Santidade

Devemos ser santos na terra, se quisermos ser santos no céu. Foi Deus que disse e Ele não voltará atrás: “A santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hebreus 12:14). Observou William Jenkyn: “O calendário do papa só declara santos às pessoas mortas, mas as Escrituras requerem a santidade da parte dos vivos”. John Owen afirmou: “Não se deixe iludir. O Senhor Jesus Cristo só conduz ao céu àqueles a quem Ele santifica na terra. O Cabeça vivo não admite membros mortos”. J.C. Ryle
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quinta-feira, 19 de março de 2026

Pilatos e a responsabilidade do homem

 Autor: Ricardo dos Santos 

Estudo baseado no livro "A cruz de Cristo" de autoria de John Stott 


  John Stott em seu livro "A cruz de Cristo" escreve a respeito de um assunto central da fé cristã, algo que se tornou o símbolo universal para nós cristãos: a cruz. É um excelente e profundo livro escrito por esse escritor e pregador conhecido mundialmente.
  O capítulo 2 desse livro tem como o seguinte tema: "Por que Cristo morreu?" Ele cita as principais figuras envolvidas na crucificação do Senhor Jesus: Os soldados romanos e Pilatos; O povo judaico e seus sacerdotes; Judas Iscariotes, o traidor. É baseado justamente nesse capítulo que estamos fazendo esse estudo.
  Sabe-se que Pilatos foi nomeado procurador (isto é, governador romano) da província fronteiriça da Judeia pelo imperador Tibério e serviu durante dez anos, de cerca de 26 a 36 A.D. Ele adquiriu a fama de hábil administrador, tendo um senso de justiça tipicamente romano. Os judeus, porém, o odiavam porque ele os desprezava. Eles não se esqueciam de seu ato de provocação do início do seu governo quando exibiu os estandartes romanos na própria cidade de Jerusalém. Josefo descreve outra de suas loucuras, a saber, que desapropriou dinheiro do templo a fim de construir um aqueduto. Muitos acham que foi no motim que se seguiu que ele misturou sangue de certos galileus com os seus sacrifícios (Lucas 13:1). Estas são apenas algumas amostras do seu temperamento esquentado, de sua violência e crueldade. De acordo com Filão, o rei Agripa I , numa carta ao imperador Calígula, descreveu Pilatos como: "Um homem de disposição inflexível, e muito cruel como também obstinado." Seu objetivo principal era manter a lei e a ordem, conservar os judeus perturbadores firmemente sob controle, e, se necessário para esses fins, ser implacável na supressão de qualquer tumulto ou ameaça de motim.
  Daí, nas páginas 51 e 52 ele fala a respeito do reconhecimento de Pilatos da inocência de Jesus. Jesus estava sendo acusado pelos líderes judaicos de estar pervertendo a nação, de estar vedando pagar tributo a César e de estar afirmando ser ele o Cristo Rei (Lucas 23:2). Ao investigar o caso, Pilatos teve a convicção da inocência de Cristo, ficou impressionado com a nobre conduta, com o domínio próprio e a inocência política do prisioneiro. Mas, mesmo assim a multidão gritava: "Crucifica-o! Crucifica-o!" Pilatos fez três tentativas de persuadir o povo sobre a inocência de Jesus, porém foi em vão. A própria mulher de Pilatos o enviou uma mensagem dizendo: "Não entres na questão desse justo, porque num sonho muito sofri por causa dele" (Mateus 27:19).
  John Stott, então, fala a respeito de suas engenhosas tentativas de evitar ter de tomar um partido. Ele queria evitar sentenciar a Jesus (visto acreditar ser ele inocente) e ao mesmo tempo evitar exonerá-lo (visto acreditarem os dirigentes judaicos ser ele culpado).
  Vamos, então, analisar a respeito das quatro artimanhas de Herodes para tentar soltar a Jesus e ao mesmo tempo pacificar os judeus, isto é, ser justo e injusto simultaneamente. O que tudo isso tem a ver conosco? Qual lição podemos tomar para a nossa vida diante das responsabilidades? Vamos analisar.

[Observação: As palavras de John Stott escritas no livro colocaremos em itálico.]

  "Primeira, ao ouvir que Jesus era da Galileia, e, portanto, estar sob a jurisdição de Herodes, enviou-o ao rei para julgamento, esperando transferir a ele a responsabilidade da decisão. Herodes, porém, devolveu Jesus sem sentença (Lucas 23:5-12)."

  Muita das vezes, queremos lançar nossas responsabilidades aos nossos líderes. Isso acontece tanto no seio da igreja quanto no meio secular. Na igreja, muita das vezes queremos jogar as responsabilidades nas costas do pastor, ou dos presbíteros, ou dos diáconos, ou do professor da Escola Bíblica Dominical, ou do líder de um determinado departamento. Não deve ser assim. O chamado que Deus tem para nós, nós é que devemos cumprir, nós é que devemos fazer; o talento que Deus nos deu em determinada área, nós é que devemos pôr em prática.
  Está escrito em Efésios 2:10: "Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas."
  Em Colossenses 3:23: "E tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor, e não aos homens."
  Tiago 4:17: "Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado."

  "Segunda, ele tentou meias medidas: 'Castigá-lo-ei, pois, e soltá-lo-ei' (Lucas 23:16,22). Ele esperava que a multidão se satisfizesse com algo menos que a penalidade máxima, e que o desejo de sangue do povo fosse saciado ao verem as costas de Jesus laceradas. Foi uma ação mesquinha. Pois se Jesus era inocente, devia ter sido imediatamente solto, não primeiramente açoitado."

  Não podemos querer agradar os dois lados nem ficar em cima do muro. O próprio Senhor Jesus nos diz em Mateus 6:24: "Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom."

  "Terceira, ele tentou fazer a coisa certa (soltar a Jesus) com o motivo errado (pela escolha da multidão). Lembrando-se do costume que o Procurador tinha de dar anistia de Páscoa a um prisioneiro, ele esperava que o povo escolhesse a Jesus para esse favor. Então ele podia soltá-lo como um ato de demência em vez de um ato de justiça. Era uma ideia astuta, mas inerentemente vergonhosa, e o povo a frustrou exigindo que o perdão fosse dado a um notório criminoso e assassino, Barrabás."

  Essa situação é muito parecida com a primeira, com a diferença de que aqui ele estava tentando manipular a massa para cumprir seu propósito. Não devemos manipular ninguém nem querer transferir nossas responsabilidades para aqueles que estão subordinados a nós.

  "Quarta, ele tentou protestar sua inocência. Tomando água, lavou as mãos na presença do povo, dizendo: 'Estou inocente do sangue deste justo' (Mateus 27:24). E então, antes que suas mãos se secassem, entregou-o para ser crucificado. Como pôde ele incorrer nessa grande culpa imediatamente depois de ter proclamado a inocência de Jesus?"

  Um ato covarde de Pilatos. Não podemos lavar as nossas mãos diante de uma situação ou problema que está diante de nós. Não devemos fugir dos problemas que precisamos resolver. Muito menos ficar calados diante de uma situação em que um inocente está sendo condenado.

Conclusão 

  Para concluir, podemos continuar usando das palavras de John Stott nesse conceituado livro. Em um determinado parágrafo, ele escreve:
  "É fácil condenar a Pilatos e passar por alto nosso próprio comportamento igualmente tortuoso. Ansiosos por evitar a dor de uma entrega completa a Cristo, nós também procuramos subterfúgios. Deixamos a decisão para alguém mais, ou optamos por um compromisso morno, ou procuramos honrar a Jesus pelo motivo errado (como mestre em vez fe Senhor), ou até mesmo fazemos uma afirmação pública de lealdade a ele, mas ao mesmo tempo o negamos em nossos corações."

Livro: A cruz de Cristo 

John Stott: Teólogo, pregador e escritor 


                                                       Ricardo dos Santos 

  

terça-feira, 16 de dezembro de 2025

Por que Jesus é chamado de Leão e de Cordeiro ao mesmo tempo?

 Autor: Ricardo dos Santos 

Estudo baseado no livro "A excelência de Cristo" de Jonathan Edwards.


  "E disse-me um dos anciãos: Não chores, eis aqui o Leão da tribo de Judá, a raiz de Davi, que venceu, para abrir o livro e desatar os seus sete selos. E olhei, e eis que estava no meio do trono e dos quatro animais viventes e entre os anciãos um Cordeiro, como havendo sido morto" (Apocalipse 5:5-6a).


  O pastor Jonathan Edwards - teólogo calvinista, puritano, filósofo, pastor congregacional e um grande avivalista do século XVIII - em seu livro "A Excelência de Cristo: Os Atributos Únicos do Filho de Deus", escreve a respeito dos atributos únicos do Filho de Deus. Nesse livro ele explica como diversos atributos contraditórios podem se encontrar na pessoa de Jesus Cristo. Como exemplo, citaremos um dos tópicos onde ele explica como a grandiosidade infinita e a condescendência infinita se encontram ao mesmo tempo na pessoa de Jesus. Assim Edwards escreve: 

   "Cristo, por ser Deus, é infinitamente grandioso e elevado acima de tudo. Ele é mais elevado do que os reis da terra; pois ele é o Rei dos reis e o Senhor dos senhores. Ele é maior do que os céus e mais elevado do que os anjos mais sublimes do céu. Ele é tão grande que todos os homens, todos os reis e príncipes, são como vermes e como pó diante dele; e todas as nações são como a gota d'água que cai de um balde e pó miúdo das balanças; e até mesmo os próprios anjos são como nada diante dele. Jesus Cristo é tão grandioso que está infinitamente imune a sentir qualquer necessidade de nós; ele está acima de nosso alcance, de forma que não podemos ser de nenhum proveito para ele bem como está acima de nossas concepções, de forma que não podemos compreendê-lo: 'Qual é o seu nome? E qual é o nome de seu filho, se é que o sabes?' (Provérbios 30:4). Mesmo que nossos entendimentos fossem expandidos como jamais o foram, ainda assim, eles não poderiam alcançar a sua glória divina: 'Como as alturas dos céus é a sua sabedoria; que poderás tu fazer?' (Jó 11:8). Cristo é o Criador e o grande Possuidor dos céus e da terra. Ele é o Senhor soberano sobre todos. Ele governa sobre todo o universo e faz tudo o que lhe agrada. Seu conhecimento não tem limites; sua sabedoria é perfeita, e ninguém pode limitá-la; seu poder é infinito, e ninguém pode resistir a ele; as suas riquezas são imensas e inesgotáveis; e a sua majestade é infinitamente terrível.

  E, entretanto, Jesus possui condescendência infinita. Ninguém é tão fraco ou inferior que a condescendência de Cristo não seja suficiente para alcançá-lo graciosamente. Ele condescende não apenas para os anjos, rebaixando-se a contemplar as coisas que são feitas no céu, mas ele também condescende a criaturas tão miseráveis como os homens; e não apenas para tomar conhecimento de príncipes e grandes homens, mas até mesmo daqueles que são os mais vis, 'os pobres deste mundo' (Tiago 2:5). Embora tais homens sejam comumente desprezados por seus semelhantes, Cristo não os despreza: 'Deus escolheu as coisas vis deste mundo e as desprezíveis' (1Coríntios 1:28). Cristo condescendeu em tomar conhecimento de mendigos (Lucas 16:22) e das pessoas e nações mais menosprezadas. Em Jesus Cristo não há 'bárbaro, cita, servo ou livre' (Colossenses 3:11). Assim, aquele que é elevado, condescende em graciosamente atentar para os pequeninos, como está escrito em Mateus 19:14: 'Deixai os meninos, e não os estorveis de vir a mim'. A sua condescendência é suficiente para tomar um conhecimento gracioso das criaturas mais indignas e pecadoras, aquelas que não merecem o bem e aquelas que merecem infinitos males".

  Além desse tópico, muitos outros tópicos são explicados no livro, tais como: "Encontram-se em Jesus Cristo justiça infinita e graça infinita"; "Na pessoa de Cristo reúnem-se glória infinita e a humildade mais profunda"; "Na pessoa de Cristo reúnem-se majestade infinita e mansidão transcendente ; "Na pessoa de Cristo reúnem-se soberania absoluta e resignação perfeita"... 

  Em concordância com esses escritos de Jonathan Edwards, podemos citar o que Agostinho de Hipona escreveu no quarto século em seu livro "Confissões". No capítulo IV ele diz:

  "O que és então, meu Deus? O que, senão o Senhor Deus? Pois quem é Senhor senão O Senhor? Ou quem é Deus senão nosso Deus? Altíssimo, boníssimo, potentíssimo, onipotentíssimo; graciosíssimo, embora justíssimo; ocultíssimo, embora presentíssimo; lindíssimo, embora fortíssimo; constante, embora incompreensível; imutável, embora tudo mude; nunca novo, nunca antigo; tudo renova, enquanto acrescenta idade aos orgulhosos, saibam eles ou não; sempre trabalhando, sempre em repouso; sempre preenchendo sem de nada sentir falta; suportando, enchendo, transbordando; criando, nutrindo e dando crescimento; buscando, embora detenha todas as coisas. Tu amas, sem Te apaixonares; és zeloso sem Te inquietares; arrependes-Te sem lamentares; és irado, embora sereno; mudas a Tua obra, mas Teu propósito permanece inalterado; recebes outra vez o que encontras, embora nada tenhas perdido; de nada necessitas, mas Te regozijas com os ganhos; nunca cobiçoso, embora exija usura. Tu recebes repetidamente o que já a ti pertence, pois quem terá algo que não pertença a Ti? Pagas Teus débitos sem nada deveres; quitas os débitos sem nada perderes. E o que disse eu agora, meu Deus, minha vida, minha santa alegria? Ou o que terá dito qualquer homem quando fala sobre Ti? Mas, ai daqueles que não falam de Ti, pois são mudos que falam".

  Mas, o que tudo isso tem haver com o nosso tema a respeito do Leão e do Cordeiro? Vejamos o que diz Jonathan Edwards no citado livro:

1- Ele é chamado de Leão.

  "Eis aqui o Leão da tribo de Judá". Ele parece ser chamado de o Leão da tribo de Judá em alusão ao que Jacó disse em sua benção a essa tribo em seu leito de morte; pois, quando ele abençoou Judá, o comparou a um leão: "Judá é um leãozinho, da presa subiste, filho meu; encurva-se, e deita-se como um leão, e como um leão velho; quem o despertará?" (Gênesis 49:9). E também ao estandarte do arraial de Judá no deserto, no qual era exibido um leão, de acordo com a antiga tradição dos judeus. É muito por causa dos atos corajosos de Davi que a tribo de Judá, a qual Davi pertenceu, é comparada a um leão na benção profética de Jacó; mas, sobretudo, aquela era uma visão profética que apontava para Jesus Cristo, o qual também pertenceu a essa tribo e era descendente de Davi, e em nosso texto ele é chamado de "a Raiz de Davi". Por isso Cristo é chamado aqui de "o Leão da tribo de Judá".

2- Ele é chamado de Cordeiro.

  João foi informado sobre um Leão que venceu para abrir o livro e, obviamente, esperava ver um leão; mas enquanto ele aguarda, eis que o Cordeiro aparece para abrir o livro, um tipo de criatura muito diferente de um leão. Um leão é um devorador acostumado a fazer uma terrível matança de outros animais; e nenhuma criatura pode mais facilmente se tornar uma presa dele do que um cordeiro. E Cristo é representado aqui não apenas como um cordeiro, uma criatura que pode ser morta facilmente, mas como um "Cordeiro que havia sido morto", ou seja, com as marcas de suas feridas mortais aparentes. 

  Embora o leão e o cordeiro sejam criaturas muito diferentes, entretanto, eles possuem excelências peculiares. O leão se destaca em força e na majestade de sua aparência e rugido; o cordeiro se destaca na mansidão e paciência, além de ser um alimento excelente e de produzir o que é apropriado para nossa vestimenta, e ainda é adequado para ser oferecido como sacrifício a Deus.

  Para concluir, nesse livro ele cita diversas passagens onde Jesus age como um cordeiro, e outras passagens onde Jesus age como um leão. Exemplos: ao ser humilhado na cruz do Calvário sem abrir a boca, ele agiu como um cordeiro; ao ser ressuscitado vencendo a morte, ele agiu como um leão; ao ter nascido numa manjedoura, agiu como um cordeiro; ao se assentar no meio dos doutores e interrogá-los no templo e também ao vencer a tentação do diabo no deserto, agiu como um leão; na sua primeira vinda, veio como servo sofredor, agindo como cordeiro; na segunda vinda, virá como rei e senhor, agindo como leão; na purificação do templo, quando Jesus expulsou todos os que vendiam e compravam no templo e derribou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas, agiu como um leão. 

  Você que está lendo esse estudo, aceite hoje mesmo a Jesus Cristo como Senhor e Salvador de sua vida. Saiba que em breve ele voltará para julgar a terra. Como está a sua vida diante de Deus?



Ricardo dos Santos 

  

quarta-feira, 19 de novembro de 2025

Tome sobre si a sua cruz, e siga-me

Autor: Matheus Brito 


“Tome sobre si a sua cruz, e siga-Me.” Mateus 16:24

  Muitas vezes não conseguimos imaginar essa frase com toda a sua força e contexto e, infelizmente, ela é usada de forma equivocada, como se “tomar a cruz” fosse apenas enfrentar as dificuldades da vida: falta de emprego, falta de dinheiro, uma doença, uma dor, uma fatalidade, um acidente ou qualquer outro evento cotidiano.

  Mas Cristo não estava falando disso, pois a cruz, nesta passagem, significa exatamente cruz: o instrumento de execução cruel e humilhante usado pelos romanos, no qual o próprio Senhor foi sentenciado à morte. O sentido que Jesus deu não é sobre suportar problemas comuns, mas sobre estar disposto a sofrer perseguição e até a morte por amor ao Evangelho.

  Jesus prossegue dizendo:

📖“Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á.” Mateus 16:25

  Muitos distorcem esse versículo, aplicando-o de forma superficial, mas o contexto aponta para a perseguição por causa da fé e Cristo reforça isso com duas perguntas:

📖“Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma? Ou que dará o homem em recompensa da sua alma?” Mateus 16:26

  A resposta é clara: não há proveito algum em conquistar tudo neste mundo e perder a alma, pois não existe nada que possamos oferecer em troca dela. Por isso, o apóstolo Paulo declarou:

📖“Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho.” Filipenses 1:21

  O povo que ouviu Jesus entendeu imediatamente o que Ele queria dizer, porque a crucificação era uma prática comum naquela época e era basicamente assim:

✝️ O condenado era despido, flagelado, e sofria grande perda de sangue. Depois, carregava o patíbulo (a viga horizontal da cruz) até o local da execução, diante de uma multidão. Ali, nu e humilhado, era pregado à cruz com grandes cravos de ferro, sendo exposto publicamente até a morte e o título com seu crime era afixado sobre sua cabeça.

✝️Assim, quando Jesus disse “tome a sua cruz”, Seus ouvintes sabiam muito bem que Ele falava de entregar a vida, se necessário, em fidelidade a Deus.

⛪Portanto, nós, como Igreja de Cristo hoje, também precisamos entender esse real significado e não nos prender a interpretações distorcidas, pois biblicamente falando, ser discípulo é estar pronto a negar a si mesmo, enfrentar perseguições e até perder a vida por causa do Senhor.

  O apóstolo Paulo expressou isso ao final de sua carreira:

📖“Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo Juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda.” 2 Timóteo 4:7-8

  Assim, voltamos ao chamado de Jesus:

📖“Então disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me. Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; e quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á.” Mateus 16:24-25

Matheus Brito 

quarta-feira, 10 de setembro de 2025

Jesus de Gênesis a Apocalipse

 Autor: Matheus Brito 



Ele é o centro das escrituras: o Alfa e o Ômega, o mesmo ontem, hoje e para sempre (Hebreus 13:8).

Antigo Testamento

Gênesis – A Semente da Mulher / O Criador / O Cordeiro providenciado

Êxodo – O Cordeiro Pascal / Nosso Libertador

Levítico – Nosso Sumo Sacerdote / O Sacrifício Perfeito

Números – A Rocha ferida / A Coluna de Fogo e Nuvem

Deuteronômio – O Profeta Prometido / A Palavra Viva

Josué – O Capitão da nossa Salvação

Juízes – Nosso Justo Juiz

Rute – O Parente Resgatador (Goel)

1 Samuel – O Rei Ungido / O Servo Fiel

2 Samuel – O Rei de Graça e Misericórdia

1 Reis – O Rei Glorioso / A Sabedoria de Deus

2 Reis – O Profeta Poderoso

1 Crônicas – O Rei Eterno da linhagem de Davi

2 Crônicas – O Restaurador do Reino

Esdras – O Restaurador do Templo

Neemias – O Reconstrutor dos Muros Quebrados

Ester – O Defensor do seu povo

– O Redentor Vivo

Salmos – O Nosso Canto, Pastor, e Refúgio

Provérbios – A Sabedoria de Deus

Eclesiastes – O Sentido da Vida

Cânticos (Cantares de Salomão) – O Noivo Amado / O Amado da Igreja

Isaías – O Servo Sofredor / Maravilhoso Conselheiro / Príncipe da Paz

Jeremias – O Deus Justo / O Oleiro

Lamentações – O Homem de dores / O Fiel em meio à aflição

Ezequiel – O Filho do Homem / A Restauração de Israel

Daniel – O Filho do Homem nas nuvens / A Pedra que destrói os reinos

Oseias – O Esposo fiel apesar da infidelidade

Joel – O Doador do Espírito Santo

Amós – O Justo Juiz das nações

Obadias – O Vingador do Seu povo

Jonas – O Missionário que desceu ao abismo / Ressurreição profética

Miquéias – O Rei que nascerá em Belém

Naum – A Fortaleza no dia da angústia

Habacuque – O Deus da nossa salvação

Sofonias – O Senhor Zeloso

Ageu – O Desejado de todas as nações

Zacarias – O Renovo da Justiça / Rei Manso que entra em Jerusalém

Malaquias – O Sol da Justiça / O Mensageiro da Aliança

Novo Testamento

Mateus – O Messias Prometido / Rei dos Judeus

Marcos – O Servo Sofredor / O Servo de Deus

Lucas – O Filho do Homem / O Salvador do mundo

João – O Filho de Deus / O Verbo que se fez carne

Atos – O Senhor Ressuscitado / O Cabeça da Igreja em ação

Romanos – A Justiça de Deus / Nosso Justificador

1 Coríntios – O Senhor Nosso / O Fundamento da Igreja

2 Coríntios – A nossa Suficiência / O Consolador

Gálatas – O nosso Libertador do jugo da Lei

Efésios – O nosso Tudo em Todos / O Cabeça da Igreja

Filipenses – A nossa Alegria / O Nome sobre todo nome

Colossenses – A nossa Vida / A Imagem do Deus invisível

1 Tessalonicenses – Aquele que há de vir

2 Tessalonicenses – O Senhor que vai voltar

1 Timóteo – O nosso Mestre / Mediador entre Deus e os homens

2 Timóteo – O nosso Exemplo de fidelidade

Tito – O nosso Modelo / O nosso Redentor

Filemom – O nosso Senhor e Mestre que intercede

Hebreus – O nosso Intercessor junto ao trono / Sumo Sacerdote Perfeito

Tiago – O nosso Modelo Singular / A Fé que age

1 Pedro – A Pedra Angular preciosa / O Cordeiro sem mácula

2 Pedro – A nossa Força e Esperança

1 João – A nossa Vida / Amor encarnado

2 João – A nossa Verdade

3 João – O nosso Caminho

Judas – O nosso Protetor / Aquele que nos guarda de cair

Apocalipse – O nosso Rei Triunfante / Alfa e Ômega / Leão da Tribo de Judá / Noivo da Igreja

✝️Jesus está presente em toda a narrativa bíblica:

📜No Antigo Testamento como tipo, sombra e promessa;

📖No Novo Testamento como cumprimento, revelação e consumação.

Matheus Britho 

terça-feira, 2 de setembro de 2025

Jesus, o Nazareno

 Texto extraído de "O Novo Comentário Bíblico Novo Testamento" da editora Central Gospel


  Um decreto de morte nos dias de Jesus obrigou José a mudar-se com a família. De Belém, eles fugiram para o Egito. No retorno a Israel, cruzaram a Judéia e passaram a viver na aparentemente tranquila região da Galiléia, na cidade de Nazaré. Mateus consegue ver a providência de Deus nessa mudança. A profecia em Miquéias 5:2 dizia que o Messias viria de Belém (Mt 2:6), e Mateus fala sobre outra profecia: "Ele será chamado Nazareno", o que se cumpriu quando José se mudou para Nazaré (Mt 2:23).
  Uma pesquisa detalhada das Escrituras revela que essas palavras específicas não foram ditas por nenhum profeta do Antigo Testamento. Há duas explicações principais para esse mistério bíblico. Alguns descobriram que a origem da palavra "nazareno" no hebraico vem das palavras "raiz" ou"ramo". A palavra "ramo", ou "rebento", é usada pelos profetas para falar sobre a vinda do Messias. Por exemplo, em Isaías 11:1, é dito que o Messias viria como um ramo, como a raiz de Jessé (Is 53:2). Como uma árvore que foi cortada, a linhagem real de Davi foi quase toda destruída durante o cativeiro babilônico; mesmo assim, um rebento brotaria de seu tronco. Este é Jesus, o descendente de Davi e Rei dos Reis.
  Outros apontaram a palavra "profetas", em Mateus 2:23, que está no plural, como uma indicação de que Mateus não se referia a uma profecia específica, mas a um conceito que aparece em algumas profecias sobre o Messias.
  A cidade de Nazaré abrigava as tropas romanas no norte da Galiléia. E os judeus odiavam tanto os romanos que a maioria deles evitava qualquer contato com alguém de Nazaré. De fato, o povo judeu que vivia em Nazaré era considerado como alguém que tinha parte com o inimigo. Naquela época, chamar alguém de nazareno era demonstração de grande desprezo.
  Por ter vindo de Nazaré, Jesus era desprezado por muitos judeus. Até seus discípulos, no início, não viam com bons olhos aqueles que vinham de Nazaré. Quando Natanael ouviu que Jesus era de Nazaré, escarneceu dizendo: "Pode vir alguma coisa boa de Nazaré?" (Jo 1:46). O fato de Jesus ter sido desprezado por ter crescido em Nazaré se encaixa perfeitamente com várias profecias do Antigo Testamento sobre o caráter humilde do Messias (Sl 22:6-8; Is 42:1-4; Mq 5:2).
  Ambas as versões, se a palavra "nazareno" estava ligada às profecias sobre o Messias por significar "raiz" ou, de uma maneira geral, dizia respeito ao Seu caráter humilde, certamente ficaram muito claras para a maioria dos leitores de Mateus. Caso contrário, ele teria dado mais informações a respeito.

Texto extraído de "O Novo Comentário Bíblico Novo Testamento" da editora Central Gospel


quinta-feira, 7 de agosto de 2025

O ódio de Satanás contra a fé cristã bíblica é o mesmo ódio contra o criacionismo bíblico

Autor: Ricardo dos Santos 



  O mesmo ódio que Satanás tem inspirado pessoas contra a fé cristã bíblica nesses 2000 mil anos de história do cristianismo, é o mesmo ódio que ele tem inspirado pessoas contra o criacionismo bíblico nesses 200 anos desde que surgiu o darwinismo. Podemos reparar: fé cristã BÍBLICA e criacionismo BÍBLICO. Ambas as doutrinas têm o mesmo fundador: Jesus Cristo. O que podemos concluir? Podemos concluir é que o ódio de Satanás é contra a própria pessoa do Senhor Jesus Cristo. Ele tentou e continua tentando destruir o povo escolhido por Deus de onde viria o messias e para quem o messias virá no final dos tempos: povo de Israel. Como ele não conseguiu nem conseguirá destruir esse povo, ele tentou destruir o próprio Senhor Jesus através das tentações. Não conseguiu. Como não conseguiu destruir Jesus, ele tem aplicado todos os esforços para destruir a igreja fundada pelo Senhor Jesus, ou seja, a fé cristã bíblica. Nunca conseguirá, pois o próprio Senhor Jesus disse que as portas do inferno não prevalecerão contra a igreja do Senhor Jesus. 

Viva o cristianismo bíblico!!!!! Viva o criacionismo bíblico!!!!!!!

Ricardo dos Santos 

sexta-feira, 25 de julho de 2025

A historicidade indiscutível de Jesus Cristo segundo fontes históricas para calar os céticos militantes

 Autor desconhecido 


Fontes extra-bíblicas que atestam a historicidade de Jesus (entre 30 e 150 d.C)

Fontes seculares 

1- Cornélio Tácito 
2- Mara Bar-Serapion 
3- Luciano de Samosata 
4- Plínio, o Jovem 
5- Imperador Trajano 
6- Suetônio 
7- Imperador Adriano 

Fontes judaicas 

8- Flávio Josefo 
9- Talmude 

Fontes arqueológicas 

10- Ossuário de Tiago, o irmão de Jesus 

Fontes citadas em outros documentos 

11- Talo 
12- Flegon 
13- Atos de Pilatos 
14- Carta do Rei Agbar V

Fontes cristãs 

15- Policarpo 
16- Clemente de Roma 
17- Inácio 
18- Justino 
19- Hermas 
20- Aristides 
21- Atenágoras 
22- Pápias
23- Teófilo 
24- Didaquê
25- Barnabé 
26- Quadratus 
27- Hegésipo

Fontes gnósticas

28- Evangelho da Verdade 
29- Evangelho de Tomé 
30- Papiro de Egerton
31- Evangelho de Pedro 

  Somente até o ano 150 d.C. podemos quantificar 30 evidências manuscritas e documentais sobre a existência de Jesus Cristo, e não somente sua existência, mas sobre seus ensinos, suas afirmações extraordinárias e sua influência mediante a atuação missionária de suas testemunhas oculares.
  Não deveria haver nenhum questionamento ou dúvida sobre sua personalidade histórica, visto que somente as fontes seculares de escritores não cristãos já reconstituem uma gama de informações correspondentes à narrativa evangélica no tocante a sua personalidade e característica missionária. São pelo menos nove fontes históricas antigas, de autores indiferentes ao cristianismo, contudo todas as declarações feitas dos mesmos podem consubstanciar uma parcela significativa da descrição dos evangelhos sobre os feitos e lições de Jesus Cristo.

Suetônio (70d.C - 130d.C)

  Suetônio foi um historiador romano. Gary Habermas em seu livro The Historical Jesus, afirma que "pouco se sabe sobre ele, exceto que ele era o secretário chefe do imperador Adriano (117 - 138d.C) e que tinha acesso aos registros imperiais". Suetônio escreveu: "Como os judeus, por instigação de Chrestus (uma forma de escrever Christus), estivessem constantemente provocando distúrbios, ele os expulsou de Roma". E também: "Nero infligiu castigo aos cristãos, um grupo de pessoas dadas a uma superstição nova e maléfica".

Plínio, o jovem (61d.C - 112d.C.)

  Plínio, o jovem, foi governador da Bitínia, na Ásia Menor, em 112d.C. Quando confrontado com o "problema cristão", escreveu ao imperador Trajano, delineando os métodos que ele usava e pedindo conselhos:
"Tenho-lhes perguntado pessoalmente se são cristãos", escreveu Plínio. Se admitiam sê-los, eram punidos. Todavia, outros "negaram que eram ou haviam sido cristãos". Postos à prova, estes não somente ofereceram sacrifícios pagãos, mas até mesmo "injuriaram o nome de Cristo: nenhuma das coisas, segundo entendo, consegue-se induzir o verdadeiro cristão a fazer". Respondendo a esta carta, Trajano elogiou Plínio pelo modo em que cuidava do assunto: "Seguiste o proceder certo...no seu exame dos casos dos acusados de serem cristãos".
  Em resposta à carta de Plínio, o imperador Trajano também deu as seguintes instruções para punir os cristãos:
"Nenhuma busca para encontrar essas pessoas deve ser feita; quando eles forem denunciados e condenados, devem ser punidos; mas com a restrição de que, quando a pessoa negar ser um cristão, e provar que não é (ou seja, adorando nossos deuses), ele será perdoado por arrependimento, apesar de ter incorrido em suspeita anteriormente".
  Plínio descreveu também as práticas de adoração dos primeiros cristãos:
"[Eles tinham] o costume de se reunir antes do amanhecer num certo dia, quando então cantavam responsavelmente os versos de um hino a Cristo, tratando-o como Deus, e prometiam solenemente uns aos outros a não cometer maldade alguma, não defraudar, não roubar, não adulterar, nunca mentir, e a não negar a fé quando fossem instados a fazê-lo; depois disso tinham o costume de separar-se e se reunir novamente para compartilhar a comida - comida do tipo comum e inocente".

Luciano de Samosata (125d.C. - 181d.C.)

  Luciano de Samosata foi um escritor satírico do segundo século que zombou de Cristo e dos cristãos. Ele admitiu que Jesus foi adorado pelos cristãos, introduziu novos ensinamentos e foi crucificado. Ele disse que os ensinamentos de Jesus incluíam a fraternidade entre os crentes, a importância da conversão e de negar outros deuses. Os cristãos viviam de acordo com as leis de Jesus, criam que eram imortais e se caracterizavam por desdenhar da morte, por devoção voluntária e renúncia a bens materiais. Luciano escreveu:
"Foi então que ele [Proteus] conheceu a maravilhosa doutrina dos cristãos, associando-se a seus sacerdotes e escribas na Palestina (...) E o [Jesus] consideram como protetor e o tiveram como legislador, logo abaixo do outro [legislador], aquele que eles ainda adoram, o homem que foi crucificado na Palestina por dar origem a este culto (...) Os pobres infelizes estão totalmente convencidos de que eles serão imortais e terão a vida eterna, desta forma eles desprezam a morte e voluntariamente se dão ao aprisionamento; a maior parte deles. Além disso, seu primeiro legislador os convenceu de que eram todos irmãos, uma vez que eles haviam transgredido, negando os deuses gregos, e adoram o sofista crucificado, vivendo sob suas leis."

Jesus Cristo como irmão de Tiago 

- O testemunho de Flávio Josefo (História dos Hebreus, capítulo 8, parágrafo 856)

"...Ele aproveitou o tempo da morte de Festo, e Albino ainda não havia chegado, para reunir um conselho diante do qual fez comparecer Tiago, irmão de Jesus chamado Cristo, e alguns outros; acusou-os de terem desobedecido às leis e os condenou ao apedrejamento..."

Cornélio Tácito e a citação de Jesus Cristo 

  Ao relatar o incêndio de Roma (64d.C.), Cornélio faz um registro importante sobre a existência de Jesus, ao mencionar que Nero acusou os cristãos pelo incêndio.
"De modo que, para acabar com os rumores, acusou falsamente as pessoas comumente chamadas de cristãs, que eram odiadas por suas atrocidades, e as puniu com as mais terríveis torturas. Christus, o que deu origem ao nome cristão, foi condenado à extrema punição (i.e. crucificação) por Pôncio Pilatos, durante o reinado de Tibério; mas, reprimida por algum tempo, a superstição perniciosa irrompeu novamente, não apenas em toda a Judéia, onde o problema teve início, mas também em toda a cidade de Roma."

O Talmude e a historicidade de Jesus 

  O Talmude é a obra mais respeitada, depois do Antigo Testamento, pelos judeus. Escrito entre 100 e 500d.C., o Talmude inclui leis, tratados, disposições e normas para regular a vida do povo.
  O Talmude em pouquíssimas citações que se faz, ou a Cristo ou aos cristãos, encontramos comentários hostis (com tom agressivo, com uma dose de rivalidade), no entanto serve para atestar a historicidade de Cristo.

- Talmude Mishná na 43⁰ seção do Sanhedrin 

  Trecho abaixo relatado no Talmude:
"Na véspera da Páscoa eles penduraram Yeshu e antes disso, durante quarenta dias o arauto proclamou que (ele) seria apedrejado por prática de magia e por enganar a Israel e fazê-lo desviar-se. Quem quer que saiba algo em sua defesa venha e interceda por ele. Mas ninguém veio em sua defesa e eles o penduraram na véspera da Páscoa."

"...eles o penduraram..." - esta expressão confirma a morte de cruz de Jesus. Portanto, um registro com o objetivo claro de ferir a imagem de Jesus serve como fortíssima prova da existência histórica de Jesus Cristo.

  Se utilizarmos apenas estas trinta literaturas externas à bíblia para reconstruir e reagrupar passagens do Novo Testamento, teríamos uma quantidade mais do que abundante para reconhecermos o "Cristo dos Evangelhos" e ter a perfeita convicção de que se trata "de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo".

Conclusão 

  O que o conjunto de todas essas fontes extra-bíblicas podem nos contar sobre Jesus?

"Em resumo, elas nos informam que Jesus: 1) era de Nazaré; 2) viveu de modo sábio e virtuoso; 3) foi crucificado na Palestina sob Pôncio Pilatos durante o reinado de Tibério César na época da Páscoa, sendo considerado o rei judeu; 4) segundo seus discípulos, ele ressuscitou dos mortos depois de três dias; 5) seus inimigos reconheceram que ele realizou feitos incomuns denominados por outros "feitiçaria"; 6) seu pequeno grupo de discípulos se multiplicou rapidamente, espalhando-se até Roma; 7) seus discípulos negavam o politeísmo, viviam de acordo com princípios morais e adoravam a Cristo como divino. Essa descrição confirma a imagem de Jesus apresentada nos evangelhos do Novo Testamento."
- Norman Geisler e Peter Bacchini, Fundametos Inabaláveis, p. 46.

"Quando combinamos todo este antigo testemunho não-cristão de Jesus, há material mais que suficiente para refutar o mito persistente que ainda existe em alguns círculos, de que Jesus jamais existiu."
- Craig Blomberg, Questões Cruciais do Novo Testamento, p. 46.

Autor desconhecido 



terça-feira, 17 de junho de 2025

O orgulho do homem versus a graça de Deus

Autor: Ricardo dos Santos 




  O orgulho do homem o leva a crer que sua salvação está em seus próprios méritos, em seus esforços, em sua bondade, em sua religiosidade, em suas boas obras, em seus conhecimentos... O ser humano acha que através de tudo isso pode alcançar o céu, ou seja, ele acha-se capaz. Outro dia eu escutei uma pessoa citando uma frase muito falada no meio espírita que diz: "sem caridade não há salvação". Pobres coitados! Como são enganados! Assim o diabo vem enganando o ser humano com suas seitas e heresias. Daí, quando um crente em Cristo chega para uma pessoa dessa e diz que a salvação não é por boas obras, mas sim pela graça mediante a fé, essa pessoa fica assustada, acha a mensagem estranha. Ela passou a vida toda ouvindo que a salvação é por boas obras, então ela acha estranha a mensagem da verdade revelada por Deus, o evangelho. 

  O mundo não consegue compreender quando um ímpio que fez o mal a vida inteira tem a vida transformada quando aceita a Cristo como Senhor e Salvador de sua vida. O ímpio não consegue crer que uma pessoa ruim que aceita a Jesus no final de sua vida seja salvo e vai para o céu. Isso é difícil para o mundo entender. A salvação não é pelo nosso mérito e sim pelo mérito de Cristo. 

  Você que está passando aqui e lendo essa mensagem, creia hoje mesmo no Senhor Jesus Cristo. O tempo da graça está se findando. Talvez hoje o Senhor esteja te dando a última oportunidade. Arrependa-se dos seus pecados e aceite a Cristo como Senhor e Salvador de sua vida.

Ricardo dos Santos 

segunda-feira, 9 de junho de 2025

O afrouxamento de absolutos e a heresia de que pessoas que professam falsos evangelhos irão para o céu

  Autor: Pr. C. J. Jacinto 


  Há uma fábula que se fortalece cada vez mais em nossos dias, um erro, uma heresia. Ela é a consequência de uma negação categórica de uma queda histórica do homem como narra os primeiros capítulos de Gênesis. 
  A Evolução e o humanismo creem que o homem está melhorando, está evoluindo. Creem que o progresso, a ciência e a tecnologia são provas, o homem se auto-supera, se torna um salvador de si mesmo. A verdade é que o homem é tão pecador quanto foi Adão, é destituído da graça de Deus, é espiritualmente corrompido. 
  Uma sociedade avançada pode cair num nível de impiedade sem limites. É só pesquisar a Europa no período da II Guerra, antes, durante e depois dela. O Dr Phillip Zimbardo provou isso nas suas experiências em Stanford, escreveu o "Efeito Lúcifer" e provou que nas circunstâncias apropriadas, os "melhores" filhos de Adão se tornam em verdadeiros monstros morais. 
  O homem pecador precisa ser regenerado, precisa nascer de novo, precisa crer em Cristo como seu único salvador, precisa crer que foi Cristo quem satisfez a justiça de Deus morrendo na cruz levando sobre si mesmo as nossas iniquidades e efetuando uma perfeita e eterna redenção. Pessoas não serão salvas por serem religiosas, boas, bem intencionadas, honestas, não! Elas só serão salvas quando crerem que Cristo morreu por elas e por isso mesmo confessam que ele é o único Salvador, Advogado e Mediador e que sua obra na cruz foi consumada e perfeita. A parcialidade e o afrouxamento desses absolutos hoje em dia, no neo-evangelicalismo moderno é uma evidência clara de que tais não conhecem o evangelho. Um verdadeiro desastre!

C. J. Jacinto

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O Papa foi salvo se...

 Autor: Pr. C. J. Jacinto 


  O Papa foi salvo

  Se...

....Ele confessou pessoalmente que Cristo é o único Salvador (Atos 4:12); se ele creu que a obra de Cristo na cruz foi absolutamente perfeita, totalmente consumada e irrepetível (João 19:30, Hebreus 9:12, 10: 10, 11, 12, 13 e 15); se ele creu que Cristo é o único mediador entre Deus e os homens (I Timóteo 2:5 e Hebreus 13:24); se ele creu que somente e tão somente o sangue imaculado de Cristo tem poder para apagar pecados e remir um pecador (I João 1:7 e Hebreus 9:22); se ele creu que a salvação é absolutamente, totalmente pela graça e não por obras de justiça que houvéssemos feito (Efésios 2:8 e 9 e Tito 3:5); se ele creu que o Verbo se fez carne no espaço e no tempo, e que essa encarnação foi um processo único, para efetuar um sacrifício único e definitivo e que desde a Sua ascensão Cristo se encontra  fisicamente à destra de Deus na majestade nas alturas como regente, gerenciador e sustentador do universo  (Hebreus 1:1 a 3); se ele creu que ninguém pode pôr outro fundamento além do que já foi posto, Cristo, como a Rocha eterna e indestrutível pelo qual a igreja se sustenta e se mantém (I Coríntios 3:11, Daniel 2:45, Mateus 21:42, I Pedro 2:7); se ele não foi um idólatra, opondo-se contra qualquer tipo de adoração e veneração a ídolos feito à imagem de  criaturas, sabendo que essa tentativa de se prostrar em homenagem a alguém que não seja Deus recorre no erro do Tentador que ofereceu todos os reinos do mundo a Cristo pelo simples ato de se prostrar e adorar, pois qualquer tipo de culto à criatura recorre em adoração a ela fazendo imagens semelhantes a homem ou mulher (Mateus 4:9 e 10 Romanos 1:25 Deuteronômio 4:16 Gálatas 5:20 Apocalipse 22:15). Se realmente ele seguiu esse perfil de um cristão bíblico, com certeza, creio na salvação dele.

C. J. Jacinto

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Transformação e glorificação

  Autor: Pr. C. J. Jacinto 


  Romanos 8:29 é um versículo maravilhoso dentro de uma passagem de grande relevância para a vida espiritual do cristão.

Porque o que dantes conheceu também os predestinou para serem conforme a imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos”.

  Aqui temos o ajuste da vida cristã num processo contínuo até que cada redimido seja perfeito e glorificado, e isso significa sermos idênticos ao padrão divino: O Filho de Deus.

  Conforme a sua imagem, no grego “Eikone”, um reflexo como em espelho muito próximo a semelhança, uma alta definição de uma cópia, um design de alta precisão conforme o modelo original; o próprio Cristo Jesus.

  Conforme a sua imagem é um processo de identificação. Se alguém está em Cristo, nova criatura é uma posição de identidade onde nos conformamos à imagem do que é perfeito. Assim, tendo Cristo a mais excelente vida espiritual, nós também teremos. Sua absoluta excelência moral é nosso padrão de conduta.

  A base pela qual repousa a nossa identidade é: Ser um com Cristo e ser como Cristo. Ele é o molde do homem regenerado. O Espírito Santo não fará menos, está “esculpindo” cada cristão para ser conforme a imagem de Cristo, assim, a vida cristã não é somente ser totalmente de Cristo, e não somente totalmente em Cristo, mas acima de tudo refletir o caráter e a santidade de Cristo. Em Atos 11:26, os seguidores do Senhor Jesus Cristo são chamados pela primeira vez de cristãos (Grego: cristianos), ou seja, uma designação sistemática do perfil de um verdadeiro seguidor de Cristo.

C. J. Jacinto

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A mãe e os irmãos de Jesus

 Autor: Gary Skinner 



  Jesus estava falando com um grupo de discípulos seus quando alguém disse que sua mãe e seus irmãos estavam lá fora pedindo para falar com Ele (Mateus 12:46/ Marcos 3:32).

  A maioria de nós se desculparia e diria "volto já. Minha mãe quer falar comigo."

  Em vez de parar e sair para conversar com a mãe e os irmãos dele, que vieram conversar com Ele, Ele transforma essa pergunta em outra pergunta para o cara que acabou de lhe informar isso. Ele faz uma pergunta retórica: "Quem é Minha mãe e quem são meus irmãos?"

  Ele está falando sobre aqueles que acreditam Nele e, por acreditarem Nele, fazem o que Ele pede (João 14:15). Jesus não está sendo desrespeitoso ou rude com Sua mãe ou com Seus irmãos de forma alguma, apenas afirmando fatos.

O problema...

  Muitos judeus tinham assumido que, por terem vindo de Abraão, eles estavam automaticamente qualificados para entrar no reino. Mas Jesus ensinou que a sua linhagem ou suas obras NÃO eram suficientes para levá-los para o reino. As relações familiares deles não eram o ingresso para o reino.

  Jesus apontou o seu dedo ósseo para a sua mãe e discípulos e disse...

"Pois qualquer que fizer a vontade de meu Pai que está nos céus, o mesmo é meu irmão, irmã e mãe (...)" - Mateus 12:50

  Em outras palavras, os relacionamentos que realmente importam na eternidade são aqueles relacionamentos baseados em relações corretas com Deus e Sua Palavra, NÃO MERA LINHAGEM.

Gary Skinner 

sábado, 31 de maio de 2025

O precioso sangue de Jesus (1 Pedro 1:17-21)

 Autor: Presbítero Helton Ferreira 


  
  Sem o sangue de Cristo, você e eu não poderíamos ter um relacionamento com nosso Pai celestial. A morte sacrificial de Jesus tornou possível ao homem pecador se aproximar do Deus Santo. Por causa de seu sangue, os crentes são redimidos, perdoados, justificados e santificados, e têm acesso ao seu Criador.

Por que o sangue de Jesus é precioso?
Porque era o sangue de Jesus Cristo não o homem, mas o Filho de Deus. E nele não havia dolo.

Qual a causa do derramamento do sangue de Jesus?
O Filho de Deus veio com o propósito de morrer pelos pecados da humanidade. E o sangue de Jesus Cristo é absolutamente essencial para o reatamento, nosso relacionamento com Deus. Aqueles que se recusam vão passar a eternidade para sempre separados do Pai (Apocalipse 20:15).

O que o sangue de Jesus nos proporciona?
1- Redenção - Resgata a nossa vida eterna ou compra de volta (1 Pedro 1:18-19). Jesus foi para a cruz com o principal objetivo de comprar-nos de uma vida de escravidão ao pecado.
2- Perdão - Nós somos perdoados porque Cristo foi para a cruz e derramou seu sangue por mim e por você (Efésios 1:7).
3- Justificação - Deus é santo e deve punir o pecado. Assim Cristo derramou seu sangue em nosso lugar, o Pai não só perdoa os nossos pecados, mas também nos declara justos (Romanos 5:17). Chamamos este processo de "justificação". Romanos 5:9 diz: "...tendo sido justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira."
4- Reconciliação - A Escritura diz: "Porque foi do agrado do Pai que toda plenitude nele habitasse, e que, havendo por ele feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra, como as que estão nos céus" (Colossenses 1:19-20).
5- Santificação - É o processo de ser separado para os propósitos de Deus e santificado, só é possível por causa do sangue de Cristo (Hebreus 13:12).
6- O acesso a Deus - Hoje, a única razão pela qual os cristãos podem se aproximar de Deus é porque, espiritualmente falando, estamos cobertos com o sangue de Jesus (Hebreus 10:19). O Pai ouve e responde nossas orações, pois estamos autorizados a aproximar-se dele através da justiça de Cristo.
7- Perdão Diário - Depois da salvação, os crentes ainda vão fazer algumas coisas que são inaceitáveis para Deus, mas se confessarmos os nossos pecados ao Senhor com um coração sincero, Ele perdoa outra vez (1 João 1:7-9). A base para o perdão é o sangue de Cristo derramado quando Ele morreu em nosso lugar (1 João 2:1-2).

Afinal, por que o sangue de Jesus é precioso?
Porque através dele, temos a redenção, o perdão, a justificação, reconciliação, santificação, o acesso a Deus e perdão diariamente. Mais nada na vida tem o poder de fazer essas coisas. Sem o sangue de Cristo, nós seríamos destinados a uma eternidade separada do Deus Todo-Poderoso. Qual o valor que damos a esse Sangue Precioso? Qual é o preço?

Presbítero Helton Ferreira, membro da Igreja Evangélica Congregacional de Jardim América no Rio de Janeiro - RJ.


quarta-feira, 21 de maio de 2025

Creia em Cristo e não na Bíblia?

 Autor: Pr. C. J. Jacinto 



  Você já ouviu essa declaração? Ela faz parte de um movimento de desconstrução do cristianismo bíblico e histórico. Dias atrás, assisti um vídeo de um “desigrejado” que ensinava essa heresia: “Creia em Cristo, não na Bíblia”. É claro que a projeção era para induzir a negação "A Bíblia não é a Palavra de Deus". Essa mentalidade já é antiga, o substantivo de negação foi usado contra a Palavra de Deus no Éden, ao afirmar “Certamente não morrerás” o Diabo induziu no coração de Eva que o que Deus falou não tem autoridade. É necessário que se diga; a tática da serpente é usada ainda hoje, sob a aprovação de aplausos de muitos falsos cristãos.

  É inacreditável que uma declaração tão equivocada como essa tenha repercussão positiva e aceitável em nossos dias, ela é irreconciliável com as próprias declarações de Cristo. Ele disse em João 7:38: “Quem crê em mim, como diz a Escritura...” e em João 5:39: “São elas (As Escrituras) que testificam de mim”. Não preciso ir mais adiante, o equívoco da declaração é uma ofensa a qualquer cristão sensato, a cegueira espiritual é capaz de promover os ensinos mais incoerentes e, mesmo assim, consegue arrancar aprovações. Quando você ouve “Creia em Cristo, não na Bíblia”, aqui temos uma contradição, o defensor dessa aberração teológica está com a consciência corrompida. Para se crer em Cristo como Ele de fato é, é necessário crer de acordo com a revelação e o ensino da Bíblia, é necessário que se creia que Cristo é por causa das declarações bíblicas acerca dEle. É dentro da revelação cristológica das Escrituras de Gênesis a Apocalipse que vamos encontrar um perfil completo sobre a Pessoa divina, o Bendito Salvador e Senhor Jesus Cristo. Deus trabalhou na história para fazer com que a Bíblia seja a fonte quase que absolutamente exclusiva e extremamente confiável sobre quem realmente é Jesus Cristo. Sem crer nas Escrituras é impossível determinar quem realmente Cristo é, mas graças a Deus, o Cristo verdadeiro pode ser conhecido pelo que a Bíblia diz acerca dele, e é esse fato irrefutável que faz da declaração “Creia em Cristo e não na Bíblia” ser uma declaração herética e infeliz.

  Onde encontramos que Cristo é o Verbo que se fez carne? Na Bíblia! (João 1:1 e 14) Onde encontramos que Cristo é o Caminho, a Verdade e a Vida? Na Bíblia! (João 14:9) Onde encontramos que Ele é o pão da vida? Na Bíblia! (João 6:35) Onde encontramos que Ele é o Servo sofredor? Na Bíblia! (Isaias 53) Onde encontramos que Ele é a Sabedoria, justiça, santificação e redenção? Na Bíblia! (I Coríntios 1:39) Onde encontramos que Ele é o Rei dos reis? Na Bíblia! (Apocalipse 19:16) Onde está escrito que Ele é a Pedra Angular? Na Bíblia! (Efésios 2:20) Onde encontramos que Ele é a luz do mundo? Na Bíblia! (João 8:12) Onde encontramos que Ele é o Senhor de todos? Na Bíblia! (Atos 10:36) Onde encontramos que Ele é o poderoso de Jacó? Na Bíblia! (Isaias 60:16) Onde encontramos que Ele é a semente da mulher que esmagará a cabeça da serpente? Na Bíblia! (Gênesis 3:15) Onde está escrito que Ele é o autor e consumador da fé? Na Bíblia! (Hebreus 12:3) Onde está escrito que seu nome será maravilhoso, conselheiro, Deus forte, Pai da eternidade e Príncipe da paz? Na Bíblia! (Isaias 9:6). Eu poderia continuar quase que infinitamente, mas vou reduzir esse assunto apologético de forma mais resumida. A declaração “Creia em Cristo e não na Bíblia” é fruto de uma teologia destituída de lógica, é uma declaração infeliz, é uma heresia monstruosa, é uma deficiência lógica, é uma contradição. Antigo e Novo Testamento apontam para o Cristo que devemos crer. Cremos em Cristo tal como Ele é porque a Bíblia assim revela de forma majestosa, útil, santa, e por esse motivo Paulo diz que toda a Escritura é inspirada por Deus, e isso no fechamento do Canon é o Antigo e o Novo Testamento, ambos numa harmonia que revela e apresenta o Verdadeiro Cristo ao mundo. Só a Bíblia apresenta o caráter e natureza do Verdadeiro Jesus. 

  Assim, vimos que o Antigo Testamento está dividido em:

1- A lei: Que é a fundação de Cristo.

2- História: Que é a preparação para Cristo.

3- Poesia: que é a aspiração por Cristo.

4- Profecia, que é a expectativa por Cristo.

  Então temos o Novo Testamento, que assim está dividido:

1- Evangelhos: A manifestação de Cristo.

2- História: A propagação da mensagem e ressurreição de Cristo.

3- Epístolas: A interpretação dos ensinos de Cristo e a proclamação da Sua segunda vinda.

4- Profecia: A consumação de todas as coisas em Cristo.

  Toda a Bíblia aponta para a Majestade do Filho de Deus, e então temos que deparar com a infeliz declaração apóstata, herética, desconstrucionista, infame, irracional, contraditória, de que alguém pode sustentar uma cristologia ortodoxa, pura, elevada, majestosa, digna, sensata, sem crer na Bíblia sagrada. Tenha paciência!


C. J. Jacinto

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quarta-feira, 7 de maio de 2025

O papa Francisco foi salvo?

 Autor: Ricardo dos Santos 



  Muito bem! Hoje eu gostaria de expressar a minha opinião a respeito da morte do Papa Francisco. É muito importante falar sobre isso, já que tem sido um assunto que tem ocupado as reportagens na televisão, na internet, nas redes sociais... Eu sei que é um tema que trás divergências de opinião entre a ala conservadora e a ala progressista da Igreja Católica. Aliás, não só no meio católico, pois o debate se expande até mesmo em outros meios, sejam religiosos ou não. Muitos dizem: "O papa está no céu com Deus, pois ele era bonzinho, ele fazia o bem, ele trabalhava pela paz." Já outros contradizem: "Não, o papa está no inferno pois era um papa progressista e desrespeitava tudo quanto era tradição e mandamento da Santa Igreja." E agora, quem está com a razão? 

  Diante de tal fato, não existe nada melhor do que consultarmos a Palavra de Deus e vermos o que ela diz. Nós que somos meros mortais humanos, não temos como afirmar se o papa está no céu ou no inferno, pois não sabemos como foi o fim de sua vida, quais foram suas últimas palavras e suas últimas atitudes. A única coisa que podemos ter certeza é que ninguém está no céu por ter sido um bom católico, ou um bom protestante, ou um bom espírita, ou um bom judeu, ou um bom muçulmano, ou um bom budista ou até mesmo por ter sido uma boa pessoa. Não sou eu quem digo isso, mas sim a Palavra de Deus. Sendo assim, não é diferente no que diz respeito ao papa, pois ninguém está no céu por ter sido um bom papa. O papa Francisco só pode estar no céu diante da seguinte condição: se o papa se arrependeu de seus pecados e confessou-os a Cristo, se o papa aceitou a Cristo como único e suficiente Senhor e Salvador de sua vida, se o papa abandonou todas as tradições religiosas do catolicismo romano juntamente com toda aquela idolatria, se ele se arrependeu de todos os erros e falsas doutrinas que pregou em toda a sua vida, então realmente o papa foi salvo e foi para o céu. Agora, se o papa continuou rejeitando a Cristo como único e suficiente Salvador de sua vida, lamento aos amantes e aos seguidores do papa, o seu destino foi o inferno. Sei que isso é duro falar, porém essa é a verdade da Palavra de Deus. 

  Você que está passando por aqui e lendo esse texto, reflita nisso. Jesus está te dando essa oportunidade hoje, agora. Creia no Senhor Jesus Cristo. A oportunidade é enquanto você ainda está em vida, pois depois que morre, cessa toda e qualquer oportunidade. Depois da morte, a bíblia diz que segue-se o juízo.

Ricardo dos Santos 

sábado, 5 de abril de 2025

Calvinismo versus ateísmo: duas correntes antagônicas com relação à existência de Deus, porém parecidas quanto à questão da escolha humana

 Autor: Ricardo dos Santos 



  No que diz respeito ao debate entre predestinação e livre-arbítrio, existem duas correntes antagônicas que tratam a questão da predestinação com bastante extremidade: por um lado você tem o ateísmo, por outro você tem o calvinismo. Ambos negam o livre-arbítrio do homem. O ateísmo, que nega a existência de Deus Criador, diz que todas as nossas ações e pensamentos são produtos de interações químicas e leis físicas. Já o calvinismo, uma linha do cristianismo protestante, crê na soberania absoluta de Deus de tal forma que todas as coisas já foram pré-determinadas por Deus antes da fundação do mundo, ou seja, até mesmo os que serão salvos e os que serão perdidos, já foram predestinados. Ambas as filosofias são antagônicas no que diz respeito à existência de Deus, porém se parecem muito no que diz respeito ao controle de nossas ações e escolhas. Daí a pergunta: Em que eu creio? Resposta: Creio que a bíblia, a Palavra de Deus, nos trás uma resposta muito mais eficaz e equilibrada. Durante o tempo todo a bíblia nos oferece o caminho a seguir, mas ao mesmo tempo nos dá oportunidade de escolha, ou seja, livre-arbítrio. Nós escolhemos seguir a Cristo ou ao mundo; nós escolhemos o céu ou o inferno; nós escolhemos a vida ou a morte; nós escolhemos o bem ou o mal... Além do mais, nós temos a nossa responsabilidade pelas escolhas que temos e pelos atos que cometemos. Por outro lado, pela bíblia, sabemos muito bem que Deus é soberano e que tem o controle de tudo. Ele é onisciente e onipresente. Pela sua presciência Ele ante-vê tudo e sabe de todas as coisas, até mesmo as palavras que sairão dos nossos lábios. Por isso, creia hoje mesmo no Senhor Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador. A escolha é sua. Você escolhe o céu ou o inferno, a vida ou a morte, a benção ou a maldição.

Ricardo dos Santos 

Apenas os cristãos bíblicos creem de fato no Senhor Jesus Cristo

 Autor: Ricardo dos Santos 



  Nós cristãos reclamamos dos judeus pelo fato de continuarem negando ao Senhor Jesus como o seu Messias. Mas, calma que Deus ainda tem um plano e um propósito com aquele povo. Porém, o que não podemos esquecer é que, não são somente os judeus que negam a Jesus Cristo. Na verdade, todas as religiões e toda a raça humana fora do verdadeiro cristianismo bíblico negam a Jesus. Todo aquele que, por mais religioso que seja, não crer em Jesus como único e suficiente Salvador, está negando a Jesus Cristo. Todo aquele que acredita em salvação por boas obras ou algum mérito humano, está negando a graça de Nosso Senhor Jesus Cristo. Todo aquele que acredita que as tradições e os rituais de sua religião levam a Deus, está negando o sacrifício vicário e eficaz de Nosso Senhor Jesus Cristo. Todo aquele que crer em algum outro livro além da bíblia, está negando a Palavra de Deus. Todo aquele que crer em outros intermediários além de Jesus, também está negando a Cristo. Sendo assim, todas as religiões negam a Jesus, não somente os judeus. Apenas os cristãos bíblicos creem de fato em Jesus Cristo como único e suficiente Salvador. Portanto, quero lhe fazer um convite neste dia: creia hoje mesmo em Cristo como único e suficiente Salvador de sua vida. Procure uma igreja verdadeiramente bíblica para você frequentar. O fim da nossa era está cada vez mais próximo, a volta do Senhor Jesus está muito próxima. Volte -se hoje para Deus, pois amanhã poderá ser tarde demais. Deus te abençoe!

Ricardo dos Santos 

sábado, 22 de março de 2025

Por que não sou predestinacionista?

 Autor: Pr. Neucir Valentim 


  A Predestinação...

Elimina o julgamento do ser humano - como o ser humano pode ser culpado ou absolvido de algo que lhe foi determinado e que não dependeu da sua vontade? (Hebreus 9:27; Mateus 24:45,46; 25:21). Como alguém pode ser culpado antes de sua existência? Conheço a Depravação Humana, é um fato, mas não concordo segundo a predestinação, com a ideia de um Deus bom, trazer à existência homens, mulheres e crianças destinadas à perdição eterna. Mesmo antes de existirem, terem culpa ou pecado, serem punidos ao fogo eterno sem opção! Mesmo sem a possibilidade de pedirem para existir! Isso não se coaduna com o Deus da Bíblia. Veja mais abaixo.

Maldade de Deus - A predestinação seria um ato de maldade de Deus, por ter sacrificado o Seu Filho em vão e, podendo salvar a todos, preferiu destinar trilhões e trilhões ao fogo do inferno (Lucas 19:10; Atos 16:10; Romanos 10:13; Judas 23). Pois ao escolher alguns para a vida, trouxe à existência trilhões para morte, que não pediram para nascer.

Não considera o amor de Deus - evidenciado em cristo Jesus a todos os homens (João 3:16).

A Mensagem da Salvação Universal é um grande blefe - se somente alguns poderão usufruir da salvação mediante a predestinação, logo a mensagem do Evangelho é uma propaganda enganosa (II Pedro 3:9; João 3:16; I João 2:2 etc.).

Dispensa a graça de Deus - a graça de Deus não tem sentido na predestinação, porque a pessoa está condenada ou salva. Se ela aconteceu, foi apenas no "decreto" que o elegeu, sem que tenha tomado dele conhecimento (Romanos 3:24; 5:20; 6:24).

Contraria o espírito das escrituras - essa doutrina invalida o Evangelho, destrói o amor ao bem, acaba com a ética, sacraliza qualquer tipo de comportamento e coloca em Deus todas as culpas, responsabilizando-O pelo flagelo humano (Marcos 16:16; João 3:16; Efésios 2:5-6).

Confunde desejo e realidade - por que o Criador iria desejar que somente alguns fossem salvos? A vontade de Deus é que todos sejam salvos e, por isso, coloca à disposição a Sua graça. Na realidade, somente os que aceitam os meios de salvação oferecidos, podem recebê-la (Atos 13:43; Romanos 5:20).

Desmente a doutrina da queda - se Deus é justo, amoroso e imparcial, por que faria acepção como alguns predestinacionistas afirmam? Então a queda não existiu de direito, foi apenas um fato ilustrativo. Se a predestinação se deu após a queda, conforme outros afirmam, aí a queda não tem importância alguma na história da salvação (Gênesis 3; Romanos 5:12; 8:3; I João 3:5), ou como alguns ensejam, para consubstanciar a sua errônea doutrina, a "queda é um mito literário."

Deus faz acepção de pessoas - se Deus é justo, por que destinaria pessoas à condenação eterna antes mesmo de nascerem, sem lhes dar oportunidade alguma? (Deuteronômio 10:17; Jó 34:19; Atos 10:34).

O ser humano não é autônomo - é inegável que o ser humano é dotado de intelecto, vontade e razão. Se Deus o criou assim, por que então não lhe permite usar o intelecto para conhecê-Lo, a razão para compreendê-Lo e a vontade para escolhê-Lo? A doutrina da predestinação, qualquer que seja o seu matiz, priva o ser humano de escolher, o que descaracteriza totalmente a sua humanidade (I Coríntios 9:1; II Coríntios 3:17; Gálatas 5:13; Tiago 1:25).

  Sei que muitos vão usar o argumento de que "Quem sou eu para estar questionando o Criador?". Não estou questionando o Criador, a Ele sempre me curvo, mas sim uma teologia desenvolvida por Agostinho, que a rigor criou outras teologias deploráveis ao entendimento protestante hoje, e que foi sistematizada por Calvino, no Século XVI!

  Para sua reflexão! 

  Os que invocam a predestinação, usurpam do termo soberania de Deus para impor-lhe um caráter arbitrário, mesquinho e restritivo. Ele de fato é soberano, todavia, a sua soberania não o faz atentar contra o seu próprio caráter, e negar os seus próprios atributos, entre eles o da justiça.

  Imagine você como seria confuso, diante do Trono Branco (Apocalipse 20:11), para trilhões de seres que vieram à existência pelo decreto divino, entender a sua condenação por antecipação, sem que, aos mesmos, tenha sido oferecido a chance de conseguir, ao menos crer. Isto não coaduna com a essência das Escrituras, com a misericórdia de Deus, com o significado universal da cruz e com a razão. Para os predestinacionistas, falta-lhes uma  percepção óbvia da divindade. Deus conhece a história por antecipação. Esse talvez seja o grande equívoco, confundir o saber por antecedência com o predestinar, o que é substancialmente diferente.

  Talvez fosse bom acrescentar aqui que sendo Deus o Criador do universo moral, o Senhor o criou com a "possibilidade" do mal moral. Não pode existir tal coisa chamada bem moral, a menos que haja o mal moral. Sem a escolha voluntária do que é justo e certo, não pode existir a virtude; a liberdade para escolher-se o bem necessariamente implica a liberdade para escolher o mal com todas as terríveis conseqüências decorrentes da escolha. Não pode haver a possibilidade do amor real, sem a existência da rejeição e do ódio.

  Portanto, se Deus criou os anjos e os seres humanos com o propósito de amá-los e manter comunhão com eles, tais criaturas deveriam ter a prerrogativa de reagir a ele em amor, por sua própria decisão. No entanto, a menos que haja a possibilidade de a pessoa rejeitar o amor, não pode haver a possibilidade de afirmar o amor. Sem essa liberdade de escolha, não existe moralidade, nem amor, apenas reação automatizada, mecânica. Que essa percepção sirva de resposta às perguntas que se levantam com tanta freqüência: Por que permitiu Deus a existência de uma pessoa como Satanás? Por que permitiu Deus que Satanás se aproximasse de Eva por meio de seu agente, a ser-pente? Por que Deus não fez Adão e Eva completamente bons, de tal modo que jamais caíssem em tentação? A resposta a todas as perguntas é: sem a possibilidade do mal, não haveria a possibilidade do bem.

  Há outra distinção importante no que concerne ao ser humano, que não se pode deixar de lado. Gênesis 1.27 declara que Deus fez o homem à sua imagem. Significa, então, que em sua estrutura moral e mental, Adão seria parecido com Deus dentro dos limites em que o finito possa assemelhar-se ao infinito. E certo que Deus é bom, e nele não há mal algum, nem engano. Deus é bom por causa de alguma força externa que o condicionou, de modo que ele não poderia ser outra coisa senão perfeito? Ou ele é bom porque ele escolheu a bondade e rejeitou o mal?

  Poder-se-ia levantar uma questão muito apropriada quanto a que se fora de Deus seria possível criar-se um padrão de medida moral, pelo qual sua bondade seria avaliada e determinada. É certo que a vontade de Deus é totalmente livre e não é determinada por outra autoridade ou poder externos. Então, não aconteceria que o homem, criado à imagem e semelhança de Deus, também tenha sido dotado de uma capacidade análoga de escolha pessoal, em virtude da qual o ser humano é responsabilizado por ter colocado a si próprio acima de Deus, como o fez toda a raça humana (com exceção de Jesus).

  Concluímos, pois, que o ser humano é total e finalmente responsável pelo seu próprio pecado, pelo qual Deus não tem responsabilidade alguma, em grau nenhum. Quando o Senhor lança uma convocação a toda a raça humana para que haja arrependimento e retorno a ele, em fé e total submissão (Atos 17.30,31: "... ordena agora a todos  homens, e em todo o lugar, que se arrependam; porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do homem que destinou; e disso deu certeza a todos..."), esse apelo deve ser considerado um convite sincero, uma oferta de perdão e vida nova a todos os homens, em todos os lugares. Se recusarem essa oportunidade, serão responsáveis e totalmente culpáveis pela recusa.

  Esse princípio da graça soberana envolve a rejeição total do esforço humano no sentido de merecer a salvação, ou ganhar o favor de Deus. "Graça" significa que é Deus quem faz todas as coisas, sem a ajuda do homem. A salvação deve advir como dádiva, um presente imerecido, pois o ser humano perdeu todo e qualquer direito e mérito para justificar-se. "Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie" (Efésios 2.8,9). "Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e renovação do Espírito Santo" (Tito 3.5). O texto diz que nada oferecido a Deus à guisa de caráter bom, serviço nobre ou obras de justiça contribui de alguma forma para a nossa salvação. Os que verdadeiramente se salvam recebem Jesus Cristo (João 1.12) como Senhor e Salvador (Romanos 10.9,10). Tendo o poder do Espírito que em nós habita (Colossenses 3.1-4), produziremos obras de justiça e bondade que manifestem a vida de Cristo dentro de nós ["Porque, assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem obras é morta" (Tiago 2.26)].

  No entanto, a obra de santificação desenvolvida na vida do crente nascido de novo é basicamente a operação graciosa do próprio Deus (Romanos 8.10-11,14). Essa vida transformada produzirá continuamente o fruto de nove gomos (Gálatas 5.22,23), se na verdade houve entrega pela fé, e não mera contrafação ou auto-engano, e se o verdadeiro filho de Deus apresentar seu corpo continuamente como sacrifício vivo a Deus, que o redimiu (Romanos 12.1). Portanto, o crente não mais se conforma com esse mundo, mas vai-se transformando pela renovação da mente, mediante a operação do Espírito de Cristo que nele habita (v. 2).

  No entanto, permanece a verdade que o homem nenhuma contribuição pode fazer em prol de sua salvação, se é que vai salvar-se, é claro. Até mesmo a fé salvadora é dom de Deus (Efésios 2.9). Tudo o que o ser humano perdido pode fazer é considerar as palavras de Cristo e aceitar a oferta de sua graça. E nem sequer a reação positiva se assemelha a uma obra meritória; é apenas um ato de mendigo que estende a mão vazia e suja para aceitar uma ajuda de seu benfeitor. E ato que nada tem a ver com méritos; não atribui ao pedinte merecimento algum, pois continua igual ao que oculta a mão no colo, em vez de estendê-la. A salvação é outorgada por piedade e graça. "Tendo Deus, por mera boa vontade, desde toda a eternidade, eleito alguns para a vida eterna, celebrou com estes uma aliança da graça, para livrá-los do estado de pecado e miséria, e conduzi-los a um estado de salvação mediante um Redentor" (Confissão de Westminster, tirado de João 17.6; Efésios 1.4; Tito 1.2; 3.7; dificilmente essa declaração poderia ser melhorada como formulação clássica da doutrina da graça.

  De acordo com esses versículos, Deus escolheu seus redimidos desde a eternidade, "antes da fundação do mundo" (Efésios 1.4). Ele não precisou esperar para ver; aquele que sabe todas as coisas desde o início até o fim conhece qual seria a reação de cada pessoa ao chamado de Cristo. Portanto, esses verdadeiros crentes, que constituem o templo espiritual de Cristo, o corpo místico do Senhor, sua esposa amada, são considerados dádiva de amor do Pai ao Filho (João 17.6: "Manifestei o teu nome aos homens que do mundo me deste; eram teus, e tu mos deste, e eles guardaram a tua palavra").

  Em que base escolheu Deus os seus eleitos? Não foi de acordo com os méritos que tivessem (Efésios 2.8,9), quer pelo caráter, quer pelas boas obras, tampouco pela fé (como obra meritória), mas "Como também nos elegeu nele" (Ef 1.4). Essas palavras parecem deixar implícito que Deus, o Pai, só escolhe as pessoas que estão no Filho, Jesus Cristo. No entanto, há um mistério a respeito da reação dos pecadores ao chamado do Salvador. É óbvio que não podemos estar em Cristo a menos que estejamos unidos a ele pela fé.

  Mas quem determina a nossa fé? Por que duas pessoas na mesma reunião evangélica ouvem a mesma mensagem do mesmo pregador, mas uma delas reage positivamente ao convite e vai à frente a fim de receber a Cristo, enquanto a outra permanece teimosamente em seu lugar, agarrada aos seus pecados e egoísmo? Disse Jesus em João 6.37: "Todo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora", ou seja, nada existe no princípio da eleição ou predestinação que impeça um pecador arrependido de vir a Cristo e receber sua salvação.

  Em João 6.44, no entanto, Jesus disse também: "Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou o não trouxer...". Os que vêm a Cristo fazem-no como resultado de uma obra graciosa de Deus em seus corações; é Deus, o Pai, que os atrai ao Filho, como Salvador e Senhor. Assim, devemos dar a Deus todo o crédito e toda a glória pelo impulso em nosso coração para reagir positivamente ao chamado de Cristo, quando o Evangelho nos é apresentado.

  De outra maneira, poderíamos dizer a nós mesmos: "Bem, de certa forma, eu mereci a graça de Deus, porque eu obedeci quando ele me chamou; fui diferente do pecador impenitente que estava sentado perto de mim, e não quis ir à frente quando o apelo foi feito". Não há lugar para mérito pessoal que diz respeito à nossa eleição. É apenas uma questão "da mera boa vontade de Deus", o qual recebe toda a glória quando um pecador se salva. Todo aquele que rejeita o Senhor deve receber toda a culpa por preferir permanecer condenado e perdido, mas toda pessoa que se salva deve dar a Deus toda a glória e louvor pela sua salvação, e sua nova vida em Cristo.

  Resumindo, então: Deus escolhe desde a eternidade todos os que hão de salvar-se; e a única base de sua decisão é sua boa vontade, assim como a única razão da salvação e justificação é o mérito da morte expiatória de Cristo. No entanto, Deus jamais escolhe os que não vão crer e nem querem aceitar Cristo; Deus só levará a Cristo para a salvação os que crêem nele.

  O que faz um pecador abrir seu coração à verdade de Deus e tornar-se disposto a crer, na verdade não está esclarecido nas Escrituras. Tudo de que podemos ter certeza é que Deus "é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se" (2 Pe 3.9) e não faz a escolha no lugar das pessoas.

  Cada uma assume total responsabilidade por sua própria escolha; como ser humano criado à imagem de Deus (portanto, o homem recebeu responsabilidade moral), em quem o Espírito de Deus operou (pois só ele pode evocar fé verdadeira e salvífica), a pessoa precisa decidir por si mesma entre a vida e a morte, a bênção e a maldição: "escolhe pois a vida, para que vivas, tu e a tua descendência" (Dt 30.19).

Pastor Neucir Valentim, pastor congregacional.