Autor desconhecido
Fontes extra-bíblicas que atestam a historicidade de Jesus (entre 30 e 150 d.C)
Fontes seculares
1- Cornélio Tácito
2- Mara Bar-Serapion
3- Luciano de Samosata
4- Plínio, o Jovem
5- Imperador Trajano
6- Suetônio
7- Imperador Adriano
Fontes judaicas
8- Flávio Josefo
9- Talmude
Fontes arqueológicas
10- Ossuário de Tiago, o irmão de Jesus
Fontes citadas em outros documentos
11- Talo
12- Flegon
13- Atos de Pilatos
14- Carta do Rei Agbar V
Fontes cristãs
15- Policarpo
16- Clemente de Roma
17- Inácio
18- Justino
19- Hermas
20- Aristides
21- Atenágoras
22- Pápias
23- Teófilo
24- Didaquê
25- Barnabé
26- Quadratus
27- Hegésipo
Fontes gnósticas
28- Evangelho da Verdade
29- Evangelho de Tomé
30- Papiro de Egerton
31- Evangelho de Pedro
Somente até o ano 150 d.C. podemos quantificar 30 evidências manuscritas e documentais sobre a existência de Jesus Cristo, e não somente sua existência, mas sobre seus ensinos, suas afirmações extraordinárias e sua influência mediante a atuação missionária de suas testemunhas oculares.
Não deveria haver nenhum questionamento ou dúvida sobre sua personalidade histórica, visto que somente as fontes seculares de escritores não cristãos já reconstituem uma gama de informações correspondentes à narrativa evangélica no tocante a sua personalidade e característica missionária. São pelo menos nove fontes históricas antigas, de autores indiferentes ao cristianismo, contudo todas as declarações feitas dos mesmos podem consubstanciar uma parcela significativa da descrição dos evangelhos sobre os feitos e lições de Jesus Cristo.
Suetônio (70d.C - 130d.C)
Suetônio foi um historiador romano. Gary Habermas em seu livro The Historical Jesus, afirma que "pouco se sabe sobre ele, exceto que ele era o secretário chefe do imperador Adriano (117 - 138d.C) e que tinha acesso aos registros imperiais". Suetônio escreveu: "Como os judeus, por instigação de Chrestus (uma forma de escrever Christus), estivessem constantemente provocando distúrbios, ele os expulsou de Roma". E também: "Nero infligiu castigo aos cristãos, um grupo de pessoas dadas a uma superstição nova e maléfica".
Plínio, o jovem (61d.C - 112d.C.)
Plínio, o jovem, foi governador da Bitínia, na Ásia Menor, em 112d.C. Quando confrontado com o "problema cristão", escreveu ao imperador Trajano, delineando os métodos que ele usava e pedindo conselhos:
"Tenho-lhes perguntado pessoalmente se são cristãos", escreveu Plínio. Se admitiam sê-los, eram punidos. Todavia, outros "negaram que eram ou haviam sido cristãos". Postos à prova, estes não somente ofereceram sacrifícios pagãos, mas até mesmo "injuriaram o nome de Cristo: nenhuma das coisas, segundo entendo, consegue-se induzir o verdadeiro cristão a fazer". Respondendo a esta carta, Trajano elogiou Plínio pelo modo em que cuidava do assunto: "Seguiste o proceder certo...no seu exame dos casos dos acusados de serem cristãos".
Em resposta à carta de Plínio, o imperador Trajano também deu as seguintes instruções para punir os cristãos:
"Nenhuma busca para encontrar essas pessoas deve ser feita; quando eles forem denunciados e condenados, devem ser punidos; mas com a restrição de que, quando a pessoa negar ser um cristão, e provar que não é (ou seja, adorando nossos deuses), ele será perdoado por arrependimento, apesar de ter incorrido em suspeita anteriormente".
Plínio descreveu também as práticas de adoração dos primeiros cristãos:
"[Eles tinham] o costume de se reunir antes do amanhecer num certo dia, quando então cantavam responsavelmente os versos de um hino a Cristo, tratando-o como Deus, e prometiam solenemente uns aos outros a não cometer maldade alguma, não defraudar, não roubar, não adulterar, nunca mentir, e a não negar a fé quando fossem instados a fazê-lo; depois disso tinham o costume de separar-se e se reunir novamente para compartilhar a comida - comida do tipo comum e inocente".
Luciano de Samosata (125d.C. - 181d.C.)
Luciano de Samosata foi um escritor satírico do segundo século que zombou de Cristo e dos cristãos. Ele admitiu que Jesus foi adorado pelos cristãos, introduziu novos ensinamentos e foi crucificado. Ele disse que os ensinamentos de Jesus incluíam a fraternidade entre os crentes, a importância da conversão e de negar outros deuses. Os cristãos viviam de acordo com as leis de Jesus, criam que eram imortais e se caracterizavam por desdenhar da morte, por devoção voluntária e renúncia a bens materiais. Luciano escreveu:
"Foi então que ele [Proteus] conheceu a maravilhosa doutrina dos cristãos, associando-se a seus sacerdotes e escribas na Palestina (...) E o [Jesus] consideram como protetor e o tiveram como legislador, logo abaixo do outro [legislador], aquele que eles ainda adoram, o homem que foi crucificado na Palestina por dar origem a este culto (...) Os pobres infelizes estão totalmente convencidos de que eles serão imortais e terão a vida eterna, desta forma eles desprezam a morte e voluntariamente se dão ao aprisionamento; a maior parte deles. Além disso, seu primeiro legislador os convenceu de que eram todos irmãos, uma vez que eles haviam transgredido, negando os deuses gregos, e adoram o sofista crucificado, vivendo sob suas leis."
Jesus Cristo como irmão de Tiago
- O testemunho de Flávio Josefo (História dos Hebreus, capítulo 8, parágrafo 856)
"...Ele aproveitou o tempo da morte de Festo, e Albino ainda não havia chegado, para reunir um conselho diante do qual fez comparecer Tiago, irmão de Jesus chamado Cristo, e alguns outros; acusou-os de terem desobedecido às leis e os condenou ao apedrejamento..."
Cornélio Tácito e a citação de Jesus Cristo
Ao relatar o incêndio de Roma (64d.C.), Cornélio faz um registro importante sobre a existência de Jesus, ao mencionar que Nero acusou os cristãos pelo incêndio.
"De modo que, para acabar com os rumores, acusou falsamente as pessoas comumente chamadas de cristãs, que eram odiadas por suas atrocidades, e as puniu com as mais terríveis torturas. Christus, o que deu origem ao nome cristão, foi condenado à extrema punição (i.e. crucificação) por Pôncio Pilatos, durante o reinado de Tibério; mas, reprimida por algum tempo, a superstição perniciosa irrompeu novamente, não apenas em toda a Judéia, onde o problema teve início, mas também em toda a cidade de Roma."
O Talmude e a historicidade de Jesus
O Talmude é a obra mais respeitada, depois do Antigo Testamento, pelos judeus. Escrito entre 100 e 500d.C., o Talmude inclui leis, tratados, disposições e normas para regular a vida do povo.
O Talmude em pouquíssimas citações que se faz, ou a Cristo ou aos cristãos, encontramos comentários hostis (com tom agressivo, com uma dose de rivalidade), no entanto serve para atestar a historicidade de Cristo.
- Talmude Mishná na 43⁰ seção do Sanhedrin
Trecho abaixo relatado no Talmude:
"Na véspera da Páscoa eles penduraram Yeshu e antes disso, durante quarenta dias o arauto proclamou que (ele) seria apedrejado por prática de magia e por enganar a Israel e fazê-lo desviar-se. Quem quer que saiba algo em sua defesa venha e interceda por ele. Mas ninguém veio em sua defesa e eles o penduraram na véspera da Páscoa."
"...eles o penduraram..." - esta expressão confirma a morte de cruz de Jesus. Portanto, um registro com o objetivo claro de ferir a imagem de Jesus serve como fortíssima prova da existência histórica de Jesus Cristo.
Se utilizarmos apenas estas trinta literaturas externas à bíblia para reconstruir e reagrupar passagens do Novo Testamento, teríamos uma quantidade mais do que abundante para reconhecermos o "Cristo dos Evangelhos" e ter a perfeita convicção de que se trata "de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo".
Conclusão
O que o conjunto de todas essas fontes extra-bíblicas podem nos contar sobre Jesus?
"Em resumo, elas nos informam que Jesus: 1) era de Nazaré; 2) viveu de modo sábio e virtuoso; 3) foi crucificado na Palestina sob Pôncio Pilatos durante o reinado de Tibério César na época da Páscoa, sendo considerado o rei judeu; 4) segundo seus discípulos, ele ressuscitou dos mortos depois de três dias; 5) seus inimigos reconheceram que ele realizou feitos incomuns denominados por outros "feitiçaria"; 6) seu pequeno grupo de discípulos se multiplicou rapidamente, espalhando-se até Roma; 7) seus discípulos negavam o politeísmo, viviam de acordo com princípios morais e adoravam a Cristo como divino. Essa descrição confirma a imagem de Jesus apresentada nos evangelhos do Novo Testamento."
- Norman Geisler e Peter Bacchini, Fundametos Inabaláveis, p. 46.
"Quando combinamos todo este antigo testemunho não-cristão de Jesus, há material mais que suficiente para refutar o mito persistente que ainda existe em alguns círculos, de que Jesus jamais existiu."
- Craig Blomberg, Questões Cruciais do Novo Testamento, p. 46.
Autor desconhecido
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