Autor: Ricardo dos Santos
Estudo baseado no livro "A cruz de Cristo" de autoria de John Stott
Autor: Ricardo dos Santos
Estudo baseado no livro "A cruz de Cristo" de autoria de John Stott
Autor: Ricardo dos Santos
Estudo baseado no livro "A excelência de Cristo" de Jonathan Edwards.
"E disse-me um dos anciãos: Não chores, eis aqui o Leão da tribo de Judá, a raiz de Davi, que venceu, para abrir o livro e desatar os seus sete selos. E olhei, e eis que estava no meio do trono e dos quatro animais viventes e entre os anciãos um Cordeiro, como havendo sido morto" (Apocalipse 5:5-6a).
O pastor Jonathan Edwards - teólogo calvinista, puritano, filósofo, pastor congregacional e um grande avivalista do século XVIII - em seu livro "A Excelência de Cristo: Os Atributos Únicos do Filho de Deus", escreve a respeito dos atributos únicos do Filho de Deus. Nesse livro ele explica como diversos atributos contraditórios podem se encontrar na pessoa de Jesus Cristo. Como exemplo, citaremos um dos tópicos onde ele explica como a grandiosidade infinita e a condescendência infinita se encontram ao mesmo tempo na pessoa de Jesus. Assim Edwards escreve:
"Cristo, por ser Deus, é infinitamente grandioso e elevado acima de tudo. Ele é mais elevado do que os reis da terra; pois ele é o Rei dos reis e o Senhor dos senhores. Ele é maior do que os céus e mais elevado do que os anjos mais sublimes do céu. Ele é tão grande que todos os homens, todos os reis e príncipes, são como vermes e como pó diante dele; e todas as nações são como a gota d'água que cai de um balde e pó miúdo das balanças; e até mesmo os próprios anjos são como nada diante dele. Jesus Cristo é tão grandioso que está infinitamente imune a sentir qualquer necessidade de nós; ele está acima de nosso alcance, de forma que não podemos ser de nenhum proveito para ele bem como está acima de nossas concepções, de forma que não podemos compreendê-lo: 'Qual é o seu nome? E qual é o nome de seu filho, se é que o sabes?' (Provérbios 30:4). Mesmo que nossos entendimentos fossem expandidos como jamais o foram, ainda assim, eles não poderiam alcançar a sua glória divina: 'Como as alturas dos céus é a sua sabedoria; que poderás tu fazer?' (Jó 11:8). Cristo é o Criador e o grande Possuidor dos céus e da terra. Ele é o Senhor soberano sobre todos. Ele governa sobre todo o universo e faz tudo o que lhe agrada. Seu conhecimento não tem limites; sua sabedoria é perfeita, e ninguém pode limitá-la; seu poder é infinito, e ninguém pode resistir a ele; as suas riquezas são imensas e inesgotáveis; e a sua majestade é infinitamente terrível.
E, entretanto, Jesus possui condescendência infinita. Ninguém é tão fraco ou inferior que a condescendência de Cristo não seja suficiente para alcançá-lo graciosamente. Ele condescende não apenas para os anjos, rebaixando-se a contemplar as coisas que são feitas no céu, mas ele também condescende a criaturas tão miseráveis como os homens; e não apenas para tomar conhecimento de príncipes e grandes homens, mas até mesmo daqueles que são os mais vis, 'os pobres deste mundo' (Tiago 2:5). Embora tais homens sejam comumente desprezados por seus semelhantes, Cristo não os despreza: 'Deus escolheu as coisas vis deste mundo e as desprezíveis' (1Coríntios 1:28). Cristo condescendeu em tomar conhecimento de mendigos (Lucas 16:22) e das pessoas e nações mais menosprezadas. Em Jesus Cristo não há 'bárbaro, cita, servo ou livre' (Colossenses 3:11). Assim, aquele que é elevado, condescende em graciosamente atentar para os pequeninos, como está escrito em Mateus 19:14: 'Deixai os meninos, e não os estorveis de vir a mim'. A sua condescendência é suficiente para tomar um conhecimento gracioso das criaturas mais indignas e pecadoras, aquelas que não merecem o bem e aquelas que merecem infinitos males".
Além desse tópico, muitos outros tópicos são explicados no livro, tais como: "Encontram-se em Jesus Cristo justiça infinita e graça infinita"; "Na pessoa de Cristo reúnem-se glória infinita e a humildade mais profunda"; "Na pessoa de Cristo reúnem-se majestade infinita e mansidão transcendente ; "Na pessoa de Cristo reúnem-se soberania absoluta e resignação perfeita"...
Em concordância com esses escritos de Jonathan Edwards, podemos citar o que Agostinho de Hipona escreveu no quarto século em seu livro "Confissões". No capítulo IV ele diz:
"O que és então, meu Deus? O que, senão o Senhor Deus? Pois quem é Senhor senão O Senhor? Ou quem é Deus senão nosso Deus? Altíssimo, boníssimo, potentíssimo, onipotentíssimo; graciosíssimo, embora justíssimo; ocultíssimo, embora presentíssimo; lindíssimo, embora fortíssimo; constante, embora incompreensível; imutável, embora tudo mude; nunca novo, nunca antigo; tudo renova, enquanto acrescenta idade aos orgulhosos, saibam eles ou não; sempre trabalhando, sempre em repouso; sempre preenchendo sem de nada sentir falta; suportando, enchendo, transbordando; criando, nutrindo e dando crescimento; buscando, embora detenha todas as coisas. Tu amas, sem Te apaixonares; és zeloso sem Te inquietares; arrependes-Te sem lamentares; és irado, embora sereno; mudas a Tua obra, mas Teu propósito permanece inalterado; recebes outra vez o que encontras, embora nada tenhas perdido; de nada necessitas, mas Te regozijas com os ganhos; nunca cobiçoso, embora exija usura. Tu recebes repetidamente o que já a ti pertence, pois quem terá algo que não pertença a Ti? Pagas Teus débitos sem nada deveres; quitas os débitos sem nada perderes. E o que disse eu agora, meu Deus, minha vida, minha santa alegria? Ou o que terá dito qualquer homem quando fala sobre Ti? Mas, ai daqueles que não falam de Ti, pois são mudos que falam".
Mas, o que tudo isso tem haver com o nosso tema a respeito do Leão e do Cordeiro? Vejamos o que diz Jonathan Edwards no citado livro:
1- Ele é chamado de Leão.
"Eis aqui o Leão da tribo de Judá". Ele parece ser chamado de o Leão da tribo de Judá em alusão ao que Jacó disse em sua benção a essa tribo em seu leito de morte; pois, quando ele abençoou Judá, o comparou a um leão: "Judá é um leãozinho, da presa subiste, filho meu; encurva-se, e deita-se como um leão, e como um leão velho; quem o despertará?" (Gênesis 49:9). E também ao estandarte do arraial de Judá no deserto, no qual era exibido um leão, de acordo com a antiga tradição dos judeus. É muito por causa dos atos corajosos de Davi que a tribo de Judá, a qual Davi pertenceu, é comparada a um leão na benção profética de Jacó; mas, sobretudo, aquela era uma visão profética que apontava para Jesus Cristo, o qual também pertenceu a essa tribo e era descendente de Davi, e em nosso texto ele é chamado de "a Raiz de Davi". Por isso Cristo é chamado aqui de "o Leão da tribo de Judá".
2- Ele é chamado de Cordeiro.
João foi informado sobre um Leão que venceu para abrir o livro e, obviamente, esperava ver um leão; mas enquanto ele aguarda, eis que o Cordeiro aparece para abrir o livro, um tipo de criatura muito diferente de um leão. Um leão é um devorador acostumado a fazer uma terrível matança de outros animais; e nenhuma criatura pode mais facilmente se tornar uma presa dele do que um cordeiro. E Cristo é representado aqui não apenas como um cordeiro, uma criatura que pode ser morta facilmente, mas como um "Cordeiro que havia sido morto", ou seja, com as marcas de suas feridas mortais aparentes.
Embora o leão e o cordeiro sejam criaturas muito diferentes, entretanto, eles possuem excelências peculiares. O leão se destaca em força e na majestade de sua aparência e rugido; o cordeiro se destaca na mansidão e paciência, além de ser um alimento excelente e de produzir o que é apropriado para nossa vestimenta, e ainda é adequado para ser oferecido como sacrifício a Deus.
Para concluir, nesse livro ele cita diversas passagens onde Jesus age como um cordeiro, e outras passagens onde Jesus age como um leão. Exemplos: ao ser humilhado na cruz do Calvário sem abrir a boca, ele agiu como um cordeiro; ao ser ressuscitado vencendo a morte, ele agiu como um leão; ao ter nascido numa manjedoura, agiu como um cordeiro; ao se assentar no meio dos doutores e interrogá-los no templo e também ao vencer a tentação do diabo no deserto, agiu como um leão; na sua primeira vinda, veio como servo sofredor, agindo como cordeiro; na segunda vinda, virá como rei e senhor, agindo como leão; na purificação do templo, quando Jesus expulsou todos os que vendiam e compravam no templo e derribou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas, agiu como um leão.
Você que está lendo esse estudo, aceite hoje mesmo a Jesus Cristo como Senhor e Salvador de sua vida. Saiba que em breve ele voltará para julgar a terra. Como está a sua vida diante de Deus?
Ricardo dos Santos
Autor: Matheus Brito
“Tome sobre si a sua cruz, e siga-Me.” Mateus 16:24
Muitas vezes não conseguimos imaginar essa frase com toda a sua força e contexto e, infelizmente, ela é usada de forma equivocada, como se “tomar a cruz” fosse apenas enfrentar as dificuldades da vida: falta de emprego, falta de dinheiro, uma doença, uma dor, uma fatalidade, um acidente ou qualquer outro evento cotidiano.
Mas Cristo não estava falando disso, pois a cruz, nesta passagem, significa exatamente cruz: o instrumento de execução cruel e humilhante usado pelos romanos, no qual o próprio Senhor foi sentenciado à morte. O sentido que Jesus deu não é sobre suportar problemas comuns, mas sobre estar disposto a sofrer perseguição e até a morte por amor ao Evangelho.
Jesus prossegue dizendo:
📖“Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á.” Mateus 16:25
Muitos distorcem esse versículo, aplicando-o de forma superficial, mas o contexto aponta para a perseguição por causa da fé e Cristo reforça isso com duas perguntas:
📖“Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma? Ou que dará o homem em recompensa da sua alma?” Mateus 16:26
A resposta é clara: não há proveito algum em conquistar tudo neste mundo e perder a alma, pois não existe nada que possamos oferecer em troca dela. Por isso, o apóstolo Paulo declarou:
📖“Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho.” Filipenses 1:21
O povo que ouviu Jesus entendeu imediatamente o que Ele queria dizer, porque a crucificação era uma prática comum naquela época e era basicamente assim:
✝️ O condenado era despido, flagelado, e sofria grande perda de sangue. Depois, carregava o patíbulo (a viga horizontal da cruz) até o local da execução, diante de uma multidão. Ali, nu e humilhado, era pregado à cruz com grandes cravos de ferro, sendo exposto publicamente até a morte e o título com seu crime era afixado sobre sua cabeça.
✝️Assim, quando Jesus disse “tome a sua cruz”, Seus ouvintes sabiam muito bem que Ele falava de entregar a vida, se necessário, em fidelidade a Deus.
⛪Portanto, nós, como Igreja de Cristo hoje, também precisamos entender esse real significado e não nos prender a interpretações distorcidas, pois biblicamente falando, ser discípulo é estar pronto a negar a si mesmo, enfrentar perseguições e até perder a vida por causa do Senhor.
O apóstolo Paulo expressou isso ao final de sua carreira:
📖“Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo Juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda.” 2 Timóteo 4:7-8
Assim, voltamos ao chamado de Jesus:
📖“Então disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me. Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; e quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á.” Mateus 16:24-25
Matheus Brito
Autor: Matheus Brito
Ele é o centro das escrituras: o Alfa e o Ômega, o mesmo ontem, hoje e para sempre (Hebreus 13:8).
Antigo Testamento
Gênesis – A Semente da Mulher / O Criador / O Cordeiro providenciado
Êxodo – O Cordeiro Pascal / Nosso Libertador
Levítico – Nosso Sumo Sacerdote / O Sacrifício Perfeito
Números – A Rocha ferida / A Coluna de Fogo e Nuvem
Deuteronômio – O Profeta Prometido / A Palavra Viva
Josué – O Capitão da nossa Salvação
Juízes – Nosso Justo Juiz
Rute – O Parente Resgatador (Goel)
1 Samuel – O Rei Ungido / O Servo Fiel
2 Samuel – O Rei de Graça e Misericórdia
1 Reis – O Rei Glorioso / A Sabedoria de Deus
2 Reis – O Profeta Poderoso
1 Crônicas – O Rei Eterno da linhagem de Davi
2 Crônicas – O Restaurador do Reino
Esdras – O Restaurador do Templo
Neemias – O Reconstrutor dos Muros Quebrados
Ester – O Defensor do seu povo
Jó – O Redentor Vivo
Salmos – O Nosso Canto, Pastor, e Refúgio
Provérbios – A Sabedoria de Deus
Eclesiastes – O Sentido da Vida
Cânticos (Cantares de Salomão) – O Noivo Amado / O Amado da Igreja
Isaías – O Servo Sofredor / Maravilhoso Conselheiro / Príncipe da Paz
Jeremias – O Deus Justo / O Oleiro
Lamentações – O Homem de dores / O Fiel em meio à aflição
Ezequiel – O Filho do Homem / A Restauração de Israel
Daniel – O Filho do Homem nas nuvens / A Pedra que destrói os reinos
Oseias – O Esposo fiel apesar da infidelidade
Joel – O Doador do Espírito Santo
Amós – O Justo Juiz das nações
Obadias – O Vingador do Seu povo
Jonas – O Missionário que desceu ao abismo / Ressurreição profética
Miquéias – O Rei que nascerá em Belém
Naum – A Fortaleza no dia da angústia
Habacuque – O Deus da nossa salvação
Sofonias – O Senhor Zeloso
Ageu – O Desejado de todas as nações
Zacarias – O Renovo da Justiça / Rei Manso que entra em Jerusalém
Malaquias – O Sol da Justiça / O Mensageiro da Aliança
Novo Testamento
Mateus – O Messias Prometido / Rei dos Judeus
Marcos – O Servo Sofredor / O Servo de Deus
Lucas – O Filho do Homem / O Salvador do mundo
João – O Filho de Deus / O Verbo que se fez carne
Atos – O Senhor Ressuscitado / O Cabeça da Igreja em ação
Romanos – A Justiça de Deus / Nosso Justificador
1 Coríntios – O Senhor Nosso / O Fundamento da Igreja
2 Coríntios – A nossa Suficiência / O Consolador
Gálatas – O nosso Libertador do jugo da Lei
Efésios – O nosso Tudo em Todos / O Cabeça da Igreja
Filipenses – A nossa Alegria / O Nome sobre todo nome
Colossenses – A nossa Vida / A Imagem do Deus invisível
1 Tessalonicenses – Aquele que há de vir
2 Tessalonicenses – O Senhor que vai voltar
1 Timóteo – O nosso Mestre / Mediador entre Deus e os homens
2 Timóteo – O nosso Exemplo de fidelidade
Tito – O nosso Modelo / O nosso Redentor
Filemom – O nosso Senhor e Mestre que intercede
Hebreus – O nosso Intercessor junto ao trono / Sumo Sacerdote Perfeito
Tiago – O nosso Modelo Singular / A Fé que age
1 Pedro – A Pedra Angular preciosa / O Cordeiro sem mácula
2 Pedro – A nossa Força e Esperança
1 João – A nossa Vida / Amor encarnado
2 João – A nossa Verdade
3 João – O nosso Caminho
Judas – O nosso Protetor / Aquele que nos guarda de cair
Apocalipse – O nosso Rei Triunfante / Alfa e Ômega / Leão da Tribo de Judá / Noivo da Igreja
✝️Jesus está presente em toda a narrativa bíblica:
📜No Antigo Testamento como tipo, sombra e promessa;
📖No Novo Testamento como cumprimento, revelação e consumação.
Matheus Britho
Texto extraído de "O Novo Comentário Bíblico Novo Testamento" da editora Central Gospel
Texto extraído de "O Novo Comentário Bíblico Novo Testamento" da editora Central Gospel
Autor: Ricardo dos Santos
O mesmo ódio que Satanás tem inspirado pessoas contra a fé cristã bíblica nesses 2000 mil anos de história do cristianismo, é o mesmo ódio que ele tem inspirado pessoas contra o criacionismo bíblico nesses 200 anos desde que surgiu o darwinismo. Podemos reparar: fé cristã BÍBLICA e criacionismo BÍBLICO. Ambas as doutrinas têm o mesmo fundador: Jesus Cristo. O que podemos concluir? Podemos concluir é que o ódio de Satanás é contra a própria pessoa do Senhor Jesus Cristo. Ele tentou e continua tentando destruir o povo escolhido por Deus de onde viria o messias e para quem o messias virá no final dos tempos: povo de Israel. Como ele não conseguiu nem conseguirá destruir esse povo, ele tentou destruir o próprio Senhor Jesus através das tentações. Não conseguiu. Como não conseguiu destruir Jesus, ele tem aplicado todos os esforços para destruir a igreja fundada pelo Senhor Jesus, ou seja, a fé cristã bíblica. Nunca conseguirá, pois o próprio Senhor Jesus disse que as portas do inferno não prevalecerão contra a igreja do Senhor Jesus.
Viva o cristianismo bíblico!!!!! Viva o criacionismo bíblico!!!!!!!
Ricardo dos Santos
Autor desconhecido
Autor: Ricardo dos Santos
O orgulho do homem o leva a crer que sua salvação está em seus próprios méritos, em seus esforços, em sua bondade, em sua religiosidade, em suas boas obras, em seus conhecimentos... O ser humano acha que através de tudo isso pode alcançar o céu, ou seja, ele acha-se capaz. Outro dia eu escutei uma pessoa citando uma frase muito falada no meio espírita que diz: "sem caridade não há salvação". Pobres coitados! Como são enganados! Assim o diabo vem enganando o ser humano com suas seitas e heresias. Daí, quando um crente em Cristo chega para uma pessoa dessa e diz que a salvação não é por boas obras, mas sim pela graça mediante a fé, essa pessoa fica assustada, acha a mensagem estranha. Ela passou a vida toda ouvindo que a salvação é por boas obras, então ela acha estranha a mensagem da verdade revelada por Deus, o evangelho.
O mundo não consegue compreender quando um ímpio que fez o mal a vida inteira tem a vida transformada quando aceita a Cristo como Senhor e Salvador de sua vida. O ímpio não consegue crer que uma pessoa ruim que aceita a Jesus no final de sua vida seja salvo e vai para o céu. Isso é difícil para o mundo entender. A salvação não é pelo nosso mérito e sim pelo mérito de Cristo.
Você que está passando aqui e lendo essa mensagem, creia hoje mesmo no Senhor Jesus Cristo. O tempo da graça está se findando. Talvez hoje o Senhor esteja te dando a última oportunidade. Arrependa-se dos seus pecados e aceite a Cristo como Senhor e Salvador de sua vida.
Ricardo dos Santos
Autor: Pr. C. J. Jacinto
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O Papa foi salvo
Se...
....Ele confessou pessoalmente que Cristo é o único Salvador (Atos 4:12); se ele creu que a obra de Cristo na cruz foi absolutamente perfeita, totalmente consumada e irrepetível (João 19:30, Hebreus 9:12, 10: 10, 11, 12, 13 e 15); se ele creu que Cristo é o único mediador entre Deus e os homens (I Timóteo 2:5 e Hebreus 13:24); se ele creu que somente e tão somente o sangue imaculado de Cristo tem poder para apagar pecados e remir um pecador (I João 1:7 e Hebreus 9:22); se ele creu que a salvação é absolutamente, totalmente pela graça e não por obras de justiça que houvéssemos feito (Efésios 2:8 e 9 e Tito 3:5); se ele creu que o Verbo se fez carne no espaço e no tempo, e que essa encarnação foi um processo único, para efetuar um sacrifício único e definitivo e que desde a Sua ascensão Cristo se encontra fisicamente à destra de Deus na majestade nas alturas como regente, gerenciador e sustentador do universo (Hebreus 1:1 a 3); se ele creu que ninguém pode pôr outro fundamento além do que já foi posto, Cristo, como a Rocha eterna e indestrutível pelo qual a igreja se sustenta e se mantém (I Coríntios 3:11, Daniel 2:45, Mateus 21:42, I Pedro 2:7); se ele não foi um idólatra, opondo-se contra qualquer tipo de adoração e veneração a ídolos feito à imagem de criaturas, sabendo que essa tentativa de se prostrar em homenagem a alguém que não seja Deus recorre no erro do Tentador que ofereceu todos os reinos do mundo a Cristo pelo simples ato de se prostrar e adorar, pois qualquer tipo de culto à criatura recorre em adoração a ela fazendo imagens semelhantes a homem ou mulher (Mateus 4:9 e 10 Romanos 1:25 Deuteronômio 4:16 Gálatas 5:20 Apocalipse 22:15). Se realmente ele seguiu esse perfil de um cristão bíblico, com certeza, creio na salvação dele.
C. J. Jacinto
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Autor: Pr. C. J. Jacinto
“Porque o que dantes conheceu também os predestinou para serem conforme a imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos”.
Aqui temos o ajuste da vida cristã num processo contínuo até que cada redimido seja perfeito e glorificado, e isso significa sermos idênticos ao padrão divino: O Filho de Deus.
Conforme a sua imagem, no grego “Eikone”, um reflexo como em espelho muito próximo a semelhança, uma alta definição de uma cópia, um design de alta precisão conforme o modelo original; o próprio Cristo Jesus.
Conforme a sua imagem é um processo de identificação. Se alguém está em Cristo, nova criatura é uma posição de identidade onde nos conformamos à imagem do que é perfeito. Assim, tendo Cristo a mais excelente vida espiritual, nós também teremos. Sua absoluta excelência moral é nosso padrão de conduta.
A base pela qual repousa a nossa identidade é: Ser um com Cristo e ser como Cristo. Ele é o molde do homem regenerado. O Espírito Santo não fará menos, está “esculpindo” cada cristão para ser conforme a imagem de Cristo, assim, a vida cristã não é somente ser totalmente de Cristo, e não somente totalmente em Cristo, mas acima de tudo refletir o caráter e a santidade de Cristo. Em Atos 11:26, os seguidores do Senhor Jesus Cristo são chamados pela primeira vez de cristãos (Grego: cristianos), ou seja, uma designação sistemática do perfil de um verdadeiro seguidor de Cristo.
C. J. Jacinto
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Autor: Gary Skinner
Jesus estava falando com um grupo de discípulos seus quando alguém disse que sua mãe e seus irmãos estavam lá fora pedindo para falar com Ele (Mateus 12:46/ Marcos 3:32).
A maioria de nós se desculparia e diria "volto já. Minha mãe quer falar comigo."
Em vez de parar e sair para conversar com a mãe e os irmãos dele, que vieram conversar com Ele, Ele transforma essa pergunta em outra pergunta para o cara que acabou de lhe informar isso. Ele faz uma pergunta retórica: "Quem é Minha mãe e quem são meus irmãos?"
Ele está falando sobre aqueles que acreditam Nele e, por acreditarem Nele, fazem o que Ele pede (João 14:15). Jesus não está sendo desrespeitoso ou rude com Sua mãe ou com Seus irmãos de forma alguma, apenas afirmando fatos.
O problema...
Muitos judeus tinham assumido que, por terem vindo de Abraão, eles estavam automaticamente qualificados para entrar no reino. Mas Jesus ensinou que a sua linhagem ou suas obras NÃO eram suficientes para levá-los para o reino. As relações familiares deles não eram o ingresso para o reino.
Jesus apontou o seu dedo ósseo para a sua mãe e discípulos e disse...
"Pois qualquer que fizer a vontade de meu Pai que está nos céus, o mesmo é meu irmão, irmã e mãe (...)" - Mateus 12:50
Em outras palavras, os relacionamentos que realmente importam na eternidade são aqueles relacionamentos baseados em relações corretas com Deus e Sua Palavra, NÃO MERA LINHAGEM.
Gary Skinner
Autor: Presbítero Helton Ferreira
Autor: Pr. C. J. Jacinto
É inacreditável que uma declaração tão equivocada como essa tenha repercussão positiva e aceitável em nossos dias, ela é irreconciliável com as próprias declarações de Cristo. Ele disse em João 7:38: “Quem crê em mim, como diz a Escritura...” e em João 5:39: “São elas (As Escrituras) que testificam de mim”. Não preciso ir mais adiante, o equívoco da declaração é uma ofensa a qualquer cristão sensato, a cegueira espiritual é capaz de promover os ensinos mais incoerentes e, mesmo assim, consegue arrancar aprovações. Quando você ouve “Creia em Cristo, não na Bíblia”, aqui temos uma contradição, o defensor dessa aberração teológica está com a consciência corrompida. Para se crer em Cristo como Ele de fato é, é necessário crer de acordo com a revelação e o ensino da Bíblia, é necessário que se creia que Cristo é por causa das declarações bíblicas acerca dEle. É dentro da revelação cristológica das Escrituras de Gênesis a Apocalipse que vamos encontrar um perfil completo sobre a Pessoa divina, o Bendito Salvador e Senhor Jesus Cristo. Deus trabalhou na história para fazer com que a Bíblia seja a fonte quase que absolutamente exclusiva e extremamente confiável sobre quem realmente é Jesus Cristo. Sem crer nas Escrituras é impossível determinar quem realmente Cristo é, mas graças a Deus, o Cristo verdadeiro pode ser conhecido pelo que a Bíblia diz acerca dele, e é esse fato irrefutável que faz da declaração “Creia em Cristo e não na Bíblia” ser uma declaração herética e infeliz.
Onde encontramos que Cristo é o Verbo que se fez carne? Na Bíblia! (João 1:1 e 14) Onde encontramos que Cristo é o Caminho, a Verdade e a Vida? Na Bíblia! (João 14:9) Onde encontramos que Ele é o pão da vida? Na Bíblia! (João 6:35) Onde encontramos que Ele é o Servo sofredor? Na Bíblia! (Isaias 53) Onde encontramos que Ele é a Sabedoria, justiça, santificação e redenção? Na Bíblia! (I Coríntios 1:39) Onde encontramos que Ele é o Rei dos reis? Na Bíblia! (Apocalipse 19:16) Onde está escrito que Ele é a Pedra Angular? Na Bíblia! (Efésios 2:20) Onde encontramos que Ele é a luz do mundo? Na Bíblia! (João 8:12) Onde encontramos que Ele é o Senhor de todos? Na Bíblia! (Atos 10:36) Onde encontramos que Ele é o poderoso de Jacó? Na Bíblia! (Isaias 60:16) Onde encontramos que Ele é a semente da mulher que esmagará a cabeça da serpente? Na Bíblia! (Gênesis 3:15) Onde está escrito que Ele é o autor e consumador da fé? Na Bíblia! (Hebreus 12:3) Onde está escrito que seu nome será maravilhoso, conselheiro, Deus forte, Pai da eternidade e Príncipe da paz? Na Bíblia! (Isaias 9:6). Eu poderia continuar quase que infinitamente, mas vou reduzir esse assunto apologético de forma mais resumida. A declaração “Creia em Cristo e não na Bíblia” é fruto de uma teologia destituída de lógica, é uma declaração infeliz, é uma heresia monstruosa, é uma deficiência lógica, é uma contradição. Antigo e Novo Testamento apontam para o Cristo que devemos crer. Cremos em Cristo tal como Ele é porque a Bíblia assim revela de forma majestosa, útil, santa, e por esse motivo Paulo diz que toda a Escritura é inspirada por Deus, e isso no fechamento do Canon é o Antigo e o Novo Testamento, ambos numa harmonia que revela e apresenta o Verdadeiro Cristo ao mundo. Só a Bíblia apresenta o caráter e natureza do Verdadeiro Jesus.
Assim, vimos que o Antigo Testamento está dividido em:
1- A lei: Que é a fundação de Cristo.
2- História: Que é a preparação para Cristo.
3- Poesia: que é a aspiração por Cristo.
4- Profecia, que é a expectativa por Cristo.
Então temos o Novo Testamento, que assim está dividido:
1- Evangelhos: A manifestação de Cristo.
2- História: A propagação da mensagem e ressurreição de Cristo.
3- Epístolas: A interpretação dos ensinos de Cristo e a proclamação da Sua segunda vinda.
4- Profecia: A consumação de todas as coisas em Cristo.
Toda a Bíblia aponta para a Majestade do Filho de Deus, e então temos que deparar com a infeliz declaração apóstata, herética, desconstrucionista, infame, irracional, contraditória, de que alguém pode sustentar uma cristologia ortodoxa, pura, elevada, majestosa, digna, sensata, sem crer na Bíblia sagrada. Tenha paciência!
C. J. Jacinto
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Autor: Ricardo dos Santos
Muito bem! Hoje eu gostaria de expressar a minha opinião a respeito da morte do Papa Francisco. É muito importante falar sobre isso, já que tem sido um assunto que tem ocupado as reportagens na televisão, na internet, nas redes sociais... Eu sei que é um tema que trás divergências de opinião entre a ala conservadora e a ala progressista da Igreja Católica. Aliás, não só no meio católico, pois o debate se expande até mesmo em outros meios, sejam religiosos ou não. Muitos dizem: "O papa está no céu com Deus, pois ele era bonzinho, ele fazia o bem, ele trabalhava pela paz." Já outros contradizem: "Não, o papa está no inferno pois era um papa progressista e desrespeitava tudo quanto era tradição e mandamento da Santa Igreja." E agora, quem está com a razão?
Diante de tal fato, não existe nada melhor do que consultarmos a Palavra de Deus e vermos o que ela diz. Nós que somos meros mortais humanos, não temos como afirmar se o papa está no céu ou no inferno, pois não sabemos como foi o fim de sua vida, quais foram suas últimas palavras e suas últimas atitudes. A única coisa que podemos ter certeza é que ninguém está no céu por ter sido um bom católico, ou um bom protestante, ou um bom espírita, ou um bom judeu, ou um bom muçulmano, ou um bom budista ou até mesmo por ter sido uma boa pessoa. Não sou eu quem digo isso, mas sim a Palavra de Deus. Sendo assim, não é diferente no que diz respeito ao papa, pois ninguém está no céu por ter sido um bom papa. O papa Francisco só pode estar no céu diante da seguinte condição: se o papa se arrependeu de seus pecados e confessou-os a Cristo, se o papa aceitou a Cristo como único e suficiente Senhor e Salvador de sua vida, se o papa abandonou todas as tradições religiosas do catolicismo romano juntamente com toda aquela idolatria, se ele se arrependeu de todos os erros e falsas doutrinas que pregou em toda a sua vida, então realmente o papa foi salvo e foi para o céu. Agora, se o papa continuou rejeitando a Cristo como único e suficiente Salvador de sua vida, lamento aos amantes e aos seguidores do papa, o seu destino foi o inferno. Sei que isso é duro falar, porém essa é a verdade da Palavra de Deus.
Você que está passando por aqui e lendo esse texto, reflita nisso. Jesus está te dando essa oportunidade hoje, agora. Creia no Senhor Jesus Cristo. A oportunidade é enquanto você ainda está em vida, pois depois que morre, cessa toda e qualquer oportunidade. Depois da morte, a bíblia diz que segue-se o juízo.
Ricardo dos Santos
Autor: Ricardo dos Santos
No que diz respeito ao debate entre predestinação e livre-arbítrio, existem duas correntes antagônicas que tratam a questão da predestinação com bastante extremidade: por um lado você tem o ateísmo, por outro você tem o calvinismo. Ambos negam o livre-arbítrio do homem. O ateísmo, que nega a existência de Deus Criador, diz que todas as nossas ações e pensamentos são produtos de interações químicas e leis físicas. Já o calvinismo, uma linha do cristianismo protestante, crê na soberania absoluta de Deus de tal forma que todas as coisas já foram pré-determinadas por Deus antes da fundação do mundo, ou seja, até mesmo os que serão salvos e os que serão perdidos, já foram predestinados. Ambas as filosofias são antagônicas no que diz respeito à existência de Deus, porém se parecem muito no que diz respeito ao controle de nossas ações e escolhas. Daí a pergunta: Em que eu creio? Resposta: Creio que a bíblia, a Palavra de Deus, nos trás uma resposta muito mais eficaz e equilibrada. Durante o tempo todo a bíblia nos oferece o caminho a seguir, mas ao mesmo tempo nos dá oportunidade de escolha, ou seja, livre-arbítrio. Nós escolhemos seguir a Cristo ou ao mundo; nós escolhemos o céu ou o inferno; nós escolhemos a vida ou a morte; nós escolhemos o bem ou o mal... Além do mais, nós temos a nossa responsabilidade pelas escolhas que temos e pelos atos que cometemos. Por outro lado, pela bíblia, sabemos muito bem que Deus é soberano e que tem o controle de tudo. Ele é onisciente e onipresente. Pela sua presciência Ele ante-vê tudo e sabe de todas as coisas, até mesmo as palavras que sairão dos nossos lábios. Por isso, creia hoje mesmo no Senhor Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador. A escolha é sua. Você escolhe o céu ou o inferno, a vida ou a morte, a benção ou a maldição.
Ricardo dos Santos
Autor: Ricardo dos Santos
Nós cristãos reclamamos dos judeus pelo fato de continuarem negando ao Senhor Jesus como o seu Messias. Mas, calma que Deus ainda tem um plano e um propósito com aquele povo. Porém, o que não podemos esquecer é que, não são somente os judeus que negam a Jesus Cristo. Na verdade, todas as religiões e toda a raça humana fora do verdadeiro cristianismo bíblico negam a Jesus. Todo aquele que, por mais religioso que seja, não crer em Jesus como único e suficiente Salvador, está negando a Jesus Cristo. Todo aquele que acredita em salvação por boas obras ou algum mérito humano, está negando a graça de Nosso Senhor Jesus Cristo. Todo aquele que acredita que as tradições e os rituais de sua religião levam a Deus, está negando o sacrifício vicário e eficaz de Nosso Senhor Jesus Cristo. Todo aquele que crer em algum outro livro além da bíblia, está negando a Palavra de Deus. Todo aquele que crer em outros intermediários além de Jesus, também está negando a Cristo. Sendo assim, todas as religiões negam a Jesus, não somente os judeus. Apenas os cristãos bíblicos creem de fato em Jesus Cristo como único e suficiente Salvador. Portanto, quero lhe fazer um convite neste dia: creia hoje mesmo em Cristo como único e suficiente Salvador de sua vida. Procure uma igreja verdadeiramente bíblica para você frequentar. O fim da nossa era está cada vez mais próximo, a volta do Senhor Jesus está muito próxima. Volte -se hoje para Deus, pois amanhã poderá ser tarde demais. Deus te abençoe!
Ricardo dos Santos
Autor: Pr. Neucir Valentim
A Predestinação...
Elimina o julgamento do ser humano - como o ser humano pode ser culpado ou absolvido de algo que lhe foi determinado e que não dependeu da sua vontade? (Hebreus 9:27; Mateus 24:45,46; 25:21). Como alguém pode ser culpado antes de sua existência? Conheço a Depravação Humana, é um fato, mas não concordo segundo a predestinação, com a ideia de um Deus bom, trazer à existência homens, mulheres e crianças destinadas à perdição eterna. Mesmo antes de existirem, terem culpa ou pecado, serem punidos ao fogo eterno sem opção! Mesmo sem a possibilidade de pedirem para existir! Isso não se coaduna com o Deus da Bíblia. Veja mais abaixo.
Maldade de Deus - A predestinação seria um ato de maldade de Deus, por ter sacrificado o Seu Filho em vão e, podendo salvar a todos, preferiu destinar trilhões e trilhões ao fogo do inferno (Lucas 19:10; Atos 16:10; Romanos 10:13; Judas 23). Pois ao escolher alguns para a vida, trouxe à existência trilhões para morte, que não pediram para nascer.
Não considera o amor de Deus - evidenciado em cristo Jesus a todos os homens (João 3:16).
A Mensagem da Salvação Universal é um grande blefe - se somente alguns poderão usufruir da salvação mediante a predestinação, logo a mensagem do Evangelho é uma propaganda enganosa (II Pedro 3:9; João 3:16; I João 2:2 etc.).
Dispensa a graça de Deus - a graça de Deus não tem sentido na predestinação, porque a pessoa está condenada ou salva. Se ela aconteceu, foi apenas no "decreto" que o elegeu, sem que tenha tomado dele conhecimento (Romanos 3:24; 5:20; 6:24).
Contraria o espírito das escrituras - essa doutrina invalida o Evangelho, destrói o amor ao bem, acaba com a ética, sacraliza qualquer tipo de comportamento e coloca em Deus todas as culpas, responsabilizando-O pelo flagelo humano (Marcos 16:16; João 3:16; Efésios 2:5-6).
Confunde desejo e realidade - por que o Criador iria desejar que somente alguns fossem salvos? A vontade de Deus é que todos sejam salvos e, por isso, coloca à disposição a Sua graça. Na realidade, somente os que aceitam os meios de salvação oferecidos, podem recebê-la (Atos 13:43; Romanos 5:20).
Desmente a doutrina da queda - se Deus é justo, amoroso e imparcial, por que faria acepção como alguns predestinacionistas afirmam? Então a queda não existiu de direito, foi apenas um fato ilustrativo. Se a predestinação se deu após a queda, conforme outros afirmam, aí a queda não tem importância alguma na história da salvação (Gênesis 3; Romanos 5:12; 8:3; I João 3:5), ou como alguns ensejam, para consubstanciar a sua errônea doutrina, a "queda é um mito literário."
Deus faz acepção de pessoas - se Deus é justo, por que destinaria pessoas à condenação eterna antes mesmo de nascerem, sem lhes dar oportunidade alguma? (Deuteronômio 10:17; Jó 34:19; Atos 10:34).
O ser humano não é autônomo - é inegável que o ser humano é dotado de intelecto, vontade e razão. Se Deus o criou assim, por que então não lhe permite usar o intelecto para conhecê-Lo, a razão para compreendê-Lo e a vontade para escolhê-Lo? A doutrina da predestinação, qualquer que seja o seu matiz, priva o ser humano de escolher, o que descaracteriza totalmente a sua humanidade (I Coríntios 9:1; II Coríntios 3:17; Gálatas 5:13; Tiago 1:25).
Sei que muitos vão usar o argumento de que "Quem sou eu para estar questionando o Criador?". Não estou questionando o Criador, a Ele sempre me curvo, mas sim uma teologia desenvolvida por Agostinho, que a rigor criou outras teologias deploráveis ao entendimento protestante hoje, e que foi sistematizada por Calvino, no Século XVI!
Para sua reflexão!
Os que invocam a predestinação, usurpam do termo soberania de Deus para impor-lhe um caráter arbitrário, mesquinho e restritivo. Ele de fato é soberano, todavia, a sua soberania não o faz atentar contra o seu próprio caráter, e negar os seus próprios atributos, entre eles o da justiça.
Imagine você como seria confuso, diante do Trono Branco (Apocalipse 20:11), para trilhões de seres que vieram à existência pelo decreto divino, entender a sua condenação por antecipação, sem que, aos mesmos, tenha sido oferecido a chance de conseguir, ao menos crer. Isto não coaduna com a essência das Escrituras, com a misericórdia de Deus, com o significado universal da cruz e com a razão. Para os predestinacionistas, falta-lhes uma percepção óbvia da divindade. Deus conhece a história por antecipação. Esse talvez seja o grande equívoco, confundir o saber por antecedência com o predestinar, o que é substancialmente diferente.
Talvez fosse bom acrescentar aqui que sendo Deus o Criador do universo moral, o Senhor o criou com a "possibilidade" do mal moral. Não pode existir tal coisa chamada bem moral, a menos que haja o mal moral. Sem a escolha voluntária do que é justo e certo, não pode existir a virtude; a liberdade para escolher-se o bem necessariamente implica a liberdade para escolher o mal com todas as terríveis conseqüências decorrentes da escolha. Não pode haver a possibilidade do amor real, sem a existência da rejeição e do ódio.
Portanto, se Deus criou os anjos e os seres humanos com o propósito de amá-los e manter comunhão com eles, tais criaturas deveriam ter a prerrogativa de reagir a ele em amor, por sua própria decisão. No entanto, a menos que haja a possibilidade de a pessoa rejeitar o amor, não pode haver a possibilidade de afirmar o amor. Sem essa liberdade de escolha, não existe moralidade, nem amor, apenas reação automatizada, mecânica. Que essa percepção sirva de resposta às perguntas que se levantam com tanta freqüência: Por que permitiu Deus a existência de uma pessoa como Satanás? Por que permitiu Deus que Satanás se aproximasse de Eva por meio de seu agente, a ser-pente? Por que Deus não fez Adão e Eva completamente bons, de tal modo que jamais caíssem em tentação? A resposta a todas as perguntas é: sem a possibilidade do mal, não haveria a possibilidade do bem.
Há outra distinção importante no que concerne ao ser humano, que não se pode deixar de lado. Gênesis 1.27 declara que Deus fez o homem à sua imagem. Significa, então, que em sua estrutura moral e mental, Adão seria parecido com Deus dentro dos limites em que o finito possa assemelhar-se ao infinito. E certo que Deus é bom, e nele não há mal algum, nem engano. Deus é bom por causa de alguma força externa que o condicionou, de modo que ele não poderia ser outra coisa senão perfeito? Ou ele é bom porque ele escolheu a bondade e rejeitou o mal?
Poder-se-ia levantar uma questão muito apropriada quanto a que se fora de Deus seria possível criar-se um padrão de medida moral, pelo qual sua bondade seria avaliada e determinada. É certo que a vontade de Deus é totalmente livre e não é determinada por outra autoridade ou poder externos. Então, não aconteceria que o homem, criado à imagem e semelhança de Deus, também tenha sido dotado de uma capacidade análoga de escolha pessoal, em virtude da qual o ser humano é responsabilizado por ter colocado a si próprio acima de Deus, como o fez toda a raça humana (com exceção de Jesus).
Concluímos, pois, que o ser humano é total e finalmente responsável pelo seu próprio pecado, pelo qual Deus não tem responsabilidade alguma, em grau nenhum. Quando o Senhor lança uma convocação a toda a raça humana para que haja arrependimento e retorno a ele, em fé e total submissão (Atos 17.30,31: "... ordena agora a todos homens, e em todo o lugar, que se arrependam; porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do homem que destinou; e disso deu certeza a todos..."), esse apelo deve ser considerado um convite sincero, uma oferta de perdão e vida nova a todos os homens, em todos os lugares. Se recusarem essa oportunidade, serão responsáveis e totalmente culpáveis pela recusa.
Esse princípio da graça soberana envolve a rejeição total do esforço humano no sentido de merecer a salvação, ou ganhar o favor de Deus. "Graça" significa que é Deus quem faz todas as coisas, sem a ajuda do homem. A salvação deve advir como dádiva, um presente imerecido, pois o ser humano perdeu todo e qualquer direito e mérito para justificar-se. "Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie" (Efésios 2.8,9). "Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e renovação do Espírito Santo" (Tito 3.5). O texto diz que nada oferecido a Deus à guisa de caráter bom, serviço nobre ou obras de justiça contribui de alguma forma para a nossa salvação. Os que verdadeiramente se salvam recebem Jesus Cristo (João 1.12) como Senhor e Salvador (Romanos 10.9,10). Tendo o poder do Espírito que em nós habita (Colossenses 3.1-4), produziremos obras de justiça e bondade que manifestem a vida de Cristo dentro de nós ["Porque, assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem obras é morta" (Tiago 2.26)].
No entanto, a obra de santificação desenvolvida na vida do crente nascido de novo é basicamente a operação graciosa do próprio Deus (Romanos 8.10-11,14). Essa vida transformada produzirá continuamente o fruto de nove gomos (Gálatas 5.22,23), se na verdade houve entrega pela fé, e não mera contrafação ou auto-engano, e se o verdadeiro filho de Deus apresentar seu corpo continuamente como sacrifício vivo a Deus, que o redimiu (Romanos 12.1). Portanto, o crente não mais se conforma com esse mundo, mas vai-se transformando pela renovação da mente, mediante a operação do Espírito de Cristo que nele habita (v. 2).
No entanto, permanece a verdade que o homem nenhuma contribuição pode fazer em prol de sua salvação, se é que vai salvar-se, é claro. Até mesmo a fé salvadora é dom de Deus (Efésios 2.9). Tudo o que o ser humano perdido pode fazer é considerar as palavras de Cristo e aceitar a oferta de sua graça. E nem sequer a reação positiva se assemelha a uma obra meritória; é apenas um ato de mendigo que estende a mão vazia e suja para aceitar uma ajuda de seu benfeitor. E ato que nada tem a ver com méritos; não atribui ao pedinte merecimento algum, pois continua igual ao que oculta a mão no colo, em vez de estendê-la. A salvação é outorgada por piedade e graça. "Tendo Deus, por mera boa vontade, desde toda a eternidade, eleito alguns para a vida eterna, celebrou com estes uma aliança da graça, para livrá-los do estado de pecado e miséria, e conduzi-los a um estado de salvação mediante um Redentor" (Confissão de Westminster, tirado de João 17.6; Efésios 1.4; Tito 1.2; 3.7; dificilmente essa declaração poderia ser melhorada como formulação clássica da doutrina da graça.
De acordo com esses versículos, Deus escolheu seus redimidos desde a eternidade, "antes da fundação do mundo" (Efésios 1.4). Ele não precisou esperar para ver; aquele que sabe todas as coisas desde o início até o fim conhece qual seria a reação de cada pessoa ao chamado de Cristo. Portanto, esses verdadeiros crentes, que constituem o templo espiritual de Cristo, o corpo místico do Senhor, sua esposa amada, são considerados dádiva de amor do Pai ao Filho (João 17.6: "Manifestei o teu nome aos homens que do mundo me deste; eram teus, e tu mos deste, e eles guardaram a tua palavra").
Em que base escolheu Deus os seus eleitos? Não foi de acordo com os méritos que tivessem (Efésios 2.8,9), quer pelo caráter, quer pelas boas obras, tampouco pela fé (como obra meritória), mas "Como também nos elegeu nele" (Ef 1.4). Essas palavras parecem deixar implícito que Deus, o Pai, só escolhe as pessoas que estão no Filho, Jesus Cristo. No entanto, há um mistério a respeito da reação dos pecadores ao chamado do Salvador. É óbvio que não podemos estar em Cristo a menos que estejamos unidos a ele pela fé.
Mas quem determina a nossa fé? Por que duas pessoas na mesma reunião evangélica ouvem a mesma mensagem do mesmo pregador, mas uma delas reage positivamente ao convite e vai à frente a fim de receber a Cristo, enquanto a outra permanece teimosamente em seu lugar, agarrada aos seus pecados e egoísmo? Disse Jesus em João 6.37: "Todo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora", ou seja, nada existe no princípio da eleição ou predestinação que impeça um pecador arrependido de vir a Cristo e receber sua salvação.
Em João 6.44, no entanto, Jesus disse também: "Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou o não trouxer...". Os que vêm a Cristo fazem-no como resultado de uma obra graciosa de Deus em seus corações; é Deus, o Pai, que os atrai ao Filho, como Salvador e Senhor. Assim, devemos dar a Deus todo o crédito e toda a glória pelo impulso em nosso coração para reagir positivamente ao chamado de Cristo, quando o Evangelho nos é apresentado.
De outra maneira, poderíamos dizer a nós mesmos: "Bem, de certa forma, eu mereci a graça de Deus, porque eu obedeci quando ele me chamou; fui diferente do pecador impenitente que estava sentado perto de mim, e não quis ir à frente quando o apelo foi feito". Não há lugar para mérito pessoal que diz respeito à nossa eleição. É apenas uma questão "da mera boa vontade de Deus", o qual recebe toda a glória quando um pecador se salva. Todo aquele que rejeita o Senhor deve receber toda a culpa por preferir permanecer condenado e perdido, mas toda pessoa que se salva deve dar a Deus toda a glória e louvor pela sua salvação, e sua nova vida em Cristo.
Resumindo, então: Deus escolhe desde a eternidade todos os que hão de salvar-se; e a única base de sua decisão é sua boa vontade, assim como a única razão da salvação e justificação é o mérito da morte expiatória de Cristo. No entanto, Deus jamais escolhe os que não vão crer e nem querem aceitar Cristo; Deus só levará a Cristo para a salvação os que crêem nele.
O que faz um pecador abrir seu coração à verdade de Deus e tornar-se disposto a crer, na verdade não está esclarecido nas Escrituras. Tudo de que podemos ter certeza é que Deus "é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se" (2 Pe 3.9) e não faz a escolha no lugar das pessoas.
Cada uma assume total responsabilidade por sua própria escolha; como ser humano criado à imagem de Deus (portanto, o homem recebeu responsabilidade moral), em quem o Espírito de Deus operou (pois só ele pode evocar fé verdadeira e salvífica), a pessoa precisa decidir por si mesma entre a vida e a morte, a bênção e a maldição: "escolhe pois a vida, para que vivas, tu e a tua descendência" (Dt 30.19).
Pastor Neucir Valentim, pastor congregacional.