Santidade

Devemos ser santos na terra, se quisermos ser santos no céu. Foi Deus que disse e Ele não voltará atrás: “A santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hebreus 12:14). Observou William Jenkyn: “O calendário do papa só declara santos às pessoas mortas, mas as Escrituras requerem a santidade da parte dos vivos”. John Owen afirmou: “Não se deixe iludir. O Senhor Jesus Cristo só conduz ao céu àqueles a quem Ele santifica na terra. O Cabeça vivo não admite membros mortos”. J.C. Ryle

quarta-feira, 28 de agosto de 2024

Toda a bíblia é a Palavra de Deus: Assim devemos crer

 Autor: Ricardo dos Santos 


  É lamentável vermos certas opiniões contraditórias de alguns irmãos na fé. Alguns dizem que creem na bíblia como a inerrante Palavra de Deus, creem no nascimento virginal milagroso de Nosso Senhor Jesus Cristo, creem na inerrância das profecias e outras coisas que também são realmente bíblicas, mas quando alguém entra no assunto da literalidade dos dias da criação do Gênesis, eles negam e preferem acreditar no engodo de que os primeiros capítulos do Gênesis são simbólicos. Já outros irmãos creem de forma contrária: eles creem e defendem a historicidade e a literalidade do Gênesis, creem em todas as outras doutrinas fundamentais do cristianismo, porém, no que diz respeito a doutrinas escatológicas, negam o arrebatamento pré-tribulacionista e a literalidade do milênio (mil anos de governo do Senhor Jesus aqui na terra, onde haverá paz e justiça). Esses se declaram amilenistas.
  Até quando esses irmãos vão continuar negando doutrinas essenciais das escrituras? Até quando esses irmãos vão continuar acreditando em meras doutrinas e tradições humanas? Até quando vão ficar trocando a verdadeira interpretação literal pelas interpretações tendenciosos? 
  Devemos crer em toda a escritura do Gênesis ao Apocalipse. A bíblia é a Palavra que Deus revelou a nós. Ela é a nossa bússola, a nossa guia, pois Jesus é a própria Palavra de Deus que se fez carne e tabernaculou entre nós.
  Moral da história: se você nega ou desacredita em qualquer passagem bíblica, é o próprio Jesus que você está negando.

Ricardo dos Santos 


Breve biografia de Aníbal Pereira dos Reis: O ex-padre que se converteu

 Texto retirado do blog Memória dos Batistas 


  Aníbal Pereira dos Reis foi um ex-padre católico, com formação teológica na PUC-SP, vindo se tornar um teólogo e pastor batista na década de 60. Reconhecido por sua forte personalidade, ele aderiu a teologia não-sacramentalista dos batistas, se tornando um das principais vozes batistas no assunto.

  A grande maioria de suas obras e escritos teológicos eram críticas a teologia e aos dogmas católicos. Escreveu aproximadamente 40 livros, nos quais criticava principalmente o ecumenismo e o catolicismo. entre eles: "Anchieta Santo ou Carrasco"; "O Ecumenismo e os Batistas"; "O Santo que Anchieta Matou"; "Um Padre Liberto da Escravidão do Papa"; entre outros.

  Nasceu em São Joaquim da Barra (SP) no dia 9 de março de 1924. Entre os batistas conservadores sempre foi tido como referência por sua defesa aos pontos bíblicos defendidos pela denominação, mas sempre foi perseguido e chamado de herege e apóstota por teólogos católicos, além de ser chamado de radical para evangélicos mais ecumênicos.

  Em 1961, já morando em Orlândia, começou a questionar as doutrinas católicas e afastou-se do catolicismo romano. Fugiu da cidade de baixo de extremas represálias e em 30 de maio de 1965 fez sua profissão de fé em uma Igreja Batista onde foi batizado. Na década de 1970, foi ordenado pastor batista e saiu como pregador itinerante.

  Ele faleceu em 30 de maio de 1991.

  Há um artigo completo publicado no blog do Memória dos Batistas com relatos autobiográficos e notas biográficas sobre ele. Também há um link para leitura do livreto: "A Ceia do Senhor, livre ou restrita?"

Link: https://www.igrejabatista.net/blog/100-anos-de-anibal-pereira-dos-reis-o-padre-catolico-que-virou-pastor-batista






sábado, 24 de agosto de 2024

Bíblia na Linguagem de Hoje: obra prima do inferno

 

Autor: Dr. Jonas Elias de Oliveira 
Texto extraído do site solascriptura-tt.org

 Amados irmãos e estimados leitores de "O Presbiteriano Bíblico". Haverá entre nós alguém que ouse duvidar que estamos vivendo os "tempos difíceis" de que nos advertiu o apóstolo Paulo em 2Timoteo 3:1? O doutor dos gentios, inspirado pelo Espírito Santo, previu que muitos dos líderes dos nossos dias apostatariam de sua fé: "Porque haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas" (2Tm.4:3-4).

 Essa apostasia da fé pode ser constatada na miscelânea das teologias contemporâneas, como a denominada "Teologia da Libertação", que prega a transformação da sociedade através da luta armada, revoluções sangrentas, lutas de classes, tudo no melhor estilo nicaraguense; na alta crítica que graça nos seminários de orientação modernista, por meio de literaturas tendenciosas que minam a fé dos estudantes, combatem a inspiração verbal das Escrituras, atacam a autenticidade e veracidade de fatos bíblicos, tomando-os por mitos; nos movimentos de caráter ecumênico, ligados ao Concílio Mundial de Igrejas, etc., etc.

  Mas, irmãos queridos, o que nos move escrever neste momento é algo muito mais grave do que foi dito supra. Trata-se da apostasia de uma entidade cujo ânimo inicial, há 40 anos atrás, não era outro senão "dar a Bíblia à Pátria". Estamos falando da Sociedade Bíblica do Brasil que, a despeito de reiterados protestos de ministros fiéis a Cristo, fez imprimir uma Bíblia totalmente adulterada, perversa, de inspiração satânica, e a tem divulgada como verdadeira Palavra de Deus, iludindo, assim, milhares de irmãos nossos. E, para nosso maior espanto, não são poucos os pastores que têm sido arrastados pelo "canto da sereia". Alguns por falta de esclarecimento maior, outros por má-fé e falta de fidelidade a Deus.

 Durante séculos satanás tentou destruir a Bíblia. Centenas de fogueiras não foram suficientes para exterminá-la. Nesses últimos tempos, porém, satanás conseguiu entrar na Bíblia e procura destruí-la de dentro para fora, utilizando, ironicamente, aqueles que teriam a incumbência de defendê-la e divulgá-la.

  A coisa é bem mais séria do que se pensa! E não se acenem contra este pastor incorrigivelmente inconformado, a "satisfação" da polêmica pela polêmica, porque de nossa tomada de consciência e posição dependerá o futuro das Escrituras fiéis para os nossos filhos e gerações que nos sucederão.

 É óbvio que estamos falando da "BÍBLIA NA LINGUAGEM DE HOJE", também conhecida como "GOOD NEWS FOR MODERN MAN", "THE SWINGER'S BIBLE", "THE HIPPIES' BIBLE" etc. A impressão dessa versão é o maior escândalo que já se verificou no meio do protestantismo brasileiro. A BLH representa o mais sério desvio da fé que se tem notícia entre os evangélicos. Expressa a perversão da Palavra de Deus, porque anula a doutrina da divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo, nega o evento miraculoso do Seu nascimento de uma virgem, enxerta interpretações duvidosas, suprime vocábulos teológicos como "redenção", "reconciliação", "arrependimento", destrói a obra profética do Velho Testamento etc., etc. Um crente sincero que ama ao Senhor Jesus Cristo não pode permanecer calado diante da apostasia dos "gênios" da SBB.

A BLH E A PERVERSÃO DE TEXTOS BÍBLICOS

  Um crente fiel ao seu Senhor, ao ler as Escrituras, deve ter a absoluta certeza de que está lendo a Palavra de Deus. Deve estar absolutamente certo de que a "profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo" (2Pd.1:20). É por esse motivo que as Escrituras devem ser traduzidas o mais literalmente possível. Não foi isso o que ocorreu com a BLH. Não se trata de uma tradução, mas sim de uma malfadada tentativa de interpretação do texto sacro. Não deve ser lida ou ensinada em nossas Igrejas como a Palavra de Deus. Os textos distorcidos, os cortes intencionais, seus acréscimos, etc., tudo isso faz da BLH uma versão inspirada pelo inferno. Vejamos alguns exemplos:

  Em Atos 8:20, lemos: "O teu dinheiro seja contigo para a perdição". Matos Soares trouxe: "pereça contigo o teu dinheiro". A BLH-73 traduziu o texto como: "VÁ PARA O INFERNO COM O TEU DINHEIRO". A edição 88 fez "progressos": "QUE DEUS MANDE VOCÊ E O SEU DINHEIRO PARA O INFERNO". Ali, o apóstolo Pedro manda o recém-batizado para o inferno. Aqui inclui o apóstolo a Pessoa de Deus no seu xingamento. Observem, queridos irmãos, que neste texto inexiste a palavra "inferno". O termo "apoliom" (= destruição) foi violentado pelos "gênios" da SBB.

 Em Gálatas 3:1, João Ferreira de Almeida traduziu: "Ó Insensatos gálatas! Quem vos fascinou...". A BLH-73, por seu turno, trouxe: "Ó GÁLATAS BOBOS! QUEM FOI QUE ENFEITIÇOU VOCÊS" A edição 88 procurou atenuar: "Ó GÁLATAS TOLOS..." Isso é um absurdo! Será que Paulo acreditava em feitiços? É bem possível que os "gênios" da SBB, nas próximas edições, traduzam as palavras "avontos" e "báskavos" por "idiotas" e "macumbados". E não estamos longe disso! Em Mateus 2:1, a BLH traduziu "magos" por "HOMENS QUE ESTUDAVAM AS ESTRELAS". Seriam eles "astrólogos", "feiticeiros", "bruxos"? Isto não é tradução. É pura interpretação. Além do mais, no mesmo capítulo, versos 7 e 12 a palavra "magos" é traduzida pelos "gênios" como "VISITANTES DO ORIENTE". Que raios de critério adotaram os "sábios" da SBB?

  Os erros grotescos da BLH representam a regra. Os acertos, a exceção. Os exemplos se multiplicam: "Em Lucas 2:5, lemos: "A fim de alistar-se com Maria, sua mulher, que estava grávida". A BLH traduziu: "FOI REGISTRAR-SE COM MARIA, COM QUEM TINHA CASAMENTO MARCADO. ELA ESTAVA GRÁVIDA". A edição de 73 tornou-se alvo de chacotas: "FOI-SE (com cacófato e tudo mais) REGISTRAR COM MARIA, SUA NOIVA. ELA ESTAVA GRÁVIDA". Mais: "ELE NÃO QUERIA DIFAMAR MARIA PUBLICAMENTE" (BLH-73). Note-se: "...difamar publicamente". Talvez José quisesse fazê-lo secretamente..

  Em Gálatas 1:8, lemos: "Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie um outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema". A BLH-73, traduziu: "MAS SE QUALQUER UM - AINDA QUE SEJA NÓS OU UM ANJO DO CÉU - ANUNCIAR A VOCÊS OUTRAS BOAS NOTÍCIAS, DIFERENTES DAQUELAS QUE TEMOS ANUNCIADO, QUE SEJA AMALDIÇOADO". Naquela ocasião, perguntávamos: "que há de errado com a palavra evangelho? "Não é a palavra "evangelho" conhecida de todos os de língua portuguesa? Mas, os "gênios" substituíram-na por "boas notícias". Note-se o ridículo desta tradução: qualquer cristão que aceitar outras boas notícias, depois das primeiras boas notícias anunciadas pelo apóstolo, será alvo da maldição divina! Que espécie de "boas notícias" são essas que levam à maldição? Os "gênios", além de tudo, não fizeram cerimônia em furar o outro olho de Camões: "AINDA QUE SEJA NÓS..." A edição 88 recuou para "outro Evangelho".

  Em Atos 17:30, Paulo está afirmando que, convertendo-se alguém ao evangelho, Deus esquece completamente os seus pecados anteriormente cometidos. Cristo levou sobre si os pecados anteriormente cometidos, isto é, cometidos antes da conversão: "Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam". A BLH, todavia, traduziu: "NO PASSADO, DEUS NÃO SE IMPORTOU COM ESSA IGNORÂNCIA. MAS AGORA ELE MANDA QUE TODOS OS HOMENS, EM TODOS OS LUGARES, ABANDONEM OS SEUS PECADOS". Ora, isso não é verdade. Desde quando Deus não se importou com o pecado do homem no passado? Em que dispensação isso teria ocorrido? Em 2 Coríntios 5:19 Paulo afirma: "isto é, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados, e pôs em nós a palavra da reconciliação". A BLH, contudo, traduziu o texto: "A NOSSA MENSAGEM É ESTA: DEUS NÃO LEVA EM CONTA OS PECADOS DOS SERES HUMANOS E POR MEIO DE CRISTO, ELE ESTA FAZENDO QUE ELES SEJAM SEUS AMIGOS". Ora, que é isso! "Deus não leva em conta os pecados dos seres humanos"? Esta tradução representa a negação dos trabalhos dos profetas, da obra de Cristo, da pregação dos discípulos - representa - enfim, a negação de toda a Escritura. Como podemos ensinar que a BLH é a Palavra de Deus?

  Os exemplos são tão abundantes que temos dificuldades em relacioná-los. Em I João 5:1 temos : "Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo, é nascido de Deus; e todo aquele que ama ao que o gerou também ama ao que dele é nascido". Veja-se o absurdo da tradução da BLH: "TODO AQUELE QUE CRÊ QUE JESUS É O CRISTO É FILHO DE DEUS. E QUEM AMA UM PAI AMA TAMBÉM OS FILHOS DESSE PAI". Ora, o contexto demonstra que quem ama o Pai (= Deus), ama também o Filho (=Jesus). Isto está teologicamente correto porque "Eu e o Pai somos um", disse Jesus. Ninguém pode amar sinceramente a Deus e aborrecer Jesus Cristo. Mas a BLH perverteu o sentido do texto: "QUEM AMA UM PAI AMA TAMBÉM OS FILHOS DESSE PAI". O texto faz referência ao Filho Unigênito de Deus (= Cristo), e não à humanidade. Podemos amar alguém e não nutrir por seus filhos o mesmo sentimento.


A BLH E A SUPRESSÃO DA PALAVRA SANGUE

  Todos conhecemos o significado real do sangue nas Escrituras. De Gênesis ao Apocalipse uma linha de sangue foi traçada para a libertação do homem do jugo do pecado. O sangue dos animais sacrificados na velha dispensação prefiguravam o do Cordeiro de Deus que "tira o pecado do mundo". É pelo sangue de Cristo que o pecador tem acesso a Deus: "...E SEM DERRAMAMENTO DE SANGUE NÃO HÁ REMISSÃO" (Hb.9:22). Pedro adianta: fala que fomos comprados "COM O PRECIOSO SANGUE DE CRISTO COMO DE UM CORDEIRO IMACULADO E INCONTAMINADO" (1Pd.1:19) A BLH, contudo, suprimiu a palavra "sangue", substituindo-a pela expressão "Morte de Cristo". Isso não é a mesma coisa. O sangue de Jesus tem valor vicárioexpiatóriosacrificial. Além do mais, isto não é tradução, é interpretaçãoNão há argumento que venha justificar essa heresia! Trata-se de tendência diabólica que tem como escopo a negação da obra redentora de Cristo. A BLH adulterou os seguintes textos: Mt.27:25; Jo.1:13; Ef.1:7; 2:13; Cl.1:20; Rm.3:25; 5:9; Hb.13:20; I Pd.1:19; e, em Ap.1:5, onde temos: "E em seu sangue NOS LAVOU DOS NOSSOS PECADOS", trouxe a BLH: "E PELA SUA MORTE NOS LIVROU DOS NOSSOS PECADOS". Mas, a BLH manteve a palavra "sangue" em João 6:54 e textos correlatos. Por quê? A resposta pode ser encontrada no seu compromisso com o ecumenismo. Aqui a SBB pretendeu carrear os papadores de hóstias para o seu aprisco comercial! Aliás, a tendência de agradar os romanistas pode ser captada em Mt.16:18! a BLH-73 traduziu desta forma: "PORTANTO EU AFIRMO: PEDRO, VOCÊ É UMA PEDRA, E SOBRE ESTA PEDRA FUNDAMENTAL CONSTRUIREI A MINHA IGREJA". Esta tradução faz de Pedro o 1° papa! Que escândalo! Que vergonha! A versão 88, contudo, recuou. O Velho Testamento não ficou despercebido dos "gênios". A palavra sangue foi suprimida nas seguintes passagens: Sl.3:9; Jó 16:18; Is.1:15; 59:7, apenas para dar um exemplo. Agora, notem, queridos irmãos, a esquisitice desta tradução: em Sl.51:14, o salmista revela seu arrependimento por ter pecado contra Deus. Esse fato deu-se por ocasião da visita do profeta Natã que acusou o rei Davi de ter ordenado a morte de Urias, logo após ter tomado a sua mulher para si: "LIVRA-ME DOS CRIMES DE SANGUE, Ó DEUS". A BLH traduziu: "Ó DEUS, MEU SALVADOR, LIVRA-ME DA MORTE". Que espécie de tradução é essa? Por aí se vê quão longe está a BLH de ser chamada a Palavra de Deus.


A BLH E A NEGAÇÃO DA DIVINDADE DE CRISTO

  A tendência de se humanizar a Pessoa de Jesus em detrimento de Sua divindade está patente em cada página da BLH. Eis alguns exemplos: em Lc.2:33, temos: "E José, e sua mãe se maravilharam das coisas que dele se diziam". A BLH traduziu: "O PAI E A MÃE DO MENINO FICARAM ADMIRADOS..." Ora, se o texto diz "JOSÉ E A MÃE DO MENINO" por que traduzir por "PAI"? Não veio Cristo da semente da mulher? Ou era José realmente seu pai? Nasceu Ele realmente de uma virgem, ou de uma "JOVEM GRÁVIDA" como traduziu a BLH?

A BLH E A INCREDULIDADE DE SEU TRADUTOR

  Ao contrário do que muita gente pensa e do que pretende insinuar a SBB, a BLH é fruto de um único homem: Rev. Roberto Bratcher, ministro batista. Em 1953, mais precisamente em julho, ele declarou no "Jornal Batista", p.69: "JESUS CRISTO NÃO PODERIA SER ONISCIENTE. ISTO É UM ATRIBUTO DE DEUS... JESUS NÃO DISSE QUE ELE E O PAI SÃO UM PORQUE ISSO SERIA UM ABSURDO". Eis, queridos irmãos e leitores deste jornal, a prova dos sinais dos tempos! Bratcher não crê na divindade de Cristo, não crê na inspiração verbal das Escrituras, e, conseqüentemente, não crê na sua inerrância. Todavia, o "big boss" da SBB tem a ousadia de afirmar que sua tradução "É ABSOLUTAMENTE FIEL AOS LIVROS DO NOVO TESTAMENTO GREGO". E mais: afirma que quem critica é ignorante. É inconcebível que a SBB entregue à responsabilidade de um só homem, e com tal incredulidade, a responsabilidade de traduzir o texto sagrado. Alguém poderia perguntar: E a equipe dos tradutores da SBB? Este ignorantão não tem qualquer dúvida de que os demais membros da "equipe" não vão além de figurinhas decorativas de presépios, cuja finalidade se esgota em balançar as cabecinhas para cima e para baixo, aprovando tudo o que diz o mestre Bratcher...

A BLH E A DESTRUIÇÃO DA OBRA PROFÉTICA

  Causa tristeza a leviandade com que os "sábios e entendidos" da SBB tratam a Palavra de Deus. Todos reconhecemos que a obra profética do Velho Testamento representa o alicerce do Novo Testamento. Sem as profecias e sem o seu conseqüente cumprimento na Pessoa bendita do Salvador, as Escrituras não teriam sentido. O "assim diz o Senhor" dos antigos vates transformou-se no "como fora dito pelos profetas". A BLH, contudo, com sua tradução adulterada, irreverente e pecaminosa, tende a destruir a obra profética do Velho Testamento. Eis alguns exemplos: Em Isaías 7:14, temos: "PORTANTO O MESMO SENHOR VOS DARÁ UM SINAL: EIS QUE UMA VIRGEM CONCEBERÁ, E DARÁ À LUZ UM FILHO, E SERÁ O SEU NOME EMANUEL". Que "sinal" seria esse de que nos fala o profeta? O profeta fala do milagre, do sobrenatural: uma virgem concebendo. Esta profecia vem ratificada em Mateus 1:22-23: "Tudo isso aconteceu para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor, pelo profeta que diz: eis que A VIRGEM CONCEBERÁ E DARÁ À LUZ UM FILHO, e chamá-lo-ão pelo nome de Emanuel, que traduzido é: DEUS CONOSCO". A BLH, contudo, traduziu o texto desta forma: "POIS O MESMO SENHOR LHES DARÁ UM SINAL: A JOVEM QUE ESTÁ GRÁVIDA DARÁ LUZ A UM FILHO E PORÁ NELE O NOME DE EMANUEL". Ora, aí está a prova da incredulidade dos tradutores da BLH! Que "sinal", que "milagre" há em uma "JOVEM GRÁVIDA"? Isso anula a obra profética. Onde encontrou o Dr. Bratcher inspiração para traduzir "virgem" por "jovem"? Onde, senão no príncipe das trevas? Onde a propalada "absoluta fidelidade nos livros..."? Falaremos mais sobre isto, posteriormente

  Eis mais alguns exemplos: Em Gn.49:10, a palavra "SILÓ", que profeticamente significa Cristo, foi omitida na BLH. No Sl.2:12, a expressão "Beijai o filho para que não se ire" foi ignorada. Em Is.14:12, a profecia que fala da queda de Satanás foi transmutada para um reino humano: "REI DA BABILÔNIA, BRILHANTE ESTRELA DA MANHÃ, VOCÊ CAIU DO CÉU! VOCÊ QUE DOMINAVA AS NAÇÕES, FOI DERRUBADO NO CHÃO". Estes são apenas pequeníssimas amostras da obra destruidora da BLH.

BLH: SOB MEDIDA PARA AGRADAR "GREGOS E TROIANOS"

  É uma Bíblia "eclética". Ao que parece veio para satisfazer todos os credos e gostos. 1) O romanismo foi homenageado com a consagração de Pedro ao papalismo. E tanto agradou que a edição de 73 veio com o "imprimatur" de Dom Mário Teixeira Gurgel, responsável pelo Setor de Diálogo Religioso da CNBB: "APROVAMOS O USO DA MESMA POR TODOS OS CATÓLICOS DE LÍNGUA PORTUGUESA". 2) Os RUSSELITAS ( = testemunhas do diabo) regozijaram-se com a criação do Cristo num determinado tempo. 3) Os pentecostais, (= que hoje representam rico filão comercial) exultaram com a "capacidade de falar em línguas estranhas"; tudo na BLH representa uma grande festa. Noite de gala! Satanás é o próprio anfitrião!

A BLH E AS SUPRESSÕES DE TERMOS FUNDAMENTAIS

  A revista "A BÍBLIA NO BRASIL" (=Janeiro /Março 89) deu especial destaque à "Bíblia na Linguagem de Hoje", trazendo a palavra dos tradutores. Ali encontramos alguns depoimentos: "É a primeira vez que estou lendo a Bíblia e entendendo"; uma desconhecida afirmou: "é dessa Bíblia que ela precisa e pediu que lhe consigamos uma"; "...do púlpito da sua igreja, o meu primeiro pastor... recomendou a Bíblia na Linguagem de Hoje e afirmou que a considera uma das melhores traduções da Bíblia para o português". Os tradutores todos advogam uma nova "técnica" denominada "equivalência dinâmica" que, sob sua ótica, pode traduzir com fidelidade o sentido e não mais as palavras. Um deles afirmou: "Esta tradução não é uma paráfrase ou explicação, pois transmite o sentido exato do original e nada mais". Um ou outro arremata: "É ver (ler) para crer". Vamos conferir:

A primeira edição da BLH traduziu Mt.16:18: "Portanto eu afirmo: Pedro, você é uma pedra, e sobre esta pedra fundamental construirei a minha Igreja". Onde está, senhores tradutores, a propalada fidelidade ao original? Se tal tradução era correta e fiel, por que a modificação radical na versão atual? Milhares de exemplos como este poderiam ser retratados aqui. Um outro tradutor acrescenta: "Uma ajuda imprescindível foi dada pelos nossos revisores gramaticais. Graças a eles podemos ter a certeza de que a linguagem usada na tradução é correta". Vamos ver para crer: "Ainda que seja nós ou um anjo do céu..." (Gl.1:8 – 1ª Ed.). E o cochilo ficou por conta de quem? Dos revisores gramaticais? Centenas de exemplos nesta direção poderiam ser citados num trabalho mais amplo.

  Os gênios continuam advogando em causa própria: "fidelidade ao texto original não significa traduzir palavra por palavra, mas traduzir o sentido da mensagem SEM ACRESCENTAR NEM TIRAR NADA". Mais uma vez vamos conferir: João Ferreira de Almeida traduziu Atos 13:33 como: "Como está escrito no Salmo segundo: Meu Filho és Tu, hoje Te gerei". Comparemos agora com a tradução dos gênios: "Agora Deus fez para nós o que havia prometido aos nossos antepassados: ele ressuscitou Jesus. É assim que está escrito no salmo dois: "Tu és meu filho, hoje eu me tornei teu Pai". Isso porque nada foi acrescentado!!!

  Ora, a tradução, para ser fiel, deve ser a mais literal possível. Reconhecemos que não são poucas as dificuldades lingüísticas na tradução do texto sagrado, mas o que foi feito pela SBB é algo imperdoável.O texto foi mutiladoacrescidoparafraseadointerpretadomais parecendo uma colcha de retalhos que a Bíblia Sagrada. Alguns termos de incalculável valor teológico foram suprimidos sem qualquer justificativa convincente. Palavras como "redenção","reconciliação","propiciação"simplesmente desapareceram na BLH. Eis uma amostra:

A palavra "redenção" simplesmente desapareceu. "Reconciliação" que aparece cerca de 11 vezes no Texto Sacro foi transmudada em "fazer as pazes" ou "tornar-se amigos". A palavra "propiciação" que aparece em textos como Rm.3:25; 1Jo.2:2; 4:10 foi eliminada. A expressão de todos conhecida: "Santos" foi trocada por "povo de Deus", ou "COMPANHEIROS CRISTÃOS". Seriam eles filiados ao PT? É bem possível que logo tenhamos "camaradas cristãos"! "Povo santo" virou "raça escolhida", "ósculo santo" passou a ser "beijo de irmão", "prostituição" foi substituída por "imoralidade", "pecadores" por "gente de má fama" (como se os de boa fama não fossem pecadores!), "Novo Testamento" em "novo acordo", "Evangelho" em "boas notícias", "serpente" virou "cobra", "cheio de fé" em "pessoa muito abençoada por Deus", "mar" virou ´lago", os "publicanos" em "cobradores de impostos", etc., etc. Nada escapou ao crivo dos intelectuais da SBB. Nada escapou da pancadaria.

A BLH: UMA TRADUÇÃO SOB A MALDIÇÃO DE DEUS

  Muito ainda se poderia comentar sobre a BLH. O que se viu aqui é apenas pequena amostra do desvio teológico dos sábios e entendidos da SBB. Logo teremos a BLH com todos os livros apócrifos, conforme algumas versões latinas. Por tais razões apelamos para uma tomada de consciência de todo o crente que procura ser fiel a Deus. É hora de protestarmos. Não é momento de nos curvarmos diante de tão grande infidelidade ao nosso Senhor. Não foi sem razão que alguns líderes fundamentalistas resolveram fundar a SOCIEDADE BÍBLICA TRINITARIANA DO BRASIL, para dar à Pátria uma Bíblia isenta de desvios teológicos, absolutamente fiel aos originais e mais que isso: traduzida por servos de Deus que não descreem da sua inerrância, da sua infalibilidade e de sua inspiração verbal e plenária.

  Querido irmão, se você realmente ama a Deus, se você é sincero a Ele, nunca utilize a BLH em sua igreja. Esta tradução não pode ser chamada de A Palavra de Deus. Não contribua para uma sociedade cuja orientação teológica está sob a maldição divina. Aos "gênios" da SBB, um lembrete:

"NÃO ACRESCENTEIS À PALAVRA QUE VOS MANDO, NEM DIMINUIREIS DELA, PARA QUE GUARDEIS OS MANDAMENTOS DO SENHOR VOSSO DEUS, QUE EU VOS MANDO" (Dt.4:2).

Mais:

"PORQUE EU TESTIFICO A TODO AQUELE QUE OUVIR AS PALAVRAS DA PROFECIA DESTE LIVRO QUE, SE ALGUÉM LHES ACRESCENTAR ALGUMA COISA, DEUS FARÁ VIR SOBRE AS PRAGAS QUE ESTÃO ESCRITAS NESTE LIVRO; E, SE ALGUÉM TIRAR QUAISQUER PALAVRAS DO LIVRO DESTA PROFECIA, DEUS TIRARÁ A SUA PARTE DA ÁRVORE DA VIDA, E DA CIDADE SANTA, QUE ESTÃO ESCRITAS NESTE LIVRO" (Ap.22:18-19).

Dr. Jonas Elias de Oliveira,
Pastor da Igreja Bíblica Congregacional de Itaquera, São Paulo, SP
Vice-Presidente da CIEF do Brasil
(Confederação de Igrejas Evangélicas Fundamentalistas do Brasil)



(Publicado em "O Presbiteriano Bíblico", Órgão Informativo para Evangélicos,
publicado pela Missão Bíblica Presbiteriana no Brasil,
filiada à Confederação de Igrejas Evangélicas Fundamentalistas do Brasil,
Nº1, Ano XXVII, Maio de 1989)




(retorne a http://solascriptura-tt.org/BibliologiaTraducoes/
retorne a http://solascriptura-tt.org/)


Somente use Bíblias traduzidas do Texto Tradicional (aquele perfeitamente preservado por Deus em ininterrupto uso por fieis): BKJ-1611 ou LTT (Bíblia Literal do Texto Tradicional, com notas para estudo) na bvloja.com.br. Ou ACF, da SBTB.

sábado, 17 de agosto de 2024

O teste fundamental da vida cristã a nível pessoal

 Autor: Pr. Clávio Jacinto 



Quanto tempo faz que você não ouve uma pregação acerca do juízo final e o inferno ?

Quanto tempo faz que você não ouve uma pregação sobre o arrependimento?

Quanto tempo faz que você não ouve uma pregação sobre o negar-se a si mesmo e tomar a sua cruz?

Quanto tempo faz que você não ouve uma pregação sobre o  sacerdócio universal de todos os Santos?

Quanto tempo faz que você não ouve uma advertência sobre os problemas das versões modernas da bíblia?

Quanto tempo faz que você não ouve uma advertência sobre os perigos envolvendo o relativismo, o imperativo diabólico que infesta todos os setores da sociedade atual?

Quanto tempo faz que você não ouve um sermão sobre a segunda vinda de Cristo com uma convicção profunda acerca das bençãos e dos perigos que envolvem essa verdade fundamental?

Quanto tempo faz que você não ouve uma pregação defendendo os absolutos inegociáveis do Evangelho?

Quanto tempo faz que você não ouve uma mensagem acerca do reino de Deus e seus valores e implicações aos redimidos?

Quanto tempo faz que você não ouve uma pregação sobre a divindade de Cristo?

Quanto tempo faz que você não ouve uma mensagem acerca dos perigos envolvendo o controle total que está sendo implantado por meios sutis através da tecnologia em nossos dias?

Quanto tempo faz que você não ouve um sermão em defesa da família tradicional?

Quanto tempo faz que você não ouve um sermão fervoroso acerca da importância da oração?

Quanto tempo faz que você não ouve um sermão fervoroso acerca de temor e reverência a Deus?

Quanto tempo faz que você não ouve uma mensagem acerca do jejum e consagração pessoal?

As respostas são pessoais e fundamentais, elas apenas podem  revelar o quanto você está distante ou próximo de um púlpito que é caracterizado por fidelidade doutrinária ou associado a apostasia e ao antropocentrismo.

As respostas podem ser um alerta, sua vida está em perigo ou simplesmente você está no mesmo processo de declínio , o destino final da apostasia.

Procure uma igreja que pregue essas coisas, não importa o quão distante fique de sua casa.

Pr. Clávio. J. Jacinto. E-mail para contato:

claviojj@gmail.com

quarta-feira, 14 de agosto de 2024

Testemunho de um ex-evolucionista que se tornou criacionista

Autor: John Raymond Hand 


"No princípio criou Deus os céus e a terra" (Gn 1:1).
"No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez. Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens" (João 1:1-4).

  O meu interesse na hipótese da evolução data de um período muito precoce da minha vida. Nasci numa família de professores e, com uma única exceção, todos eles eram religiosos liberais. Vi a luz do dia, pela primeira vez, exatamente doze anos antes do inquérito do Dr. Davi Swing, por causa da alegação de heresia. Foi esse inquérito que chamou a atenção do público para o que era denominado "darwinismo". As igrejas em geral condenavam o Dr. Swing pela sua defesa do assunto; os intelectuais o defendiam. Toda a nossa família entrou no campo de batalha com avidez. Mas havia pouca discussão entre nós, pois, com exceção de minha avó paterna, todos defendiam e aplaudiam o o doutor por causa de sua coragem.
  Para mim o resultado foi que nem me ocorreu por em dúvida os pronunciamentos dos discípulos de Darwin. Lia com voracidade tudo o que podia obter sobre o assunto. Quando atingi a idade universitária, já aceitara a evolução como fato incontestável. Toda a minha educação foi adquirida em escolas seculares, as quais completaram o que o lar começara. Eu era um evolucionista convicto, pronto para, dentro do assunto, enfrentar qualquer adversário.
  Cerca de meio século atrás, entretanto, como jovem professor de física, comecei a fazer perguntas. Encontrei algumas discrepâncias na teoria e percebi a urgente necessidade de reavaliar minhas premissas. Ao reexaminar meus passos, ao longo do caminho evolucionista, descobri, para surpresa minha, que eu havia contornado muitos obstáculos gigantescos. Tinha simplesmente ignorado muitos avisos de "Caminho Interditado" e, consequentemente, tinha atravessado a pé muitos atoleiros desonestos. Finalmente, vi-me obrigado a rejeitar a coisa toda, a fim de procurar outra solução para a equação; uma solução que, felizmente, posso dizer que encontrei.
  Tudo isso aconteceu muito antes de me tornar cristão verdadeiro. Tudo o que eu sabia sobre a Bíblia, naquele tempo, é que era um grande livro preto na prateleira de cima do guarda-roupa. Fui impelido à teoria da criação mesmo antes de saber que existia uma história da criação na Bíblia.
  De acordo com a hipótese evolucionista, a vida se originou da matéria inerte por meio de um processo natural, e as formas mais simples de vida primária evoluíram, resultando em todas as formas de vida que existem sobre a terra. A Ameba tem sido frequentemente citada como exemplo de um primitivo tipo de vida protista do qual evoluíram as formas mais elevadas e, mais recentemente, a Euglana foi honrada com essa posição de ancestral primitivo.
  Quanto aos detalhes desta suposta progressão da vida primária às formas atuais, há tantas opiniões como há evolucionistas que têm escrito sobre o assunto!
  Ao contrário do que se pensa, Charles Darwin não foi o pai do conceito da evolução. Encontramos sugestões da ideia nos monumentos da Babilônia e do Egito. Quatro séculos antes do nascimento de Cristo, Aristóteles, o filósofo grego, ensinou uma bem delineada teoria da evolução baseada em suas próprias observações, mas influenciada pelas conclusões de seus predecessores.
  Jean Baptiste Lamarck é considerado o pai da teoria evolucionista da ciência moderna. Ele defendia a ideia de que a evolução resultava dos efeitos ambientais sobre os organismos e do uso e desuso das estruturas. Faltavam evidências para tal teoria e ela foi rejeitada pelos cientistas da época.
  Erasmo Darwin, o avô de Charles Darwin, foi um famoso evolucionista cujas obras sobre o assunto foram traduzidas para diversas línguas. Algumas de suas ideias eram parecidas com aquelas que, mais tarde, tornariam famoso o seu neto, mas Charles Darwin era melhor "promotor" destas ideias que o avô.
  Charles Darwin propôs a teoria de "seleção natural", a qual Herbert Spencer chamou de "sobrevivência dos mais aptos". De acordo com essa teoria, as criaturas melhor equipadas para o meio ambiente no qual estavam vivendo resistiam melhor e se reproduziam mais do que as criaturas que não se adaptavam tão bem a esse ambiente particular. Ele postulou que, conforme surgiam as variações naturais, algumas das novas formas ficavam ainda melhor adaptadas ao ambiente e se transformavam nos tipos predominantes. Pela continuação desse tipo de processo, todas as formas de vida encontradas na terra deveriam ter evoluído. Mas, anos mais tarde, o próprio Darwin começou a duvidar da capacidade de tal processo produzir a evolução, e cada vez mais se apegou à teoria de Lamarck dos efeitos ambientais.
  Outros ilustres defensores da teoria da evolução também discordavam sobre vários conceitos básicos, e foi essa confusão que inicialmente me levou a examinar a matéria de modo crítico. Procurava a razão para essa falta de concordância. Ninguém espera unanimidade absoluta (nem mesmo entre os homens da ciência), mas quando há discordância em importantes questões básicas, é necessário que se faça uma investigação.
  Foi na minha busca duma solução para esse problema que descobri os "obstáculos" já mencionados.

Texto extraído do livro "Por que acredito na história do Gênesis", cujo autor é John Raymond Hand. Livro publicado pela Imprensa Batista Regular.

domingo, 11 de agosto de 2024

Calvinista ou arminiano?

Autor: Ricardo dos Santos 



  Se alguém me pergunta se sou calvinista ou arminiano, eu prefiro simplesmente responder que sou bíblico, um cristão fundamentalista. Creio e defendo as doutrinas reformadas, porém não idolatro a homens. Digo isso porque eu acho lamentável ver alguns irmãos reformados tratarem as palavras e os escritos de Calvino como se fossem as palavras do próprio Deus. Concordo plenamente que Deus levantou homens do tipo Lutero, Calvino, Zwinglio, John Huss, John Wycliffe e outros para libertarem a igreja do despotismo da Igreja Católica Romana. Porém, todos esses homens citados tiverem seus erros, suas fraquezas, suas limitações, suas cosmovisões e suas conveniências da época.
  Para um melhor entendimento a respeito do que estou falando, citarei como exemplo a questão escatológica. Muitos dos irmãos calvinistas insistem em continuar defendendo a escatologia amilenista, ou seja, eles negam que o milênio seja literalmente na terra. Eles negam que vai haver uma era lireral de mil anos, onde o Senhor Jesus vai reinar com um governo de paz e justiça. Mas, por que eles negam isso? É porque o reformador João Calvino acreditava nessa teoria amilenista. Em outras palavras, podemos dizer que preferem seguir as palavras de Calvino do que a Palavra de Deus. A Palavra de Deus é bem clara no que diz respeito ao que vai acontecer nos últimos tempos: arrebatamento da igreja, período de sete anos da Grande Tribulação sob o reinado do homem da iniquidade, os 144000 selados de Israel que irão pregar o evangelho do reino na Grande Tribulação, a perseguição contra os crentes que não aceitarão a marca da besta, a profanação do templo de Jerusalém, os remanescentes de Israel reconhecerão que Jesus é o verdadeiro messias que rejeitaram, a batalha do Armagedom onde as nações se voltarão contra Israel, a volta do Senhor Jesus junto com o exército de anjos mais a igreja arrebatada, a vitória de Jesus sobre o anti-cristo e seu exército, o julgamento das nações e a inauguração do milênio. 
  Creio que a bíblia seja bem clara quanto a essas questões, creio que seja bem literal. Mas, os amilenistas insistem que as passagens que falam sobre o milênio são figurativas e que simbolizam a eternidade nos céus. A eternidade nos céus será após o milênio.
  Muitas outras coisas importantes nas escrituras que muitos dos nossos irmãos reformados negam que sejam literais. Tudo isso para agradar a bolha calvinista.
  Quanto ao lado arminiano, também não tem sido muito diferente. Muitas das vezes negam determinadas doutrinas bíblicas importantes por acharem que aquela doutrina seja supostamente calvinista. Um bom exemplo para isso temos a doutrina da perseverança dos santos. Muitos dos nossos irmãos arminianos acham um absurdo quando ouvem falar que a salvação é segura em Cristo Jesus e que ela não se perde. Mas, na verdade, o próprio Jacó Armínio não negou tal doutrina.
  No meio metodista, tem-se dois grandes homens de Deus que foram precursores desse movimento no século XVIII. São eles: John Wesley e George Whitfield. John Wesley era arminiano, já George Whitfield era calvinista. O metodismo no Brasil seguiu o rumo de John Wesley, ou seja, doutrina arminiana. Mas, se alguém vai a um culto de uma Igreja Metodista hoje, perceberá que seu culto é completamente diferente tanto do legado que John Wesley deixou quanto de Whitfield. A Igreja Metodista hoje é bastante influenciada pelo movimento neo-pentecostal. Uma outra coisa anti-bíblica que a Igreja Metodista aceita hoje é a questão da pastora.
  Enfim, esses homens deixaram sim um grande legado, mas, como já disse, eram seres humanos sujeitos a falhas. Sendo assim, prefiro ser um bereano, um fundamentalista bíblico. Se Lutero, Calvino, Armínio, Wesley ou Whitfield disseram algo que não condiz com a santa e inerrante Palavra de Deus, eu tenho a liberdade de escolher o que a bíblia diz. Esses mesmos homens citados um dia gritaram: "Sola Scriptura"!!! Assim devemos nós também gritar: "Sola Scriptura"!!!

Ricardo dos Santos 


sábado, 27 de julho de 2024

O que é discipulado?

 Autor: Keith Phillips 


  Durante a Idade de Ouro da Grécia, o jovem Platão podia ser visto caminhando pelas ruas de Atenas em busca de seu mestre: o maltrapilho, descalço e brilhante Sócrates. Aqui, provavelmente, estava o início de um discipulado. Sócrates não escreveu livros. Seus alunos escutavam atentamente cada palavra que ele dizia e observavam tudo o que ele fazia, preparando-se para ensinar a outros. Aparentemente, o sistema funcionou. Mais tarde, Platão fundou a Academia, onde Filosofia e Ciência continuaram a ser ensinadas por 900 anos.
  Jesus usou relacionamento semelhante com os homens que ele treinou para difundir o Reino de Deus. Seus discípulos estiveram com ele dia e noite por três anos. Escutavam seus sermões e memorizavam seus ensinamentos. Viram-no viver a vida que ele ensinava. Então, após sua ascensão, confiaram as palavras de Cristo a outros e encorajaram-nos a adotar o seu estilo de vida e a obedecer ao seu ensino. Discípulo é o aluno que aprende as palavras, os atos e o estilo de vida de seu mestre com a finalidade de ensinar outros.
  O discipulado cristão é um relacionamento de mestre e aluno baseado no modelo de Cristo e seus discípulos, no qual o mestre reproduz tão bem no aluno a plenitude da vida que tem em Cristo que o aluno é capaz de treinar outros para que ensinem outros.
  Um estudo cuidadoso do ensino e da vida de Cristo revela que o discipulado possui dois componentes essenciais: a morte de si mesmo e a multiplicação. São essas as ideias básicas de todo o ministério de Jesus. Ele morreu para que pudesse reproduzir nova vida. E ele requer que cada um de seus discípulos siga o seu exemplo.

Texto extraído do livro de Keith Phillips "A formação de um discípulo". Keith Phillips é presidente da World Impact, organização dedicada a missões urbanas nas periferias dos EUA.