensinamentos. Viram-no viver a vida que ele ensinava. Então, após sua ascensão, confiaram as palavras de Cristo a outros e encorajaram-nos a adotar o seu estilo de vida e a obedecer ao seu ensino. Discípulo é o aluno que aprende as palavras, os atos e o estilo de vida de seu mestre com a finalidade de ensinar outros.
  O discipulado cristão é um relacionamento de mestre e aluno baseado no modelo de Cristo e seus discípulos, no qual o mestre reproduz tão bem no aluno a plenitude da vida que tem em Cristo que o aluno é capaz de treinar outros para que ensinem outros.
  Um estudo cuidadoso do ensino e da vida de Cristo revela que o discipulado possui dois componentes essenciais: a morte de si mesmo e a multiplicação. São essas as ideias básicas de todo o ministério de Jesus. Ele morreu para que pudesse reproduzir nova vida. E ele requer que cada um de seus discípulos siga o seu exemplo.

Texto extraído do livro de Keith Phillips "A formação de um discípulo". Keith Phillips é presidente da World Impact, organização dedicada a missões urbanas nas periferias dos EUA. 

quinta-feira, 11 de julho de 2024

O papel de Jesus na salvação: vida, morte e ressurreição

Autor: Rev. Miguel Núnes 



  Tanto a vida, como a morte e a ressurreição de Jesus contribuem para a salvação dos perdidos. Jesus veio para viver uma vida que nenhum de nós poderia viver; para morrer uma morte que nenhum ser humano poderia morrer e para ressuscitar dentre os mortos para vencer finalmente o pecado e a consequência do pecado, que é a morte. Portanto, a salvação do homem requer a) a vida, b) a morte e c) a ressurreição de Cristo.

A vida de Jesus

  Adão, como representante da raça humana, pecou e, por consequência, violou a lei de Deus. A partir desse momento, o homem adquiriu uma dívida moral com Deus e nenhum dos descendentes de Adão pôde cumprir a lei de Deus até que Cristo veio para cumprir as demandas da lei. Jesus, em Sua passagem pela terra, deixou claro que Ele não havia vindo para abolir a lei, mas para cumpri-la (Mt 5:17). Quando João Batista pensa que ele não deveria batizar Jesus, e sim o contrário, Jesus responde: "Deixa por agora, porque assim nos convém cumprir toda a justiça". Jesus foi apresentado ao templo no oitavo dia, em cumprimento à lei e, em cada ocasião, cumpriu totalmente a lei de Moisés. Dessa forma, acumulou os méritos necessários que puderam ser carregados ou imputados em nossa conta. Como Jesus cumpriu todos os preceitos da lei, ao fim de Seus dias, nem Pilatos nem o sinédrio encontraram faltas nele; tiveram que buscar falsos testemunhos para acusá-lo (Mt 26:20). Nem mesmo do ponto de vista político Pilatos encontrou faltas nele (Lc 23:4); tampouco Herodes foi capaz de encontrar. Ninguém cumpriu a lei: somente Jesus conseguiu fazê-lo. A lei de Deus, que Adão não conseguiu cumprir e que nenhum de seus descendentes tampouco conseguiu, Jesus a cumpriu do princípio ao fim.

 Sua vida, não apenas Sua morte e ressurreição, é importante para a salvação em nosso favor.

A morte de Jesus

  Jesus mesmo definiu a missão de Sua primeira vinda: Ele veio para "dar a sua vida em resgate de muitos" (Mc 10:45). Cada um dos descendentes de Adão nasceu condenado pelo pecado (Sl 51:5). Porém, o pecado não pode ser perdoado sem que alguém pague por ele, do contrário a justiça de Deus não teria sido satisfeita, e nosso Deus é um juiz justo. De forma que Deus Pai, ou condenava toda a humanidade ao inferno, ou enviava Seu Filho para cumprir a lei, e tendo cumprido a lei, foi morrer na cruz, no lugar do pecador, tal como o fez: "Levando ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados" (1Pe 2:24).

  O apóstolo Paulo o diz de uma forma ainda mais clara na epístola aos Romanos: "Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores. Logo muito mais agora, tendo sido justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira. Porque se nós, sendo inimigos fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, tendo sido já reconciliados, seremos salvos pela sua vida" (Rm 5: 8-10).

  Sem ter cumprido completamente a lei de Deus, Jesus jamais teria se qualificado para oferecer-se em sacrifício pelos pecados dos seres humanos. Ninguém fez nenhuma das duas coisas: nem cumprir a lei à perfeição, nem morrer pelos pecados da humanidade. Porém, no dia em que Jesus morreu, Ele mesmo soube que havia terminado a obra que Deus Pai lhe havia designado e, por isso, pôde dizer ao morrer: "Está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito" (Jo 19:30). Com uma única palavra Jesus disse que todo o trabalho de redenção havia sido concluído ali, na cruz. Não havia mais o que cumprir; nada mais o que fazer. Nenhuma obra feita pelo homem poderia ter melhorado a obra de redenção de Jesus, porque quando a terminou era perfeita, e na perfeição não aceita melhorias. É praticamente uma blasfêmia pensar que as obras do ser humano, manchadas pelo pecado, possam contribuir, um mínimo que seja, para sua salvação.

  Outras religiões baseiam suas crenças nos ensinamentos do seu fundador; o Cristianismo se distingue de todas as demais pela importância que atribui à morte de seu fundador. Sem a cruz de Cristo, não temos uma fé cristã, mas simplesmente um sistema de valores morais.

A morte de Cristo foi vicária ou substitutiva

  Vicária significa substituição. Em outras palavras, eu deveria ter sido cravado na cruz, mas Jesus tomou meu lugar, como nos lembra Paulo em 2 Coríntios 5:21, onde diz que aquele que não conheceu pecado foi feito pecado por nós.  A mesma ênfase é dada no Antigo Testamento, como vemos em Isaías 53:5-6.

Sua morte não somente foi vicária, mas foi também propiciatório

  Propiciação é um termo que vem do mundo secular. Implicava em oferecer uma oferenda a um deus pagão para acalmar sua ira. Então, a morte de Cristo foi propiciatória no sentido de que, certamente, Deus estava irado com o pecado do homem (Sl 7:11) e Cristo veio para aplacar a ira de Deus; nesse sentido, foi propiciatória (Rm 3:25; Hb 2:17; 1Jo 2:2; 1Jo 4:10).

A ressurreição de Cristo

  Muitos já disseram que a ressurreição do Filho ao terceiro dia foi o amém do Pai ao sacrifício perfeito de Seu Filho. Certamente é isso que representa. Se esse sacrifício não tivesse cumprido as demandas da lei, Deus Pai jamais o teria aceito como bom e válido. A morte de Cristo em nosso favor foi vital, mas não o suficiente para nossa salvação, como bem explica o apóstolo Paulo aos Coríntios: "Ora, se se prega que Cristo ressuscitou dentre os mortos, como dizem alguns dentre vós que não há ressurreição de mortos? E, se não há ressurreição de mortos, também Cristo não ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou , logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé. E assim somos também considerados como falsas testemunhas de Deus, pois testificamos de Deus, que ressuscitou a Cristo, ao qual, porém, não ressuscitou, se, na verdade, os mortos não ressuscitam. Porque, se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados. E também os que dormiram em Cristo estão perdidos. Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens" (1Co 15:12-19).

  Essa única passagem nos mostra a importância da ressurreição de Cristo para a salvação do ser humano. Sem sua ressurreição, nós ainda estaríamos submersos em delitos e pecados porque a ressurreição de Cristo proclama Sua vitória sobre o pecado e a morte. Assim como ele morreu em nosso lugar, Sua ressurreição promete e assegura nossa vitória sobre o pecado e sobre a morte.

  A igreja primitiva nasceu e cresceu com a pregação da morte e da ressurreição de Jesus

 A igreja cristã hoje espera Jesus pela segunda vez justamente porque ressuscitou e prometeu voltar para os seus. Muitos tentaram negar a ressurreição de Jesus porque um homem morto, como Maomé, Buda, Joseph Smith e todos os demais mestres religiosos do passado, não pode fazer promessas de sua tumba; Cristo as fez antes e depois de Sua morte. Sua ressurreição deu veracidade às promessas anteriores, assim como àquelas que fez sair depois de sair do sepulcro.

Texto retirado do livro "Ensinamentos que transformaram o mundo", cujo autor é o doutor Miguel Núnes, pastor titular da Igreja Batista Internacional em Santo Domingo, República Dominicana


quarta-feira, 3 de julho de 2024

Uma das maiores mentiras de Satanás.

Autor: Ricardo dos Santos 


  Uma das maiores mentiras planejadas por Satanás é dizer que o universo tem bilhões de anos, que a terra surgiu de uma grande explosão e que tudo o que foi formado veio da obra do acaso. Muitos têm sido aprisionados com teorias destruidoras como essas. Talvez você esteja pensando: "Quanta bobagem desses criacionistas literais da bíblia! Qual seria o problema de acreditar na evolução e nos bilhões de anos que a ciência sugere? Por que Satanás iria se preocupar em criar tais teorias?"

  Diante dessas indagações que talvez você esteja pensando, a resposta é muito simples. Com toda essa teoria maligna e destruidora, Satanás quer tirar da mente humana toda a história da Criação, do Gênesis, do Jardim do Éden, da origem do pecado, da salvação em Cristo Jesus e do fim dos tempos em que o Senhor Jesus retornará para restaurar todas as coisas. O diabo quer tirar isso do coração do homem. Ele não quer que você conheça a verdade, pois a verdade é Jesus Cristo, conforme escrito em João 14:6.

Ricardo dos Santos 

segunda-feira, 1 de julho de 2024

O show da Madonna no Rio de Janeiro, a tragédia do Rio Grande do Sul e o dilúvio de Gênesis

 Autor: Ricardo dos Santos 




  Sabemos muito bem, pela Palavra de Deus, que o mundo não terminará em águas como houve no dilúvio nos tempos de Noé, quando Deus decidiu exterminar a terra, salvando tão somente a família de Noé e alguns animais numa arca. A arca foi o símbolo da salvação da mesma forma que Cristo é a salvação para nós hoje. Ou seja, a arca de Noé foi um tipo de Cristo durante a grande tribulação daqueles dias. No entanto, apesar de o mundo não acabar em águas, isso não impede de haver catástrofes como essa que está acontecendo no Rio Grande do Sul e também em diversos outros lugares. Em Lucas 21:25-26 está escrito: "E haverá sinais no sol e na lua e nas estrelas; e na terra angústia das nações, em perplexidade bramando o mar e as ondas. Homens desmaiando de terror, na expectação das coisas que sobrevirão ao mundo; porquanto os poderes do céu serão abalados".
  No caso do que está acontecendo no Rio Grande do Sul, é algo assustador e, conforme relatos de muitos que têm presenciado de perto a tragédia, é algo extremamente espiritual. Muitos têm sentido um clima espiritual diferente no Rio Grande do Sul. O que de fato nos chama atenção são os eventos acontecendo na mesma época, nos mesmos dias, apesar de lugares diferentes. Trata-se do show da Madonna ocorrido na cidade do Rio de Janeiro no dia 4 de maio de 2024. As enchentes no Rio Grande do Sul começaram no dia 27 de abril, sendo que no dia primeiro de maio o cenário piorou dramaticamente. E assim a tragédia foi ocorrendo até o dia cinco de maio. Só a partir do dia 6 de maio é que a chuva começou a dar uma trégua, depois de haver destruído tudo e de mobilizar a nação e até mesmo outros países para ajudarem o povo gaúcho. 
  Segundo o próprio G1, o show da Madonna ocorrido no dia 4 de maio foi o maior de sua carreira. Pois é! Enquanto a Madonna estava tendo o maior show de sua carreira, o Rio Grande do Sul estava tendo a maior tragédia de sua história.
  Ao analisarmos esse show da Madonna juntamente com essa geração depravada que temos vivenciado esses últimos dias, podemos perceber que não estamos muito distantes do que estava acontecendo na geração em que aconteceu o dilúvio universal. Gênesis capítulo 6 faz um relato sobre a corrupção geral do gênero humano. Não vamos entrar em detalhes no que diz respeito à identidade dos filhos de Deus citado no texto, os quais tudo indica, de acordo com uma boa exegese, de que se trata de anjos caídos que tiveram relações com as filhas dos homens e como resultado foram surgindo seres completamente fora do padrão daquilo que Deus havia criado. Mas, vamos nos atentar com relação ao aumento da maldade. Vejamos o que diz no versículo 5: "E viu o SENHOR que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra e que toda imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente". Vejamos também do versículo 11 ao 13: "A terra, porém, estava corrompida diante da face de Deus; e encheu-se a terra de violência. E viu Deus a terra, e eis que estava corrompida; porque toda a carne havia corrompido o seu caminho sobre a terra. Então disse Deus a Noé: O fim de toda a carne é vindo perante a minha face; porque a terra está cheia de violência; e eis que os desfarei com a terra".
  Podemos perceber claramente que com o aumento da maldade, da corrupção e da violência sobre a terra, Deus então decidiu dar um fim através do dilúvio.
  Voltamos, então, ao assunto do depravado show da Madonna no Rio de Janeiro. Não é novidade para ninguém que os shows da Madonna são repletos de mistérios satânicos, culto aos demônios, apologia ao sexo explícito e ao homossexualismo, além de muita zombaria para com os símbolos cristãos. Enfim, uma depravação total. Sendo assim, não foi diferente o evento que ocorreu no dia 4 de maio. Tudo isso nos faz refletir sobre a total decadência com que se encontra a nossa sociedade hoje. E a má notícia é que isso não vai parar por aí. Aliás, é daí pra pior, pois o mundo está cada vez mais abrindo as portas para a chegada do homem da iniquidade, o anti-cristo, aquele que dominará o mundo durante o período de sete anos da Grande Tribulação. O mundo então tem preparado o caminho para esse ser cruel e maligno, por isso muitas leis precisam ser mudadas e qualquer ideia cristã e fundamentalista precisa ser eliminada. Assim o quadro estará perfeito para que o anti-cristo tome posse. Tudo isso será permitido pelo próprio Deus para que as profecias venham se cumprir e logo logo o anti-cristo juntamente com todos os seus seguidores serão derrotados na guerra final, onde Cristo virá pela segunda vez juntamente com os santos anjos mais a igreja arrebatada.
  Qual a conclusão disso tudo? A conclusão que podemos tirar é que o tempo do arrebatamento da igreja está mais próximo do que nunca. É tempo de nos prepararmos pois o nosso noivo Jesus está voltando para buscar a sua noiva, ou seja, a igreja fiel.

Ricardo dos Santos