Santidade

Devemos ser santos na terra, se quisermos ser santos no céu. Foi Deus que disse e Ele não voltará atrás: “A santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hebreus 12:14). Observou William Jenkyn: “O calendário do papa só declara santos às pessoas mortas, mas as Escrituras requerem a santidade da parte dos vivos”. John Owen afirmou: “Não se deixe iludir. O Senhor Jesus Cristo só conduz ao céu àqueles a quem Ele santifica na terra. O Cabeça vivo não admite membros mortos”. J.C. Ryle
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sábado, 18 de abril de 2026

Diálogo entre o papa Leão XIV e o presidente de Israel: Os preparativos para a falsa paz

 Autor: Ricardo dos Santos 


  No dia 28 de março, postamos aqui no blog um artigo a respeito da notícia sobre o encontro do papa Leão XIV com a nova arcebispa da Igreja Anglicana de Cantuária chamada Sarah Mullally que ocorrerá entre os dias 25 e 28 de abril do corrente ano. A notícia foi lançada pelo site católico Vatican News no dia 27 de março. No artigo, aproveitamos para falar a respeito do ecumenismo dos últimos dias, falamos da heresia do "pastorado" feminino e falamos a respeito de Sarah Mullally, a qual está completamente comprometida com as agendas progressistas. Triste e lamentavelmente muitos protestantes estão entrando nessa onda do ecumenismo. Essa grande apostasia resultará na manifestação do homem da iniquidade, o anti-cristo.
  No dia 3 de abril, o site católico Vatican News lança uma nova matéria. Dessa vez trata-se do telefonema entre Leão XIV e o presidente do Estado de Israel Isaac Herzog. Assunto: reabrir todos os canais de diálogo.
  A matéria diz que a conversa telefônica foi por ocasião das festividades pascais. A Sala de Imprensa da Santa Sé informa o seguinte: "durante a conversa, foi reiterada a necessidade de reabrir todos os possíveis canais de diálogo diplomático, para pôr fim ao grave conflito em curso, em vista de uma paz justa e duradoura em todo o oriente médio." Um outro assunto tratado nessa conversa foi a respeito da proteção à população civil e o respeito ao direito internacional e humanitário.
  Só nessa jogada nós já temos: 1- encontro com a arcebispa anglicana (representando a união católico e protestante); 2- diálogo com o presidente do Estado de Israel (representando a união católico e judeu). Possivelmente, numa outra postagem, falaremos também sobre o diálogo do papa com os muçulmanos. Porém, por hoje ficaremos apenas com esses dois grupos: protestantes e judeus.
  É óbvio que nesse diálogo da "paz", Israel não poderia ficar de fora, até porque, Israel é o palco principal nas profecias dos últimos dias. Os preparativos para a falsa paz estão bem diante de nossos olhos, só não vê quem não quer. O apóstolo Paulo já alertava a respeito disso em sua carta aos Tessalonicenses: "Pois que, quando disserem: Há paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida, e de modo nenhum escaparão." Analisando bem o versículo, ele começa dizendo: "... quando disserem...". Ou seja, todos os meios informativos irão anunciar que o mundo está em "paz"; todos os políticos, os religiosos, os grandes empresários anunciarão a "paz". Porém é uma paz falsa, uma paz que não é duradoura, apenas uma aparência. Daí o versículo continua: "... Há paz e segurança...". Isso tem tudo a ver com o nosso artigo aqui. Isso tem tudo a ver com o assunto da conversa entre o papa e o presidente de Israel. Se voltarmos ao terceiro parágrafo do artigo, o que temos escrito lá? Relembremos: "A Sala de Imprensa da Santa Sé informa o seguinte: 'durante a conversa, foi reiterada a necessidade de reabrir todos os possíveis canais de diálogo diplomático, para pôr fim ao grave conflito em curso, em vista de uma paz justa e duradoura (o versículo diz "Há paz") em todo o oriente médio.' Um outro assunto tratado nessa conversa foi a respeito da proteção (ou segurança) à população civil (o versículo diz "e segurança") e o respeito ao direito internacional e humanitário." Então, o versículo termina dizendo: "... então, lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida, e de modo nenhum escaparão." Pois é! Diante disso podemos ver o quanto a bíblia é de fato a Palavra de Deus, ela é perfeita, ela é fiel e não nos deixa sermos enganados. 

O sistema papal e a figura do anti-cristo 

  Para esse título, utilizaremos o texto do saudoso apologeta Dave Hunt, em seu livro "A Mulher Montada na Besta", volume 1, páginas 49 a 51. Utilizaremos dois títulos: "O Primeiro e o Futuro Anticristo" e "A Paganização do Cristianismo".

[Observação: o texto de Dave Hunt colocaremos em itálico].

O Primeiro e o Futuro Anticristo 

  O prefixo "anti" vem do grego e tem dois significados: 1) oposição a; 2) no lugar de ou em substituição a. O Anticristo trará consigo ambos os sentidos. Sem dúvida ele se oporá a Jesus, da maneira mais diabólica e astuta possível: fazendo-se passar por Cristo, pervertendo assim o "cristianismo" desde o seu âmago. O Anticristo irá, realmente, "assentar-se no santuário de Deus..." (2 Tessalonicenses 2:4).
  Quando o Anticristo tentar se passar por Cristo e for adorado pelo mundo todo (Apocalipse 13:8), seus seguidores serão obviamente chamados de "cristãos". Assim sendo, o "cristianismo" é que subverterá o mundo, não o verdadeiro cristianismo, mas uma imitação criada pelo Anticristo. Lembremos que a grande apostasia precede a sua revelação (2 Tessalonicenses 2:3). Parte dessa apostasia é o movimento ecumênico, o qual está arranjando tudo para que ocorra uma união de todas as religiões e tem influenciado até os evangélicos. O "cristianismo" do Anticristo deve ser criado para englobar todas as religiões, e ao qual todas as religiões abraçarão - o que, aliás, já está acontecendo agora, com uma rapidez espantosa. Documentamos esse assunto em outros livros, como Global Peace and the Rise of Antichrist [Paz Global e o Surgimento do Anticristo].
  O equivalente latino para "anti" é "vicarius", de onde vem a palavra "vigário". Assim, "vigário de Cristo" literalmente significa Anticristo. Embora os papas da Igreja Católica se intitulem "vigários de Cristo" há séculos, eles não foram os primeiros a fazer isso, mas herdaram esse título de Constantino. Seu imitador futuro, o governador do Império Romano restaurado, será o Anticristo.
  Como já observamos antes, no antigo Império Romano o imperador era adorado como um deus. Pela posição que ocupava ele assumia a condição de líder do sacerdócio pagão e da religião pagã patrocinada pelo império. Foram feitas imagens dos césares, diante das quais os cidadãos eram obrigados a se ajoelhar. Os que se recusavam a aceitar o imperador como deus eram mortos. Também será assim quando o Império Romano for restaurado, sob o governo do Anticristo. O fato é claramente apresentado na extensa visão de Cristo, dada ao apóstolo João: "[a outra besta] faz com que a terra e os seus habitantes adorem a primeira besta... dizendo aos que habitam sobre a terra que façam uma imagem à besta... como ainda fizesse morrer quantos não adorassem a imagem da besta" (Apocalipse 13:12-15).

A Paganização do Cristianismo 

  Quando o Imperador Constantino supostamente tornou-se cristão, no ano 313 (algo que, na verdade, foi uma astuta manobra política), deu liberdade aos cristãos e deu status oficial ao cristianismo conjuntamente com o paganismo. Uma vez que a Igreja agora se tornara uma instituição religiosa absorvida pelo Império, Constantino, como imperador, precisava ser reconhecido como seu líder "de facto". E como tal, ele convocou o primeiro concílio ecumênico, o de Nicéia, em 325, estabeleceu os assuntos a serem tratados, fez o discurso de abertura e o presidiu, não estando interessado na verdade do Evangelho, mas sim na unificação do seu império. Carlos Magno fez algo semelhante no Concílio de Chalon, 500 anos mais tarde. Constantino foi o primeiro ecumenista e introduziu o erro numa Igreja cristã já cansada de tanta perseguição.
  Ao mesmo tempo em que dirigia a Igreja cristã, continuava encabeçando o sacerdócio pagão, celebrando cerimônias pagãs e endossando a edificação de templos pagãos, mesmo depois de começar a construir as primeiras igrejas cristãs. Como chefe do sacerdócio pagão, ele era o Pontifex Maximus (sumo pontífice) e precisava de um título semelhante como cabeça da Igreja Cristã. Os cristãos o honraram com o título de "bispo dos bispos", enquanto Constantino preferiu dar a si mesmo o título de Vicarius Christi (vigário de Cristo). Ele queria dizer que era um "outro Cristo", agindo no lugar de Cristo. Quando traduzido para o grego, podemos ver que Vicarius Christi significa literalmente Anticristo. Constantino era o protótipo do Anticristo profetizado na Escritura, o qual ainda está por vir.
  Na Idade Média os bispos de Roma começaram a afirmar que eram os novos representantes de Cristo na terra. Exigindo que a Igreja do mundo inteiro ficasse sujeita ao seu governo, proibiram qualquer bispo de ser chamado "papa" (papai) e tomaram para si mesmos os três títulos de Constantino: Pontifex Maximus, vigário de Cristo e bispo dos bispos, títulos que usam até hoje.
  Como os papas afirmam ter absoluto poder sobre os reinos, o povo e suas propriedades foram taxados, desse modo uma grande corrupção penetrou na Igreja Católica Romana. Os reformadores e seus credos foram unânimes em identificar cada papa com o Anticristo. Contudo, a Escritura não dá sustentação a essa afirmação. O Anticristo é único, sem predecessores nem sucessores. Ele será o novo "Constantino", o governante de um Império Romano revivido.

O cavaleiro do cavalo branco 

  No misterioso capítulo 6 de Apocalipse nós temos a abertura dos seis primeiros selos. Assim começa nos dois primeiros versículos: "E, havendo o Cordeiro aberto um dos selos, olhei, e ouvi um dos quatro animais, que dizia como em voz de trovão: Vem e vê. E olhei, e eis um cavalo branco; e o que estava assentado sobre ele tinha um arco; e foi-lhe dada uma coroa, e saiu vitorioso, e para vencer." Muitos confundem esse texto, achando que esse cavaleiro do cavalo branco simboliza o próprio Cristo. Por isso que nós cristãos devemos estudar a bíblia para não sermos enganados. Vale lembrar que Satanás, na sua ânsia de enganar o mundo, faz de tudo para imitar Deus.
  No versículo 2 nos deparamos com três figuras: o cavalo branco, o arco e a coroa.
·Cavalo branco — simboliza a falsa paz;
·Arco — representa que ele vencerá muitas batalhas apenas com o poder da oratória;
·Coroa — no grego é stephanus (aquele que tem uma coroa para vencer; é diferente da coroa de rei do capítulo 19 do Apocalipse).
  Durante todo esse conflito que estamos acompanhando no Oriente Médio e que corre o risco de estourar uma terceira guerra mundial, o papa Leão XIV não tem medido esforços para promover a "paz". Para isso, ele tem usado o poder da oratória, o poder do diálogo.
  Um fato muito interessante e muito curioso que foi noticiado pelo mesmo site, Vatican News, e também pelo O Globo, foi o presente que Leão XIV ganhou de um polonês: um cavalo branco árabe. Assim diz a notícia do O Globo: 

Papa Leão XIV ganha cavalo árabe puro-sangue de polonês e fica 'encantado'

Presente, inspirado por foto do pontífice a cavalo no Peru, simboliza gratidão e incentivo às ações concretas de amor pregadas pelo papa 

"Quando vi as fotos do Papa a cavalo, quis presenteá-lo com um belo cavalo árabe", contou Michalski ao Vatican News, afirmando ter escolhido um animal de pelagem clara para combinar com a cor da batina. (Obs.: Vejamos como isso é interessante! Ele tinha de presentear o papa justamente com um cavalo e, como se não bastasse isso, tinha que ser justamente de cor branca. Isso é de fato interessante para a nossa conversa aqui) Segundo ele, o gesto é uma forma de gratidão e resposta ao apelo do pontífice para fortalecer o amor por meio de ações concretas.
Robert Francis Prevost costumava montar a cavalo no Peru, onde foi missionário por cerca de 20 anos, antes de ser eleito Papa.

Por O Globo com agências internacionais - Vaticano 
15/10/2025


  Certamente o mundo tem clamado por paz, segurança e justiça. Porém, a verdadeira paz só podemos encontrar em Cristo Jesus. Não é o papa, não é o Trump, não é a religião nem governo nenhum que vai trazer paz.

Qual é o real interesse do papa com Israel? Será que é tão somente diálogo?

  Em 2014, durante uma visita do Papa Francisco ao Oriente Médio, houve muitos protestos por parte de judeus ultraortodoxos. Isso porque os judeus ultraortodoxos afirmavam que o governo israelense estava fazendo um acordo secreto com o Papa Francisco para ceder o controle do túmulo do Rei Davi ao Vaticano. Muitos afirmam que isso é apenas um boato, uma fakenews. Será que realmente é uma fakenews?
  Em fevereiro de 2015 o site cristão guiame.com.br trouxe a seguinte matéria: "Rabinos criticam a tentativa do Vaticano de controlar o local do túmulo do Rei Davi, no monte Sião". Eis o link da matéria:
https://www.google.com/amp/s/guiame.com.br/amp/gospel/mundo-cristao/rabinos-criticam-tentativa-do-vaticano-de-controlar-o-local-do-tumulo-do-rei-davi-no-monte-siao.html

  No texto, é passada uma informação de que um jornal italiano noticiou que o governo israelense havia de fato chegado a um acordo para que o Vaticano assumisse o controle do Cenáculo, enquanto o túmulo do Rei Davi permaneceria sendo propriedade do Estado judeu. As autoridades judaicas religiosas observaram que o acordo seria "inaceitável, porque o local seria transformado em uma igreja, tornando-se impossível para os judeus adorarem nas instalações".
  De vez em quando aparecem católicos nas redes sociais afirmando que Jerusalém deve ser controlada pela Igreja Católica.
  Não podemos jamais nos esquecer das Cruzadas que foram realizadas para tomar Jerusalém para o domínio da Igreja Católica.
  Enfim, será que realmente a Igreja Católica não tem mais nenhum interesse na Terra Santa? Será que essa questão das Cruzadas ficaram realmente no esquecimento? Será que esse diálogo do Papa Leão XIV com o presidente de Israel é tão somente para buscar a paz no Oriente Médio? Será? Vamos ficar atentos aos eventos que ocorrerão daqui pra frente.

Conclusão 

  Podemos ver claramente o quanto o palco está sendo preparado para a manifestação do anti-cristo. Todo esse diálogo, todo esse falatório de paz, de segurança e de justiça, todos os acordos, tudo isso está preparando o palco para o homem da iniquidade. É tempo de vigilância! Quem ainda está dormindo, está mais do que na hora de acordar! O fim está muito próximo.

Ricardo dos Santos 

sábado, 28 de março de 2026

O encontro do papa Leão XIV com a nova arcebispa de Cantuária: A religião ecumênica dos últimos dias

 Autor: Ricardo dos Santos 


  Com bastante entusiasmo, o site católico Vatican News lança, na sexta-feira 27 de março, a matéria a respeito do encontro do papa Leão XIV com a nova arcebispa anglicana de Cantuária que se chama Sarah Mullally. O encontro será realizado em abril. Assim diz o título da matéria:

Leão XIV se encontrará com a nova arcebispa de Cantuária em abril 
Sarah Mullally será recebida pelo papa durante sua viagem a Roma, agendada para 25 a 28 de abril. O anúncio da visita ocorre dois dias após a posse oficial da mais alta autoridade espiritual anglicana.

  Aqui está o link da matéria para ler o texto na íntegra:
https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2026-03/arcebispa-cantuaria-sarah-mullally-encontrara-leao-xiv.html

  Nós, cristãos bíblicos e estudiosos da Palavra, devemos estar inteiramente ligados no cenário ao qual o mundo se encontra. Muitos crentes no Senhor Jesus infelizmente ainda estão dormindo com relação às profecias dos últimos dias. Ficam restritos a assuntos relacionados à fé cristã, à doutrina, ao criacionismo, à apologética, à história da igreja e outros assuntos teológicos que também são de extrema importância, mas esquecem da parte das profecias dos últimos dias, os eventos finais, a geopolítica mundial sendo preparada para o governo da iniquidade (o anti-cristo). Muitos sequer acreditam que vai haver o arrebatamento da igreja antes da Grande Tribulação, negam a questão da Nova Ordem Mundial (NOM) e o período de sete anos do governo do anti-cristo, negam o caos terrível que está para vir sobre a face da terra. Assim dizem eles: "Isso é mera teoria da conspiração." Nós que estamos alicerçados na Palavra de Deus e que estamos atentos a tudo isso, temos como a nossa maior esperança a volta de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo e o nosso encontro com Ele nos ares.
  Por outro lado, temos os crentes que estão preocupados com relação às profecias dos últimos dias e aos acontecimentos pelo mundo afora, porém ignoram um dos sinais mais importantes dos últimos tempos: a grande apostasia e o aumento acelerado de religiões, seitas e heresias. Eles se atentam para a questão do aumento da violência, aumento das guerras, aumento da corrupção, aumento da maldade, aumento de catástrofes, destruição da família, destruição de princípios e valores, ideologias progressistas etc.. De fato, todas essas coisas citadas têm realmente aumentado e vai aumentar muito mais de agora em diante. Porém, não se atentam para esse assunto de extrema importância que é a questão do aumento das seitas e heresias. Isso é mais uma prova de que estamos no fim dos tempos, pois a bíblia diz: "Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina, mas tendo coceira nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências" (II Timóteo 4:3). Muitos, de maneira sincera porém na ignorância, têm chamado católicos de irmãos, adventistas de irmãos, testemunhas de jeová de irmãos... Estão completamente desatentos quanto a essa questão. Igrejas que até há tão pouco tempo atrás eram rigorosamente bíblicas e pelejavam em defesa da verdadeira fé original, já estão abrindo espaço para bandas ou corais adventistas cantarem em suas igrejas. Isso é um perigo! 
  Sendo assim, voltando ao nosso assunto da matéria, muitos dos que estão desapercebidos quanto à realidade do que está acontecendo e das coisas que estão por vir ao mundo, leem artigos como esse do site Vatican News e ficam entusiasmados com a associação entre duas religiões que há muito tempo são separadas, desde os movimentos da Reforma Protestante do século 16. Essas duas religiões históricas que estamos falando são: Igreja Católica Apostólica Romana e Igreja Anglicana (religião oficial da Inglaterra). Eles comemoram dizendo: "Vejam só! Que bom! As igrejas estão se unindo, as diferenças estão ficando de lado! Precisamos realmente construir pontes! Precisamos realmente unir toda a cristandade e juntos lutar contra a fome, contra as injustiças, contra as guerras, contra a miséria no mundo e lutar pela paz mundial! Precisamos manter o diálogo inter-religioso!" O discurso aparenta ser muito bonito, mas onde é que fica a Palavra de Deus nisso? Onde é que na Bíblia vemos Jesus preocupado com diálogo ecumênico com os religiosos de sua época? Onde vemos Paulo ou outro apóstolo se preocupando em unificar religiões? Muito pelo contrário, eles pregavam a mensagem do arrependimento, eles pregavam a verdade do evangelho. Jesus batia de frente com as heresias dos religiosos de sua época. O apóstolo Paulo batia de frente com a idolatria dos gentios em sua época. Foram perseguidos, apedrejados, abandonados, crucificados e mortos, porém não negaram a verdade do evangelho.
  Um cristão verdadeiramente bíblico sabe que não há motivo algum para comemorar isso, pois ele compreende muito bem os tempos que estamos vivenciando e como esse ecumenismo religioso abrirá caminho para o homem da iniquidade. 
  Vamos, então, analisar detalhadamente cada heresia desse texto do site Vatican News. Só nesse texto podemos perceber o terrível declínio da Igreja Anglicana da Inglaterra. Vamos lá!

Arcebispa 

  Já de início encontramos a primeira heresia absurda do texto: "arcebispa". Biblicamente, pode uma mulher exercer a função de pastora ou de bispa?
  Vamos fazer uma breve análise bíblica e histórica.

I. Fundamentação Bíblica: 1 Timóteo 2 e 3

Proibição Apostólica

  Em 1 Timóteo 2.12, Paulo afirma: "Não permito, porém, que a mulher ensine, nem use de autoridade sobre o marido; mas que esteja em silêncio." A proibição é direta e reforçada com base na ordem da criação (v.13) e na narrativa da queda (v.14).

Qualificações Pastorais

  1 Timóteo 3.1–7 descreve as qualificações do bispo. Termos como "marido de uma só mulher" e "que governe bem a sua casa" evidenciam o gênero masculino como pré-requisito ao episcopado.

II. Ordem na Criação e Complementariedade

  Em 1 Coríntios 11.3, Paulo ensina que "Cristo é a cabeça de todo o homem, e o homem a cabeça da mulher". Trata-se de uma distinção funcional, e não de valor. A liderança masculina na igreja reflete a ordem estabelecida por Deus.

III. Testemunho Histórico da Igreja

Igreja Primitiva

  Não há registro de mulheres exercendo o ofício de presbíteras ou bispas nos três primeiros séculos.

Pais da Igreja

Tertuliano: "Não é permitido à mulher falar na igreja, nem ensinar, nem batizar, nem tomar parte em nenhuma função masculina."

Crisóstomo: "A mulher deve manter-se em sujeição... A liderança foi confiada ao homem."

Agostinho: "A mulher está sob o governo do homem, por ordem da criação."

Reforma Protestante

  Reformadores como Lutero e Calvino mantiveram a liderança masculina como princípio inegociável. Calvino sobre 1 Tm 2.12: "O ofício de ensinar publicamente é incompatível com o caráter feminino."

IV. Contra-argumentos e Respostas

"E Débora?" Foi exceção num período de crise masculina.

"Febe, Priscila, etc.?" Serviram, mas não exerceram ofícios pastorais.

"Gálatas 3.28?" Refere-se à igualdade em Cristo para salvação, não a funções eclesiásticas.

V. O Feminismo e o Pastorado Feminino

  Kathleen Bliss foi uma das precursoras do chamado movimento feminista cristão ao lançar, em meados do século XX, a obra "O Trabalho e o Status da Mulher na Igreja". Esse livro é amplamente considerado o marco inicial do feminismo moderno dentro do contexto eclesiástico, ao questionar o papel historicamente atribuído às mulheres nas igrejas, limitado, em grande parte, às atividades auxiliares como o ensino na escola dominical e a atuação em obras missionárias.
  A discussão ganhou maior notoriedade em 1961, quando o Conselho Mundial de Igrejas, fortemente influenciado por essas ideias, publicou o panfleto "Quanto à Ordenação de Mulheres". O documento conclamava as igrejas-membro a reexaminarem suas tradições à luz de uma nova perspectiva, incentivando a ordenação feminina ao ministério pastoral. Muitas denominações acataram essa proposta, dando início à prática do pastorado feminino ordenado.
  No entanto, é importante destacar que, ao longo de quase dois milênios de história da igreja, esse entendimento jamais foi adotado pelas comunidades cristãs fiéis às Escrituras. Somente a partir da década de 1960 algumas igrejas passaram a reinterpretar os escritos do apóstolo Paulo — e outros textos bíblicos — sob o viés da chamada hermenêutica pós-moderna, um método crítico fortemente influenciado por pressupostos culturais contemporâneos.
  Nos contextos em que vemos mulheres assumindo, ou sendo investidas, com o título de pastoras, é comum perceber a presença de um espírito de rebeldia, exaltação pessoal e uma clara disposição de ir além do que está revelado nas Escrituras. A cruz de Cristo e o verdadeiro Evangelho são, assim, negligenciados — substituídos pela busca por reconhecimento, influência e visibilidade. Em vez da humildade exigida pelo ministério cristão, opta-se pelos holofotes de uma glória passageira.

  Com todos esses argumentos bíblicos e históricos, podemos ver que tanto a Igreja Anglicana da Inglaterra como qualquer outra igreja de qualquer denominação que aceita pastorado feminino, está em desobediência à Palavra de Deus.
  Voltando, então, à pergunta: Biblicamente, pode uma mulher exercer a função de pastora ou de bispa? A resposta é óbvia: Não.

Breve histórico de Sarah Mullally 


  Quando vemos o breve histórico de Sarah Mullally, percebemos que o nível da Igreja Anglicana da Inglaterra está cada vez mais baixo, sua moralidade está cada vez pior. Como se não bastasse aceitar pastorado feminino, para piorar, ainda elegem uma mulher que já defendeu causas consideradas liberais na instituição, incluindo a permissão de bençãos para "casais" do mesmo sexo. Então, podemos perceber que o buraco é bem mais embaixo.
  Sarah Mullally é a primeira mulher a liderar a instituição Anglicana na Inglaterra. Assumiu ao cargo na quarta-feira, 25 de março do corrente ano. A nomeação ocorreu em outubro de 2025 e gerou críticas de anglicanos conservadores, principalmente em países da África, que se opõem a bispas.
  Antes de assumir Cantuária, ela era bispa em Londres desde 2018. Além disso, ela é também ex-enfermeira.
  Em seu primeiro discurso na Catedral da Cantuária, a ex-enfermeira de 63 anos condenou os escândalos de abuso sexual e as questões de segurança que têm atormentado a igreja, além do antissemitismo após um ataque a uma sinagoga em Manchester, que matou dois homens.
  Uma de suas frases foi a seguinte: "Em cada etapa dessa jornada, ao longo da minha carreira de enfermagem e do ministério cristão, aprendi a ouvir atentamente - às pessoas e à suave inspiração de Deus - para buscar unir as pessoas e encontrar esperança e cura." (Em destaque temos "unir as pessoas". Ou seja, essa falsa união, essa aparência de paz, essa falsa mensagem de paz e amor, é tudo o que o governo mundial do anti-cristo planeja. O sistema quer unir as pessoas para aceitarem o futuro governo do iníquo).
  Ela é reconhecida como uma administradora competente que trabalhou para modernizar a administração de sua diocese em Londres, ao mesmo tempo em que desempenhou um papel de liderança na resposta da igreja à pandemia de COVID-19. (Vejam só! Ela trabalhou para "modernizar a administração de sua diocese em Londres", ou seja, o sistema precisa de tudo bem modernizado para a implantação do governo mundial, igrejas modernas, cultos modernos, novos modelos de administração, "louvores" modernos, pastores e lideranças modernos. Ela também desempenhou um papel de "liderança na resposta da igreja à pandemia de COVID-19". Qualquer um que analisa bem as coisas que estão acontecendo no mundo percebe que a pandemia não foi nada menos que um ensaio para o que está por vir no período da Grande Tribulação).
  Para encerrarmos essa parte do histórico da arcebispa, há informações de que ela liderará esforços para lidar com o declínio no número de frequentadores da Igreja, incluindo alcançar os mais jovens, e enfrentar os desafios financeiros. (Destacando essa informação importantíssima para nós: "ela liderará esforços para lidar com o declínio no número de frequentadores da Igreja..." Quem disse que no sistema da besta, o sistema religioso vai estar vazio? Quem disse que as igrejas não vão estar cheias? O cristianismo apóstata vai estar a todo vapor, a religião vai atuar fortemente. Aquela igreja rica de Laodicéia, a qual Cristo está do lado de fora batendo a porta, vai estar fortemente atuante nesse período. Sendo assim, a nova arcebispa de Cantuária já está trabalhando em prol disso. Ela não está preocupada com a mensagem da cruz, ela não está preocupada com a pregação do evangelho, ela não está preocupada com uma igreja cheia de almas sendo salvas ao ouvirem o evangelho, o que ela quer é simplesmente uma religião cheia, um templo cheio de religiosos que estarão em conjunto com a religião da besta. Continuando: "incluindo alcançar os mais jovens..." Os velhos têm mentalidade antiga, já ultrapassada. O negócio dela é jovem, pois o jovem tem novas ideias, novas mentalidades, o jovem gosta de modernidades. Isso é tudo o que o sistema da besta precisa).

[Observação: As informações do histórico de Sarah Mullally estão baseadas no site da CNN Brasil. Os escritos destacados em negrito são observações minhas].

O encontro de Sarah Mullally com o papa Leão XIV 

  A matéria diz que o encontro entre a arcebispa Sarah Mullally e o papa Leão XIV será durante sua viagem a Roma, marcada de 25 a 28 de abril. Ela não vai viajar a Roma para evangelizar os romanos. Ela não vai viajar a Roma para passear com a família. Ela não vai viajar a Roma para fazer um estudo, uma pesquisa sobre esse lugar histórico. Ela não vai a Roma para fazer um turismo. Não! Ela vai a Roma se encontrar com o papa, o líder máximo da Igreja Católica Apostólica Romana.
  Na última quinta-feira, 26 de março, houve o encontro e a oração conjunta com o cardeal Kurt Koch, prefeito do Dicastério para a Promoção da Unidade dos Cristãos, na Capela de Nossa Senhora do Martírio, para comemorar o 60⁰ aniversário da Declaração Conjunta de 24 de março de 1966, a primeira declaração ecumênica formal entre as Igrejas Anglicana e Católica Romana, assinada pelo papa Paulo VI e pelo arcebispo Michael Ramsey.
  Logo a Inglaterra que no passado foi a nação de grandes avivamentos e que gerou gigantes na fé, homens como: John Wicliff, John e Charles Wesley, Charles Spurgeon, George Whitfield, J. C. Ryle, Martin-Lloyd Jones, A. W. Pink! Inclusive, alguns desses nomes aí citados foram anglicanos. Logo a Inglaterra que gerou os puritanos, donde saíram os congregacionais, os presbiterianos, os batistas e mais tarde os metodistas! Logo a Inglaterra que gerou a maior nação protestante do mundo, os Estados Unidos da América! Logo a Inglaterra que gerou a Bíblia King James 1611 e que foi a fonte para diversas outras traduções! Logo a Inglaterra que levou missionários para a expansão do evangelho em diversos lugares do mundo! Hoje vemos a Inglaterra cada vez mais islamizada, cada vez mais progressista, cada vez mais ecumênica, cada vez mais anti-cristã. Triste realidade da atual Inglaterra! Cenário de destruição!
  Podemos dizer sem dúvida que a Inglaterra está preparando o cenário para o fim dos tempos, para a entrega ao homem da iniquidade.

Conclusão 

  É necessário estarmos atentos às profecias da Palavra de Deus. Devemos fugir dos falsos ensinamentos, dos falsos mestres, dos falsos profetas. Aquele que está dormindo, é tempo de acordar para a realidade. O fim está muito próximo. Em breve acontecerá o arrebatamento da igreja e o mundo será entregue ao homem da iniquidade. 
  Devemos fugir desse ecumenismo propagado pelas falsas igrejas. Que possamos permanecer fiéis ao Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo e à sua Santa Palavra.

Ricardo dos Santos 

quinta-feira, 10 de abril de 2025

Os poderosos estão se preparando para o fim dos tempos. E você?

 Autor: Ricardo dos Santos 



  Interessante como são as coisas! Os poderosos estão cada vez mais se preparando para as grandes catástrofes que breve estarão acontecendo no mundo. Os sinais mostram isso claramente, é questão de muito pouco tempo. Ameaças de uma grande guerra em escala mundial, pandemias, terremotos, maremotos, miséria, fome, violência em altíssima escala, sinais nos céus, destruição de cidades... Governantes da Europa já estão alertando para que seus cidadãos comprem mochilas e objetos de emergência, estoquem alimentos e ainda estão promovendo cursos de sobrevivencialismo. Isso demonstra que esses poderosos creem nas profecias do Apocalipse. Basta vermos as construções de bunkers espalhados pelo mundo. Enquanto os poderosos creem e se preparam, os insensatos continuam nessa vidinha de achar que isso tudo é loucura, mera teoria da conspiração, coisa de fanático religioso. Enquanto os poderosos creem e se preparam, os insensatos continuam acreditando em tudo quanto é porcaria que é lançada em suas mentes no sistema "educacional" destruidor (Big Bang, evolução, comunismo, ateísmo e outras besteiras como essas). Portanto, saiam desse sistema. Creiam e confiem na bíblia. Quem crer na Palavra de Deus jamais será enganado. Enquanto o mundo inteiro fica assustado com as coisas que estão acontecendo, nós cristãos temos a paz do Senhor Jesus em nossas vidas. Nós cristãos, que somos a noiva de Cristo, estamos esperando o nosso noivo (Jesus Cristo) para o nosso encontro com ele nos ares (arrebatamento da igreja). A bíblia não nos deixa sermos enganados.

Ricardo dos Santos 

sexta-feira, 31 de janeiro de 2025

O pré-tribulacionismo livra a igreja de passar por aflições e perseguições?

 Autor: Ricardo dos Santos 



  Muitos questionam a nossa visão escatológica pré-tribulacionista, dispensacionalista e pré-milenista pelo fato de crermos que a igreja não passará pela Grande Tribulação, ou seja, a igreja será arrebatada antes para encontrar-se com o Senhor Jesus nos ares. Eles (os pós-tribulacionistas, os meso-tribulacionistas e os amilenistas) negam o pré-tribulacionismo pois alegam que a igreja precisa sofrer a perseguição do governo do anti-cristo. 

  Uma de suas alegações contra o pré-tribulacionismo é a seguinte: "Se o povo de Deus tem sofrido tribulações e perseguições desde os tempos de Israel no Antigo Testamento até os tempos da igreja no Novo Testamento em suas diferentes eras e diferentes lugares, por que a igreja da atualidade não passaria pelo sistema do homem da iniquidade dos últimos dias? Seriam os cristãos de hoje melhores e mais especiais do que os crentes dos primeiros séculos que eram brutalmente perseguidos e mortos de diversas maneiras? Seria muito fácil se fosse assim..." Esse é um dos argumentos dos críticos do pré-tribulacionismo. 

  Vamos então à resposta pré-tribulacionista para tal questionamento. O pré-tribulacionismo não nega que a igreja possa passar por grandes dificuldades e perseguições nos últimos dias. O fato da igreja não passar pelos últimos sete anos da história da humanidade (período da Grande Tribulação, governo do anti-cristo) não nos isenta de passarmos por momentos difíceis, momentos de aflições, momentos de perseguições. A qualquer momento pode ser levantado algum governo anti-cristianismo e proclamar uma grande perseguição contra a fé cristã. Aliás, durante toda a história da igreja, inclusive na atualidade, a igreja tem passado por esse tipo de perseguição. Basta ver o que acontece nos países muçulmanos e nos países comunistas por exemplo. Isso acontece em plenos tempos modernos, onde fala-se tanto em liberdade religiosa, liberdade de expressão, democracia. A religião cristã é a religião mais perseguida de todos os tempos. Porém, tudo isso não se trata da Grande Tribulação a qual o Senhor Jesus fala em Mateus 24. A Grande Tribulação profetizada por Jesus será esse período de sete anos que vai haver uma grande aflição como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem tampouco haverá. Esse período é que realmente a igreja estará livre, conforme diz em Apocalipse 3:10: "Como guardaste a palavra da minha paciência, também eu te guardarei da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo, para tentar os que habitam na terra"

  Se você quer se livrar da Grande Tribulação que vai vir sobre a face da terra, creia hoje mesmo no Senhor Jesus Cristo como Senhor e Salvador de sua vida. O Senhor Jesus está de braços abertos para te receber. Venha o mais rápido possível, pois amanhã poderá ser tarde demais.

Ricardo dos Santos 

quarta-feira, 29 de janeiro de 2025

Não passará esta geração: o que Jesus quis dizer com isso?

 Autor: Roger Gonçalves 



Mateus 24:34: “Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que todas essas coisas aconteçam”.

  Jesus errou quando afirmou que os sinais do tempo do fim se cumpririam em sua era?

Problema: Jesus falou de sinais e maravilhas no que diz respeito à sua segunda vinda. Mas ele disse que “esta geração” não passaria, sem que tudo isso acontecesse. Isso quis dizer que esses eventos aconteceriam durante a vida dos que o ouviam?

Solução: Esses eventos (i.e., a Grande Tribulação, o sinal da volta de Cristo e o fim dos tempos) não ocorreram nos dias de seus ouvintes. Portanto, é racional entendermos que o seu cumprimento se dará ainda no futuro. Essa questão requer um exame mais cuidadoso do significado de “geração”, quanto a sentidos diferentes relativamente aos contemporâneos de Jesus.

  Primeiro, “geração” em grego (genea) pode significar “raça”. Nessa situação específica, a afirmação de Jesus poderia significar que a raça judia não passaria até que todas as coisas se cumprissem. Por haver muitas promessas a Israel, inclusive a da herança eterna da terra da Palestina (Gn 12; 14-15; 17) e do reino Davídico (2 Sm 7), Jesus poderia estar se referindo à preservação da nação de Israel por Deus, de forma a cumprir com as promessas feitas a Israel.

  De fato, Paulo fala de um futuro da nação de Israel, quando eles serão restabelecidos nas promessas do pacto de Deus com eles (Rm 11:11-26).

  A resposta de Jesus à última pergunta de seus discípulos levava em conta que haveria um futuro reino para Israel, quando eles perguntaram: “Senhor, restaurarás tu neste tempo o reino a Israel?” Em vez de repreendê-los por falta de compreensão, Jesus respondeu: “Não vos pertence saber os tempos ou as estações que o Pai estabeleceu pelo seu próprio poder” (At 1:6-7).

  Segundo, “geração” poderia referir-se também a uma geração em seu sentido usual, de pessoas vivendo no tempo indicado. Nesse caso, a palavra se referiria às pessoas que estarão vivas quando essas coisas acontecerem no futuro. Em outras palavras, a geração que estiver viva quando essas coisas começarem a acontecer (o abominável da desolação [v. 15], a grande tribulação tal como nunca houve antes [v. 21], o sinal do Filho do Homem no céu [v. 30] etc.) permanecerá viva até quando esses juízos se completarem. Portanto, já que comumente se crê que, no fim dos tempos, a tribulação terá a duração de sete anos (Dn 9:27; cf. Ap 11:2), Jesus estaria dizendo que “esta geração” que estiver vivendo a tribulação ainda estará viva no seu final.

  Sob qualquer hipótese, não há razão alguma para se considerar que Jesus tivesse feito a afirmação, obviamente falsa, de que o mundo terminaria dentro do período de vida dos seus contemporâneos.

Roger Gonçalves é teólogo, apologeta e membro da Primeira Igreja Batista de Paciência. Esse estudo foi extraído do seu blog "Esquadrão anti-preterista", onde ele combate as heresias do preterismo que diz que o retorno de Jesus foi no ano 70 d.C..




Tempos atuais

 Autor: Roger Gonçalves 



II Timóteo 3:1 - "Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos."

  Segundo a tradição bíblica, o termo original grego usado aqui destaca a ideia de algo que é não somente difícil, mas perigoso e furioso ao mesmo tempo. Essa palavra foi utilizada para descrever situações extremamente desafiadoras e perigosas que poderiam confrontar os crentes da época. Dessa forma, ao se referir a algo 'difícil de fazer' ou 'difícil de suportar', o conceito vai além da mera dificuldade e adentra o território do perigo iminente, da fúria incontrolável, colocando em destaque a magnitude e seriedade das provações que poderiam surgir na jornada de fé dos crentes.

Roger Gonçalves é teólogo, apologeta e membro da Primeira Igreja Batista de Paciência.