Autor: Pr. C. J. Jacinto
A definição do termo:
O conclave é a reunião do Colégio de Cardeais da Igreja Católica convocada para eleger o novo Papa, o bispo de Roma. O termo "conclave" vem do latim *cum clavis*, que significa "com chave", pois os cardeais ficam trancados em um local fechado até a escolha do novo pontífice, sem comunicação externa.
Note que na passagem de Atos, não foram cardeais que se reuniram, foram os apóstolos. A sucessão não era sobre um primado, mas referente a Judas; não para eleger um suposto "Papa", mas outro apóstolo. Como pode ser observada no contexto do Novo Testamento, a eleição era complementar e não sucessiva. Isto é um fato claríssimo no Texto e no contexto, de modo que era uma reunião publica, não privada e sem as emendas de rituais com ostentação e de caráter complexo. Foi algo definitivamente simples. Nem sequer foi feito uma eleição por votos, mas foi lançado sorte, caindo ela sobre Matias.
Veja o ambiente em que se realiza o evento eletivo, e de que ė constituído:
Ele é constituído pelos cardeais eleitores que são aqueles com menos de 80 anos, reunidos na Capela Sistina, no Vaticano, onde realizam votações secretas para eleger o Papa. O processo segue regras rigorosas, como o juramento de sigilo, a proibição de influências externas e o voto secreto, além de ser cercado de rituais litúrgicos e orações para invocar o Espírito Santo.
Que ambiente diferente da escolha de Matias. Fazer exegese de Atos 1:25 a 26 para provar que o Conclave era uma prática apostólica é sumariamente ridículo!
Veja o processo:
O conclave começa entre 15 e 20 dias após a morte ou renúncia do Papa, para permitir a chegada dos cardeais e reuniões preparatórias. A eleição exige uma maioria qualificada de dois terços dos votos e pode durar vários dias, com pausas para oração se necessário. O conclave é constituído de 133 cardeais votantes.
Aqui vimos a diferença nos números dos efetivos na eleição, algo absolutamente longe da descrição de Atos. Além disso, o critério usado era que fosse uma testemunha ocular da ressurreição de Cristo, o que de fato explica porquê não era uma sucessão contínua de sucessão, mas apenas um processo temporal .
Em resumo, o conclave é a assembleia dos cardeais eleitores reunidos em um local fechado e protegido, com procedimentos formais e espirituais, para eleger o novo Papa da Igreja Católica.
Repito: o que ocorreu em Atos 1:15 a 26 não foi para eleger um primado, não era uma eleição para colocar alguém num "trono" para ser um líder sobre os demais apóstolos.
Se essa interpretação fosse levada a sério, e se representasse sob efeito de escolha uma sucessão, então onde está o sucessor de Judas atualmente? Pois a medida da substituição foi aplicada a Judas Iscariotes e não a Pedro. Logo, uma sucessão apostólica sob o sustentáculo de uma exegese tão fraca apenas revela a maneira incoerente e absurda do tratamento que se pode fazer ao texto de Atos 1:15 a 26 na tentativa de provar alguma crença dogmática que é absolutamente insustentável de acordo com uma exegese correta do texto do livro sagrado.
C. J. Jacinto
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